segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

“Mega Shopping” nasce em Manica

UM novo Mega Shopping Centre, pertencente a uma empresa chinesa denominada Ten Wine, vai ser erguido na cidade de Manica, o segundo maior centro urbano depois de Chimoio, na província do mesmo nome. As cerimónias de lançamento da primeira pedra para a construção deste gigante comercial e hoteleiro, orçado em mais de 20 milhões de dólares norte-americanos, tiveram lugar semana passada e foram presididas pelo governador de Manica, Maurício Vieira e contaram com a presença do cônsul comercial e económico chinês, em Maputo, o diplomata Liu Xhiao Hui.

A infra-estrutura de quatro pisos, cujas obras terão a duração de quatro anos, empregando mais de 100 trabalhadores, compreenderá 40 lojas, 132 vivendas e um hotel, segundo revelou Zhu Long, director-geral da Ten Wine, que esteve presente no acto do lançamento da primeira pedra.
O primeiro edifício comercial desta dimensão a nível da província de Manica, vai ser construído no quarteirão onde se localiza parte dos edifícios da Escola Primária Completa Eduardo Mondlane, no centro da cidade de Manica, ocupando uma vasta, mas não especifica área.

Para a compensação pelo espaço e pelos edifícios escolares que terão de ser derrubados em consequência das obras do shoping, a Ten Wine vai edificar, nas instalações do antigo quartel, uma Escola Primaria Completa (EPC), com 16 salas de aula com capacidade para 1600 alunos.

As obras de edificação deste estabelecimento escolar, orçadas em um milhão de dólares norte-americanos, já arrancaram com o lançamento da primeira, pelo governador Maurício Vieira, numa cerimónia bastante concorrida realizada no local.

Depois da transferência dos alunos para o novo edifico escolar, cuja construção já arrancou, os edifícios da actual Escola Primária Eduardo Mondlane, serão convertidas em 2010, em faculdade de uma universidade, cuja identidade Maurício Vieira não revelou.

Falando no acto de lançamento da pedra para a edificação dos dois empreendimentos, o governador de Manica disse que os projectos são um sinal inequívoco de crescimento económico e social do país e da província de Manica, em particular, fruto da estabilidade política de que o país goza.

Na ocasião, Vieira enalteceu as relações de amizade e solidariedade que sempre nortearam Moçambique e a Republica Popular da China, recordando o apoio multiforme que aquele país asiático prestou a Moçambique e à FRELIMO desde os tempos da luta de libertação nacional.

Por seu turno, o cônsul chinês no país defendeu que a China tem estado a investir em Moçambique em vários domínios, fruto da confiança e das excelentes relações comerciais e políticas existentes entre as duas nações, que remontam desde há longas décadas.
VICTOR MACHIRICA

Leia Mais…

Ensino Superior: Moçambique vai ter currículo da SADC


O CURRÍCULO do Ensino Superior em Moçambique será, dentro de pouco tempo, igual ao dos restantes países da região da SADC, descrito como flexível e de fácil compreensão, segundo informações reveladas ao “Notícias” por fonte da Direcção Nacional de Coordenação do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura. Recentemente, o pelouro realizou um seminário nacional no qual discutiu as qualificações a dotar a este nível de ensino.

Para a concretização da transformação curricular em curso, segundo apurámos, foram definidos três pilares fundamentais, nomeadamente o Sistema Nacional de Qualificações, Acumulação e Transferência, bem como a Avaliação da Qualidade e Acreditação.

Em 2007 e por despacho do Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, foi criada a Comissão Nacional de Desenvolvimento do Quadro Nacional de Qualificações (CNDQNQ), entidade que está a proceder à recolha de opiniões e experiências sobre o esboço do modelo proposto para o Ensino Superior em Moçambique.

A proposta, ao que soubemos, deverá incluir graus/níveis académicos com linhas centrais de conteúdos de formação e competências que cada grau/nível confere. Adicionalmente, a comissão deverá reflectir sobre os pontos anteriormente mencionados, com vista à harmonização com os países da SADC.

Entretanto, para o MEC, o processo de harmonização dos sistemas educacionais dos países membros da SADC exige, necessariamente, a nível nacional, reformas profundas não só dos currículos, formas de admissão de estudantes e desenvolvimento do corpo docente outorgados pelas instituições do Ensino Superior.

O Quadro Nacional de Qualificações pretende estabelecer maior coerência a este subsistema de ensino, parâmetros e critérios para o desenho das qualificações, facilitando a compreensão e articulação das diferentes qualificações, a sua compatibilidade e diversidade de programas e da inovação das instituições de Ensino Superior.


Leia Mais…

“Aeroportos” inaugura novo Terminal de Carga


Tem capacidade para transacionar 16 mil ton. de mercadorias por/ano.
O novo Terminal de Carga do Aeroporto Internacional de Maputo já está opercional desde as primeiras horas desta segunda-feira. O projecto custou cerca de sete milhões de dólares norte americanos e está inserido na remodeção daquele aeroporto.

O Terminal de Carga situa-se a escassos metros do Aeroporto Interncioanl de Maputo e tem capacidade para transacionar 16 mil toneladas de mercadorias por ano, numa extensão total de 5700 metros cúbicos, dos quais 1650 são para escritórios e 2000 para efeitos de estancionamento de viaturas.

O Terminal de Carga que entrou hoje em funcionamento conta com alguns elementos tecnológicos que poderão facilitar o funcionamento do mesmo, principalmente no que se refere à segurança da mercadoria transacionada a partir deste ponto.

Os Aeroportos de Moçambique esperam construir ainda este ano a plantaforma de estancionamento de aeronaves, como forma de flexibilizar ainda mais o trnasporte de carga.
O espaço onde funcionava o anterior terminal vai dar lugar à construção de um novo terminal de passageiros.

