segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

PRESIDENTE BUSH FOI UM AMIGO DE ÁFRICA


Esta imagem de Bush a dançar ao som do batuque surpreendeu o mundo Liberal publica hoje, em vésperas da tomada de posse do 44º Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, um trabalho de Norberto Carvalho Silva, da Rádio Atlântico na Holanda e nosso colaborador que procura demonstrar da bondade do presidente George Walker Bush para com o continente africano durante os oito anos dos seus dois mandatos. E a conclusão é que afinal Bush foi amigo de África
Washington, 19 Janeiro – É já amanhã, terça –feira, 20 de Janeiro, que o presidente norte-americano George Walker Bush deixa, definitivamente, a Casa Branca que passará a ser ocupada por Barack Obama.

Na hora da partida, cabe agora aos historiadores a preocupação de avaliar e julgar os oito anos da presidência Bush. Parece não haver dúvidas de que há um ponto que é consensual: toda a presidência de Bush foi marcada pelos atentados de 11 de Setembro de 2001 e o envolvimento nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

No seu último discurso à nação, na noite de 15 de Janeiro, a propósito destes dois países, o ainda Presidente Bush teceu as seguintes considerações: “O Afeganistão passou a ser um país mais seguro e democrático, livre da ameaça dos Talibãs, possibilitando as jovens mulheres a irem á escola”. Disse mais: “O Iraque foi transformado de uma ditadura brutal e inimigo declarado dos Estados Unidos para uma democracia árabe no coração do Médio Oriente e um amigo dos Estados Unidos”.

Com humildade reconheceu que "há coisas que faria de maneira diferente, se tivesse oportunidade" e teve palavras de elogio para o seu sucessor manisfestando a "esperança e o orgulho" que o presidente eleito, Barack Obama, inspira e pediu aos americanos que se unam para vencer o terrorismo e superar a crise econômica.

ADMINISTRAÇÃO BUSH VERSUS AFRICA
Muito foi escrito sobre a politica externa de Bush e sobre a sua relação com os aliados europeus e vizinhos latinos-americanos e pouco sobre o que ele fez de bem para a África.
Analisando o desempenho do quadragésimo terceiro Presidente dos EUA para a África, pode considerar-se que o balanço foi extremamente positivo.

George W.Bush foi o Presidente norte-americano que mais importância deu a África na ajuda ao desenvolvimento, destacando essa ajuda sobretudo em programas de combate à pobreza e às doenças.

É bom também destacar que foi o primeiro Presidente a nomear, ainda durante o seu primeiro mandato, dois afro-americanos para cargos importantes de um Governo Americano: Colin Powel (Secretário de Estado) e Condoleezza Rice (Segurança Nacional e no segundo mandato, Secretária de Estado).

Pela sua importância e pelo impacto que vem tendo em África em geral e, em particular, em Cabo Verde, vamos destacar aqui alguns programas importantes da actual Administração norte-americana para o continente esquecido pelos europeus.

A CORPORAÇÃO DO DESAFIO DO MILÉNIO
Em Março de 2002, o Presidente Bush solicitou um “novo acordo para o desenvolvimento global”, que fizesse a ligação entre maiores contribuições dos países desenvolvidos e maior responsabilidade por parte dos países em desenvolvimento. O Presidente propôs um mecanismo concreto para implementar este acordo – o Millennium Challenge Acccount (MCA) – em que a assistência para o desenvolvimento seria atribuida aos países que governem justamente, que invistam no seu povo e que encoragem a liberdade económica.

MCC- A Corporação do Desafio do Milénio (MCC) é presidida pela Secretária de Estado Condoleezza Rice e, no tocante ao continente africano, ela envolve verbas que podem atingir valores importantes. Fala-se em mais de 3 biliões de dólares com o objectivo de reduzir os níveis de pobreza através do aumento dos rendimentos e do emprego. Esse objectivo será alcançado por meio do melhoramento do abastecimento da água, saneamento, estradas, posse da terra e agricultura. Um programa beneficia vários países africanos entre os quais os lusófonos (Moçambique e Cabo Verde).

No caso de Cabo Verde, o programa "Millennium Challenge Account (MCA)", disponibilizará 117,8 milhões de dólares norte-americanos ao governo cabo-verdiano, dos quais 110,1 milhões de dólares financiados pelo MCC e 7,7 milhões pelo Governo de Cabo Verde e para Moçambique cerca de 600 milhões de dolares a serem implementados em 5 anos.

LEI PARA O CRESCIMENTO E A OPORTUNIDADE DE ÁFRICA (AGOA)
Em Maio de 2000, a Lei para o Comércio e o Desenvolvimento de 2000 contendo a AGOA, foi aprovada pelo Congresso e promulgada pelo ex presidente Clinton mas que o Governo Bush deu continuidade.

A AGOA cria um novo quadro para o comércio americano, investimento e política de desenvolvimento na África Subsaariana. Cabo Verde é um dos países contemplados pela AGOA.
Esta lei proporciona aos paises africanos comtemplados o acesso livre de taxas e de quotas ao mercado americano para quase todos os produtos, através do Sistema Generalizado de Preferências.

No caso de Cabo Verde as primeiras exportações no âmbito da AGOA foram feitas em Dezembro de 2002 já na presidência de Bush.
É pena que os Empresários Africanos em geral em particular caboverdianos não tem sabido tirar mais proveito dessa importante facilidade dada pelos Americanos.

OPEN SKIES" (CÉUS ABERTOS)
Apesar dos atentados do 11 de Setembro, como forma de procurar outras iniciativas para ajudar o desenvolvimento de África, os Estados Unidos assinaram um acordo com vários países africanos no sector do transporte aéreo.

Mais uma vez Cabo Verde foi beneficiado e os dois países assinaram o acordo “Céus Abertos” a 14 de Janeiro de 2003. E os Estados Unidos ofereceram a Cabo Verde, no âmbito desse acordo, equipamentos de segurança aeroportuária para os aeroportos do Sal e da Praia e ajudaram Cabo Verde a obter a Categoria I para o aeroporto Internacional do Sal por parte da exigente Administração da Aviação Federal dos Estados Unidos, (FAA).

O “Open Skies” é uma iniciativa muito boa porque permite aceder aos mercados americanos. E mais uma vez os países africanos comtemplados não têm sabido tirar proveito de mais uma facilidade dada pela administração Bush.

PLANO DE EMERGÊNCIA DO PRESIDENTE DE AJUDA À SIDA (PEPFAR)
O programa PEPFAR foi lançado pela administração Bush em 2003 para apoiar o tratamento de 2 milhões de pessoas infectadas com o HIV, ajudar a prevenir 7 milhões de novas infecções e ajudar a cuidar de 10 milhões de pessoas infectadas ou afectadas pelo HIV/SIDA até 2008 em 15 países alvo -- Botsuana, Côte d'Ivoire, Etiópia, Guiana, Haiti, Quénia, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda, Vietname e Zâmbia e atingiu um valor recorde de ajuda em 5 anos (2003-2008) de cerca de 18.8 bilhões de dólares americanos.

Ainda antes do fim do programa, a 30 de Maio de 2007 o ainda presidente americano anunciou que iria trabalhar com o Congresso para duplicar a dotação dos EUA no combate ao HIV/SIDA em todo o mundo para $30 mil milhões e autorizar de novo a legislação que criou o Plano de Emergência do Presidente de Ajuda à SIDA (PEPFAR).

O novo plano de Bush para o PEPFAR será continuar o tratamento, a prevenção e os cuidados do HIV/SIDA e aumentar as medidas para reforçar os sistemas de saúde e promover programas que tratam da malária, tuberculose, saúde materno-infantil, água potável, alimentação e nutrição, educação e outras necessidades.

O programa foi aprovado ainda em 2008 pelo Congresso e para os próximos 5 anos envolve verbas na ordem de 48 biliões de dólares beneficiando vários países africanos assolados pela pandemia do século.

RESUMINDO
Durante os oito anos da sua Presidência vários países africanos entre os quais Cabo Verde foram beneficiados com ajudas em áreas como cooperação militar, ajuda pública ao desenvolvimento (A Corporação do Desafio do Milénio (MCC), combate a doenças (HIV/sida e malária - com o Plano de Emergência do Presidente de Ajuda à SIDA ), protecção da democracia e boa governação. O que nos leva a concluir que Bush fez muito para que o continente berço da Humanidade podesse crescer em termos económicos, políticos e sociais.

Se olharmos para a História e os factos de uma forma desapaixonada, os africanos deverão estar satisfeitos com a administração Bush em relação a Africa ao contrário da Europa que mesmo sendo potência colonizadora, (os Estados Unidos nunca foram potências colonizadoras) tem deixado Africa abandonada a sua sorte.

E do futuro Presidente Barack Obama e sua Secretária de Estado, H. Clinton espera-se a continuidade das políticas positivas da administração Bush e uma atenção ainda maior ao continente Africano.

Fonte: Várias Agências do Governo dos EUA
Norberto Carvalho Silva - Rádio Atlântico@hotmail.com

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Estádio Nacional antes do previsto


Empreiteiro garante entregar dois meses antes do previsto. As obras da construção do Estádio Nacional poderão ser entregues em Fevereiro de 2010, dois meses antes do previsto, revelou ontem Celse Mabjaia, director das mesmas.

A previsão de Celse Mabjaia, director de obras de costrução do Estádio Nacional, é sustentada por uma garantia dada pelo empreiteiro da obra, a empresa chinesa que ganhou o concurso público para a construção da mesma, que está a ser erguido no bairro do Zimpeto, arredores da cidade de Maputo.

Ainda de acordo com Celse Mabjaia, as obras estão a decorrer a bom ritmo, esperando-se que até o primeiro trimestre de 2010 o edifício e o piso estejam em condições de serem usados.

No que diz respeito a construção, destaque para o acréscimo do número de estacas da zona vip, que subiu de 450 para cerca de 840, devido ao estado do terreno, a execução de 24 pilares para escadaria das bancadas e o início das obras dos campos anexos que servirão para aquecimento das equipas.

Celse Mabjaia garante que o acréscimo das estacas não vai agravar os custos inicialmente previstos. O referido acréscimo, segundo Celse, vai minimizar os custos e dar maior consistência à Construção.

