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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Filme moçambicano exibido em Paris


O filme moçambicano, “A Ilha dos Espíritos”, que retrata a história da Ilha de Moçambique,

foi projectado, durante a semana passada, para os participantes da trigésima quinta Conferência Geral da Organização para a Educação, Ciência e Cultura das Nações Unidas (UNESCO), que decorreu na sua sede, em Paris.


A projecção do filme fez parte de uma sessão especial sobre Moçambique que teve como tema a “Diversidade Cultural e Desenvolvimento Sustentável”.

“A Ilha dos Espíritos” é um documentário de 63 minutos, que foi realizado por Licínio de Azevedo e co-produzido pela Ebano Multimedia e Technoserve, que teve a sua estreia durante o quarto Dockanema, Festival De Filme Documentário, que decorreu em Maputo de 11 a 20 de Setembro último.

O filme aborda a história da ilha, que muito antes de dar nome ao país, durante séculos, teve um papel fundamental no Oceano Índico, pelo facto de ter servido como ponto de escala de navegadores do Oriente e do Ocidente que procuravam alargar as fronteiras do mundo conhecido até os dias de hoje.

No filme, intervêm como actores principais um historiador especializado na ilha (Filipe Pereira) e um arqueólogo marítimo (Alejandro Mirabal), que traz à superfície tesouros há muito perdidos em naufrágios.

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ilha de Moçambique : Procura-se plano para gestão sustentável


Realiza-se amanhã (09/07/2009) e quarta-feira na Ilha de Moçambique o primeiro seminário sobre o Plano de Gestão daquele local que a UNESCO inscreveu na sua lista de Bens Imateriais do Património Mundial. A Ilha de Moçambique distingue-se pelo seu património de valor universal, transcendendo deste modo a dimensão de património cultural nacional.

O seminário faz parte do processo de concepção de um plano que assegurará a gestão sustentável do património cultural deste conjunto urbanístico que foi a primeira capital de Moçambique, bem como a acção e complementaridade dos diferentes intervenientes.

O Plano de Gestão da Ilha de Moçambique deve prever, entre os seus aspectos, a forma como será assegurada a "articulação entre instituições com responsabilidade ao nível da gestão do espaço público e do património", daí que o seminário vai ser uma forma de busca de consenso, isto é, de um diálogo envolvendo todos os interlocutores para gestão integrada para a zona Património Mundial. O Plano de Gestão deve, neste sentido, estabelecer de forma clara a sua articulação com outros instrumentos de planificação local, provincial e nacional, desde os Planos Estratégicos, o Plano de Desenvolvimento Humano e Sustentável da Ilha de Moçambique.

O evento será orientado pelo director nacional da Cultura, Domingos do Rosário Artur, acompanhado pela directora nacional adjunta Solange Macamo, o director do Gabinete de Concervação da Ilha de Moçambique (GACUM) e outros quadros da sua direcção. O Centro do Património Mundial da UNESCO estará representado por Bakonirina Rakotomamonjy, especialista de conservação e restauro, para além de contar com a presença de Francisco Monteiro, arquitecto da UNESCO e perito em conservação e restauro, de nacionalidade portuguesa.

Este seminário, do qual tomam parte quadros do sector da Educação e Cultura na província de Nampula, representantes da comunidade, as autoridades, o sector empresarial e associativo locais, tem em vista alcançar, entre outros objectivos, colher diferentes sensibilidades, tendo em vista a necessidade de consenso no Plano de Gestão da Ilha de Moçambique, estabelecer de um cronograma de actividades subsequentes e de metas para a finalização do referido plano de gestão e sensibilizar os diferentes intervenientes aos diferentes níveis, sobre o valor e significado da Ilha de Moçambique, como Bem do Património Mundial.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cidade de Maputo será capital cultural do país

Mais de 350 delegados oriundos de todas as províncias do país juntam-se, em Maputo, num debate cultural.

A capital do país vive, desde o último fim-de-semana, um movimento intenso devido à preparação da II Conferência Nacional de Cultura, que vai decorrer de 14 a 16 deste mês, em Maputo. Trata-se de um magno encontro que vai reunir mais de 350 delegados oriundos de todas as províncias do país. O evento acontece 16 anos após a realização do primeiro encontro que culminou com a criação da política cultural moçambicana.
O lema deste ano assenta na gestão cultural e o seu enquadramento no desenvolvimento sustentável do país. Assim, a ideia é partilhar ideias sobre o pressuposto de que a cultura é a essência dos povos e é necessário saber qual é o seu estágio de desenvolvimento à luz das recomendações da Primeira Conferência Nacional realizada em 1993.

POLÍTICA CULTURAL
Para o director-nacional de Cultura, Domingos do Rosário, este evento concretiza-se após 13 anos do surgimento da política cultural moçambicana, o que coloca novos desafios face a alguns questionamentos dos cidadãos no dia-a-dia em relação, por exemplo, ao traje nacional, comportamento da juventude e à forma como os moçambicanos, sobretudo os jovens, vêem e recebem a cultura dos outros e como se posicionam em relação à sua.

