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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Cem autocarros públicos: Demora na entrega motivo de preocupação

A Empresa Transportes Público de Maputo (TPM) está preocupada com a morosidade que se verifica na entrega dos autocarros encomendados pelo Governo, no primeiro trimestre do ano transacto, com vista a fazer face à crise de meios circulantes para o transporte de passageiros. Dos 100 autocarros prometidos, apenas 40 foram entregues, faltando um remanescente de 60.

A preocupação ganha eco, sobretudo quando se toma em conta que a entrega da encomenda devia ser completada no corrente mês de Outubro, mas segundo Boaventura Lipangue, porta-voz daquela companhia transportadora, tal facto constitui uma miragem dada as dificuldades do fornecedor em cumprir com o acordo assumido com o Governo.

Lipangue disse que a sua companhia, mais uma vez vai interceder junto do Governo, no sentido de que este, usando os mecanismos ao seu dispor, pressione o fornecedor para cumprir com a promessa.

Esta será a segunda vez que o Governo intercede junto do fornecedor dos referidos autocarros de marca Volkswagen (VW).

Entretanto, a TPM recebeu um lote de cinco autocarros de marca Astra City Bus, com capacidade para 92 lugares, adquiridos recentemente na China, com base nas receitas geradas pela operação dos autocarros de luxo.

A aquisição das cinco unidades, de acordo com informações em nosso poder, foi feita a partir do sistema leasing, no valor de 13.255.000, 00Mt.

De acordo com Boaventura Lipangue, as unidades servirão para potenciar e melhorar cada vez mais os serviços prestados pela companhia.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Carência de transportes minimizada na MOZAL


O PROBLEMA de transporte que vinha se verificando de algum tempo a esta parte na zona da MOZAL poderá ser minimizado, com a entrada em funcionamento de dois autocarros da empresa Transportes Públicos de Moçambique (TPM), que vão explorar esta rota a partir das terminais do Museu e da Praça dos Trabalhadores.A entrada em funcionamento destes autocarros vem responder às solicitações efectuadas pelos utentes dos transportes naquela zona, que já há muito vinham reclamando maus tratos por parte dos operadores privados.

Os autocarros deverão funcionar no mesmo horário tal como acontece noutras rotas, para permitir que as pessoas tenham transporte à medida das suas solicitações e de acordo com as capacidades operacionais dos TPM.

A cerimónia de entrega dos autocarros aos residentes da MOZAL, realizou-se ontem na terminal dos transportes local e, para além de representantes dos órgãos directivos dos TPM, a cerimónia contou com a participação da administradora do distrito de Boane, Cremilda Xavier.

Falando na ocasião, Cremilda Xavier disse que este é mais um passo para a satisfação das necessidades dos residentes do posto administrativo da Matola-Rio. Contudo, afirmou ser preciso que as pessoas entendam que a crise de transportes não é apenas em Boane, daí haver necessidade de se conservar os autocarros para que possam servir por um longo período.

O administrador da empresa TPM, Silvestre Constantino, afirmou que existem condições para a exploração das rotas Baixa/MOZAL e Museu/MOZAL tomando em consideração que a estrada que dá acesso àquele bairro está em boas condições de circulação.

Explicou que a abertura de uma linha para a MOZAL faz parte dos planos de expansão daquela empresa com vista a criar condições para facilitar a circulação de pessoas e bens pelo menos até àquela terminal.

O projecto já vinha sendo anunciado há algum tempo, mas se entende que foi concretizado antes do previsto, dado o elevado interesse da empresa em explorar aquelas rota.

Para complementar a introdução de autocarros dos TPM naquela via foram construídos alpendres ao longo da via, esperando-se que este acto contribua para melhorar a organização e controlo das actividades.

A carreira para MOZAL faz parte dos planos de expansão que estão a ser introduzidos naquela empresa, tal como foi para o bairro de Nkobe, no município da Matola, e para os distritos de Boane e Marracuene.

Fonte: Jornal Notícias

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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

"Revolução” atinge TPM


DECORRE uma “revolução” nos Transportes Públicos de Maputo (TPM). Até há dois anos a empresa devia a diferentes parceiros cerca de 31 milhões de meticais. Hoje, o saldo é zero. A exígua frota de autocarros está a ser reforçada, prevendo-se que até Outubro a mesma atinja o lote de 100 novas unidades. Em função disso, novas linhas se desenham: Museu/Mozal e Baixa/Mozal vão ser realidade a partir da próxima segunda-feira.