Esta, foi uma visita guiada, das regulares que o Ministério da Juventude e Desportos concede aos jornalistas para acompanharem de perto o curso das obras do Estádio Nacional.

Escrito por Elísio Uamusse

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Estação central dos CFM sétima mais bela do mundo



A ESTAÇÃO central dos Caminhos de Ferro, na baixa da cidade de Maputo, foi escolhida pela prestigiada revista norte-americana “Newsweek” como a sétima mais bela do mundo, num “ranking” que inclui todas as infra-estruturas do género em todos os continentes, das mais “modestas” às mais famosas.
A pesquisa da “Newsweek” tomou em consideração o traçado arquitectónico e o seu nível de conservação, algo que, no caso da imponente obra, casa a história com o empenho da instituição que a tutela, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, em conservá-la.

A estação ferroviária de Maputo é uma obra secular concebida pelo arquitecto francês Gustave Eiffel, célebre por ser o criador de várias obras no mundo e que têm como traça comum o uso do ferro na sua execução. O seu nome ficou eternizado – e projectado – pela famosa torre parisiense que leva o seu nome.

Em Moçambique, as obras de Eiffel não se ficam pela estação ferroviária que é também património da cidade. Foi o francês quem concebeu também a Casa de Ferro, implantada nas proximidades do Jardim Tunduru e em que funciona hoje uma direcção do Ministério da Educação e Cultura.

A estação central dos Caminhos de Ferro foi inaugurada em Março de 1910, dois anos depois do início da sua construção. Contudo, a imponência com que se lhe conhece só se verificaria a partir de 1916, pois mesmo depois da inauguração as obras ainda continuaram.

Hoje, para além de estação ferroviária que leva vários passageiros e mercadorias de e para a cidade de Maputo, é também um local de cultura. Nela vários eventos de carácter cultural e artístico têm sido promovidos, ao mesmo tempo que a empresa de tutela agenda implantar nela um museu ferroviário.

A mais bela estação ferroviária do mundo é, segundo a revista “Newsweek” é a londrina de St. Pancras, seguida pela nova-iorquina Grand Central terminal.

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Esposa de Mugabe agride fotógrafo em Hong Kong


O fotógrafo britânico, Richard Jones, foi repetidamente agredido por Grace Mugabe, por tentar fotografar a primeira-dama zimbabweana quando ela se preparava para sair do hotel de 5 estrelas, Kowloon Shangri-la, em Hong Kong, na última quinta-feira. Grace Mugabe, que tem como padrinhos de casamento Joaquim Chissano e Graça Machel, fazia-se acompanhar de um guarda-costas e de uma senhora não identificada.

De acordo com o fotógrafo ao serviço do semanário britânico, «Sunday Times», o guarda-costas foi o primeiro a atacá-lo. Depois de ter sido imobilizado pelo guarda-costas, Richard Jones foi repetidamente agredido por Grace Mugabe com socos desferidos sobre o manietado profissional da comunicação social. Richard Jones recebeu tratamentos médicos depois da agressão, tendo o diagnóstico revelado inúmeras contusões, cortes e escoriações na cabeça e no rosto. Jones atribuiu os cortes e contusões aos anéis de diamantes que Grace Mugabe ostentava nos contundentes dedos.
Depois da cena de pugilato, três outros guarda-costas do séquito mugabiano, irromperam pelas portas do luxuoso hotel, tentando aproximar-se do maltratado fotógrafo, tendo sido impedidos de fazê-lo por guardas chineses que se encontravam nas cercanias e que entretanto havia corrido em auxílio de Jones.
O caso, que foi testemunhado por um largo número de mirones estupefactos, está a ser investigado pela polícia chinesa a qual já solicitou à gerência do Kowloon Shangri-la Hotel que entregasse as gravações vídeo efectuadas pelo sistema de televisão de circuito fechado instalado em pontos estratégicos da unidade hoteleira de luxo. Richard Jones declarou às autoridades policiais de Hong Kong que apenas cumpria com o seu dever profissional, no intuito de mostrar o contraste óbvio entre o estilo de vida opulento de Grace Mugabe e o sofrimento do povo do Zimbabwe.
No dia 9 do corrente, Grace Mugabe havia sido avistada num luxuoso hotel de cinco estrelas em Singapura na companhia do marido, Robert Mugabe, e de numerosa comitiva entre familiares e guarda-costas.
Cerca de metade da população do Zimbabwe depende de ajuda alimentar externa. Mais de 2.000 pessoas já perderam a vida desde a eclosão de um surto de cólera em Agosto do ano passado. A doença afecta todas as províncias do Zimbabwe, tendo alastrado para países vizinhos como a África do Sul e Moçambique.

(Redacção / Sunday Times)

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Grupo Lusófono cria universidade na Guiné-Bissau

O Governo da Guiné-Bissau assinou um acordo com a Cooperativa de Formação e Animação Cultural de Portugal, que visa a criação e o estabelecimento da Universidade Lusófona no país provocando a extinção da Universidade Amílcar Cabral. O acordo foi rubricado entre o chefe do Governo guineense, Carlos Correia, e o Presidente do Grupo Lusófono, Manuel de Almeida Damásio (foto). Com assinatura deste convénio fica assim extinguida a «Universidade Amílcar Cabral (UAC)», a qual funcionava há 4 anos.
Logo após assinatura do documento, o titular da pasta da Educação Nacional, Marcelino Vaz, sublinhou que a opção do Governo assentou «na convicção das vantagens que representam a parceria estratégica entre público e o privado na promoção de ensino superior de qualidade na Guiné-Bissau, tendo como resultado o desenvolvimento económico, social e cultural».

Manuel de Almeida Damásio, Presidente do Grupo «Lusófono», admitiu a possibilidade de alguns estudantes concluírem os seus estudos em Portugal e prometeu o envio para a capital guineense de docentes que vão leccionar na Universidade «Lusófona» da Guiné-Bissau.

As reacções não se fizeram esperar por parte da direcção cessante e da associação da Universidade «Amilcar Cabral», agora em fase já extinção.

Alberto Sanhá, o ainda Reitor da UAC, considerou o acordo firmado entre Governo com o Grupo Lusofona de «um negócio sujo.» Num comunicado de imprensa emitido pela Associação dos Professores da «UAC», questionou a legitimidade do actual executivo para alterar o estatuto jurídico do estabelecimento do ensino superior no país.

No mesmo comunicado o colectivo dos docentes afirma estar surpreendido pela forma como o assunto, que considerou delicado, foi tratado. O colectivo dos professores apelou também à intervenção do Ministério Público para que proceda a auditoria da gestão financeira da «Universidade Amílcar Cabral».

Onis Sami (c) PNN Portuguese News Network

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OMS testa campanha de vacinação em massa em Moçambique


A vacinação em massa com uma vacina oral contra a cólera está a ser testada num projecto de demonstração na cidade da Beira, em Moçambique, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em colaboração com o Ministério da Saúde, a Médicos Sem Fronteiras, a Epicentre e o Instituto Internacional de Vacinas.

A vacina propriamente dita existe há já dez anos, mas está a ser usada pela primeira vez de forma alargada para minimizar a devastação de um surto de cólera. É também pela primeira vez que a OMS considera o uso da vacina oral contra a cólera no âmbito de uma estratégia global para controlar a doença.

O projecto de vacinação em massa está a ser levado na cidade da Beira, uma comunidade com níveis de cólera particularmente elevados. Em 1999, o país notificou 45 000 casos de cólera, e só a Beira teve entre 3880 e 4880 casos por ano nos últimos três anos.

A campanha de vacinação termina no final de Janeiro, esperando-se que 50 000 pessoas sejam vacinadas. Os primeiros resultados desta vacinação em massa serão obtidos dentro de um ano.

Nos últimos anos, o número de casos de cólera notificados a nível mundial variou entre os 110 000 e os 200 000 casos anuais. Oficialmente, 5000 mortes ocorreram em cada ano. A OMS calcula que o verdadeiro número seja provavelmente significativamente mais elevado devido a casos não notificados e a lacunas na vigilância.

Segundo a OMS, actualmente há dois tipos de vacinas orais contra a cólera seguras e eficazes. A primeira consiste numa célula inactivada do Vibrião colérico 01 com uma toxina da cólera purificada. Depois de duas doses em duas semanas consecutivas, os pacientes ficam com um elevado nível de protecção que dura pelo menos um ano. A segunda - o primeiro tipo de vacina que está actualmente a ser usado em Moçambique - consiste numa dose única de uma estirpe 01 do Vibrião colérico vivo e geneticamente atenuada.

(c) PNN Portuguese News Network

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Eduardo White lança novo livro

NOVO ano. Nova obra. O poeta moçambicano Eduardo White entrou literariamente em 2009 com o pé direito. Apresentou ontem em Maputo mais um livro de poesia intitulado “A Fuga e a Húmida Escrita do Amor”. O livro sai sob chancela da Texto Editores.

Numa cerimónia singela, Eduardo White, reuniu familiares, amigos e jornalistas para apresentar esta que é a sua mais recente produção literária. Num discurso de improviso, destacou o que é que aquele momento representava na sua vida. Visivelmente emocionado, White caracterizou a sua obra nos seguintes termos, “escrever livro é como ter filhos”.


Entretanto, como não há bela sem senão, a ausência do seu editor à cerimónia não terá passado despercebido, facto pontualmente lamentado por Eduardo White. E num acto quase inédito na praxe, Eduardo White, pegou as rédeas e apresentou pessoalmente a sua própria obra! E na sua qualidade de poeta, construiu um discurso à altura da sua estatura, usando um discurso belo, penetrante e reflexivo.

Seguiu-se um momento particularmente interessante, em que a poesia fez um “casamento” com a música. Um trio de jovens talentos- banda “New Joit”- corou a plateia ao cantando com grande qualidade vocal.

Mas a cerimónia só caiu o pano, com a apresentação de uma peça teatral baseado no livro ora lançado, num trabalho de encenação do actor Mário Mabjaia.
A peça terminou com o personagem principal ( Mário Mabjaia) a gritar, “eu não sou louco/ Sou um homem livre / e que vive na Liberdade”.