Refira-se que este projecto enquadra-se da remodelação do Aeroporto em referência, que vai até 2010.
Escrito por Orlando Macuácua

Leia Mais…

Alfândegas “apertam o cerco” a produtos nocivos

Comemora-se esta segunda-feira o dia Internacional das Alfândegas sob o lema “As Alfândegas na Protecção do Meio Ambiente”.
Nesse contexto, as autoridades nacionais ligadas ao sector decidiram “apertar o cerco” na inspecção de mercadorias que passam pelas unidades fronteiriças do país.

O maior rigor na inspecção de mercadorias iniciou no presente mês de Janeiro, sendo que o término da actividade está previsto para o mês de Junho próximo, e visa evitar a entrada de produtos em condições deploráveis ao consumo humano e que constituem uma ameança ao meio ambiente.

De acordo com o chefe do Gabinete de Comunicação e Imgem da Autoridade Tributária, Fernando Tinga, para a implementação dessa actividade foram realizadas jornadas de formação de funcionários afectos às fronteiras, para além de se ter aumentado os recursos humanos e materiais a nível das unidades fronteiriças.

Por outro lado, Tinga revelou que já foram apuradas 2.525 viaturas, no âmbito da inicitiva de legalização de matrículas, iniciada em Novembro último, em todo país.

Com o apuramento destas viaturas abrem-se possibilidades de entarem 200 milhões de meticais para o cofre do Estado.

Leia Mais…

Técnicos especializados em geologia de petróleo


UM grupo de 10 técnicos do Ministério dos Recursos Minerais será, no decurso do presente ano, especializados em geologia de petróleo, num curso a ser ministrado pelo Núcleo de Geologia de Petróleo da Fundação Gorceix (NUPETRO) do Brasil.

O referido grupo de técnicos deverá partir ainda este mês com destino ao Brasil, onde permanecerá até Dezembro. A formação dos técnicos do Ministério dos Recursos Minerais tem lugar ao abrigo de um acordo de cooperação entre Moçambique e Brasil. Por outro lado, a sua ida enquadra-se nos esforços desenvolvidos pelo Executivo moçambicano de capacitar o seu quadro de pessoal, para que os recursos humanos sejam capazes de acompanhar e monitorar as actividades no sector.

Leia Mais…

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Nas zonas rurais: Energia solar em escolas

TREZENTAS escolas e unidades sanitárias localizadas nas zonas rurais estão desde finais do ano passado a ser iluminadas através de painéis solares, num programa que custou pouco mais de 2,5 milhões de dólares, com fundos do Governo e do Banco Mundial, em forma de crédito..
Segundo Miquelina Meneses, presidente do Conselho de Administração do Fundo Nacional de Energia (FUNAE), trata-se de estabelecimentos públicos localizados em zonas sem perspectivas, pelo menos a médio prazo, de electrificação na base da energia da rede pública. O programa abrange ainda alguns sistemas de abastecimento de água.

A presidente do FUNAE, que esteve nos distritos de Angoche, Nacala-a-Velha e Ilha de Moçambique, em Nampula, para avaliar a fiabilidade dos sistemas ali instalados, referiu que o recurso à energia solar, que se pretende massificar a nível do país, resulta da constatação de que a electrificação das comunidades na base de geradores a diesel está a mostrar-se insustentável, devido à volatilidade dos preços dos combustíveis.

Segundo a fonte, os painéis solares para a produção de energia são, de momento, a única alternativa para as comunidades recônditas, que precisam de electricidade para o seu uso doméstico, bem como para as instituições do Estado. “Falamos aqui da iluminação das casas e funcionamento de alguns equipamentos em estabelecimentos escolares e unidades sanitárias”, Miquelina Meneses.

A nossa Reportagem, que esteve no posto administrativo de Namaponda, em Angoche, apurou que um gerador a diesel instalado em Julho deste ano está neste momento inoperacional por falta de dinheiro para aquisição de combustível. Com capacidade de iluminar 800 casas, o mesmo beneficiava apenas duas dezenas de consumidores, que, por não suportarem a taxa de 250 meticais mensais, mais tarde reduzida para 150, preferiram rescindir os contratos.

Já no posto administrativo de Micolene, no distrito de Nacala-a-Velha, os camponeses ali residentes podem, pela primeira vez na história do posto, estudar à noite.

No Centro de Saúde de Mueria, no mesmo distrito, as vacinas deixaram de ser conservadas na base de geleiras a petróleo, tendo sido instaladas outras, accionadas por energia solar.
“Estamos satisfeitos”, disse o responsável daquela unidade, que acrescentou que a sala de partos e o Banco de Socorros passaram a funcionar 24 sobre 24 horas.

Nos próximos dois anos prevê-se aumentar para 500 o número de estabelecimentos de Educação e Saúde a serem abrangidos pela electrificação foto-voltáica a nível do país

Leia Mais…

Maputo poderá acolher “africano” de basquetebol sub-16


Federação Moçambicana de Basquetebol submeteu à Fiba-África a candidatura. Depois de, em 2006, ter organizado com sucesso o campeonato africano de basquetebol feminino sub-20, a Federação Moçambicana de Basquetebol submeteu à Fiba-África a candidatura do nosso país à organização do “africano” de masculinos sub-16.

A decisão do país que ira organizar a prova terá lugar próximo fim-de-semana, durante uma reunião da FIBA Africa.

Para organização desta prova, que em principio terá lugar nos meses de Junho e Julho, a FMB conta com o forte apoio do presidente da zona VI, Aníbal Manave, que fez “lobies” junto ao organismo que tutela a modalidade no continente.

