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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Moçambique qualifica-se para o CAN-2010 em Angola


A selecção moçambicana, os “Mambas”, qualificou-se para o Campeonato Africano das Nações (CAN) 2010, ao receber e derrotar, na tarde de ontem, a congénere da Tunísia por uma bola sem resposta no decisivo embate da sexta e última jornada de apuramento à maior prova de futebol em África.



O tento solitário, mas precioso para a consumação das aspirações dos Mambas, foi apontado por Dário Monteiro aos 37 minutos da etapa complementar da partida, na sequência de uma assistência feita pelo capitão Tico-Tico, que entrava pelo corredor central da retaguarda do meio-campo tunisino.

Dário rematou em cheio para a defesa e figura do guarda-redes tunisino, Mathlouthi Aymen, mas a “turbo recarga” do avançado dos Mambas foi além da capacidade do”'keeper” das “Águias de Cartago”, “incendiando” de alegria os milhares de amantes da modalidade que se fizeram ao Estádio da Machava, “catedral da selecção”, para assistir a inevitável qualificação dos Mambas.

A explosão de Dário colocou o “Vale do Infulene” e o país inteiro (do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico) em “chamas de felicidade”, porque viam os Mambas a regressarem ao convívio da classe alta do futebol africano, na sequência da qualificação para o CAN2010.

As Águias de Cartago, que vieram a Moçambique com as plumas cheias, estavam confiantes na vitória, até porque os conceituados analistas de futebol estavam muito reticentes quanto a vitória dos Mambas dado o forte poderio e a posição da turma tunisina no Grupo 'B'.

Porém, a tradição é inviolável e ficou, uma vez mais provado, que os venenosos Mambas são invencíveis mordazes em seu território, bastando apontar a vistosa e soberba exibição frente as Águias de Cartago, bem como a forma como se portaram nesta campanha em todas as partidas disputadas em sua casa.

Ora vejamos, na abertura deste ciclo os Mambas receberam e empataram com as “Super Águias” da Nigéria sem abertura de contagem. Viajaram a Tunis onde perderam por duas bolas frente ao mesmo adversário com quem ajustaram ontem as contas. Na deslocação a Nairobi, perderam com o Quénia por duas bolas a uma.

Nas partidas subsequentes, os Mambas receberam e derrotaram as “Estrelas do Harambee” do Quénia por uma bola. Deslocaram-se a Abuja (Nigéria) onde deram uma autêntica “dor de cabeça”as Super Águias, apesar de terem perdido por uma bola sem resposta.

Ontem, tarde ensolarado, os Mambas receberam e derrotaram a Tunísia, gigante do futebol africano, que vinha buscar o seu quarto apuramento para um mundial.

Aliás, foram os Mambas que enterraram o sonho de qualificação da Tunísia para o quarto mundial, mas consumando a sua quarta aparição para o CAN, momento que vai, sem dúvida, ficar na memória e na retina dos milhares de moçambicanos que acompanharam o jogo.
O defesa Edson Sitói, ou simplesmente Mexer, voltou a mostrar um alto nível de serenidade tendo até sido o jogador dos Mambas que executou excelentes intervenções na retaguarda da selecção, inviabilizando as investidas da Tunísia.

O seleccionador moçambicano, Mart Nooij, substituiu, na segunda parte do encontro, Genito por Fumo e Miro deu seu lugar a Momed Haji.

No final do encontro, os Mambas dedicaram a preciosa vitória ao povo moçambicano que tanto torceu pela qualificação para o CAN, cuja última aparição de Moçambique foi em 1998, edição acolhida pelo Burkina Faso.

Fonte: O Pais

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Experiência da reforma fiscal interessa Angola

UMA delegação do Comité de Reforma Fiscal de Angola encontra-se em Moçambique desde a última segunda-feira à busca de experiências para tornar mais célere a arrecadação de receitas para o Orçamento do Estado no seu país, no quadro da reforma fiscal.
A delegação, composta por seis membros, participou em Maputo, num workshop sobre a reforma institucional organizado pela Autoridade Tributária de Moçambique (AT). Num encontro restrito, Moçambique falou da experiência da reforma fiscal iniciada há cerca de dez anos e que culminou com a criação da Autoridade Tributária em 2006, para além da legislação fiscal e aduaneira. A visita a Moçambique tem em vista colher experiências sobre a regulamentação dos diversos impostos que compõem o sistema tributário.

Notícias

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Angola é o país «menos livre» dos países lusófonos


A organização não-governamental (ONG) norte-americana Freedom House, qualificou Angola como o «menos livre» dos países lusófonos, acusação que o ministro sem Pasta, António Bento Bembe rejeita, alegando «grandes avanços» no domínio dos direitos dos cidadãos.

No relatório divulgado, a Freedom House aponta Angola como sendo o país lusófono onde são menores os direitos políticos e liberdades cívicas dos cidadãos, embora frise que as eleições legislativas de Setembro de 2008 criaram «uma tendência positiva».

O ministro sem Pasta de Angola, António Bento Bembe, que tem a seu cargo a área dos Direitos Humanos, rejeitou a denúncia da Freedom House, afirmando que nos últimos anos, Angola tem feito «grandes avanços» no domínio dos direitos e liberdade dos cidadãos. Bento Bembe alega que «Angola tem dado passos significativos» no que respeita ao direito à vida, à alimentação, à saúde e educação e considera «desencorajadora» a acusação da ONG, alertando para o facto de Angola ter saído de uma guerra de 30 anos

Por outro lado, Serra Pango, presidente em exercício da Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD) considerou «muito importantes» os alertas da entidade sobre a aplicação dos direitos políticos no país.