Eduardo White é membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO). È autor das obras “Amar sobre o Índico” (1984); “Homoíne” (1987); “País de Mim” (1990; Prémio Gazeta revista Tempo); “Poemas da Ciência de Voar e da Engenharia de Ser Ave (1992; Prémio Nacional de Poesia); “Os Materiais de Amor Seguido de O Desafio à Tristeza” (1996); “Janela para Oriente” (1999); “Dormir com Deus e um Navio na Língua” (2001; bilingue português/inglês; Prémio Consagração Rui de Noronha); “As Falas do Escorpião (novela; 2002); “O Homem a Sombra e a Flor e Algumas Cartas do Interior (2004). A sua poesia está exposta no museu Val-du-Marne em Paris desde 1989. Em 2001 foi considerado em Moçambique a figura literária do ano.

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Angola é o país «menos livre» dos países lusófonos


A organização não-governamental (ONG) norte-americana Freedom House, qualificou Angola como o «menos livre» dos países lusófonos, acusação que o ministro sem Pasta, António Bento Bembe rejeita, alegando «grandes avanços» no domínio dos direitos dos cidadãos.

No relatório divulgado, a Freedom House aponta Angola como sendo o país lusófono onde são menores os direitos políticos e liberdades cívicas dos cidadãos, embora frise que as eleições legislativas de Setembro de 2008 criaram «uma tendência positiva».

O ministro sem Pasta de Angola, António Bento Bembe, que tem a seu cargo a área dos Direitos Humanos, rejeitou a denúncia da Freedom House, afirmando que nos últimos anos, Angola tem feito «grandes avanços» no domínio dos direitos e liberdade dos cidadãos. Bento Bembe alega que «Angola tem dado passos significativos» no que respeita ao direito à vida, à alimentação, à saúde e educação e considera «desencorajadora» a acusação da ONG, alertando para o facto de Angola ter saído de uma guerra de 30 anos

Por outro lado, Serra Pango, presidente em exercício da Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD) considerou «muito importantes» os alertas da entidade sobre a aplicação dos direitos políticos no país.

Criada em 1972, a Freedom House dedica-se a actividades de apoio à expansão da liberdade a nível mundial, e monitoriza a evolução dos direitos políticos e liberdade cívica.
(c) PNN Portuguese News Network

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

José Eduardo dos Santos vai à China Popular pedir mais empréstimos


Em busca de bilhôes de dólares PR esta na China Popular aonde faz uma visita oficial de três dias(16 a 19), a segunda neste ano para negociar a abertura uma nova linha de crédito para Angola.
A visita com o rótulo de reforço das relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países e povos deverá trazer para Angola o aval do suporte financeiro para as obras sociais anunciadas durante a campanha eleitoral.

Para o jornalista Reginaldo Silva é lamentável o facto de não haver informação oficial referindo-se minimamente sobre os propósitos da deslocação do chefe de Estado para evitar especulações ou adivinhar o que leva José Eduardo à China, tendo em conta o nível de relação entre os dois países.

«No caso concreto, o que se ouve é que pode estar em negociação mais um mega empréstimo feito para apoiar um programa mais específico relacionado com o programa da habitação, uma grande promessa eleitoral do MPLA na sua campanha para as eleições de Setembro último, mas vamos ter que ficar um pouco por aqui, dando naturalmente importância a esta deslocação mas deixando no ar uma série de hipótese em relação aos propósitos mais específicos.»

O programa de reconstrução nacional em curso no pais é financiado por uma linha de crédito da China e abrange as áreas de infra-estruturas, transportes, saúde, educação e construção civil.
Reginaldo Silva diz ser já uma preocupação da comunidade internacional o grau de endividamento de Angola e torna-se ainda mais grave quanto os angolanos não sabem a quantas andam.

«Fala-se muito desta necessidade de créditos adicionais, numa altura em que já não sabemos a quantas andamos, qual é o relacionamento financeiro de Angola com a China. Já ouvimos falar em tantos milhões e biliões e também já ouvimos falar de dívidas há mais de que Angola, até ao último debate do parlamento, por parte da oposição, de que Angola se estava a endividar em excesso que a divida podia já não estar a ser muito sustentável. São todas essas referências que nós ouvimos e que nos fazem interrogar qual é esta necessidade de qual é de facto o montante hoje da relação financeira entre Angola e a China, porque de facto é muito importante sabermos da dívida externa de Angola.»

Esta é a segunda vez, este ano, que o presidente José Eduardo dos Santos vai à China, em Agosto último o chefe de Estado angolano foi à terra da «grande muralha» para assistir aos jogos olímpicos de Beijing 2008.

Acompanham o chefe de Estado os ministros das Finanças, Severim de Morais, Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, o vice- ministro da Defesa Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem e funcionários da Presidência da República.
Já o encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola, Wang Wei, defende que a deslocação do presidente angolano ao seu pais é de carácter importante neste período em que a cooperação entre Angola e a China «está cada vez mais intensa».

O alargamento da cooperação para outras áreas, segundo Wang Wei é matéria de estudo entre os dois países, mas do lado da China existe vontade política para tal, enquanto trabalham neste momento na revitalização e aumento da cooperação.

O encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola gaT/ante ainda ser possível o reforço da linha de crédito da China para Angola, avaliada em mais de 5 mil milhões de dólares americanos, como resultado do aprofundamento da cooperação entre os dois países.

FNT/angola24horas


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"Governo do Zimbabwe perdeu a legitimidade"


Considera o embaixador dos EUA em Harare “O que está a fazer o regime de Mugabe? Está a comprar centenas de carros para que cada ministro e governador tenham várias viaturas. Está a comprar televisores plasma para juízes. Está a asfixiar o sector privado de modo que as minas e fábricas sejam obrigadas a fechar, despedindo trabalhadores, ao mesmo tempo que persegue organizações não governamentais por tentarem apoiar zimbabweanos que sofrem. A fome generalizada no Zimbabwe, a epidemia de cólera e o colapso dos sistemas educativo e de saúde não são o resultado de qualquer sanção” - James D. McGee, embaixador dos Estados Unidos daAmérica para o Zimbabwe.
O presidente George W. Bush denunciou recentemente o regime ilegal de Mugabe e o seu embaixador naquele país, James D. McGee, acaba de estender mais um grito de revolta contra a situação desastrosa que se está a viver no Zimbabwe. “O regime de Mugabe continua a perder o direito à sua legitimidade diariamente porque não cumpre as obrigações mais essenciais dum governo: cuidar do seu povo”. “Os governos existem para proteger e cuidar dos seus cidadãos. O regime actual abdicou em grande medida desta responsabilidade.
Hoje, o trabalho de cuidar de muitos zimbabueanos que sofrem passou a estar nas mãos da comunidade internacional”, acrescenta James D. McGee, para mais adiante dizer: “tenho orgulho do papel preponderante que os Estados Unidos estão a desempenhar a este respeito, mas não devíamos esquecer-nos de que estamos a fazer aquilo que o Governo do Zimbábwe devia fazer, mas preferiu não fazer”.
No ano passado os EUA concederam mais de US$ 218 milhões em ajuda humanitária ao Zimbabwe. “Somos o principal doador de ajuda alimentar, dando US$ 211 milhões em alimentos para enfrentar a crise alimentar. Os Estados Unidos concedem cerca de 70% de toda a ajuda alimentar distribuída no Zimbabwe através de ONGs e do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas”.
O embaixador dos EUA adiantou ainda que “Gastámos cerca de US$ 30 milhões no ano passado em programas para o HIV/SIDA, além de pagarmos 33% dos programas do Fundo Mundial. Estamos actualmente a mobilizar mais US$ 600.000 em ajuda de emergência para combater a epidemia de cólera que está a devastar o Zimbabwe”. “O que está a fazer o regime de Mugabe? Está a comprar centenas de carros para que cada ministro e governador tenham várias viaturas. Está a comprar televisores plasma para juízes.
Está a asfixiar o sector privado de modo que as minas e fábricas sejam obrigadas a fechar, despedindo trabalhadores, ao mesmo tempo que persegue organizações não governamentais por tentarem apoiar zimbabueanos que sofrem. A fome generalizada no Zimbabwe, a epidemia de cólera e o colapso dos sistemas educativo e de saúde não são o resultado de qualquer sanção. Estes fracassos desastrosos resultam de decisões tomadas por alguns líderes zimbabweanos que colocam os interesses pessoais à frente do interesse público.
Em vez de gastarem os escassos recursos em produtos químicos para a purificação da água, que podem interromper a epidemia de cólera, estão a manipular a moeda para obter lucros pessoais. Em vez de assegurarem que os hospitais e centros de saúde continuem abertos, com pessoal e medicamentos, vivem em luxuosos condomínios fechados. Em vez de pagarem aos professores um salário decente para que a próxima geração possa aprender, voam por todo o mundo a fazer compras. Entretanto, o seu povo sofre e morre.
Os Estados Unidos estão empenhados em continuar a apoiar o povo do Zimbabwe com alimentos, medicamentos, melhorias a nível de água e saneamento e qualquer outra coisa que seja necessária para salvar vidas e diminuir o sofrimento. Apenas desejo que os líderes ilegítimos deste país encontrem a mesma compaixão e compromisso para com o seu próprio povo. Desafio os líderes deste país a porem de lado a sua cupidez pessoal e a assumir o compromisso de gastar até mesmo um quarto daquilo que os EUA e outros doadores gastarão este ano para satisfazer as necessidades humanitárias de cidadãos do Zimbabwe. O montante da ajuda dada pelos EUA ao Zimbabwe não é segredo.
O regime de Mugabe devia abrir os seus livros e dizer ao mundo quanto é que está a gastar com o povo do Zimbabwe e quanto é que está a gastar com viaturas de luxo, a campanha de violência brutal contra o seu povo e a luta desesperada para se manter no poder a todo o custo. O resultado é que os chamados líderes deste país devem parar de alimentar a sua cupidez insaciável e tomar conta dos zimbabueanos pobres e merecedores, que enfraquecem por causa desta corrupção.
Cerca de 5 milhões de pessoas precisarão de ajuda alimentar nos próximos meses. Mais de 15.000 foram atingidas pela cólera, com 7546 óbitos, e a epidemia está apenas a começar. Milhares sofreram ou morreram por não terem acesso a cuidados de saúde. Nós continuamos prontos a ajudar, diz a América.
Contudo, “neste momento a comunidade internacional não está apenas a ajudar; somos obrigados devido à negligência criminosa do regime de Mugabe. Já é altura do regime de Mugabe assumir a responsabilidade pelos problemas que criou e corrigi-los”. “Os zimbabueanos merecem melhor. Pediram melhor através dos seus votos. Durante quanto tempo devem sofrer antes que o seu Governo responda?”