Num futuro a breve ou médio prazo teremos rotas para "Matendene", "CMC", Mahotas, Matola-Gare e Kongolote.QUANDO a actual administração dos TPM tomou posse, há sensivelmente dois anos, herdou uma carteira de dívida corrente avaliada em cerca de 31 milhões de meticais, resultante do não pagamento a fornecedores e do incumprimento das obrigações fiscais. Quanto a obrigações fiscais, a empresa possuía uma dívida de cerca de 19 milhões de meticais, sendo cinco milhões de dívida real e o remanescente resultante de juros acumulados de 1999 a 2005.

Chamado a explicar como foi possível a liquidação da dívida, o administrador dos Transportes Públicos de Maputo, Artur Samuel Sitoe, disse que através de fundos gerados pela exploração, principalmente pelas receitas decorrentes do aluguer de autocarros e de receitas provenientes dos machimbombos de luxo, procedeu-se de forma gradual e contínua ao saneamento das mesmas.

“Actualmente, a dívida corrente situa-se na ordem de 0.39 milhão de meticais, isto é, próximo do zero. O pagamento destas dívidas permitiu a empresa alcançar o equilíbrio nas contas entre os anos 2006 e 2007, obter uma solidez financeira e estrutural, elementos essenciais para a continuação no desenvolvimento de numerosos projectos e permitiu a obtenção de novos financiamentos”, explicou o administrador Artur Samuel Sitoe.

A fonte destacou igualmente o financiamento da banca para a aquisição de autocarros visando o reforço da frota do transporte público urbano.

A empresa Transportes Públicos de Maputo tem vindo de há uns meses a esta parte a melhorar a sua frota, facto que permite, por um lado, a consolidação das linhas já existentes e, por outro, a abertura de novas linhas abrangendo, por consequência, zonas de aglomeração populacional.

LINHA DE BELULUANE COMEÇA NA SEGUNDA-FEIRA

O administrador dos TPM para o pelouro técnico, Silvestre Constantino, anunciou para o próximo dia 25 de Agosto (segunda-feira) o início da operação de carreiras para as linhas Museu/Mozal-Beluluane e Baixa/Mozal-Beloluane, usando a via portagem/Matola-Rio.

De acordo com a fonte, numa primeira fase serão destacados dois autocarros novos, prevendo-se que num futuro breve a frota seja reforçada.

Silvestre Constantino disse que trabalhos preparatórios com vista ao início desta operação já decorrem com a colocação de sinais indicando a terminal dos autocarros junto ao marcado da Mozal bem como de paragens no troço Matola-Rio e o mercado.

“Devo explicar que a abertura desta linha resulta do cumprimento do plano de expansão dos serviços de carreiras previstos pela empresa TPM, assim como das várias solicitações feitas pela população de Beluluane, pelas estruturas administrativas do posto da Matola-Rio que pretendem ver minimizado o problema da falta de transporte público fiável e economicamente acessível naquela zona”, explicou a fonte.O administrador Silvestre Constantino vincou nas suas explicações que a linha para Mozal-Beluluane tem a particularidade de beneficiar não só os residentes, como também utentes ao longo da auto-estrada da Matola, nomeadamente dos bairros Luís Cabral, Casa Branca, João Mateus e Matola-Rio. Referiu ainda que por esta via circulam também os autocarros que vão para Boane, cidade da Matola e Mahlampswene. Afirmou que consolidada esta via, a transportadora projectará uma nova linha para Mozal-Beloluane, usando para o efeito a via da Texlom.

Silvestre Constantino
30 DOS 100 PREVISTOS JÁ OPERAM EM MAPUTO

O administrador Constantino referiu, entretanto, que até Outubro próximo a empresa Transportes Públicos de Maputo vai receber 100 novos autocarros. Presentemente, segundo a fonte, 30 autocarros do lote previsto já se encontram a operar em diferentes linhas de Maputo.

Segundo a fonte, com a recepção de novos autocarros, os TPM pretendem reforçar cada vez mais a oferta nas linhas existentes e reabrir paulatinamente as que se encontram interrompidas desde há longa data por insuficiência de meios.

Até ao momento foram reabertas as carreiras número 18, Museu/Aeroporto; 24, Museu/Laulane; 27, Museu/Estádio da Machava; 26, Baixa/Praça dos Combatentes; e 33, Museu/Malhazine, as quais operam com maior frequência nas horas de ponta destacou o administrador técnico.

Por outro lado, mostrou-se satisfeito com a introdução, a partir de 28 de Julho último, da operação na linha da Catembe, estabelecendo as ligações entre a ponte-cais e a terminal denominada Dona Elisa.

A fonte salientou que existem linhas cuja abertura depende das vias de acesso. Tais são os casos dos bairros Matendeni, CMC, Mahotas, Kongoloti, entre outras. Quando as vias estiverem em condições os TPM começarão a operar, porque este é o compromisso que a empresa tem para com o público utente.