Criada em 1972, a Freedom House dedica-se a actividades de apoio à expansão da liberdade a nível mundial, e monitoriza a evolução dos direitos políticos e liberdade cívica.
(c) PNN Portuguese News Network

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

José Eduardo dos Santos vai à China Popular pedir mais empréstimos


Em busca de bilhôes de dólares PR esta na China Popular aonde faz uma visita oficial de três dias(16 a 19), a segunda neste ano para negociar a abertura uma nova linha de crédito para Angola.
A visita com o rótulo de reforço das relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países e povos deverá trazer para Angola o aval do suporte financeiro para as obras sociais anunciadas durante a campanha eleitoral.

Para o jornalista Reginaldo Silva é lamentável o facto de não haver informação oficial referindo-se minimamente sobre os propósitos da deslocação do chefe de Estado para evitar especulações ou adivinhar o que leva José Eduardo à China, tendo em conta o nível de relação entre os dois países.

«No caso concreto, o que se ouve é que pode estar em negociação mais um mega empréstimo feito para apoiar um programa mais específico relacionado com o programa da habitação, uma grande promessa eleitoral do MPLA na sua campanha para as eleições de Setembro último, mas vamos ter que ficar um pouco por aqui, dando naturalmente importância a esta deslocação mas deixando no ar uma série de hipótese em relação aos propósitos mais específicos.»

O programa de reconstrução nacional em curso no pais é financiado por uma linha de crédito da China e abrange as áreas de infra-estruturas, transportes, saúde, educação e construção civil.
Reginaldo Silva diz ser já uma preocupação da comunidade internacional o grau de endividamento de Angola e torna-se ainda mais grave quanto os angolanos não sabem a quantas andam.

«Fala-se muito desta necessidade de créditos adicionais, numa altura em que já não sabemos a quantas andamos, qual é o relacionamento financeiro de Angola com a China. Já ouvimos falar em tantos milhões e biliões e também já ouvimos falar de dívidas há mais de que Angola, até ao último debate do parlamento, por parte da oposição, de que Angola se estava a endividar em excesso que a divida podia já não estar a ser muito sustentável. São todas essas referências que nós ouvimos e que nos fazem interrogar qual é esta necessidade de qual é de facto o montante hoje da relação financeira entre Angola e a China, porque de facto é muito importante sabermos da dívida externa de Angola.»

Esta é a segunda vez, este ano, que o presidente José Eduardo dos Santos vai à China, em Agosto último o chefe de Estado angolano foi à terra da «grande muralha» para assistir aos jogos olímpicos de Beijing 2008.

Acompanham o chefe de Estado os ministros das Finanças, Severim de Morais, Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, o vice- ministro da Defesa Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem e funcionários da Presidência da República.
Já o encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola, Wang Wei, defende que a deslocação do presidente angolano ao seu pais é de carácter importante neste período em que a cooperação entre Angola e a China «está cada vez mais intensa».

O alargamento da cooperação para outras áreas, segundo Wang Wei é matéria de estudo entre os dois países, mas do lado da China existe vontade política para tal, enquanto trabalham neste momento na revitalização e aumento da cooperação.

O encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola gaT/ante ainda ser possível o reforço da linha de crédito da China para Angola, avaliada em mais de 5 mil milhões de dólares americanos, como resultado do aprofundamento da cooperação entre os dois países.

FNT/angola24horas


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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

José Eduardo dos Santos vai recandidatar-se


Luanda – O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, vai recandidatar-se às eleições presidenciais de 2009, foi avançado pelo secretário-geral do seu partido MPLA. Embora o actual presidente ainda não tenha confirmado a sua candidatura, o secretário-geral do partido afirmou que José Eduardo dos Santos é o «candidato natural» do partido.
Uma vez que o MPLA venceu as legislativas de Setembro com 81 por cento dos votos, espera-se que o resultado das eleições presidenciais de 2009 dê a vitória a José Eduardo dos Santos.

As eleições presidenciais ocorrerão apenas depois de o Parlamento votar com uma nova Constituição, que irá estabelecer se os futuros presidentes serão escolhidos pelo Parlamento ou pelo povo, como acontece actualmente.
Se for realmente o Parlamento a escolher o novo presidente é natural que José Eduardo dos Santos seja reeleito uma vez que o seu partido controla dois terços da Assembleia. Segundo Alcides Sakala, porta-voz do maior partido da oposição, a UNITA, «o presidente tem que ser eleito pelo povo» e, se for esse o caso, então «Eduardo dos Santos já é o vencedor».
(c) PNN Portuguese News Network

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

José Eduardo dos Santos vai à China Popular pedir mais empréstimos


Em busca de bilhôes de dólares PR esta na China Popular aonde faz uma visita oficial de três dias(16 a 19), a segunda neste ano para negociar a abertura uma nova linha de crédito para Angola.

A visita com o rótulo de reforço das relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países e povos deverá trazer para Angola o aval do suporte financeiro para as obras sociais anunciadas durante a campanha eleitoral.

Para o jornalista Reginaldo Silva é lamentável o facto de não haver informação oficial referindo-se minimamente sobre os propósitos da deslocação do chefe de Estado para evitar especulações ou adivinhar o que leva José Eduardo à China, tendo em conta o nível de relação entre os dois países.

«No caso concreto, o que se ouve é que pode estar em negociação mais um mega empréstimo feito para apoiar um programa mais específico relacionado com o programa da habitação, uma grande promessa eleitoral do MPLA na sua campanha para as eleições de Setembro último, mas vamos ter que ficar um pouco por aqui, dando naturalmente importância a esta deslocação mas deixando no ar uma série de hipótese em relação aos propósitos mais específicos.»

O programa de reconstrução nacional em curso no pais é financiado por uma linha de crédito da China e abrange as áreas de infra-estruturas, transportes, saúde, educação e construção civil.
Reginaldo Silva diz ser já uma preocupação da comunidade internacional o grau de endividamento de Angola e torna-se ainda mais grave quanto os angolanos não sabem a quantas andam.