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Moçambique não usa semente modificada


NO nosso país é proibida por lei a circulação e uso de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), nomeadamente sementes. Assim, não é verdadeira a informação posta a circular segundo a qual os camponeses são coagidos a usar semente geneticamente modificada, em detrimento da orgânica e produzida localmente.
Em entrevista ao nosso Jornal, o Ministro da Agricultura, Soares Nhaca, disse que não corresponde à verdade a acusação, em género de alerta, da União Nacional dos Camponeses (UNAC), tanto mais que, além da proibição legal, o país não tem capacidade de produzir os OGM.

Segundo Soares Nhaca, os agricultores do sector familiar usam semente de polinização aberta, pelo que, havendo campos agrícolas onde foi aplicada semente geneticamente modificada, esta iria continuar a outra, modificando uma alteração no material genético, com todos os riscos daí decorrentes.

Esclareceu que representa, sobretudo para países menos desenvolvidos, a nível do Continente Africano, somente a África do Sul usa semente geneticamente modificada, nomeadamente de milho, algodão e soja, sendo que em todo o mundo não ultrapassa 30 o número de países que trabalham com OGM.

Disse haver um equívoco, que poderá estar relacionado com a utilização de semente híbrida de milho “PAN 67”, cujo uso o Governo tem incentivado junto dos agricultores comerciais, em face do seu alto nível de rendimento, mas que, entretanto, não é aconselhada para o sector familiar, uma vez que da colheita não se pode multiplicar semente para campanhas seguintes.

Explicou que, para o Plano de Acção de Produção de Alimentos, a grande aposta do Governo é a produção de semente de polinização aberta para os pequenos produtores, pois esta variedade é apropriada e pode ser multiplicada localmente em campanhas subsequentes. Para os médios produtores foram colocados 628 toneladas de semente de milho “PAN 67” produzida no Chókwè pela PANAR, a única que requer cuidados e irrigação para dela se obterem altos rendimentos.

Em Moçambique, segundo o Ministério da Agricultura, a utilização de semente melhorada pelos produtores é de cerca de 20 por cento, sendo que a maioria dos produtores recorre à sua própria semente, que é seleccionada da sua produção de uma campanha para outra.

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Produtores de cinema convergem na criação de Escola de Cinema da CPLP


Os realizadores e produtores de cinema da Comunidade dos Países de Línguas Portuguesa (CPLP) já têm vindo a mostrar ao mundo trabalhos cinematográficos com alguma qualidade, mas, carecem de uma escola profissionalizada da sétima arte, que possa cobrir todo o espaço lusófono.

Esse ponto de vista foi apresentado por vários cineastas participantes no ciclo de conferências do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FICLuanda), com fim previsto para sábado, que julgam ser imperiosa a medida institucional, para garantir a execução de um cinema científico.

O realizador moçambicano João Ribeiro, que participa do evento na condição de produtor independente, disse que esse passo seria fundamental, pois, no seu país, por exemplo, nenhuma universidade incluiu nos currículos matérias ligadas especificamente às técnicas de produção audiovisual.

"Em Moçambique temos várias universidades, algumas delas com cursos virados à comunicação, mas não há nada especificamente virado para o audiovisual, os cursos técnicos de câmara, som, iluminação e produção. Não há nada disso", expressou.

Segundo João Ribeiro, são ministrados nessas universidades conceitos gerais sobre produção, mas não se estudam com profundidade as técnicas modernas da sétima arte, daí a necessidade de se criar (não em cada um dos países) uma escola onde possam ser mandados os profissionais do ramo, em busca do conhecimento teórico.

O profissional reconheceu haver no espaço lusófono, sobretudo nos países de expressão portuguesa, cineastas e realizadores de televisão que fazem trabalhos cinematográficos com alguma qualidade técnica, mas sem terem bases teóricas para justificar as suas eventuais opções, dada a falta de conhecimentos teóricos.

"Eles acabam por fazer coisas, mas não as conseguem justificar. Essa falta de conhecimento traduz-se, muitas vezes, naquilo que mostram ao público", opinou.

Fonte: Angola Press

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Portos de Maputo menos burocrático


OS portos sul-africanos estão a perder a sua quota do mercado a favor do Porto de Maputo, que é considerado mais barato e menos burocrático. Segundo Andrew Sturrock, director executivo da Sturrock Shipping, uma das maiores empresas privadas de transporte marítimo da África Austral e Oriental, o volume de mercadorias processado no Porto de Maputo tem vindo a subir consideravelmente, particularmente no que respeita à mercadoria contentorizada, carvão, sucata para exportação e derivados de açúcar produzidos na Suazilândia.
A fonte considera que o Porto de Maputo melhorou a sua prestação, particularmente depois de passar para a gestão da Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), em 2003. Trata-se do consórcio constituído pelas empresas Grindrod International Ltd e o grupo Dubai Ports World, bem como pelo Governo moçambicano
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Exportação de madeira não processada é uma realidade


A partir do Porto de Nacala , “A situação já mexe com os operadores nacionais, alegadamente porque o governo e a Frelimo favorecem os estrangeiros, sobretudo chineses e mais uma vez a ADECOR é chamada a intervir”. Digite aqui o resumo do post

A exportação da madeira em toros, não processada, apesar de proibida legalmente pelo governo moçambicano, ainda persiste a partir do porto de Nacala, na província de Nampula, no norte do país.
De acordo com uma denuncia efectuada por alguns operadores madeireiros e pela Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais, ADECOR, muitas são as concessões que fazem o empacotamento da madeira em toro e ainda fresca perante olhar impávido das autoridades da agricultura ao nível daquela província nortenha.
Os denunciantes dizem que os operadores nacionais são obrigados a processarem a madeira, mas meia volta os chineses que nem se quer tem uma carpintaria fazem a exportação da madeira em toro e como se não bastasse ainda bastante fresca. Na semana finda, uma brigada ligada ao sector de Florestas, trabalhou naquele distrito, junto dos estaleiros de parte dos exportadores, como é o caso do Tsay, nos arredores daquela cidade ferro-portuária e no local, testemunharam que ainda era feita a exportação da madeira em toros.
Testemunhas que viveram o momento, falaram à reportagem do «Canal de Moçambique». “Eles não fizeram nada, abriram apenas os contentores da frente e os de trás deixaram assim fechados” – disse um dos denunciantes, para depois adiantar que “eles querem apenas nos lançar areia nos olhos, porque depois entraram nos gabinetes e tratam dos assuntos à sua maneira. Foram corrompidos, porque mais tarde, aqueles chineses voltaram a empacotar a madeira e ninguém disse mais nada”.
Num outro desenvolvimento, o nosso interlocutor, que falou em anonimato, disse que “alguns contentores já entraram no porto nas mesmas condições, porque até lá dentro do porto tu vês água que sai dos contentores pelo transpirar da madeira fresca e tudo isso os responsáveis vem e bem”. Outras fontes acusam o governo e o partido Frelimo de estarem a proteger os chineses, porque segundo sustentam “tudo acontece nos olhares deles e nunca fazem nada, mas quando somos nós os nativos é uma guerra.
Apreendem os nossos camiões e nos cobram elevadas multas, o que é injusto”. As acusações vão mais além. “Se os chineses fazem isso é porque alguém forte do governo ou na Frelimo os protege, porque este governo é radical demais”. Aliás “tudo está claro porque muitos dos sócios destes chineses são filhos, sobrinhos e até irmãos de pessoas de grande renome ao nível da estrutura governamental e do partidão”.
A dado passo, as nossas fontes mostraram-se muito mais agastadas com o facto de o governo estar a criar decretos e diplomas ministeriais e até leis sem as cumprirem. “Porque parece que neste país a lei funciona para uns e para outros não”. Segundo dizem os denunciantes “estamos cansados de sermos sacrificados em benefício de um grupo minoritário, porque o que estão fazendo connosco é demais e o governo sabe disso, porque a madeira entra pelos postos de controle internos e sai pelos nossos portos onde o governo diz ter colocado pessoas lá para fazerem o controlo das coisas”. Nos últimos tempos, muitos dos exportadores chineses alugam quintais nos arredores da cidade de Nacala-a-Porto para guardarem a sua madeira até o fim do processo de escoamento e dar entrada no porto. Isto é visível em muitas partes de Nacala-a-Porto.

Os factos
Com a denúncia, a nossa reportagem deslocou-se no terreno, mas os factos começaram a vir a terreiro. Da cidade de Nampula à de Nacala-a-Porto só não vê quem não quer. Viajamos num carro da «Green Timber World», um dos potenciais exportadores da madeira em toro ao nível nacional.
O motorista do autocarro em conversa, durante o percurso de cerca de duzentos quilómetros de estrada que durou acima de três horas, foi-me explicando que nos próximos tempos a «Green Timber World» vai efectuar a exportação de um total de setecentos contentores contendo madeira em toro e fresca para a China.
Perguntamos ao motorista a proveniência da madeira, pelo que ficamos a saber que parte significativa vem da província da Zambézia, através de rotas obscuras e abertas para o efeito. Ao longo da viagem, o condutor foi-nos revelando mais dados. Chegando a afirmar que o empacotamento da Green Timber World, é efectuado no bairro de Muahivire, arredores da cidade de Nampula.
Alegando que “Lá, em Nacala, estamos a evitar incómodo, porque às vezes vem fiscais que não aceitam gorjetas. Mas alguém de lá dentro na Agricultura aconselhou aos nossos patrões para efectuarem o empacotamento da madeira fora de Nacala que é o que estamos fazendo”. Na cidade de Nacala, das investigações feitas pela nossa Reportagem, ficamos a saber que muitas famílias estão enriquecendo com o negócio de aluguer de quintais aos chineses.
Mas também, por ser caro, de momento os chineses estão erguendo estaleiros com muros altamente elevados para guardarem os seus contentores de madeira até a chegada dos navios. Lá, no porto de Nacala, apuramos de alguns funcionários que “o único que não precisa de nada é a Green Timber World porque todos já os conhecemos e os nossos chefes já nos disseram para não os interpelarmos”. Todavia, deslocamo-nos para alguns estaleiros nos arredores da cidade. É um facto, vimos muitos contentores guardados em quintais com muros gigantes que não permitem a visibilidade do exterior.
Chegamos ao estaleiro do Tsay e da JUNMA LDA, onde constatamos a existência de contentores com madeira em toro e empacotado em contentores e prestes a serem exportados. Alguns dos trabalhadores que labutam naqueles dois estaleiros, confirmaram-nos ser para exportação a madeira daquelas concessões e disseram-nos que a exportação é feita em toro e, sobretudo fresca.
Com efeito, disseram-nos que os seus patrões fazem a exportação de madeira da primeira espécie não serrada, com destaque para mondzo, pau-ferro, entre outras espécies da mesma classe.