Este evento vai recolher subsídios para a formulação de políticas, programas e projectos para maior gestão e desenvolvimento cultural em Moçambique, identificar e fortalecer os mecanismos de articulação institucional entre os diferentes intervenientes na gestão e promoção cultural, mobilizar os actores sociais, políticos, económicos, decisores e segmentos da sociedade, sobre a importância da cultura para o desenvolvimento.

DEBATE ABRANGENTE
“Este é, sem dúvidas, um dos maiores debates sobre o estágio da cultura que vai ter lugar no nosso país. Há que procurar muitas respostas para o que aflige os fazedores da cultura”, disse Do Rosário.

O entrevistado revelou que, à mesa, também será trazida e equacionada a eficiência da Lei do Mecenato, que algumas vozes consideram-na inoperante, para além de questões de complementaridade e de divisão de responsabilidades entre o cidadão e o Estado.?

Edmundo Chaúque

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Cultura moçambicana no Brasil : Maravilhas do nosso país deixam cariocas encantados


O povo brasileiro, sobretudo os cariocas, fica deslumbrado com as maravilhas culturais de Moçambique. É um acto que decorreu no quadro da celebração da semana cultural de Moçambique naquele país da América Latina, que tinha como objectivos aproximar os dois povos, usando como pretexto as artes e a cultura.

Com efeito, de 6 a 9 do mês em curso, Moçambique esteve no Brasil e mostrou a sua capacidade criativa e inovadora, e, de forma conjunta, os moçambicanos e brasileiros celebraram ao ritmo da marrabenta e do samba as suas diferenças culturais, exaltaram as ligações e exprimiram os seus mais íntimos sentimentos, guindados por séculos de história, de semelhanças e de diferenças.

Pronunciando-se sobre o evento, o Embaixador moçambicano no Brasil, Isaac Murargy, afirmou que a presença dos artistas moçambicanos naquele país irmão – estamos ligados também pela língua portuguesa - é mais uma concretização que fortalece o intercâmbio multicultural entre os dois países.

Terra do plural, as amostras diversificadas através da arte multiplicaram-se num cenário multicolor que contribuiu para que os brasileiros não tivessem dúvidas da grandeza cultural moçambicana.

Como convidados estiveram o grupo de canto e dança “Milorho”, composto por nove bailarinos, Chila Lino na escultura, Chica Sales nas Artes plásticas, Ivan Luz e a apresentação de material reciclado, Suzethe Honwana, com as suas bonecas trajadas de capulana.

Chica Sales, artista plástica de renome, dos doze quadros de óleo sobre tela, dois feitos em tinta de china sobre papel, quatro aguarelas e dois lápis, infelizmente chegou à Brasília com seis quadros para a sua tão esperada exposição lhe porque foi desviada a mala contendo outras peças de arte, entre outros objectos preciosos programados para a mostra. Como uma mulher preparada, e porque verdadeira artista, Chica Sales não se abalou, antes fez dessa situação uma fonte de inspiração, conseguindo, após essa situação embaraçosa, produzir obras de belo efeito que estiveram patentes, a tempo e horas, na sala de exposição. Para isso, ela, de imediato, usou os pincéis e tinta que lhe foram fornecidos pela organização e preencheu as telas no Brasil preparadas, acto que impressionou a muitos dos que a acompanhavam e os demais que foram à sala de exposições para contemplar as suas obras e as dos demais compatriotas nossos. As suas obras foram oficialmente anunciadas e vistas no Museu Nacional da República.

Na música, Moreira Chonguiça, o homem do afro -jazz do momento, também se fez presente. Moreira cantou e encantou. Dotado de créditos já firmados no submundo do afro-jazz, Moreira Chonguiça conseguiu levantar a plateia e encarou estrondosas ovações dum público muito habituado aos sons da América Latina e dos Estados Unidos.

No campo cinematográfico não estiveram as grandes estrelas do Hollywood, mas os grandes cineastas moçambicanos mostraram obras de uma qualidade que fez abrir a boca aos brasileiros, eles também muito experientes na matéria de produção cinematográfica e com uma grande escola de produção de novelas.

Porém, Camilo de Sousa, Licínio de Azevedo e Elsa de Noronha não se deixaram quedar por isso, exibindo com a mesma verticalidade de quem vem de Hollywood os cinco filmes que tinham sido agendados para o efeito, entre os quais “Junod” , “O Crocodilo” e “O Grande Bazar”, películas que retratam a realidade sócio-cultural do povo moçambicano.

Na literatura, assistiu-se ao lançamento da obra “Nyembetê” do escritor moçambicano Calane da Silva.

Como os bons manjares da nossa terra não podiam faltar, porque também cartão-de-visitas, a gastronomia foi apresentada diariamente pelo Mestre Carlos Graça, cujo objectivo foi criar aos brasileiros e não só apetência e curiosidade nos apetitosos manjares dos nossos pratos típicos.

Fonte: Jornal Notícias

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