Por outro lado, o presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Ilídio Caifaz, diz ter mantido contactos com Alan Ekra, actual secretário-geral da FIBA-África aquando do “africano’’ de masculinos sub-18 que decorreu ano passado no Egipto.

“Ano passado, quando acompanhei à selecção nacional, falei com Alan Ekra que, de resto, mostrou-se bastante sensibilizado com o projecto e argumentos apresentados. Acredito que estamos em condições de organizar esta competição”, disse.

Caifaz. Caifaz disse ainda que, pela capacidade organizativa demonstrada nas últimas provas que tiveram lugar no país, “ estamos em condições de ganhar a organização da primeira edição do Campeonato Africano de Basquetebol masculino sub-16”, referiu.

Questionado sobre os valores envolvidos na organização do certame, Caifaz disse ser prematuro falar de números, mas avançou que a mesma poderá decorrer nos pavilhões do Desportivo de Maputo, Maxaquene ou Estrela Vermelha.
Escrito por Aristides Cavele

Leia Mais…

Uma luz no fundo do túnel para portadores de albinismo


O ANFITEATRO do Ministério da Saúde foi pequeno para albergar o elevado número de pessoas que ontem acorreram ao local para testemunhar os primeiros passos conducentes à criação de uma entidade de defesa dos interesses de pessoa portadora de albinismo.

O encontro que contou com a presença de portadores de albinismo e seus familiares é o segundo sob direcção do Ministro da Saúde, Paulo Ivo Garrido e serviu não só para a discussão da proposta dos estatutos da futura associação como também para explicar aos presentes os cuidados a ter com a pele e a vista, a principal dor de cabeça para muitos.

Os médicos especialistas em Oftalmologia e Dermatologia, Iolanda Zambujo e Rui Bastos, respectivamente transmitiram os ensinamentos básicos sobre a matéria e responderam algumas inquietações levantadas pela plateia.

No que à pele diz respeito, Rui Bastos explicou que, embora existam paliativos, com recurso a fármacos, há uma forma muito mais económica de evitar lesões na pele e consequentemente idas aos hospitais: a prevenção do organismo dos raios solares através de chapéu com abas que protejam não só o rosto como também a região das orelhas, o de uso roupa que cubra todo o corpo e óculos de sol.

Recorreu a um exemplo de sucesso nos portadores de albinismo pertencentes a uma associação tanzaniana que, por terem já criado um fórum ultrapassaram os problemas que hoje apoquentam a sociedade moçambicana.

Por seu turno, a oftalmologista Iolanda Zambujo, disse que o cuidado que se deve ter em relação à pele é exactamente o mesmo para com a vista: a protecção do indivíduo dos raios solares.

O difícil acesso aos óculos apresentado por maior parte dos portadores daquela deficiência presentes no encontro está também nas prioridades do sector da Saúde que já tem um plano de abertura de mais oficinas de óculos em todas as províncias do país, tudo pensando na minimização daqueles cidadãos.

Entretanto, uma luz no fundo do túnel se vislumbra para os portadores do albinismo pois nada será como de antes no que diz respeito à assistência sanitária porque, com a criação de uma associação o processo de atendimento será mais facilitado.

Designada Associação Defendendo os Nossos Direitos (ADODS), a futura agremiação irá acima de tudo, defender a componente informação e educação sobre os cuidados básicos e servirá de um ponto de ligação entre os membros e qualquer que seja a entidade interessada em prestar o seu auxilio ao grupo-alvo.

Um dos aspectos que marcam pela negativa a vida dos albinos é a discriminação de que são vítima na sociedade, o que resulta da falta de informação e preparação das pessoas perante o facto. Um dos exemplos avançados no encontro é a desintegração de famílias, cujo ponto de partida é o nascimento de crianças albinas.

Estrela Herculano, mãe de uma jovem portadora de albinismo vê com muito agrado a criação da associação pois, segundo ela, virá eliminar o défice de informação que é denominador comum na sociedade com tabus à mistura, porque onde existe informação certos preconceitos e/ou tabus não tem espaço.

A título de exemplo, Estrela Herculano falou dos diversos procedimentos a ter na protecção da pele e explica: pessoalmente tive muitos problemas com as minhas filhas. Uma teve lesões na pele porque não sabia ao certo como proceder. Mais tarde, na tentativa de evitar o problema com a outra, acabei tendo excesso de protecção mas, porque usava roupas com o material não compatível à pele da minha filha, voltei a ter outras complicações. Para dizer que a falta de informação faz sofrer muita gente”, disse.

A associação será de âmbito nacional e tem por objectivo contribuir para o bem-estar físico e psicológico, moral, mental e apoio psicossocial dos indivíduos com insuficiência de pigmentação da pele.

Leia Mais…

Centro de reciclagem entra em funcionamento

O CENTRO de Produção de Composto (FERTILIZA), situado no bairro Ferroviário, na cidade de Maputo, entra em funcionamento a partir de hoje. Criado no quadro de um programa do Conselho Municipal em parceria com a Caritas moçambicana e a organização não-governamental Associação Internacional de Voluntários Leigos, região de Veneto (Itália), Embaixada do Reino dos Países Baixos e CAFOD, o centro visa contribuir para o desenvolvimento da reciclagem de resíduos sólidos urbanos e de educação ambiental, com o envolvimento dos munícipes.
A Fertiliza, cuja infra-estrutura custou 39 mil euros, produz fertilizantes orgânicos através da recolha e reciclagem de resíduos sólidos.