O papel da ADECOR
Tendo recorrido a todos os mecanismos possíveis para verem ultrapassada a situação, os operadores que cumprem com a legislação andam “chateados com a tendência cada vez mais galopantes do não cumprimento das leis em vigor no país”.
Com efeito, recorreram à ADECOR, Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais, com o sentido de, como sociedade civil, ajudar na resolução da contenda. Dai que na semana finda, fizeram uma denúncia concisa na presença de uma inspecção do ministério da Agricultura. Ligaram aos serviços de floresta e fauna e estes nada fizeram. Viram apenas os contentores e voltaram aos seus gabinetes. Segundo dizem testemunhas os fiscais “foram lá e receberam dinheiro e foram embora. Nada fizeram. Nós estamos contra isso. Devem fazer funcionar a lei e não fazem”.
De acordo com uma fonte da Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais, ADECOR, algo tem de ser feito para reverter a actual situação, “porque é um bem que está sendo destruindo e as coisas não podem continuar assim, o governo deve cumprir com o seu papel”. A nossa fonte referiu ainda que a exportação feita em toro, prejudica sobremaneira os honestos, porque “as pessoas preocupam-se em cumprir com as leis e como provam factos os outros e os próprios fiscais violam-nas e corrompem-se”.

(Aunicio da Silva)
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José Eduardo dos Santos vai recandidatar-se


Luanda – O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, vai recandidatar-se às eleições presidenciais de 2009, foi avançado pelo secretário-geral do seu partido MPLA. Embora o actual presidente ainda não tenha confirmado a sua candidatura, o secretário-geral do partido afirmou que José Eduardo dos Santos é o «candidato natural» do partido.
Uma vez que o MPLA venceu as legislativas de Setembro com 81 por cento dos votos, espera-se que o resultado das eleições presidenciais de 2009 dê a vitória a José Eduardo dos Santos.

As eleições presidenciais ocorrerão apenas depois de o Parlamento votar com uma nova Constituição, que irá estabelecer se os futuros presidentes serão escolhidos pelo Parlamento ou pelo povo, como acontece actualmente.
Se for realmente o Parlamento a escolher o novo presidente é natural que José Eduardo dos Santos seja reeleito uma vez que o seu partido controla dois terços da Assembleia. Segundo Alcides Sakala, porta-voz do maior partido da oposição, a UNITA, «o presidente tem que ser eleito pelo povo» e, se for esse o caso, então «Eduardo dos Santos já é o vencedor».
(c) PNN Portuguese News Network

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“Hospital privatizado” Médico congolês “ditador” no hospital de Gondola Chimoio

O hospital distrital de Gondola, está aparentemente "privatizado" por um médico congolês, Honoré Sumba Kahozi, afecto àquele ponto da província central de Manica assumindo a pasta de médico-chefe. Há muitas acusações feitas pela população daquele distrito devido ao seu “mau desempenho”.

Este é acusado por vários extractos, desde funcionários até doentes, de estar a tomar conta daquele estabelecimento hospitalar, a seu bel-prazer e ao não considerar qualquer ponto de vista vindo de outros colegas seus. Segundo um residente daquele distrito, e por sinal vizinho do hospital, numa quarta feira uma parturiente (sua familiar) “morreu devido a teimosia do médico”.
“Ela (a parturiente) veio para o hospital mal, com dores de parto, e como o parto estivesse complicado, a parteira (na ausência do médico) optou por transferi-la de urgência para o Hospital Provincial de Chimoio, mas o médico viria a mandar regressar a ambulância que já estava a caminho do hospital provincial com a doente…”.
Ainda de acordo com as declarações do nosso interlocutor, a decisão do médico em mandar recuar a ambulância à proveniência fora motivada pelo facto de ninguém na sua ausência estar autorizado a tomar qualquer decisão. Ainda de acordo com a fonte, “regressados ao Hospital Distrital de Gondola, o médico não assistiu aquele parto complicado, tendo de seguida entregue o mesmo trabalho às parteiras e seguiu para a sua residência para almoçar.
Não resistindo às dores, a parturiente viria a morrer no mesmo dia.”. A fonte acrescentou ainda que “uma enfermeira tentou contactá-lo (o medico) telefonicamente, só que fracassou pelo facto deste estar com o telemóvel desligado e fora de casa”. Assim se perdeu uma vida. Ou melhor: duas, contando que estava para nascer um outro ser humano.
Para além deste caso de abuso de poder que levou o médico congolês a ditar a morte de uma parturiente, as nossas fontes revelaram-nos vários exemplos que caracterizam a sua má conduta e querem-no fora do cargo, pois segundo sustentam, a continuar naquela unidade hospitalar “vai transformando paulatinamente o hospital numa coisa privada”.
Governo distrital sem voz
Segundo um trabalhador daquela unidade sanitária, o médico que também é professor de Francês na Escola Secundária Macombe naquele distrito “tem o ar de mandar no hospital como se fosse dele”. Adiante explicou a mesma fonte que “o médico já fora do hospital, manda os alunos do curso nocturno (na sua maioria adultos) varrerem o pátio em caso destes chegarem atrasados às suas aulas e também os violenta com notas baixas”.
O mau ambiente que reina em torno deste médico é agora de tal ordem que tudo serve para o deitar abaixo. “Numa ocasião anterior o médico já mandou passear, o governo distrital quando este necessitava de um dado dos serviços distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, pois estes são por ele fornecidos ao invés do director distrital de Saúde, como manda a regra”, conta-nos indignada uma fonte.
“Vezes sem conta, o governo distrital passou vergonha em várias visitas dos governantes superiores, porque há vezes que precisando de dados de saúde não os tiveram, porque o médico não estava presente, e estes estão cativos no seu computador, e quando isso acontece, o governo distrital cruza os braços”, acrescenta uma das fontes.
Na sua chegada ao distrito, o médico era como um "Deus da terra" dada a sua simpatia no atendimento aos doentes, e na sua primeira visita do titular da pasta de saúde, Ivo Garrido, àquele distrito os populares pediram por muito para que o ministro nunca transferisse o seu "Deus" pois, segundo eles, fazia maravilhas na cura dos doentes. Entretanto tudo mudou.
Os trabalhadores do sector da Saúde em Gondola já elaboraram e enviaram uma carta anónima ao titular da pasta de saúde, Paulo Ivo Garrido relatando o mau desempenho do seu médico e o desrespeito protagonizado por ele aos colegas e para a administradora do distrito de Gondola, Catarina Dinis.
Ainda segundo nos disseram, desde a emissão da referida carta, neste segundo trimestre do corrente ano, ainda não veio resposta de nenhum dos destinatários.

Medica-chefe provincial sem palavras
Entretanto, tentamos sobre o assunto contactar via telefone a médica-chefe provincial de Manica, Marília Pugas, a qual não confirmou e nem desmentiu os abusos de poder e arrogância protagonizados pelo seu colega. Pugas disse estar ocupada na ocasião. Alegou que estava a caminho de Changara, na província de Tete.
Na altura prometeu contactar com a nossa reportagem, o que até agora não aconteceu. Quanto ao médico, este nem nos quis atender. Quando soube que somos jornalistas desligou o telefone.

(José Jeco)

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Filmes lusófonos disponíveis na Internet a partir de 2009


O director do Instituto de Cinema e Audiovisual de Portugal, José Pedro Ribeiro, anunciou esta quinta-feira, em Luanda, o lançamento em 2009 de uma plataforma de distribuição de filmes lusófonos na Internet, visando permitir que os profissionais da comunidade mostrem as respectivas produções com mais regularidade.

O responsável, que falava à margem do terceiro Ciclo de Conferências do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FICLuanda), explicou que os trabalhos podem ser disponibilizados gratuitamente ou mediante pagamento de direitos de autor.
"Vamos disponibilizar uma plataforma de Internet para os detentores dos direitos poderem colocar as suas obras, dando a possibilidade a qualquer cidadão, de qualquer parte do mundo, de fazer o download e visualizar o filme, a troco de um pagamento que fica previamente estabelecido com o detentor dos direitos", explicou.

Com essa iniciativa, precisou José Ribeiro, a sua instituição conta criar uma espécie de portal cinematográfico gratuito, que considera "uma nova forma de difusão", em que as condições de cedência e acesso aos filmes serão determinadas pelos legítimos autores.
Disse estarem a ser criadas, a nível do Instituto, as condições técnicas para a entrada em funcionamento do portal, no qual manifesta o interesse de ver adicionados filmes de toda Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Gostaríamos muito que fosse o mais aberto possível. Estamos ansiosos em receber conteúdos dos diversos titulares dos direitos dos países da CPLP, para poder integrar esse projecto. É nossa vontade que o mesmo seja aberto a todos, para que a cinematografia da comunidade seja mostrada a todo mundo", acrescentou.

Sobre os financiamentos prestados a realizadores e produtores dos países africanos, José Ribeiro disse estar a ser desenvolvido, desde o ano 2000, um programa de fomento à cooperação com a CPLP, que visa apoiar longas-metragens de ficção.
De igual modo, informou, iniciaram em 2004 um outro projecto de intercâmbio no domínio da formação, virado aos documentários, que já permitiu, com apoio da RTP, a produção de documentários de vários países africanos.