«Fala-se muito desta necessidade de créditos adicionais, numa altura em que já não sabemos a quantas andamos, qual é o relacionamento financeiro de Angola com a China. Já ouvimos falar em tantos milhões e biliões e também já ouvimos falar de dívidas há mais de que Angola, até ao último debate do parlamento, por parte da oposição, de que Angola se estava a endividar em excesso que a divida podia já não estar a ser muito sustentável. São todas essas referências que nós ouvimos e que nos fazem interrogar qual é esta necessidade de qual é de facto o montante hoje da relação financeira entre Angola e a China, porque de facto é muito importante sabermos da dívida externa de Angola.»

Esta é a segunda vez, este ano, que o presidente José Eduardo dos Santos vai à China, em Agosto último o chefe de Estado angolano foi à terra da «grande muralha» para assistir aos jogos olímpicos de Beijing 2008.

Acompanham o chefe de Estado os ministros das Finanças, Severim de Morais, Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, o vice- ministro da Defesa Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem e funcionários da Presidência da República.
Já o encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola, Wang Wei, defende que a deslocação do presidente angolano ao seu pais é de carácter importante neste período em que a cooperação entre Angola e a China «está cada vez mais intensa».

O alargamento da cooperação para outras áreas, segundo Wang Wei é matéria de estudo entre os dois países, mas do lado da China existe vontade política para tal, enquanto trabalham neste momento na revitalização e aumento da cooperação.

O encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola garante ainda ser possível o reforço da linha de crédito da China para Angola, avaliada em mais de 5 mil milhões de dólares americanos, como resultado do aprofundamento da cooperação entre os dois países.


FNT/angola24horas

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Militares soviéticos receberam autorização secreta para combater no país


A situação militar criada em torno de Luanda era tão grave na véspera da proclamação da independência, em 11 de Novembro de 1975, que os dirigentes soviéticos deram autorização secreta para que os seus militares participassem nos combates ao lado do MPLA contra a UNITA e a FNLA.


“Na véspera dos acontecimentos decisivos de 11 de Novembro de 1975, recebemos de Moscovo um telegrama cifrado que autorizava directamente aos nossos especialistas militares a participarem em acções de combate ao lado das forças do MPLA e das tropas cubanas. Isto era explicado pela situação extremamente tensa da situação que surgiu no país na véspera da proclamação de independência do país”, recorda Boris Putilin, que trabalhou nos meados dos anos 70 do século passado como primeiro secretário da Embaixada soviética no Congo (Brazzaville).

Foi precisamente este homem que, em 1975, coordenou, pela via da GRU (Direcção Principal de Reconhecimento – espionagem militar) do Ministério do Interior, os fornecimentos de armas ao MLPA da URSS, mas também os planos de ajuda da parte dos especialistas militares soviéticos e cubanos.

“O primeiro grupo de militares soviéticos, dirigido pelo coronel Trofimenko, que se encontrava na República do Congo, através da qual passava a corrente fundamental de ajuda para o MPLA, foi enviado para Luanda”, continua Putilin, acrescentando que este grupo tinha uma espécie de “carta branca” de Moscovo para participar em acções militares.

O primeiro grupo de militares e tradutores soviéticos entrou em Angola a 16 de Novembro de 1975, cinco dias após a proclamação da independência.

“No dia 1 de Novembro, o primeiro grupo de especialistas e tradutores militares soviéticos, entre os quais eu me encontrava, chegou a Brazzaville, entãei na capital da República Popular do Congo num voo regular da Aeroflot”, recorda Andrei Tokarev, tradutor militar, em declarações à Lusa.

“Antes de nos enviar e dando-nos as últimas instruções, em Moscovo, no Estado Maior tentaram dar-nos o máximo de informação fresca sobre os acontecimentos em Angola. O MPLA controlava a maioria das províncias do país e a capital, mas compreendemos que este controlo não era seguro”, continua Tokarev, hoje professor da Universidade Militar de Moscovo.

Segundo esta fonte, “cada uma das partes fazia esforços para desenvolver o seu êxito; por exemplo, o Zaire comprou à França “Mirages”, esperava-se a qualquer momento a sua chegada. Talvez eles participassem nos voos sobre a capital de Angola, Luanda, no seu bombardeamento.”

“A fim de evitar isso - continua Tokarev - o nosso comando enviou para essa região (por um prazo de mês e meio, mas com a possibilidade de prolongamento) o nosso grupo: oficiais e sargentos, especialistas no emprego militar de complexos móveis de defesa anti-aérea “Strela”, e nós, cadetes-tradutores militares”.

Estes primeiros especialistas militares soviéticos começaram de imediato o treino dos soldados e oficiais do MPLA.

Tokarev recorda: “Os nossos especialistas montaram rapidamente, numa antiga base aérea militar portuguesa de Luanda, vários pontos de treino e começámos imediatamente a treinar os combatentes das FAPLA. Os nossos especialistas iam frequentemente à frente de combate, que estava situada a apenas algumas dezenas de quilómetros. Normalmente, eram acompanhados por cubanos. À frente, regra geral, ia um jipe, um carro blindado ou tanque cubano, que nos protegiam.”

*José Milhazes
Fonte: Lusa

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Angola pode estar a combater no Congo


A cimeira no Quénia, que analisou a situação na RD Congo, viu esvaziado o seu esforço, sobretudo político, com a divulgação de que tropas angolanas poderão estar a combater ao lado dos militares do Governo. A ONU desmente.
De acordo com afirmações de um funcionário da ONU e de um oficial paraguaio dos "capacetes azuis", militares angolanos estarão a combater os rebeldes na zona de Goma, no Kivu-Norte.

Citados pela agência Associated Press, os elementos da ONU garantem que a tropa angolana chegou à região nos últimos quatro dias. Recorde-se que no dia 29 de Outubro, a RD Congo pediu formalmente a Angola apoio político e militar em face do avanço dos rebeldes liderados pelo general tutsi Laurent Nkunda.