Leia Mais…


BAD aprova 3.1 milhões de dólares para responder à crise alimentar O Banco Africano para o Desenvolvimento adianta que “os preparativos para a implementação do desembolso dos fundos estão a ser discutidos com o governo de Moçambique para o início em breve desta operação. E o mesmo BAD diz que tem neste momento uma carteira de investimentos com cerca de 22 operações, num valor total de aproximadamente 601 milhões de dólares norte-americanos. Destas 22 operações, oito são para o sector agrícola”

O Banco Africano do Desenvolvimento (BAD) aprovou 3.1 Milhões de dólares norte-americanos para responder à crise alimentar em Moçambique. O montante, cujas negociações para sua aprovação ocorreram em finais do ano passado, deverá ser aplicado na compra de insumos agrícolas, entre os quais fertilizantes e algumas variedades de sementes.
Os mecanismo para o desembolso dos fundos ainda estão a ser discutidos entre o BAD e o Governo de Moçambique, esperando-se que a operação inicie brevemente. O BAD refere que os 3.1 milhões de dólares surgem no âmbito da resposta à crise alimentar que assola África, em particular Moçambique, e provêem de alguns projectos em curso e reestruturados.
Mesmo sem revelar os projectos em alusão, o BAD acrescenta que a decisão de atenuar a crise alimentar a curto prazo, foi tomada para minimizar os efeitos da subida de preços dos alimentos que Moçambique vem importando para fazer face às diversas necessidades da população.
“Moçambique é um país importador de alimentos e os fundos serão utilizados para a compra de insumos agrícolas com vista a aumentar a produção de diversos alimentos localmente”, refere o BAD acrescentando que “entre os diferentes insumos previstos, destacam-se fertilizantes, agro-químicos e alguns tipos de sementes e dar prioridade ao uso dos serviços de extensionistas para assistir tecnicamente os produtores agrícolas, assim como ajudá-los na mitigação do impacto ambiental no que diz respeito ao âmbito do uso de fertilizantes e agro-químicos”.
Para monitoria da referida produção de alimentos foi indicada uma Unidade Coordenadora do Governo, liderada pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento que irá se responsabilizar pela supervisão da operação.
O Ministério da Agricultura assumirá o papel de “Agência de Implementação da operação, fazendo as aquisições e a distribuição dos insumos para os beneficiários finais”. Por outro lado, o BAD avança que “os preparativos para a implementação do desembolso dos fundos estão a ser discutidos com o governo de Moçambique para o início em breve desta operação. O BAD tem neste momento uma carteira de investimentos com cerca de 22 operações, num valor total de aproximadamente 601 milhões de dólares norte-americanos. Destas 22 operações, oito são para o sector agrícola”.

Moçambique com problemas sérios de fome
Dados na posse do «Canal de Moçambique» avançados por uma fonte do Ministério da Agricultura indicam que em Moçambique mais de meio milhão de pessoas enfrentam neste momento problemas graves de alimentação, e segundo alega, o “facto deriva dos baixos índices de produção aliada à falta de chuvas”.
Num contacto telefónico, a mesma fonte que pedia que o seu nome não seja citado em virtude de “não estar a prestar entrevista mas, sim, a fornecer dados reais que acho que todo o mundo deve ficar a saber”, quando questionada pelo «Canal de Moçambique» sobre a actual situação de fome no País, disse que “as estimativas actuais apontam para cerca de 600 mil pessoas a braços com a fome em todo Moçambique, mas o certo é que o Governo já está a lidar com problema”. Num outro desenvolvimento, a mesma fonte do Ministério da Agricultura viria a referir que “é preciso lembrar que a fome não é um problema estritamente moçambicano ou da África.
A fome assola todo o planeta daí que actualmente fala-se de mais de 700 milhões pessoas desnutridas em todo o mundo”. Num outro diapasão, o interlocutor acrescentou que considerando esses dados fica claro que “todos os países devem formular novas políticas para atender ao facto que parece dramático e acelerar o processo de produção de alimentos para mitigar os efeitos da fome, principalmente a desnutrição aguda nas crianças”.
De referir que em África estima-se que há, espalhadas, mais de 60 milhões de pessoas afectadas pela fome. Refere-se igualmente que “urge aumentar a produção de alimentos em 50 por cento até 2030 para responder à demanda”.

(Emildo Sambo)

Leia Mais…

Mais dois detidos em conexão com tráfico de cocaina


Mais duas pessoas foram detidas pela Polícia (PRM), em Maputo, alegadamente envolvidas no caso de tráfico de cocaína apreendida há dias na posse de uma jovem brasileira, ora sob custódia policial em Maputo.

Trata-se de um homem de nacionalidade nigeriana e uma cidadã moçambicana que viviam em Maputo disfarçados de honestos comerciantes, quando na verdade se dedicavam à venda de drogas pesadas.

“Eles foram detidos na sequência das revelações da cidadã brasileira”, confirmou Arnaldo Chefo, porta-voz do Comando da PRM na cidade de Maputo, falando esta segunda-feira à imprensa sobre a situação criminal da urbe durante a semana passada.

A detenção da mulher, que resultou do trabalho conjunto da PRM com as autoridades alfandegárias, aconteceu quando ela acabava de chegar ao Aeroporto Internacional de Maputo num voo da companhia aérea portuguesa TAP vindo de Lisboa.
Segundo Chefo, o processo sobre este caso está agora sob responsabilidade da Polícia de Investigação Criminal (PIC).

No seu contacto com a imprensa, Chefo negou as acusações da Embaixada brasileira em Maputo segundo as quais esta missão diplomática estava sendo vedada o acesso à Erika Cristiano, na altura detida na 18ª Esquadra da Policia em Maputo.