"Isso foi bastante enriquecedor, mas continuamos a procurar melhores soluções, para que sejam produzidos mais obras e conteúdos audiovisuais", expressou.
Ainda em relação ao intercâmbio, o responsável aconselhou os profissionais de cinema de Angola a participarem de um concurso de apoio às co-produções, iniciado em 2000, que permite aos realizadores lusófonos apresentarem os seus projectos regularmente.

Esse programa, explicou, é administrado pelo Instituto de Cinema de Portugal, com o qual já foram apoiados profissionais como Flora Gomes e Zezé Gambôa.
"A ideia é fazerem uma co-produção entre um produtor português e outro de um dos países da CPLP, que seja efectuado por um realizador desses países. São essas as condições. É tudo através da internet e fácil de aceder", esclareceu.

Lamentou o facto de grande parte dos cineastas e realizadores de Angola não estarem informados sobe este e outros projectos da sua organização, razão porque prometeu fazer diligências juntos das autoridades ligadas ao cinema angolano e ao Ministério da Cultura, em geral, no sentido de haver melhor conhecimento dessa realidade.

Anunciou para 2 de Janeiro de 2009 a abertura das inscrições para a próxima edição do concurso, sem se referir à data de encerramento das candidaturas.
Os temas a concurso podem ser livres e, ao vencedor, é atribuído o valor de 50 mil euros.

Fonte: Jornal de Angola

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A televisão brasileira, Rede Globo, lançará um programa para países africanos lusófonos


A Rede Globo anunciou que lançará em breve um programa dirigido aos seus telespectadores nos países africanos de língua portuguesa. O programa “Revista África”, uma iniciativa da TV Globo Internacional, será uma co-realização com a produtora independente de Angola Promoangol.
O programa será uma revista electrónica cultural com reportagens gravadas em Angola e Moçambique, apresentado pela Miss Angola, Lesliana Pereira.

Actualmente, Angola concentra o maior número de assinantes da TV Globo Internacional, com 150 mil, de um total de 500 mil telespectadores que pagam para acompanhar a programação da emissora no exterior. Trata-se da terceira atracão exclusiva do canal internacional, depois da série “Planeta Brasil”, produzida em Nova York, e do “Cá Estamos”, voltado para a comunidade portuguesa que assiste à TV Globo Portugal.

No último final de semana, a TV Globo Internacional realizou o “Dia da Amizade Angola-Brasil”. O espectáculo musical reuniu mais 20 mil pessoas no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, com apresentações de artistas dos dois países.

“Sabemos do carinho que o público angolano tem por nós. Nada mais justo do que promover esta grande festa e celebrar essa amizade”, disse o director da TV Globo, Marcelo Spinola, citado em um comunicado.

FNT/Lusa

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Promoção de qualidade : País deve acelerar criação de normas

O PAÍS deve acelerar o desenvolvimento de normas e códigos de prática para a produção, inspecção e ensaios de modo a melhorar a saúde, segurança e qualidade de vida das pessoas, segundo defendeu ontem, em Maputo, a secretária permanente do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), Ana Maria Raquel.

A secretária permanente falava no âmbito da semana de qualidade que neste ano decorre sob o lema “Edifícios Inteligentes e Sustentáveis”, numa organização do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ).

Segundo disse, o tema escolhido neste ano é apropriado sobretudo neste momento em que o sector de construção está em franco crescimento constituindo uma das maiores indústrias a nível mundial, com imensas consequências para os três pilares do desenvolvimento sustentável, nomeadamente económico, social e ambiental.

“Com as mudanças climáticas que o mundo vem registando, pretende-se chamar atenção àqueles que concebem os edifícios como sejam, arquitectos e engenheiros de construção civil para que construam os edifícios de forma inteligente em termos de segurança e sustentabilidade da espécie humana”, disse ela.

No âmbito da normalização deixou um apelo para que, à semelhança do que acontece no resto do mundo, haja, no país, um maior envolvimento dos técnicos quer do sector privado quer das instituições do Estado, no trabalho de elaboração de normas moçambicanas.
Trata-se de normas que devem estar dentro dos padrões de nível regional e internacional e que possam garantir a qualidade de produtos e serviços.

Na sua intervenção, Alfredo Sitõe, director do INNOQ, afirmou que a sua instituição tem 107 normas moçambicanas aprovadas para as diversas áreas de actividades e já presta serviços de calibração de instrumentos de medição nas áreas de massa, temperatura, volume e comprimento.

“Daí que o objectivo macro deste seminário é apresentar uma amostra do trabalho desenvolvido e sensibilizar os sectores públicos e privado para que usem as normas moçambicanas e os serviços de calibração disponíveis”, destacou.

De acordo com Sitõe, o grande desafio para o INNOQ, no âmbito do projecto de apoio ao melhoramento do ambiente de negócios e facilitação do comércio que tem o apoio da União Europeia e UNIDO é desenvolver 70 normas moçambicanas por ano.
De igual modo, pretende iniciar a certificação de produtos, expandir os serviços de metrologia legal a nível dos municípios, bem como os de metrologia industrial.

Na mesma cerimónia interveio o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Salimo Abdula. Conforme disse, a normalização e qualidade constituem mais um passo rumo ao desenvolvimento do país daí que deve merecer um lugar de destaque nas agendas de todos.

No entender do presidente da CTA, a qualidade não custa dinheiro como se pretende dar a entender nalguns segmentos das actividades económicas.
“Pelo contrário, a qualidade gera dinheiro e ela é uma estratégia acertada para a sobrevivência das empresas”, disse.

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Ainda existem problemas básicos de direitos humanos no Brasil


São Paulo – O secretário-geral do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado de São Paulo, Ariel de Castro Alves, anuncia que o Brasil, após 60 anos da assinatura da DUDH ainda enfrenta problemas básicos de direitos humanos.


Organizações de direitos humanos da cidade de São Paulo organizaram quarta-feira uma cerimónia para recordar a assinatura da DUDH onde foi lembrado que, apesar da assinatura do documento o Brasil ainda se depara hoje com situações de desrespeito dos direitos humanos básicos.
Focou que existem problemas relacionados com a dignidade humana, liberdade, igualdade, direitos sociais, económicos e culturais. Adianta que estes temas são uma «utopia» para a maioria da população brasileira.

Arial Castro Alves referiu que grande parte dos casos de desrespeito pelos direitos humanos observados hoje são resquícios do regime militar, que deixou uma «herança» de práticas contrárias à perpetuação dos direitos humanos. Por isso, o secretário-geral do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado de São Paulo defende a abertura dos arquivos para que cada torturador seja responsabilizado pelos crimes que cometeu.
Os avanços constatados no campo dos direitos humanos acontecerem principalmente nas áreas institucional e legal.
A história de ditadura militar do Brasil durou 21 anos e ocorreu entre 1964 e 1985.

(c) PNN Portuguese News Network

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Incremento do movimento de navios: Nacala congestionado


O MOVIMENTO de navios está a aumentar nas últimas semanas no Porto de Nacala tendência que se prevê venha a manter-se ao longo do presente mês de Dezembro. Só na semana passada, o porto recebeu treze navios de grande calado, contra uma previsão inicial de nove, situação que levou a que algumas embarcações tivessem que aguardar ao largo esperando a sua vez para atracar.

O incremento do tráfego naquele porto, um dos maiores da costa oriental de África, está a impor uma mudança de atitude por parte do operador, o consórcio Corredor de Desenvolvimento do Norte - CDN, que procura formas de garantir o rápido manuseamento da carga e consequente entrega aos clientes em tempo útil, de modo a criar espaço para uma maior rapidez na entrada de navios que aguardam no alto mar.

Fontes ligadas às operações no Porto de Nacala disseram ao “Notícias” que uma das causas da demora no processo de carga e descarga dos navios é a fraca capacidade dos operadores.
“O problema é que os navios não só vêm descarregar como também carregam mercadorias de exportação, operações que levam tempo a ser executadas, acabando por fazer com que outros navios fiquem semanas no alto mar, à espera que chegue a sua vez para entrar no porto”, explicou a fonte.

O director executivo do porto, Agostinho Langa, disse que a maioria dos navios que atracam em Nacala transporta carga contentorizada. O terminal de contentores tem a capacidade para receber apenas dois navios simultaneamente, contra quatro do terminal de carga geral, situação que cria alguns embaraços no atendimento às embarcações que assim são forçadas a esperar no canal de acesso ao porto. Agostinho Langa explicou que no mês de Novembro, o porto manuseou mais de quatro mil contentores, quantidade que supera as metas que a empresa estabelecera para aquele período.

Segundo soubemos, o movimento de navios no Porto de Nacala poderá aumentar nos próximos tempos, tendência que será favorecida pela industrialização do Malawi, potencial utilizador daquele sistema ferro-portuário, que tem um plano de importar 60 mil toneladas de trigo por ano, além de clinker em quantidades não especificadas, para alimentar a indústria de produção de cimento.

O minério de ferro descoberto nos jazigos do Gilé, na Zambézia, e Lalaua, em Nampula, será escoado através do Porto de Nacala para diferentes mercados pelo mundo fora.
A fonte referiu, igualmente, a dificuldades financeiras que a empresa Navique enfrenta, situação que ditou a retirada de navios de cabotagem que agora procuram alternativas para escoar as suas mercadorias.

“Aí vamos assistir à chegada ao Porto de Nacala de um número maior de navios internacionais transportando mercadorias nacionais, sobretudo a cerveja e outras a partir de Maputo, para abastecer o mercado regional”, explica.

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Nasceu novo partido na África do Sul: Lekota eleito líder do COPE


FOI formalmente apresentado ontem, na cidade sul-africana de Bloemfontein, um novo partido político; trata-se do Congresso do Povo (COPE), constituído maioritariamente por dissidentes do Congresso Nacional Africano, ANC. O COPE escolheu para seu líder Mosiuoa Lekota, que se demitiu do cargo de ministro da Defesa depois do ANC - liderado por Jacob Zuma - ter removido, em Setembro, Thabo Mbeki da presidência da República. A apresentação do COPE significa que, pela primeira vez em 14 anos, o governo do ANC tem um sério desafio da oposição.