A denúncia da presença angolana foi desmentida, a partir de Nova Iorque, por Edmond Mulet, sub-secretário-geral de ONU, admitindo que a confusão possa ter origem no facto de alguns soldados congoleses terem sido treinados em Angola e, por isso, falarem português.

A confirmar-se a presença angolana, poderá o que era um conflito local transformar-se em regional, sobretudo porque é previsível que, mais uma vez, o Ruanda, suspeito de apoiar os rebeldes, mande tropas para o país.

Estas informações surgiram horas depois de o Governo de Angola ter, em comunicado, apelado ao diálogo e à procura de "soluções definitivas".

Nkunda decretou um cessar-fogo unilateral na semana passada, quando as suas forças chegaram aos arredores da cidade de Goma, mas nos últimos dias sucederam-se as informações sobre confrontos na zona.

A ONU, que reconhece não ter capacidade militar (humana e bélica) para defender os civis, diz que ontem havia fortes combates em Kibati, a dez quilómetros a norte de Goma, onde cerca de 45 mil pessoas se refugiaram. Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou em Nairobi, onde participou numa cimeira africana sobre a RD Congo, que a força de manutenção de paz das Nações Unidas, MONUC, está no limite das suas capacidades.

Da cimeira, em que participaram também o presidente congolês Joseph Kabila e seu homólogo ruandês, Paul Kagame, saíu um apelo à resolução política do conflito, bem como à necessidade da criação urgente de um corredor humanitário para assistência aos cerca de 260 mil refugiados.

Foi também pedido a Ban Ki-moon "o reforço das forças de manutenção da paz" e a "adopção dos mecanismos à altura de pôr cobro à situação".

ORLANDO CASTRO 2008-11-08

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Queixa contra imóveis em França atribuídos a Dos Santos


O presidente angolano figura entre cinco estadistas africanos, queixados formalmente pela ONG “Transparência Internacional (TI)” por alegados bens imóveis possuídos em França.

A queixa entrou na Procuradoria de Paris na quarta-feira 10 de Julho corrente, segundo a agência ‘France-Presse (AFP)” reproduzindo um comunicado da referida organização de luta contra a corrupção.


Suspeita os alvos e respectivos séquitos de «desvio do dinheiro público em virtude das condições em que adquiriram tão importante património imobiliário em França».

Aponta, nomeadamente, além do presidente angolano, os congéneres do Gabão (Omar Bongo), da República do Congo (Denis Sassou Nguesso), da Guiné Equatorial (Teodoro Obiang) e do Burkina Faso (Blaise Compaore).

A AFP indica que se trata da segunda diligência do género por parte da TI, que esteve associada a duas ONG adicionais na diligência anterior, datada de Março do ano transacto.

A Procuradoria da República de Paris abriu um inquérito preliminar sobre a acusação inicial em polícia correccional.

Mas, em Novembro de 2007, decidiu parar com a indagação, estimando que as investigações não encontraram matéria de substância penal, ao desgosto das três ONG.

Na sua nova investida isolada, a TI requer que a sua denúncia não seja somente vista em correccional, mas mereça inclusive um processamento criminal.

«O objectivo é manter a pressão e o caso do património destes cinco chefes de Estado em França na mira da opinião pública», confessou, também, o comunicado da TI.

A queixa anexou o rol dos presumidos imóveis, respectiva ilustração e localização.

Só a Omar Bongo e séquito de familiares, enfatizou o despacho da AFP, é alegada a propriedade de 33 unidades de luxo.

Prematuro

Indagado sobre a notícia, o secretário de Estado francês para a cooperação, Alain Joyandet, achou prematuro avaliá-la já que o caso está entregue à justiça.

«É uma denúncia que está perante a justiça. A justiça foi formalmente requerida. Um membro do governo não tem que fazer comentários», respondeu este governante à AFP.

A denúncia anterior, acrescentou, foi indeferida «e vamos ver o que acontecerá com esta nova ».

«Se eu permanecer atento a tudo isso, não tenciono repisar em demasia num assunto que envenena as relações entre a França e os diferentes Estados», completou, em entrevista concedida à sua chegada anteontem a Malabo, capital da Guiné Equatorial.

O esforço de obter a reacção dos governantes angolanos ainda não resultou, pelo que o Apostolado pode voltar à carga sobre este novo dado, que arrisca debilitar outra vez o sensível relacionamento entre Luanda e Paris.

Fonte: Apostolado Angolabanda

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Casos de Sida em Angola aumentam em 50 por cento, Instituto Nacional de Luta Contra a Sida (INLS)


Mais de doze mil novos casos de Sida foram notificados em todo o país em 2007, uma cifra que representa um aumento de cinquenta por cento em relação ao ano 2006.

Os dados foram revelados ontem ao Jornal de Angola, em Luanda, pela directora do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida (INLS), Ducelina Serrano, à margem da abertura do “Fórum de cooperação nacional entre o INLS e os diferentes parceiros nacionais e internacionais engajados na luta contra o VIH e Sida em Angola”. Segundo a médica, a maior parte dos afectados são pessoas do sexo feminino, maioritariamente com idades inferiores a 50 anos. Já na faixa acima dos cinquenta anos, as pessoas do sexo masculino são as mais afectadas.


“As mulheres são as mais afectadas, porque representam um maior número sendo, também, as que mais procuram os serviços de saúde e as unidades de aconselhamento”, esclareceu.

Questionada sobre o elevado número de casos notificados em 2007, Ducelina Serrano explicou que enquanto em 2006 existiam no país 53 unidades que procediam ao aconselhamento e testagem, em 2007 o número subiu para 154, o que significa dizer que o número de serviços aumentou e o de pessoas que tiveram acesso ao teste também.

As zonas fronteiriças, devido ao elevado movimento de pessoas e à realização de negócios são as que mais casos registaram, disse Ducelina Serrano.