Ele acrescentou que “é possível que a Embaixada tenha procurado ver a cidadã brasileira numa altura em que alguém não estava no Gabinete ou outra situação do género, mas a Polícia nunca pode fechar as portas para a embaixada, tanto mais que nós temos boas relações”.

Leia Mais…

Reforçada segurança no futuro estádio nacional


As autoridades ligadas a edificação do futuro Estádio Nacional decidiram contratar uma empresa de segurança privada para, a partir do próximo mês de Fevereiro, reforçar a segurança naquela infra-estrutura localizada no bairro do Zimpeto, arredores da capital moçambicana, Maputo.

José de Sousa, Director-adjunto do Projecto, disse a AIM que a selecção da empresa visa desencorajar a ocorrência de furtos já que, no local das obras, se encontra armazenado diverso material de construção susceptível de ser furtado.

A fonte disse, por exemplo, que no passado mês de Dezembro se registou um caso de furto de cimento. Os implicados foram identificados e já estão a responder disciplinarmente pelos seus actos.

A empresa privada “Rangers Segurança” é a que vai reforçar o esquema de segurança naquele empreendimento ainda em construção e que a principal infra-estrutura estará pronta nos princípios de 2010. Actualmente, a segurança, em todos os aspectos, é garantida apenas pela polícia moçambicana (PRM).

“Para esta decisão pesou o facto de ter havido fragilidade por parte de quem tem a responsabilidade de guardar o cimento que, numa das vezes, deixou a porta aberta oportunidade que foi aproveitada pelos implicados”, disse a fonte da AIM.

Leia Mais…

Corrupção: Maioria dos países lusófonos piorou


Segundo o relatório apresentado hoje pela Transparency International que abrange 180 países, assinala que a maioria dos países lusófonos, excepto Cabo Verde, piorou a no índice global de corrupção. A Transparency International, estima o grau de corrupção do sector público percepcionada pelos empresários e analistas dos respectivos países, e está organizada do menos corrupto (1/o lugar) para o mais corrupto (180/o), a que corresponde uma escala de 10 pontos (livre de corrupção) a zero pontos (muito corrupto).

Portugal ocupa este ano a 32/a posição com 6,1 pontos, tendo perdido quatro posições e 0,4 pontos em relação ao índice de 2007.

Cabo Verde subiu dois lugares no índice, passando da 49/a para a 47/a posição, posição que partilha com a Costa Rica, Hungria, Jordânia e Malásia. A Cabo Verde segue-se o Brasil entre os estados lusófonos melhor classificados, no entanto a 80/a posição conseguida em 2008 revela uma queda de oito posições em relação ao ano anterior. O Burkina Faso, Marrocos, Arábia Saudita e Tailândia partilham a posição com o Brasil.

A descida menos significativa foi a de São Tomé e Príncipe, que passou do 118/o para o 123/o lugar, mantendo o mesmo número de pontos e partilhando a posição com países como o Nepal, Togo, Nigéria ou Vietname.

Moçambique caiu 15 posições na lista, ocupando agora o 126/o lugar, enquanto Angola e Guiné-Bissau perderam 11 lugares, uma queda que se registou igualmente na pontuação dos dois países.

Angola e Guiné-Bissau ocupam agora a posição 158 juntamente com Azerbaijão, Burundi, Gâmbia, Congo, Serra Leoa e Venezuela. Macau, é citado pelo segundo ano consecutivo como tendo registado um «agravamento dos níveis percebidos de corrupção», tendo passado do 34º para o 43º lugar.

Timor-Leste conta-se entre os países onde, segundo a Transparency International, a situação se deteriorou «significativamente» entre 2007 e 2008, tendo registado a pior queda com uma descida de 22 lugares.

Analisando a totalidade dos 180 países, a Dinamarca, Nova Zelândia e Suécia dividem o primeiro lugar como uma pontuação de 9,3 pontos, seguidos de Singapura como 9,2 pontos. Na ponta oposta da tabela, está a Somália com 1,0 pontos, precedida do Iraque e Myanmar com 1,3 pontos e do Haiti com 1,4 pontos.
(c) PNN Portuguese News Network

Leia Mais…

PRESIDENTE BUSH FOI UM AMIGO DE ÁFRICA


Esta imagem de Bush a dançar ao som do batuque surpreendeu o mundo Liberal publica hoje, em vésperas da tomada de posse do 44º Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, um trabalho de Norberto Carvalho Silva, da Rádio Atlântico na Holanda e nosso colaborador que procura demonstrar da bondade do presidente George Walker Bush para com o continente africano durante os oito anos dos seus dois mandatos. E a conclusão é que afinal Bush foi amigo de África
Washington, 19 Janeiro – É já amanhã, terça –feira, 20 de Janeiro, que o presidente norte-americano George Walker Bush deixa, definitivamente, a Casa Branca que passará a ser ocupada por Barack Obama.

Na hora da partida, cabe agora aos historiadores a preocupação de avaliar e julgar os oito anos da presidência Bush. Parece não haver dúvidas de que há um ponto que é consensual: toda a presidência de Bush foi marcada pelos atentados de 11 de Setembro de 2001 e o envolvimento nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

No seu último discurso à nação, na noite de 15 de Janeiro, a propósito destes dois países, o ainda Presidente Bush teceu as seguintes considerações: “O Afeganistão passou a ser um país mais seguro e democrático, livre da ameaça dos Talibãs, possibilitando as jovens mulheres a irem á escola”. Disse mais: “O Iraque foi transformado de uma ditadura brutal e inimigo declarado dos Estados Unidos para uma democracia árabe no coração do Médio Oriente e um amigo dos Estados Unidos”.