Mosiuoa Gerard Patrick Lekota, a quem foi dada a alcunha de “Terror” pela agressividade que o tornou famoso quando, ainda jovem, praticava futebol, demitiu-se do ANC em meados de Outubro, na sequência de divergências com a direcção do partido agora liderado por Jacob Zuma. Lekota começou de imediato a trabalhar na constituição de um novo partido, juntamente com outros dirigentes e militantes do partido no poder que entraram em ruptura com Zuma.

O presidente do COPE nasceu em Senekal, província do Free State, e esteve preso na cadeia da ilha de Robben entre 1974 e 1982 por actos de conspiração que colocaram em perigo a segurança do Estado, durante o regime do “apartheid”.
Exerceu o cargo de ministro da Defesa entre 1999 e 2008 em dois executivos chefiados pelo ex-presidente Thabo Mbeki.

A primeira conferência nacional do COPE, que ontem terminou na cidade de Bloemfontein, capital da província do Free State, elegeu também Mbhazina Shilowa, ex-sindicalista e chefe do executivo provincial de Gauteng e ex-militante do ANC, para o cargo de 1º vice-presidente, e Lynda Odendaal para 2ª vice-presidente do novo partido.

A secretária-geral eleita é Chaltotte Lobe. Deidre Carter é a secretária-geral adjunta, Hilda Ndude é a tesoureira, Mluleki George (que foi “vice” de Lekota na Defesa) é o secretário-executivo e Smuts Ngonyama, outro dissidente do ANC, ocupará o cargo de director nacional de Política do novo partido. O director de comunicações é Philip Dexter, outro dissidente do ANC, que será coadjuvado por Linda Hlope.

A conferência, que decorreu no campus da Universidade do Free State (UFS), em Bloemfontein, teve início domingo e contou com a participação de cerca de 4.500 militantes. Segundo responsáveis do novo partido, o COPE conta já com 480 mil militantes a pagarem quotas e pretende pôr fim, nas eleições gerais de 2009, à hegemonia do ANC no parlamento.

Os novos líderes acusam o ANC de ter traído os princípios orientadores do movimento de libertação através da supressão da liberdade de pensamento e debate no seio da organização e da perseguição e destituição de todos os que não manifestam lealdade ao presidente do partido, Jacob Zuma.

Nos últimos dias, Mosiuoa Lekota defendeu que o COPE deve ser verdadeiramente multirracial e multi-étnico, acolhendo militantes de todas as raças e credos e discursando e entoando canções em várias línguas, como inglês, «afrikaans» e «sutho».

Ontem, o ANC levou a cabo, também na cidade de Bloemfontein, um grande comício, coincidindo com o lançamento oficial do COPE, levando a uma situação de grande tensão entre militantes dos dois partidos. De acordo com as agências de noticias, o comício do ANC realizou-se a poucos metros do local onde decorria a reunião do COPE. Na segunda-feira, as forças de segurança tiveram que intervir em força, para impedir a circulação de uma caravana automóvel de apoiantes do COPE, que pretendia mobilizar militantes em redor da cidade para evitar possíveis confrontos com milhares de militantes do ANC que começavam a convergir em Bloemfontein para o comício de ontem.

A liderança do ANC, que tem trocado insultos com os dirigentes que abandonaram as suas fileiras para fundar o novo partido, decidiu convocar para um estádio de Bloemfontein um comício comemorativo do 47º aniversário da fundação da sua ala militar (MK, ou Umkhonto we Sizwe), que lançou ataques armados, na sua maioria à bomba, contra alvos civis e militares sul-africanos nos tempos do “apartheid” e que viria a ser desmobilizada após as eleições de 1994.

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HCM já trata problemas relacionados com a disfunção renal

Os pacientes de Maputo com patologia relacionada com disfunção renal já não precisam se deslocar ao estrangeiro. O Ministro da Saúde, Ivo Garrido, diz que foi vencido o cepticismo de alguns que ainda duvidavam de que em Maputo iria passar a haver uma unidade médica de género.
Passados trinta e três anos de independência o Hospital Central de Maputo (HCM) conta finalmente, desde a última segunda-feira com uma unidade médica de Hemodiálise que se destina ao tratamento de pacientes que sofrem de patologias relacionadas com a disfunção renal. A referida unidade é, passe a definição, uma máquina, digamos, de rins artificiais. Nessa máquina processa-se a diálise, isto é, através de um processo artificial, por filtração, são retiradas todas as substâncias indesejáveis acumuladas pela insuficiência renal.
Contrariamente, ao que até ao momento vinha acontecendo, com a inauguração daquela unidade médica de hemodiálise, os pacientes que careciam de tratamentos com o referido equipamento já não precisam de se deslocarem ao estrangeiro para se tratarem.
De acordo com o ministro da Saúde, Prof. Dr. Paulo Ivo Garrido, a Hemodiálise é um procedimento por meio do qual se faz o sangue do doente circular através de um aparelho externo denominado dialisador. Ivo Garrido vaticina igualmente que esta constitui a primeira unidade de hemodiálise do país, adiantando que “mais uma vez estamos a pôr em funcionamento algo que muitos consideram impossível mesmo depois de termos aberto ainda este ano, neste hospital uma unidade de cuidados médicos extra-corporal relacionados com o coração”.
Mostrando-se agastado com o cepticismo de certos círculos de opinião quanto aos “avanços” que o pelouro de saúde pode registar no sentido de proporcionar mais e melhor acesso ao tratamento de diversas patologias, o interlocutor viria a referir que muito se tem falado de auto-estima mas na prática acontece o contrário. "Assistimos a casos de doentes que por pequenina coisa atravessam a fronteira para receberem tratamento no estrangeiro mesmo sabendo que internamente podem ser curados”, disse Ivo Garrido para de seguida referir que “esta unidade que acabamos de inaugurar vai contribuir para a melhoria assistencial aos pacientes que padecem de patologias renais e a diminuição de envio deste tipo de doentes para os países estrangeiros”.
Na mesma ocasião, o titular da pasta governamental da Saúde disse que o equipamento da unidade de hemodiálise ora inaugurada foi oferecido pelos japoneses e “é de alta tecnologia e qualidade”.

(Emildo Sambo)

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Governo de São Tomé estuda adopção do euro como moeda nacional


São Tomé - Primeiro-ministro são-tomense, Rafael Branco admitiu a possibilidade a possibilidade de São Tomé e Príncipe vir a adoptar o euro como moeda nacional.

«O euro é uma dessas tais moedas e certamente é uma moeda que está nos nossos planos de estudos», disse Rafael Branco garantindo que o governo e uma equipa de peritos estão a estudar formas e mecanismos que visam dar um conteúdo concreto desta inserção do país por meio da adopção de uma moeda.

Para o chefe do executivo são-tomense a adopção do Euro como moeda nacional é uma decisão que terá implicações por muitos e muitos anos e muitas vezes é difícil voltar atrás. «Mas é nosso entendimento que precisamos de uma moeda estável» sublinha.

(c) PNN Portuguese News Network

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TV Zimbro de Angola, primeiro canal televisivo privado já emite em regime experimental

Já começou a emitir, no sábado passado, a primeira televisão privada de Angola. O projecto chama-se TV Zimbro, tem a chancela do grupo MediaNova e apresenta-se como a primeira estação televisiva privada a transmitir em sinal aberto.

Arrancou em regime experimental, que se prolongará até Março de 2009, e assume-se como um projecto sofisticado e inovador. «Um canal angolano, feito por angolanos para os angolanos» é a divisa do canal.

Álvaro Torre (que amanhã também vai apresentar a Publivision Portugal) é o presidente do conselho de administração da Tv Zimbro, enquanto João Van Dúnem assume a direcção-geral interina. José Silva Pedro é o director-geral executivo, Amilcar Xavier o director de informação e Manuel Ribeiro o director de programas. No total, a equipa do canal rondará os cerca de 200 colaboradores.

Entretenimento, ficção e informação são as apostas fortes da programação da TV Zimbro. Neste fase, a emissão pode ser vista no canal 5 da TV Cabo.

FNT/iol.pt

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Para prevenir cheias: HCB reduz descargas


A Hidroeléctrica de Cahora Bassa baixou as descargas dos anteriores 3500 para cerca de 3000 metros cúbicos por segundo como medida para melhorar a situação hidrológica no baixo Zambeze que atingiu o nível de alerta em Caia na passada segunda-feira. Entretanto, a chuva que continua a cair a montante dos rios da zona centro está na origem da subida dos níveis que se observa desde o início da semana.

Com efeito, segundo dados a que a nossa Reportagem teve acesso da Direcção Nacional de Águas, o país registou de domingo a segunda-feira precipitação dispersa com destaque para a bacia do Zambeze em Chiúta com 180.7 milímetros, Inhzónia na Bacia do Púngoè com 67,6 e Púngoè Sul com 63,4 milímetros. Também houve registo de 77,5 milímetros de precipitação na Bacia do Limpopo em Xai-Xai.

Devido a chuvas intensas que se registam no norte da província de Tete, a bacia hidrográfica do Zambeze mantém-se acima do alerta em Caia.
Dados a que a nossa Reportagem teve acesso dão conta que em Caia o nível de alerta de cinco metros foi ultrapassado ontem com o registo de 5.7 metros.

Atendendo a esta situação, Joaquim Manaque, delegado do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades em Caia, disse que tudo estava a ser feito para que a população não seja afectada.
Indicou que praticamente todas as pessoas que viviam em zonas de risco já foram retiradas para locais seguros. Neste momento segundo a fonte, a maioria das pessoas está nos centros de reassentamento, não havendo por isso vidas em perigo.

Para os próximos dias espera-se que os níveis hidrométricos nas bacias hidrográficas do Zambeze e Licungo continuem a registar uma ligeira subida, devido à persistência da queda de chuva a Norte das províncias de Tete e Zambézia, bem como no território malawiano.

Para as restantes bacias hidrográficas espera-se que os níveis continuem estáveis. Mesmo assim, chama-se a atenção a toda a sociedade e em particular a população das zonas ribeirinhas para que tomem medidas de precaução atendendo que se está em plena época chuvosa.

