Este financiamento será usado para desminar consideráveis áreas das províncias de Maputo, Manica e Tete, restabelecendo o acesso seguro à terra e infra-estruturas para a população local, neste momento exposta ao perigo. O valor foi entregue no bairro da Matola-Gare, pelo Encarregado de Negócios dos EUA, Todd Chapman, à representante da HALO Trust-Mozambique, Helen Gray, que na altura referiu que a linha de alta tensão Maputo-Ressano Garcia, com 200 torres de transporte de energia eléctrica, 165 das quais a braços com minas, será uma das prioridades no trabalho de desminagem. A desminagem na província de Maputo começou em Novembro de 2007, em Manica, em Maio deste ano, e este mês de Outubro foi escalar a província de Tete. Segundo Helen Gray, a organização conta com um efectivo de 260 trabalhadores, 100 dos quais são sapadores. Novas equipas serão formadas para reforçar a actividade. Este trabalho, segundo a representante da HALLO, irá contribuir para o cumprimento das metas definidas pelo Governo, que é de ter um Moçambique livre de minas até 2014. Estima-se que 200 mil minas foram colocadas no território nacional durante a luta pela independência e no conflito armado que se seguiu. O problema das minas em Moçambique já foi um dos mais graves no mundo, com minas terrestres e de engenhos explosivos herdados dos muitos anos de conflitos que terminaram em 1992. Até 2007, a organização não-governamental limpou quatro províncias do país, nomeadamente Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia. Neste momento está a trabalhar na desminagem das províncias do centro do país. Ao todo foram limpos 525 campos minados, contendo 100 843 minas, tendo a região sido declarada “livre do impacto de minas” no início de 2008. A representante da Halo Trust-Moçambique aponta que com a remoção das minas as terras ficam livres para a população poder viver, fazer agricultura, construção de infra-estruturas e criar as suas famílias sem medo de ferimentos incapacitantes. Por seu turno, Todd Chapman disse que desde 1993 os Estados Unidos já providenciaram mais de 47 milhões de dólares de assistência à desminagem a Moçambique. 
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
EUA apoiam desminagem com dois milhões de dólares
A EMBAIXADA dos Estados Unidos da América em Maputo concedeu ontem à HALO Trust-Mozambique, uma agência de desminagem, dois milhões de dólares americanos como parte da continuação do seu apoio às actividades de remoção de minas no território nacional.
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Camarão moçambicano à caminho dos EUA
As autoridades moçambicanas ainda não tem aval dos americanos mas acredita-se que, até ao final do ano, primeiras quantidades de camarão poderão ser exportadas às terras do tio Sam .
Depois da vertiginosa queda do preço do camarão no mercado da União Europeia, as autoridades moçambicanas continuam a negociar a colocação deste produto de exportação no mercado americano, mais concretamente, nos Estados Unidos da América. A queda ao que se sabe foi em mais de metade, ou seja, da média de USD10/kg para cerca de 6 dólares por quilograma.
Mesmo que ainda não se tenha chegado a consensos definitivos, as autoridades moçambicanas dizem que, o mercado americano, constitui uma aposta e uma alternativa viável para a colocação do camarão moçambicano, daí os esforços em curso. Já há algumas garantias e, dentro em breve, os armadores moçambicanos poderão ter as portas do mercado americano abertas.
Depois da vertiginosa queda do preço do camarão no mercado da União Europeia, as autoridades moçambicanas continuam a negociar a colocação deste produto de exportação no mercado americano, mais concretamente, nos Estados Unidos da América. A queda ao que se sabe foi em mais de metade, ou seja, da média de USD10/kg para cerca de 6 dólares por quilograma.
Mesmo que ainda não se tenha chegado a consensos definitivos, as autoridades moçambicanas dizem que, o mercado americano, constitui uma aposta e uma alternativa viável para a colocação do camarão moçambicano, daí os esforços em curso. Já há algumas garantias e, dentro em breve, os armadores moçambicanos poderão ter as portas do mercado americano abertas.
O ministro moçambicano da Indústria e Comércio, António Fernando, disse ao mediaFAX que, neste momento, considerado os níveis de queda do camarão no mercado europeu não restam outras soluções senão buscar alternativas noutros mercados e o americano é um dos preferenciais. Esta estratégia, segundo António Fernando deve, igualmente, ser vista no âmbito de acções que estão sendo levadas a cabo pelas autoridades no sentido de transformar a crise mundial em oportunidade para dar mais valor acrescentado ao produto nacional. “São várias ideias que estão a ser avançadas, por exemplo, em relação ao camarão, assim que baixou o preço na Europa nós descobrimos outro mercado.
O americano.
Estamos a trabalhar seriamente para colocarmos o nosso camarão nesse mercado. E tudo indica que brevemente iremos conseguir, dando valor acrescentado a este produto que gera divisas ao país” – sublinhou António Fernando a importância de busca de alternativas para os produtos moçambicanos. Um dos principais produtos de exportação, o camarão, recorde-se, rendeu nos últimos 14 anos, cerca de um bilião de dólares americanos ao país.
Entretanto, nos últimos anos, e devido a vários factores, o negócio de camarão não tem sido dos melhores. Um dos factores indicados como tendo contribuído para a queda do preço no mercado europeu é o facto de a União Europeia ter sido “invadido” pelo camarão de aquacultura, produzido a baixo custo, comparativamente ao camarão selvagem que Moçambique exporta.
Se, em 1994, o camarão representava 38 por cento do volume global de exportações, representa, hoje, apenas dois por cento. O camarão já chegou a ser o primeiro na lista dos mais exportados por Moçambique. Aconteceu, por exemplo, em 1994 e nos cinco anos subsequentes. Mas, em 2000, a situação mudou. Nesse ano, o que Moçambique mais exportou foi energia eléctrica e, no ano 2001, os lingotes produzidos pela fábrica de alumínios Mozal.
Ainda para ilustrar a queda vertiginosa do negócio do camarão, números indicam que, em 1994 Moçambique obteve cerca de 63 milhões de dólares americanos, e pouco mais de 92 milhões, no ano 2001, em 2008 as divisas resultantes da exportação do camarão não foram para além dos 45 milhões de dólares.
Em 2008, foram capturadas e exportadas cerca de 5 mil e quatrocentas toneladas de camarão, contra as mais de nove mil exportadas no ano 2000. Em grandes quantidades o país exportava o seu camarão para a Espanha, Portugal e França. (F.M.)
Savana
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