Com humildade reconheceu que "há coisas que faria de maneira diferente, se tivesse oportunidade" e teve palavras de elogio para o seu sucessor manisfestando a "esperança e o orgulho" que o presidente eleito, Barack Obama, inspira e pediu aos americanos que se unam para vencer o terrorismo e superar a crise econômica.

ADMINISTRAÇÃO BUSH VERSUS AFRICA
Muito foi escrito sobre a politica externa de Bush e sobre a sua relação com os aliados europeus e vizinhos latinos-americanos e pouco sobre o que ele fez de bem para a África.
Analisando o desempenho do quadragésimo terceiro Presidente dos EUA para a África, pode considerar-se que o balanço foi extremamente positivo.

George W.Bush foi o Presidente norte-americano que mais importância deu a África na ajuda ao desenvolvimento, destacando essa ajuda sobretudo em programas de combate à pobreza e às doenças.

É bom também destacar que foi o primeiro Presidente a nomear, ainda durante o seu primeiro mandato, dois afro-americanos para cargos importantes de um Governo Americano: Colin Powel (Secretário de Estado) e Condoleezza Rice (Segurança Nacional e no segundo mandato, Secretária de Estado).

Pela sua importância e pelo impacto que vem tendo em África em geral e, em particular, em Cabo Verde, vamos destacar aqui alguns programas importantes da actual Administração norte-americana para o continente esquecido pelos europeus.

A CORPORAÇÃO DO DESAFIO DO MILÉNIO
Em Março de 2002, o Presidente Bush solicitou um “novo acordo para o desenvolvimento global”, que fizesse a ligação entre maiores contribuições dos países desenvolvidos e maior responsabilidade por parte dos países em desenvolvimento. O Presidente propôs um mecanismo concreto para implementar este acordo – o Millennium Challenge Acccount (MCA) – em que a assistência para o desenvolvimento seria atribuida aos países que governem justamente, que invistam no seu povo e que encoragem a liberdade económica.

MCC- A Corporação do Desafio do Milénio (MCC) é presidida pela Secretária de Estado Condoleezza Rice e, no tocante ao continente africano, ela envolve verbas que podem atingir valores importantes. Fala-se em mais de 3 biliões de dólares com o objectivo de reduzir os níveis de pobreza através do aumento dos rendimentos e do emprego. Esse objectivo será alcançado por meio do melhoramento do abastecimento da água, saneamento, estradas, posse da terra e agricultura. Um programa beneficia vários países africanos entre os quais os lusófonos (Moçambique e Cabo Verde).

No caso de Cabo Verde, o programa "Millennium Challenge Account (MCA)", disponibilizará 117,8 milhões de dólares norte-americanos ao governo cabo-verdiano, dos quais 110,1 milhões de dólares financiados pelo MCC e 7,7 milhões pelo Governo de Cabo Verde e para Moçambique cerca de 600 milhões de dolares a serem implementados em 5 anos.

LEI PARA O CRESCIMENTO E A OPORTUNIDADE DE ÁFRICA (AGOA)
Em Maio de 2000, a Lei para o Comércio e o Desenvolvimento de 2000 contendo a AGOA, foi aprovada pelo Congresso e promulgada pelo ex presidente Clinton mas que o Governo Bush deu continuidade.

A AGOA cria um novo quadro para o comércio americano, investimento e política de desenvolvimento na África Subsaariana. Cabo Verde é um dos países contemplados pela AGOA.
Esta lei proporciona aos paises africanos comtemplados o acesso livre de taxas e de quotas ao mercado americano para quase todos os produtos, através do Sistema Generalizado de Preferências.

No caso de Cabo Verde as primeiras exportações no âmbito da AGOA foram feitas em Dezembro de 2002 já na presidência de Bush.
É pena que os Empresários Africanos em geral em particular caboverdianos não tem sabido tirar mais proveito dessa importante facilidade dada pelos Americanos.

OPEN SKIES" (CÉUS ABERTOS)
Apesar dos atentados do 11 de Setembro, como forma de procurar outras iniciativas para ajudar o desenvolvimento de África, os Estados Unidos assinaram um acordo com vários países africanos no sector do transporte aéreo.

Mais uma vez Cabo Verde foi beneficiado e os dois países assinaram o acordo “Céus Abertos” a 14 de Janeiro de 2003. E os Estados Unidos ofereceram a Cabo Verde, no âmbito desse acordo, equipamentos de segurança aeroportuária para os aeroportos do Sal e da Praia e ajudaram Cabo Verde a obter a Categoria I para o aeroporto Internacional do Sal por parte da exigente Administração da Aviação Federal dos Estados Unidos, (FAA).

O “Open Skies” é uma iniciativa muito boa porque permite aceder aos mercados americanos. E mais uma vez os países africanos comtemplados não têm sabido tirar proveito de mais uma facilidade dada pela administração Bush.

PLANO DE EMERGÊNCIA DO PRESIDENTE DE AJUDA À SIDA (PEPFAR)
O programa PEPFAR foi lançado pela administração Bush em 2003 para apoiar o tratamento de 2 milhões de pessoas infectadas com o HIV, ajudar a prevenir 7 milhões de novas infecções e ajudar a cuidar de 10 milhões de pessoas infectadas ou afectadas pelo HIV/SIDA até 2008 em 15 países alvo -- Botsuana, Côte d'Ivoire, Etiópia, Guiana, Haiti, Quénia, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda, Vietname e Zâmbia e atingiu um valor recorde de ajuda em 5 anos (2003-2008) de cerca de 18.8 bilhões de dólares americanos.

Ainda antes do fim do programa, a 30 de Maio de 2007 o ainda presidente americano anunciou que iria trabalhar com o Congresso para duplicar a dotação dos EUA no combate ao HIV/SIDA em todo o mundo para $30 mil milhões e autorizar de novo a legislação que criou o Plano de Emergência do Presidente de Ajuda à SIDA (PEPFAR).