O encontro, que termina amanhã, visa proceder ao balanço das actividades desenvolvidas em todo o território nacional durante o 1º semestre de 2008 e reflectir sobre as metas preconizadas, progressos, impacto das acções e recursos financeiros aplicados e as suas fontes de financiamento.

O evento vai perspectivar também as acções para o 2º semestre de 2008 e o ano de 2009, no âmbito do Plano Nacional de Luta Contra a Sida do Governo de Angola.

Ducelina Serrano aconselhou os cidadãos a procurarem o centro de aconselhamento e testagem voluntária mais próximo para saberem da sua condição. “O teste é gratuito e confidencial e em função do resultado dá-se o devido conselho”, frisou.

Ducelina Serrano apelou ainda para a sociedade participar activamente nas eleições legislativas de 5 de Setembro.

“As nossas unidades hospitalares estão disponíveis para fornecer informações aos eleitores de como deverão votar”, garantiu.

Participam no fórum mais de 100 representantes de diferentes ONG nacionais e internacionais, organizações religiosas associadas na Rede Esperança, representantes de vários ministérios e empresas públicas e privadas.

Acredita-se que a guerra que assolou o país foi um factor de contenção da expansão da doença, já que limitava as deslocações.

Fonte:Jornal de Angola

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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

UNITA aceita vitória do MPLA

Isaías Samakuva, líder da UNITA

Samakuva felicitou os eleitores angolanos pela “elevada participação, civismo e sacrifício demonstrados no acto eleitoral"
O principal partido da oposição angolana, UNITA, que tinha vindo a denunciar irregularidades no processo eleitoral, declarou ontem à noite aceitar os resultados das legislativas da semana passada.


O MPLA lidera o resultado da votação com 81,73 % dos 80% de votos já contabilizados.

Antes a Comissão Nacional de Eleições (CNE) tinha indeferido o pedido de impugnação das eleições na província de Luanda apresentado pela UNITA porque o partido, sublinhou o porta-voz da CNE, Adão de Almeida “não fez acompanhar o processo de elementos de prova”.

Horas depois, o líder da UNITA, Isaías Samakuva, convocou de surpresa a comunicação social para anunciar a sua decisão.

Sucessão?
“Apesar de tudo o que aconteceu, a direcção da UNITA aceita os resultados das eleições e deseja ao partido vencedor, o MPLA, que governe no interesse de todos os angolanos", afirmou.


Apesar de tudo o que aconteceu, a direcção da UNITA aceita os resultados das eleições e deseja ao partido vencedor, o MPLA, que governe no interesse de todos os angolanos.

Samakuva fez ainda questão de felicitar os eleitores angolanos pela “elevada participação, civismo e sacrifício demonstrados no acto eleitoral”.

Nos bastidores da UNITA, que não deverá ficar além dos 10,5% dos votos, intensifica-se entretanto o debate em torno de um potencial sucessor de Samakuva na liderança. Muitas são as vozes que sugerem a readmissão do general Paulo Lukamba "Gato na chefia do partido.

Aires Walter dos Santos
Enviado da BBC para África a Luanda

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Angola está em condições de garantir o CAN-2010

Os últimos desenvolvimentos dos trabalhos preparatórios da 27ª Taça de África das Nações de Futebol (CAN), a realizar-se no país, em 2010, foram ontem levados ao conhecimento do Primeiro-Ministro, Fernando da Piedade Dias dos Santos, durante um encontro com a direcção executiva do Comité Organizador (COCAN). Em declarações à imprensa, no final da reunião que decorreu na Cidade Alta, o director executivo do COCAN, António Mangueira, disse que no encontro foi feita uma resenha da capacidade das infra-estruturas que Angola pode oferecer para a realização do maior evento futebolístico africano.


Os membros da direcção executiva do COCAN avaliaram ainda na presença de Fernando da Piedade Dias dos Santos, na qualidade de coordenador da Comissão Ministerial de Monitorização do CAN, alguns aspectos de ordem estratégica relacionados, sobretudo, com a produção televisiva, disponibilização de meios hoteleiros, bem como com os meios de comunicação.
“Falámos da necessidade de nos empenharmos cada vez mais na segunda fase da organização do evento”, afirmou António Mangueira, para quem depois da recente visita efectuada pelos membros da Confederação Africana de Futebol (CAF) ao país esta organização passou a acreditar ainda mais que Angola está capacitada a albergar o CAN nas cidades de Luanda, de Benguela, de Cabinda e do Lubango.“É ponto assente que vamos realizar o CAN nas quatro cidades angolanas como está preconizado. Todo o esforço está a ser feito pelo Governo para que as dificuldades que formos encontrando sejam ultrapassadas”, referiu António Mangueira, que solicitou mais atenção para Cabinda, onde os trabalhos estão um pouco atrasados, devido à chegada tardia dos materiais, principalmente para a construção do estádio.
Anunciou, a propósito, que uma delegação angolana deverá, nos próximos dias, deslocar-se à cidade de Ponta Negra, para junto das autoridades aduaneiras locais agilizar o processo de desalfandegamento dos materiais, a fim de permitir que as obras do estádio em Cabinda decorram dentro dos prazos.
O director executivo do COCAN disse também ser urgente organizar a inventariação dos hotéis e de todos os meios hoteleiros existentes nas quatro províncias que vão albergar a prova, com vista a acomodar condignamente as delegações visitantes.António Mangueira sublinhou, por último, que uma atenção especial deve também ser dada à questão dos transportes, bem como das telecomunicações, para evitar-se o congestionamento das linhas telefónicas e não só, atendendo que mais de mil profissionais da comunicação social poderão estar presentes no CAN.
De salientar que o sorteio da competição decorrerá em Setembro do próximo ano, enquanto Angola deverá entregar os estádios prontos até Novembro de 2009.