A VISITA DE PAULO ZUCULA

Quando o Ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, foi investido para estas funções, uma das primeiras medidas que tomou foi visitar os TPM para se inteirar do grau de funcionamento desta empresa pública e juntamente com os administradores procurar soluções para a crise dos transportes de que enferma a cidade-capital.

Em resultado dessa visita, realizada em Março deste ano, Paulo Zucula anunciou o reforço da frota dos transportes em 100 novas unidades. As tais que estão a chegar até Dezembro.

O ministro dos Transportes e Comunicações deixou na ocasião instruções no sentido de se implementar naquela empresa um plano estratégico visando o reforço de carreiras sobretudo nas horas de ponta.

“Nessa sequência introduzimos um novo turno de serviço das tripulações que trabalham especialmente nas horas de ponta para tentar aliviar as enchentes nas paragens. O impacto deste turno pode não ser ainda muito visível, porque ainda só recebemos 30 dos 100 autocarros previstos”, explicou.

O plano estratégico da empresa, orientado pelo ministro dos Transportes e Comunicações, aquando da sua visita, prevê, para além do reforço da frota de autocarros, alguns melhoramentos do ponto de vista infra-estrutural.

Por exemplo, todo o edifício-sede da empresa acaba de beneficiar de nova pintura, facto que não se verificava há mais de 30 anos. A empresa está a construir alpendres nas diferentes terminais dos autocarros. Tal facto já aconteceu em Marracuene, Boane, ACIPOL e brevemente em Nkobe.
O parque automóvel III está a beneficiar de vedação e pavimentação.

Neste momento, a empresa necessita de cerca de nove milhões de meticais para a reabilitação do parque de estacionamento da cidade da Matola. Tudo porque assim que os 100 autocarros estiverem em Maputo, os dois parques da cidade de Maputo não estarão em condições de os albergar. A empresa precisará também de equipamento para a lavagem automática dos autocarros.

“A lavagem è feita à noite e manualmente. Quando tivermos o número completo de autocarros a forma de lavar terá que ser automática. Por isso, precisamos desse equipamento”, frisou, avaliando tal maquinaria em cerca de seis milhões de meticais.

Mas nem tudo é mar de rosas nesta revolução dos TPM. Por exemplo, segundo o administrador para o pelouro técnico, a tarifa de cinco meticais não é suficiente para cobrir despesas decorrentes do funcionamento da empresa. Trata-se do pagamento da mão-de-obra, compra de peças sobressalentes e outros meios não desembolsáveis e, a somar a isso, os custos cada vez mais elevados do combustível. A empresa gasta em média por dia, nas actuais condições, cerca de seis mil litros de combustível e quando todos os autocarros estiverem em Maputo, os níveis irão aumentar para cerca de 15 mil litros por dia.

POPULAÇÃO NA EXPECTATIVA

Obrigado, TPM! Foi com estas palavras que as autoridades locais e a população em geral de Beluluane-Mozal agradeceram à empresa dos Transportes Públicos de Maputo pela iniciativa de abrir uma linha para aquela zona.

As nossas fontes disseram que a abertura da linha para o bairro vai aliviá-las da pressão que vinham sofrendo para se deslocarem de e para as cidades de Maputo e Matola e vice-versa, devido à falta de transporte.

O chefe do posto administrativo da Matola-Rio afirmou em breve contacto com a nossa Reportagem que a população de Beluluane não vê a hora da abertura da linha, tendo em linha de conta que a dor de cabeça é grande quando alguém pensa em deslocar-se à cidade.

“Um obrigado do fundo do coração de todos os residentes de Beluluane, esperamos que a linha seja consolidada e que outros bairros quer na Matola quer em Maputo sejam abrangidos pela iniciativa dos TPM”, frisou o interlocutor.

Em Beluluane funciona uma Escola de EP2 (Nelson Mandela) e também uma do EP1 (Armando Guebuza). Alguns dos alunos que frequentam estas instituições são residentes de diferentes bairros das cidades de Maputo e Matola e que doravante se sentirão aliviados com a introdução dos transportes naquela linha.

Mateus Matola, um ancião que mensalmente se desloca para a cidade de Maputo à busca da sua pensão de reforma, indicou, em contacto com a nossa Reportagem, que chegou a hora de dizer adeus ao sofrimento por causa dos transportes.

“Na idade em que me encontro (78 anos) estou protegido por lei para poder viajar nos transportes públicos sem pagar. Nos transportes semicolectivos, para além da correria a que estava sujeito tenho que desembolsar 7,50 meticais de ida e outros 7,50 meticais de volta. O meu bolso está sempre a reclamar. Nunca tilinta, porque as moedas são sempre para o transporte. Agora estamos todos aliviados. Nós, anciãos, adultos, jovens e crianças”, frisou.