O novo plano de Bush para o PEPFAR será continuar o tratamento, a prevenção e os cuidados do HIV/SIDA e aumentar as medidas para reforçar os sistemas de saúde e promover programas que tratam da malária, tuberculose, saúde materno-infantil, água potável, alimentação e nutrição, educação e outras necessidades.

O programa foi aprovado ainda em 2008 pelo Congresso e para os próximos 5 anos envolve verbas na ordem de 48 biliões de dólares beneficiando vários países africanos assolados pela pandemia do século.

RESUMINDO
Durante os oito anos da sua Presidência vários países africanos entre os quais Cabo Verde foram beneficiados com ajudas em áreas como cooperação militar, ajuda pública ao desenvolvimento (A Corporação do Desafio do Milénio (MCC), combate a doenças (HIV/sida e malária - com o Plano de Emergência do Presidente de Ajuda à SIDA ), protecção da democracia e boa governação. O que nos leva a concluir que Bush fez muito para que o continente berço da Humanidade podesse crescer em termos económicos, políticos e sociais.

Se olharmos para a História e os factos de uma forma desapaixonada, os africanos deverão estar satisfeitos com a administração Bush em relação a Africa ao contrário da Europa que mesmo sendo potência colonizadora, (os Estados Unidos nunca foram potências colonizadoras) tem deixado Africa abandonada a sua sorte.

E do futuro Presidente Barack Obama e sua Secretária de Estado, H. Clinton espera-se a continuidade das políticas positivas da administração Bush e uma atenção ainda maior ao continente Africano.

Fonte: Várias Agências do Governo dos EUA
Norberto Carvalho Silva - Rádio Atlântico@hotmail.com

Leia Mais…

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Estádio Nacional antes do previsto


Empreiteiro garante entregar dois meses antes do previsto. As obras da construção do Estádio Nacional poderão ser entregues em Fevereiro de 2010, dois meses antes do previsto, revelou ontem Celse Mabjaia, director das mesmas.

A previsão de Celse Mabjaia, director de obras de costrução do Estádio Nacional, é sustentada por uma garantia dada pelo empreiteiro da obra, a empresa chinesa que ganhou o concurso público para a construção da mesma, que está a ser erguido no bairro do Zimpeto, arredores da cidade de Maputo.

Ainda de acordo com Celse Mabjaia, as obras estão a decorrer a bom ritmo, esperando-se que até o primeiro trimestre de 2010 o edifício e o piso estejam em condições de serem usados.

No que diz respeito a construção, destaque para o acréscimo do número de estacas da zona vip, que subiu de 450 para cerca de 840, devido ao estado do terreno, a execução de 24 pilares para escadaria das bancadas e o início das obras dos campos anexos que servirão para aquecimento das equipas.

Celse Mabjaia garante que o acréscimo das estacas não vai agravar os custos inicialmente previstos. O referido acréscimo, segundo Celse, vai minimizar os custos e dar maior consistência à Construção.

Esta, foi uma visita guiada, das regulares que o Ministério da Juventude e Desportos concede aos jornalistas para acompanharem de perto o curso das obras do Estádio Nacional.

Escrito por Elísio Uamusse

Leia Mais…

Estação central dos CFM sétima mais bela do mundo



A ESTAÇÃO central dos Caminhos de Ferro, na baixa da cidade de Maputo, foi escolhida pela prestigiada revista norte-americana “Newsweek” como a sétima mais bela do mundo, num “ranking” que inclui todas as infra-estruturas do género em todos os continentes, das mais “modestas” às mais famosas.
A pesquisa da “Newsweek” tomou em consideração o traçado arquitectónico e o seu nível de conservação, algo que, no caso da imponente obra, casa a história com o empenho da instituição que a tutela, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, em conservá-la.

A estação ferroviária de Maputo é uma obra secular concebida pelo arquitecto francês Gustave Eiffel, célebre por ser o criador de várias obras no mundo e que têm como traça comum o uso do ferro na sua execução. O seu nome ficou eternizado – e projectado – pela famosa torre parisiense que leva o seu nome.

Em Moçambique, as obras de Eiffel não se ficam pela estação ferroviária que é também património da cidade. Foi o francês quem concebeu também a Casa de Ferro, implantada nas proximidades do Jardim Tunduru e em que funciona hoje uma direcção do Ministério da Educação e Cultura.

A estação central dos Caminhos de Ferro foi inaugurada em Março de 1910, dois anos depois do início da sua construção. Contudo, a imponência com que se lhe conhece só se verificaria a partir de 1916, pois mesmo depois da inauguração as obras ainda continuaram.

Hoje, para além de estação ferroviária que leva vários passageiros e mercadorias de e para a cidade de Maputo, é também um local de cultura. Nela vários eventos de carácter cultural e artístico têm sido promovidos, ao mesmo tempo que a empresa de tutela agenda implantar nela um museu ferroviário.

A mais bela estação ferroviária do mundo é, segundo a revista “Newsweek” é a londrina de St. Pancras, seguida pela nova-iorquina Grand Central terminal.

Leia Mais…

Esposa de Mugabe agride fotógrafo em Hong Kong


O fotógrafo britânico, Richard Jones, foi repetidamente agredido por Grace Mugabe, por tentar fotografar a primeira-dama zimbabweana quando ela se preparava para sair do hotel de 5 estrelas, Kowloon Shangri-la, em Hong Kong, na última quinta-feira. Grace Mugabe, que tem como padrinhos de casamento Joaquim Chissano e Graça Machel, fazia-se acompanhar de um guarda-costas e de uma senhora não identificada.