Fonte: Garrido Fragoso Jornal de angola

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Oportunidade de trabalho em Angola


A empresa Total E&P Angola lançará, nos próximos dias, uma campanha para recrutar estudantes angolanos que vivem em países como a Escócia e África do Sul, para eventual atribuição de bolsas de estudo, disse, quinta-feira, em Luanda, a directora de recursos humanos da companhia, Asçensão Gamboa.


De acordo com a responsável, para o recrutamento a companhia usa como recurso gabinetes especiliazados em Angola e no estrangeiro, para identificar candidatos qualificados, assim como previlegia o contacto directo com os estudantes. Quanto a estratégia de recrutamento, a Total desenvolve campanhas de proximidade nas universidades locais e no exterior (Portugal, Brasil, África do Sul, Reino Unido, Estados Unidos) e nos Institutos médios de Luanda.

Informou que o recrutamento de bolseiros é feito de dois em dois anos entre os meses de Novembro e Dezembro. A Total prioriza nas suas formações as áreas de engenharia, geologia, geofísica, química, física, gestão de empresas, informática, contabilidade, economia e matemática.

A Total E&P Angola, filial do grupo Total, é uma das maiores do mundo na área de petróleo e de gás natural- pesquisa, extracção, refinação, produção de derivados de petróleo, entre outros.

Fonte:Angop

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Linhas Aéreas de Angola (TAAG) brevemente em Moçambique


A companhia angolana de bandeira (TAAG) deverá ligar as cidades de Luanda e Maputo com vôos directos a partir de Novembro próximo.
O embaixador de Angola em Maputo, Garcia Bires, avançou a informação esta terça-feira à Lusa. Disse que a Linhas Aérea de Moçambique (LAM) e a TAAG - Linhas Aéreas de Angola "estão em contactos para que os dois países passem a ter ligações aéreas directas.

Faltam "alguns acertos" entre as operadoras aéreas nacionais para iniciar as operações, disse também o embaixador angolano.

Garcia Bires afirmou igualmente que "se dependesse apenas da vontade política e dos utentes, teríamos essa ligação antes de Novembro, mas as duas companhias têm ainda de articular os calendários com as exigências da (Associação Internacional de Transporte Aéreo) IATA.

Neste momento viajar de avião entre Angola e Moçambique é desconfortável, já que implica apanhar dois voos, entre Luanda e Johanesburgo, na África do Sul, e daí para Moçambique, e vice-versa.

A abertura desta nova rota vem juntar-se a outras que recentemente a companhia inaugurou no continente africano, casos de Douala, Bangui, Lusaka e outras escalas.

Apostolado

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Taag não evoluiu na eliminação das inconformidades e continua na "listra negra" europeia


Ao aproximar-se o mês de Julho, quando se completa um ano sobre a data da inclusão da Taag na chamada «lista negra» do Comité de Segurança Aérea da União Europeia, proibindo as suas operações naquela região, os factos dizem que a situação no seio da companhia mantém-se praticamente inalterada.


«A situação objectivamente não evoluiu nada. As razões que estiveram na base da suspensão das operações da Taag [no espaço aéreo da União Europeia] continuam praticamente intactas», disse ao Semanário Angolense uma fonte ligada ao sistema angolano de navegação aérea. Para ilustrar melhor a situação, a fonte declarou que só agora é que a companhia aérea angolana contratou uma equipa de peritos brasileiros para tratar da questão dos manuais de voo. De acordo com as fontes do SA, o primeiro diagnóstico que os especialistas contratados fizeram aponta alguns pecados capitais: falta de liderança e incompetência. A falta de aptidão para as incumbências acometidas à Taag é sobretudo notória na Direcção de Operações, onde quadros capazes têm sido preteridos.

A par da desobediência a outras normas de segurança de navegação, a ausência de manuais actualizados nas aeronaves da Taag foi uma das alegações que mais pesou na decisão do Comité de Segurança Aérea da União Europeia para proibir as operações das linhas aéreas nacionais. Algumas publicações necessárias para os voos, nomeadamente cartas de navegação, e reputadas como falhas podem ser legalmente obtidas através da Internet.

A situação apresenta-se de tal forma a desfavor da Taag, que, na melhor das hipóteses, levaria de seis a oito meses uma recertificação da companhia pelo Instituto Nacional da Aviação Civil (Inavic) de Angola, exigida pela autoridade aeronáutica europeia como pré-condição para a negociação do seu afastamento da «lista negra».

A próxima reunião de avaliação da eliminação das não-conformidades realiza-se em Novembro, a pedido das autoridades angolanas e da própria companhia, mas, o mais provável, disse a fonte do Semanário Angolense, é que tal represente apenas o desperdício dos recursos que forem empregues em bilhetes de passagem e despesas dos representantes angolanos, uma vez que, certamente, a Taag não vai apresentar em tal encontro qualquer prova de evolução da situação.

No entanto, a fonte revelou que tem afigurado com alguma gravidade a possibilidade do alastramento do actual tratamento que a Taag recebe na União Europeia a novos e velhos destinos da companhia no continente africano, na América e no Médio Oriente.

De acordo com a fonte, depois de a companhia ter iniciado tentativas para cobrir o vazio criado com a proibição de voos para o espaço aéreo da União Europeia, estabelecendo voos de carreira para novos destinos no continente africano, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Pequim, na China, as autoridades aeronáuticas de alguns desses países começaram alegadamente a manifestar-se inconformadas com a segurança de voo nas linhas aéreas angolanas. «Alguns desses países já começaram a anotar» inconformidades à Taag, segundo declarou a fonte do Semanário Angolense.

Estas informações afiguram-se algo coincidentes com as conclusões de uma missão de peritos europeus que depois de ter estado em Angola em Fevereiro escreveu, no seu relatório, que «apesar dos esforços feitos pela Taag e pelo Inavic no sentido da obtenção de todos os requisitos necessários para a conformidade com as exigências de segurança aérea pertinentes, dever-se-ia [naquela altura] considerar a decisão de retirar a companhia angolana da lista negra da comunidade como prematura».