Notícias

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José Eduardo dos Santos vai à China Popular pedir mais empréstimos


Em busca de bilhôes de dólares PR esta na China Popular aonde faz uma visita oficial de três dias(16 a 19), a segunda neste ano para negociar a abertura uma nova linha de crédito para Angola.

A visita com o rótulo de reforço das relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países e povos deverá trazer para Angola o aval do suporte financeiro para as obras sociais anunciadas durante a campanha eleitoral.

Para o jornalista Reginaldo Silva é lamentável o facto de não haver informação oficial referindo-se minimamente sobre os propósitos da deslocação do chefe de Estado para evitar especulações ou adivinhar o que leva José Eduardo à China, tendo em conta o nível de relação entre os dois países.

«No caso concreto, o que se ouve é que pode estar em negociação mais um mega empréstimo feito para apoiar um programa mais específico relacionado com o programa da habitação, uma grande promessa eleitoral do MPLA na sua campanha para as eleições de Setembro último, mas vamos ter que ficar um pouco por aqui, dando naturalmente importância a esta deslocação mas deixando no ar uma série de hipótese em relação aos propósitos mais específicos.»

O programa de reconstrução nacional em curso no pais é financiado por uma linha de crédito da China e abrange as áreas de infra-estruturas, transportes, saúde, educação e construção civil.
Reginaldo Silva diz ser já uma preocupação da comunidade internacional o grau de endividamento de Angola e torna-se ainda mais grave quanto os angolanos não sabem a quantas andam.

«Fala-se muito desta necessidade de créditos adicionais, numa altura em que já não sabemos a quantas andamos, qual é o relacionamento financeiro de Angola com a China. Já ouvimos falar em tantos milhões e biliões e também já ouvimos falar de dívidas há mais de que Angola, até ao último debate do parlamento, por parte da oposição, de que Angola se estava a endividar em excesso que a divida podia já não estar a ser muito sustentável. São todas essas referências que nós ouvimos e que nos fazem interrogar qual é esta necessidade de qual é de facto o montante hoje da relação financeira entre Angola e a China, porque de facto é muito importante sabermos da dívida externa de Angola.»

Esta é a segunda vez, este ano, que o presidente José Eduardo dos Santos vai à China, em Agosto último o chefe de Estado angolano foi à terra da «grande muralha» para assistir aos jogos olímpicos de Beijing 2008.

Acompanham o chefe de Estado os ministros das Finanças, Severim de Morais, Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, o vice- ministro da Defesa Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem e funcionários da Presidência da República.
Já o encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola, Wang Wei, defende que a deslocação do presidente angolano ao seu pais é de carácter importante neste período em que a cooperação entre Angola e a China «está cada vez mais intensa».

O alargamento da cooperação para outras áreas, segundo Wang Wei é matéria de estudo entre os dois países, mas do lado da China existe vontade política para tal, enquanto trabalham neste momento na revitalização e aumento da cooperação.

O encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola garante ainda ser possível o reforço da linha de crédito da China para Angola, avaliada em mais de 5 mil milhões de dólares americanos, como resultado do aprofundamento da cooperação entre os dois países.


FNT/angola24horas

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Na cura de deficientes em Chimoio: Profeta diz que opera milagres

MAIS de duas centenas de pessoas portadores de várias deficiência, tiveram suposta cura miraculosa na cidade de Chimoio, por obras de um profeta de origem zimbabweana que se encontra abrigado no cume do monte Tchissui, arredores da capital da província de Manica.

Trata-se de Mfundisse Mark Chidangue que há mais de duas semanas está a devolver a esperança a milhares de pessoas em Chimoio, onde cegos estão a recuperar a visão, os surdos e mudos já ouvem e falam e os deficientes físicos retomaram a sua actividade locomotora, deixando multidões estupefactas.
Portadores de deficiência física que se dirigiram ao profeta, segundo testemunhas, regressaram andando, deixando para trás as cadeiras de rodas pelas quais se faziam transportar bem como próteses.Familiares e doentes curados, boquiabertos, ontem dirigiram-se aos órgãos de comunicação social em Chimoio, a fim de enaltecer os supostos milagres de Mark Chidangue, o qual reconheceu que “vinha curando no Zimbabwe, mas o seu poder cresceu substancialmente após chegar em Chimoio e se instalar no monte Tchissui”

.Ontem, o profeta compareceu nos estúdios da Rádio GESOM, em Chimoio onde num debate apresentou publicamente o seu poder curativo e durante uma hora foi respondendo os vários pedidos de esclarecimento, via telefone, sobre a sua actividade curativa.

Em declarações ao “Notícias”, Chidangue disse que os milagres que está a operar não são produto da sua criação, mas sim poder conferido por Deus através do seu filho, Jesus Cristo.
Explicou que cura as pessoas não com recurso a medicamentos, mas pelas rezas e pela fé dos próprios doentes, pondo as suas mãos na cabeça dos enfermos.

Ele disse que nesta actividade não cobra valores, trata-se de um trabalho filantrópico, visando salvar aqueles que sofrem.Autoridades da Saúde em Chimoio confirmaram os milagres de Mark Chidangue e disseram terem já enviado doentes para o profeta para que fossem curados, uma vez falhados os tratamentos médicos modernos.

Aliás, ontem, doentes e seus familiares que contactaram Chidangue por conselho de funcionários da Saúde compareceram na Rádio GESOM, onde confessaram e agradeceram os milagres do profeta, que, entretanto, sendo zimbabweano, não possui residência, vivendo a maior parte do tempo na montanha.

VICTOR MACHIRICA

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Governo acciona medidas de contenção da cólera


O governo de Moçambique está a accionar medidas de prevenção contra cólera junto às populações que vivem ao logo da fronteira com o Zimbabwe. Dados avançados pelas autoridades de saúde do país, indicam que as autoridades moçambicanas estão empenhadas na identificação das condições existentes nas unidades sanitárias localizadas ao longo da fronteira com o vizinho Zimbabwe por forma a fazer o rastreio da doença que já causou a morte confirmada desde a última informação oficial, de mais de quinhentas pessoas e internamento de cerca de doze mil, desde que a crfise de cólera eclodiu em Agosto último no país vizinho.
Para o efeito, o sector de saúde já criou brigadas encabeçadas por quadros seniores do Ministério da Saúde, que estão a trabalhar no sentido de identificar as capacidades de resposta por parte destas instituições sanitárias, face a qualquer eventualidade de surto em Moçambique.
Estas brigadas estão a trabalhar nas províncias de Manica e Tete (centro), Inhambane e Gaza (sul), que se localizam ao longo dos cerca de quinhentos quilómetros de extensão de fronteira com o Zimbabué. A operação resulta do facto de a doença tender a alastrar-se para os países vizinhos dos quais Moçambique faz parte. Entretanto para a província de Manica, onde desde há dias se encontra o director nacional da saúde pública, Mouzinho Saíde, as autoridades de saúde locais garantem estarem criadas todas as condições para que a doença não entre para o país, particularmente pela fronteira de Machipanda.
Falando à nossa Reportagem, o director provincial da Saúde, Quinhas Fernandes afirmou que no caso de surto, está tudo garantido no sentido a doença não causar mortes, pois, segundo ele a resposta será dada em tempo oportuno.

(José Jeco)

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Renovação da frota das LAM: Primeira aeronave já está em Maputo

JÁ se encontra em Maputo, o primeiro dos quatro aviões adquiridos pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), no quadro do projecto de renovação da sua frota, num investimento de cerca de cem milhões de dólares norte-americanos. A aeronave, que aterrou pela primeira vez em Moçambique por volta das 13.00 horas, é um “Bombardier Q400”, de 72 lugares, tendo sido baptizado com o nome de “Gorongosa”.


Trata-se de uma aeronave equipada com motores turbo hélice e é considerada de última geração, constando entre as suas características, a rapidez (fez Joanesburgo-Maputo em cerca de 50 minutos) e relativamente silencioso devido ao seu sistema de supressão de vibração e ruído – NVS.

O presidente do Conselho de Administração das LAM, José Viegas, disse a jornalistas que a chegada do “Gorongosa” constitui o concretizar de um “sonho” da sua empresa que preconiza melhores serviços para os seus clientes e em boas condições de segurança.

O avião, a ser operado pela MEX – uma das empresas participadas pelas LAM - deverá fazer, nalguns dias de semana, segundo José Viegas, as rotas Maputo-Joanesburgo; Beira-Joanesburgo; Maputo-Vilankulo-Inhambane-Joanesburgo e Maputo-Beira, entre outros destinos ainda por definir. O voo inaugural do “Gorongosa” está previsto para próxima semana, tendo como destino a cidade da Beira.

A aquisição dos aviões constitui a materialização do compromisso assumido pela empresa, nomeadamente de renovar toda a sua frota doméstica e regional com vista ao aumento das frequências de voos dentro do território moçambicano e para Angola, Quénia e África do Sul.

O segundo avião “Bombardier Q400” é esperado no domingo, enquanto que entre Julho e Agosto do próximo ano, as LAM esperam receber dois aviões a jacto “Embraer 190”, cada um providenciando 93 lugares e que vão tornar a frota moçambicana numa das mais modernas de todo o continente.

Os aparelhos permitem uma significativa redução dos gastos de combustível, o que também significa melhores resultados a nível ambiental e económico.

As LAM exploram uma frota de aeronaves composta por quatro aviões a jacto e dois turbo-hélice. Dos aviões que fazem parte da sua frota quatro são da marca Boeing 737 - 200, dois dos quais oferecem doze (12) lugares em classe executiva e noventa e seis (96) em classe económica e que têm sido utilizados para o transporte de passageiros e carga para percursos de médio curso, nas ligações domésticas e regionais.

Para além destas aeronaves, as LAM exploram através da sua subsidiária a MEX-Mozambique Express, dois (2) “JetStream 41” que são aviões turbo-hélice modernos e pressurizados, com capacidade para vinte e nove (29) passageiros em classe económica. Estes aviões operam voos regionais (até Joanesburgo e Durban) e voos domésticos incluindo alguns destinos turísticos, como é o caso de Vilankulo e Inhambane.

José Viegas disse que até final de 2009 três dos actuais “Boeing” serão retirados da frota, e o último (quarto) em 2010.

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