O NOVO currículo a ser implementado pela Universidade Pedagógica deverá atender à necessidade da massificação da formação de professores, para responder aos desafios que se impõem com o crescimento do número de alunos e escolas no nível secundário. Para o efeito, segundo conclusões do seminário sobre a formação de professores, semana passada realizado em Maputo, a aposta deverá residir no ensino presencial, semi-presencial e à distância.
A ideia que existe, segundo o Prof. Doutor Rogério Uthui, Reitor da Universidade Pedagógica é que sejam abrangidos pela formação contínua, todos os professores em exercício para além das novas admissões para responder à demanda em docentes quer para o ensino básico quer para o técnico.
Segundo dados apresentados na ocasião pelo reitor da UP, a previsão é que haja um crescimento de cerca de 30 por cento do número de alunos no secundário por ano e grande parte destes estarão nas zonas rurais.
A estratégia que está a ser implementada pelo Governo é de construção de escolas secundárias nas zonas rurais que em termos de custos, por cada uma delas, com cerca de 150 alunos, corresponde ao dobro de uma escola situada na zona urbana e com 500 estudantes.
Para Rogério Uthui, a formação de docentes terá que atender à necessidade de redução de custos com os professores. Para o efeito, terá que se pensar que tipo de quadros devem ser disponibilizados ao mercado entre a perspectiva de um docente/uma disciplina, um docente duas disciplinas ou que leccione um bloco delas, nomeadamente ciências e letras.
“Temos que planificar para além de dez anos e este é um grande desafio. O modelo de formação de 12ª mais um ano é transitório e teremos que ter soluções mais duradouras”, disse o reitor da UP.
Sobre os modelos de formação, Rogério Uthui indicou que seria muito difícil garantir práticas pedagógicas para os cerca de 40 mil estudantes que frequentam os diversos níveis naquela instituição de ensino superior.
Por isso mesmo, será preciso pensar num currículo diferenciado que permita que os docentes de carreira tenham outro tipo de cadeiras.
O reitor da UP garantiu que apesar de aquela instituição reconhecer os desafios na área de educação no país e para os quais tem vindo a buscar soluções inovadoras, está salvaguardada a liberdade académica da instituição. Todo o esforço que está a ser feito tem em vista que os docentes formados sejam de qualidade reconhecida.
O encontro reuniu na mesma sala, docentes, investigadores e peritos da área de Educação de Moçambique, Botswana, Holanda, Portugal e França.
Fonte: Jornal Noticias de 19 de Maio de 2008::
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A ideia que existe, segundo o Prof. Doutor Rogério Uthui, Reitor da Universidade Pedagógica é que sejam abrangidos pela formação contínua, todos os professores em exercício para além das novas admissões para responder à demanda em docentes quer para o ensino básico quer para o técnico.
Segundo dados apresentados na ocasião pelo reitor da UP, a previsão é que haja um crescimento de cerca de 30 por cento do número de alunos no secundário por ano e grande parte destes estarão nas zonas rurais.
A estratégia que está a ser implementada pelo Governo é de construção de escolas secundárias nas zonas rurais que em termos de custos, por cada uma delas, com cerca de 150 alunos, corresponde ao dobro de uma escola situada na zona urbana e com 500 estudantes.
Para Rogério Uthui, a formação de docentes terá que atender à necessidade de redução de custos com os professores. Para o efeito, terá que se pensar que tipo de quadros devem ser disponibilizados ao mercado entre a perspectiva de um docente/uma disciplina, um docente duas disciplinas ou que leccione um bloco delas, nomeadamente ciências e letras.
“Temos que planificar para além de dez anos e este é um grande desafio. O modelo de formação de 12ª mais um ano é transitório e teremos que ter soluções mais duradouras”, disse o reitor da UP.
Sobre os modelos de formação, Rogério Uthui indicou que seria muito difícil garantir práticas pedagógicas para os cerca de 40 mil estudantes que frequentam os diversos níveis naquela instituição de ensino superior.
Por isso mesmo, será preciso pensar num currículo diferenciado que permita que os docentes de carreira tenham outro tipo de cadeiras.
O reitor da UP garantiu que apesar de aquela instituição reconhecer os desafios na área de educação no país e para os quais tem vindo a buscar soluções inovadoras, está salvaguardada a liberdade académica da instituição. Todo o esforço que está a ser feito tem em vista que os docentes formados sejam de qualidade reconhecida.
O encontro reuniu na mesma sala, docentes, investigadores e peritos da área de Educação de Moçambique, Botswana, Holanda, Portugal e França.
Fonte: Jornal Noticias de 19 de Maio de 2008::