Os membros da equipa disseram que existiam «deficiências significativas» que deveriam ser resolvidas pela companhia, bem como pelas autoridades competentes.
O relatório declarava que um «processo de recertificação da Taag e dos restantes operadores» ainda estava em progresso, e que para o completamento dessa actividade «no prazo indicado pelas autoridades» seria necessário um substancial aumento dos recursos humanos e financeiros.

A equipa disse também ter notado «significativas e persistentes deficiências» na área de manutenção de voo da Taag, as quais foram apontadas à companhia e deviam ser tratadas adequadamente antes de qualquer alteração à sua exclusão operacional.

Fonte:Semanário Angolense

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

A BMW vendeu mais de milhao de veiculos em Angola o ano passado.

A BMW vendeu, o ano passado, um milhão e meio de automóveis em Angola, apesar de não possuir, então, qualquer empresa de assistência às viaturas compradas. Talvez por isso, o conhecido fabricante de automóveis alemães pretende nos próximos anos tornar-se num dos líderes do mercado angolano na venda de automóveis com abertura de uma representação oficial da marca no país, que ficará localizada na rua da Missão, em Luanda.

Ontem mesmo, foram já inauguradas as primeiras instalações, que incluem com uma oficina de apoio equipada com tecnologia de última geração, equiparada às demais existentes a nível internacional. A BMW Angola dispõe também de uma loja para a venda de peças e contará em breve com um estaleiro e um centro de formação profissional, no município de Viana, onde procederá a formação de técnicos na sua maioria angolanos.

Para a concretização do projecto, numa primeira fase foram investidos doze milhões de dólares e serão criados 100 postos de trabalhos directos. A BMW, que era representada anteriormente pela União Comercial de Automóveis, muda agora de estratégia, em função do objectivo de o fabricante pretende obter na região Austral de África, em particular, em Angola, de liderança do mercado automóvel nos próximos anos. Brevemente, será aberta uma representante na província de Benguela.

O volume de negócios obtido no ano passado impressiona. Nada menos que 56 mil milhões de euros,(um acréscimo de 92,2 por cento em relação a 2006). Esta soma astronómica, revelada ontem em Luanda, contrasta com um país devastado ainda pela fome e a mortalidade infantil, entre outros índices de organismos internacionais, designadamente a UNICEF e “Organização Mundial de Saúde”. Entretanto, foi também ontem revelado em Luanda que o volume de negócios entre Angola e a República Popular da China está cifrado em 14 biliões e 100 milhões de dólares, segundo o membro permanente do Bureau Político do Partido Comunista Chinês, He Groupiang, no final de um encontro entre delegações do PCC e do MPLA. O político chinês foi recebido em audiência pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, tendo anunciado, para breve, a assinatura de um convénio para a construção de um centro para o tratamento da malária em Angola, avaliado em 127 milhões de dólares.

Guilherme Pereira(jornalista)

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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Angola procura parceria em Moçambique na área de turismo


Uma delegação do Ministério da Hotelaria e Turismo deslocou-se a Maputo, para estudar com a sua congénere de Moçambique mecanismos para incrementar as relações de cooperação no domínio hoteleiro e turístico.


Segundo uma nota de imprensa a iniciativa insere-se no quadro dos acordos existentes entre os dois países, cujo desenvolvimento responsável e sustentável deve ser marcado numa reavaliação e revitalização do sector.
O director Nacional das Infra-estruturas Hoteleiras de Angola, Afonso Henriques dos Santos, disse que o facto dos dois países conhecerem actualmente uma estabilidade, traduzida numa paz efectiva, impõe-se o incremento de uma cooperação cada vez mais sólida a todos os níveis. ”Posicionar os dois países como destino turístico a nível mundial deve ser a meta de Angola e Moçambique”, disse.
A delegação chefiada pelo director Nacional das Infra-estruturas Hoteleiras do país está a colher experiências nos domínios de licenciamento de empreendimentos hoteleiros e turísticos, que, no plano directório e estratégia de desenvolvimento do turismo, Moçambique já marcou grandes passos.
Para além de quadros seniores do órgão central, a comitiva é integrada por responsáveis do sector da hotelaria e turismo das províncias do Bengo, Cabinda, Huambo, Moxico, Kwanza-Sul, Lunda-Norte e Kuando Kubango. A caravana, que tem o seu regresso previsto para o dia 25 deste mês, já manteve encontro com o ministro do Turismo de Moçambique e visitou o balcão único de licenciamento de empresas e a embaixada de Angola em Maputo.

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Crescimento econômico e afinidade cultural levam portugueses a viver em Luanda


A presença de portugueses trabalhando em Angola, atraídos por um forte crescimento econômico e as naturais afinidades culturais, é quase generalizada em todos os sectores da economia do país entre investidores e funcionários. Os números consulares apontam para que os portugueses, contabilizando os luso-angolanos, rondem os 60 mil, mas a emigração directa aumenta diariamente e já é estimada em cerca de 40 mil.


A integração da comunidade portuguesa em Angola é facilitada pela existência de uma cultura comum e a partilha da língua, mas o principal chamariz são as oportunidades que surgem no rastro de um crescimento econômico dos maiores do mundo. A atração que Angola exerce sobre os portugueses que procuram trabalho no país é clara: uma economia crescente nos últimos anos próximo do dois dígitos e ávida de mão-de-obra qualificada que permita dar resposta a este ritmo de crescimento que se sente num milionário programa de reconstrução nacional iniciado com o fim da guerra civil em 2002. Do sector bancário à hotelaria, passando pela construção civil, sistema de educação, comércio e comunicação social, a presença de portugueses é visível como visíveis são os vários constrangimentos que a comunidade portuguesa vive em Angola.
Desde a legalização no país, onde a aquisição de vistos de trabalho é apontada como o principal problema, explicou à Lusa Rogério Lobo, que trabalha numa das mais importantes empresas de construção civil portuguesa em Luanda. Lobo está “há um ano e meio” à espera do visto definitivo, assegurando a permanência através de “sucessivos vistos ordinários” que permitem estar no país por períodos de três meses.