Fonte: Jornal Notícias


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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Fornecedor sul-africano de autocarros não cumpre contrato - acusa a empresa pública moçambicana


Boaventura Lipanga porta-voz dos TPM (Transportes Públicos de Maputo) diz que a empresa está perplexa com a situação e que neste momento nada pode fazer senão “esperar para ver, porque o contrato de fornecimento devia terminar em finais de Outubro próximo”.

A empresa sul africana que ganhou o concurso para fornecer os cem (100) autocarros ao Estado Moçambicano a encomenda colocada pelo governo para reforçar a frota da empresa Transportes Públicos de Maputo (TPU) não esta a cumprir com os lotes de fornecimento previstos no contrato. Segundo disse o assessor de imprensa daquela empresa, Boaventura Lipanga, dos oitenta (80) autocarros que até ao presente momento deviam estar na cidade de Maputo, só foram recebidos trinta (30).
Entretanto, nos TPU acredita-se que apesar do presidente do Conselho de Administração da empresa se ter deslocado à África do Sul para se inteirar do relativo atraso na entrega dos autocarros encomendados, “a empresa fornecedora poderá ainda retardar mais o processo”.
Depois do 5 de Fevereiro que pôs Maputo e Matola em polvorosa com manifestações populares de protesto contra as políticas de transporte ineficientes e soluções até aí desleixadas pelo governo, e numa altura em que centenas de milhares de munícipes destas duas cidades e de uma forma geral de todo o chamado Grande Maputo clamam por transportes urbanos no seu dia a dia, e sobretudo quando se aproxima o 19 de Novembro, data das terceiras eleições autárquicas, o atraso na entrega da encomenda está a preocupar sobremaneira o regime.
Entretanto, apesar do porta-voz da empresa pública de Transportes Públicos de Maputo considerar que com os trinta autocarros novos já em circulação a situação daquela transportadora tender a melhorar no que diz respeito à satisfação da demanda, ele lamentou o facto de a empresa sul-africana que ganhou o concurso para fornecer os autocarros estar a “demorar com o fornecimento”. “Enquanto não chegar o fim do mês de Outubro que é o limite máximo da entrega de todos os autocarros nada podemos dizer. Estamos para ver se o fornecedor vai cumprir ou não com o contrato”, disse a fonte que estamos a citar acrescentando que “o fornecedor só faz promessas”. “Não sabemos como é que ele vai fazer pois há até este momento um deficit de 70 autocarros de todo lote com o agravante de também faltarem dois meses para terminar o prazo estabelecido pelo contrato”, disse indicando ainda que “até o dia 3 de Agosto a empresa fornecedora havia prometido o envio de mais dez autocarros e só mandou quatro”. “Estamos à espera do que vai acontecer terminado o prazo”, acrescentou Boaventura Lipanga, porta-voz dos TPM.
A mesma fonte revelou que o atraso no fornecimento dos autocarros tem estado a adiar os planos da empresa que pretende “alargar as suas rotas e melhorar a situação dos transportes urbanos na Cidade de Maputo”. “Além do mais temos ainda o problema do atraso no melhoramento das vias de acesso para algumas zonas residenciais que precisam de transportes como é o caso da CMC e Magoanine, Bairro dos Pescadores, Mahotas e Guava”, acrescentou a fonte explicando que outrora alguns destes bairros residenciais beneficiaram dos serviços desta transportadora.
O estado das vias e a falta de equipamentos de transporte terá feito com que tivessem sido abandonadas tais rotas, entre outros factores. Instado a pronunciar-se sobre o actual estágio da empresa em termos de manuseamento de passageiros, a fonte revelou-nos que actualmente “a empresa TPM consegue transportar por dia cerca de um milhão e quinhentos mil passageiros (1.500.000) contra um milhão (1.000.000) que transportava antes” da vinda dos novos autocarros. “É natural pois os meios são novos, modernos, e rápidos. A nossa actual estratégia é de apostarmos em dois turnos, isto é, apostamos mais nas horas de ponta em que avançamos com todos os autocarros nas manhãs, quando os cidadãos precisam de meios para irem aos locais de trabalho, e nas tardes, quando querem regressar às suas casas”, disse Lipanga acrescentando que “nos períodos mortos tem-se trabalhado com uma frota normal”, isto é sem a mobilização de todos os machimbombos. “Neste momento a situação melhorou bastante nas horas de ponta apesar de estarmos a trabalhar com os trinta autocarros”, concluiu Boaventura Lipanga porta-voz dos TPM, apesar de o público continuar a queixar-se da falta de transportes.

(Alexandre Luís) (Canal de Moçambique) - 2008-08-20

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