Pedro Gonçalves, empresário português que tem investimentos em vários sectores em Angola, com incidência na área da distribuição, admite que o mercado angolano “é altamente apetecível”, mas destaca que “de ano para ano as dificuldades têm crescido de forma muito significativa”.
“É cada vez mais difícil manter a rentabilidade e a produtividade face à quase impossibilidade de circular com o trânsito de Luanda, a mão-de-obra escasseia à medida que os investimentos crescem, e garantir a presença de expatriados é cada vez mais dispendiosa”, disse Gonçalves à Lusa. E, descrevendo a sua própria experiência, o empresário lembra que para contratar mão-de-obra em Portugal ou em outro país é preciso “meter nas contas a habitação, entre três a quatro mil dólares mensais, carro, porque em Luanda nada se faz sem transporte próprio, e ainda ordenados de acordo com um elevado custo de vida”.

“Depois, no dia-a-dia, a qualidade de vida vem diminuindo na mesma lógica. Se há três anos era fácil contratar uma baby-sitter, hoje isso é uma árdua tarefa, o trânsito em Luanda dissuade as pessoas de saírem de casa, e as extenuantes deslocações de trabalho traduzem-se não só na diminuição da produtividade, mas também na qualidade de vida”, explicou. Para enfrentar estes problemas, algumas empresas, quando pensam em seus investimentos, já têm em conta esta realidade e tentam manter alojamentos dos funcionários integrados às suas instalações.
Exemplo disso é o que se passa com as construtoras. Todas criaram complexos habitacionais para os funcionários, principalmente através de complexos improvisados em pré-fabricados para alojar as centenas de portugueses que desempenham cargos, na maioria, como chefes de equipe nos projetos em curso. Apesar das contrariedades, o embaixador de Portugal em Angola, a poucos dias da comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, destaca “a forma como a comunidade portuguesa se insere em todos os setores da sociedade angolana”. E, paralelamente a esta dimensão sociológica da presença portuguesa no país,

“Angola já é hoje o maior destino das exportações portuguesas para fora da Europa e à frente dos Estados Unidos da América”, frisou Francisco Ribeiro Telles. Segundo Ribeiro Telles, essa dispersão pelo tecido social angolano “deve constituir um instrumento de afirmação positiva da comunidade portuguesa” neste país.

Fonte:Lusa (Ricardo Bordalo)

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Estabilidade política e macroeconómica angolana permite reforço da cooperação entre Angola e Moçambique


A ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, disse que a estabilidade política e macroeconómica existente em Angola e Moçambique propiciam o reforço das relações de cooperação a todos os níveis da actividade económica e social. Ao falar na abertura da 7ª Sessão da Comissão Bilateral Angolano - Moçambicana, a governante disse ser necessário, no âmbito da implementação dos acordos de cooperação, dar especial atenção aos sectores dos transportes, petróleos, finanças, banca, interior, educação, pescas, indústria, agricultura, obras públicas, comunicação social, comércio, hotelaria e turismo, assim como a área de investimentos. Segundo explicou, é intenção do Governo angolano estudar e discutir procedimentos que nos conduzam ao estabelecimento de parcerias empresariais, que permitam uma maior presença dos nossos operadores económicos nos nossos mercados.


Para a governante, é necessário criar-se condições que viabilizem a promoção do envolvimento concreto do empresariado nacional no espaço económico dos dois países, fomentando, deste modo, a cooperação técnico – empresarial, quer em regime de joint–ventures quer sob forma de investimento directo. Ressaltou ainda ser importante que os dois governos efectuem reuniões periódicas deste mecanismo inter-governamental de cooperação, com vista a contribuir para o aprofundamento das relações de cooperação. Além de relançar a cooperação institucional, sublinhou a ministra, os dois estados devem também dar uma especial atenção à cooperação empresarial, por forma a torná-la força motora do intercâmbio entre os dois países.

No tocante à reunião, que decorre até quinta-feira, a ministra disse que a mesma resulta da decisão tomada na sexta sessão realizada em Maputo, que ao analisar o estado da cooperação económica, cientifica, técnica e a cultural, entres os dois Estados, concluiu ser imperiosa a sua dinamização no interesse de conferir uma melhor qualidade das relações económicas.
Ana Dias Lourenço disse depositar grandes expectativas nesta reunião, que se deve constituir num fórum actuante da avaliação do estado da cooperação bilateral, de análises das respectivas áreas que incorporem acções e programas exequíveis, com vista a sua dinamização.

Fonte: Angop

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Angola é o maior produtor de petróleo em África segundo a OPEP


Viena, Áustria, 11 Jun - Angola ultrapassou a Nigéria como o maior produtor africano de petróleo, de acordo com o mais recente Oil Mining Report (OMR) divulgado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). No seu OMR para o mês de Maio, a OPEP afirma que a produção angolana em Abril foi de 1,87 milhões de barris por dia ao passo que a produção da Nigéria caiu para 1,81 milhões de barris, contra um pico de 2,5 milhões de barris três anos antes.

De acordo com a OPEP, a produção diária da Nigéria tem vindo a cair com 2,235 milhões de barris em 2006 e 2,125 milhões de barris em 2007. Durante o mesmo período, a produção de Angola passou de 1,385 milhões de barris por dia em 2006 para 1,66 milhões em 2007.O cartel petrolífero atribuiu o aumento da produção de Angola a novos projectos "offshore" na região rica em petróleo junto à costa da província de Cabinda.

Fonte: Macauhub

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