De acordo com o fotógrafo ao serviço do semanário britânico, «Sunday Times», o guarda-costas foi o primeiro a atacá-lo. Depois de ter sido imobilizado pelo guarda-costas, Richard Jones foi repetidamente agredido por Grace Mugabe com socos desferidos sobre o manietado profissional da comunicação social. Richard Jones recebeu tratamentos médicos depois da agressão, tendo o diagnóstico revelado inúmeras contusões, cortes e escoriações na cabeça e no rosto. Jones atribuiu os cortes e contusões aos anéis de diamantes que Grace Mugabe ostentava nos contundentes dedos.
Depois da cena de pugilato, três outros guarda-costas do séquito mugabiano, irromperam pelas portas do luxuoso hotel, tentando aproximar-se do maltratado fotógrafo, tendo sido impedidos de fazê-lo por guardas chineses que se encontravam nas cercanias e que entretanto havia corrido em auxílio de Jones.
O caso, que foi testemunhado por um largo número de mirones estupefactos, está a ser investigado pela polícia chinesa a qual já solicitou à gerência do Kowloon Shangri-la Hotel que entregasse as gravações vídeo efectuadas pelo sistema de televisão de circuito fechado instalado em pontos estratégicos da unidade hoteleira de luxo. Richard Jones declarou às autoridades policiais de Hong Kong que apenas cumpria com o seu dever profissional, no intuito de mostrar o contraste óbvio entre o estilo de vida opulento de Grace Mugabe e o sofrimento do povo do Zimbabwe.
No dia 9 do corrente, Grace Mugabe havia sido avistada num luxuoso hotel de cinco estrelas em Singapura na companhia do marido, Robert Mugabe, e de numerosa comitiva entre familiares e guarda-costas.
Cerca de metade da população do Zimbabwe depende de ajuda alimentar externa. Mais de 2.000 pessoas já perderam a vida desde a eclosão de um surto de cólera em Agosto do ano passado. A doença afecta todas as províncias do Zimbabwe, tendo alastrado para países vizinhos como a África do Sul e Moçambique.

(Redacção / Sunday Times)

Leia Mais…

Grupo Lusófono cria universidade na Guiné-Bissau

O Governo da Guiné-Bissau assinou um acordo com a Cooperativa de Formação e Animação Cultural de Portugal, que visa a criação e o estabelecimento da Universidade Lusófona no país provocando a extinção da Universidade Amílcar Cabral. O acordo foi rubricado entre o chefe do Governo guineense, Carlos Correia, e o Presidente do Grupo Lusófono, Manuel de Almeida Damásio (foto). Com assinatura deste convénio fica assim extinguida a «Universidade Amílcar Cabral (UAC)», a qual funcionava há 4 anos.
Logo após assinatura do documento, o titular da pasta da Educação Nacional, Marcelino Vaz, sublinhou que a opção do Governo assentou «na convicção das vantagens que representam a parceria estratégica entre público e o privado na promoção de ensino superior de qualidade na Guiné-Bissau, tendo como resultado o desenvolvimento económico, social e cultural».

Manuel de Almeida Damásio, Presidente do Grupo «Lusófono», admitiu a possibilidade de alguns estudantes concluírem os seus estudos em Portugal e prometeu o envio para a capital guineense de docentes que vão leccionar na Universidade «Lusófona» da Guiné-Bissau.

As reacções não se fizeram esperar por parte da direcção cessante e da associação da Universidade «Amilcar Cabral», agora em fase já extinção.

Alberto Sanhá, o ainda Reitor da UAC, considerou o acordo firmado entre Governo com o Grupo Lusofona de «um negócio sujo.» Num comunicado de imprensa emitido pela Associação dos Professores da «UAC», questionou a legitimidade do actual executivo para alterar o estatuto jurídico do estabelecimento do ensino superior no país.

No mesmo comunicado o colectivo dos docentes afirma estar surpreendido pela forma como o assunto, que considerou delicado, foi tratado. O colectivo dos professores apelou também à intervenção do Ministério Público para que proceda a auditoria da gestão financeira da «Universidade Amílcar Cabral».

Onis Sami (c) PNN Portuguese News Network

Leia Mais…

OMS testa campanha de vacinação em massa em Moçambique


A vacinação em massa com uma vacina oral contra a cólera está a ser testada num projecto de demonstração na cidade da Beira, em Moçambique, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em colaboração com o Ministério da Saúde, a Médicos Sem Fronteiras, a Epicentre e o Instituto Internacional de Vacinas.

A vacina propriamente dita existe há já dez anos, mas está a ser usada pela primeira vez de forma alargada para minimizar a devastação de um surto de cólera. É também pela primeira vez que a OMS considera o uso da vacina oral contra a cólera no âmbito de uma estratégia global para controlar a doença.

O projecto de vacinação em massa está a ser levado na cidade da Beira, uma comunidade com níveis de cólera particularmente elevados. Em 1999, o país notificou 45 000 casos de cólera, e só a Beira teve entre 3880 e 4880 casos por ano nos últimos três anos.

A campanha de vacinação termina no final de Janeiro, esperando-se que 50 000 pessoas sejam vacinadas. Os primeiros resultados desta vacinação em massa serão obtidos dentro de um ano.

Nos últimos anos, o número de casos de cólera notificados a nível mundial variou entre os 110 000 e os 200 000 casos anuais. Oficialmente, 5000 mortes ocorreram em cada ano. A OMS calcula que o verdadeiro número seja provavelmente significativamente mais elevado devido a casos não notificados e a lacunas na vigilância.

Segundo a OMS, actualmente há dois tipos de vacinas orais contra a cólera seguras e eficazes. A primeira consiste numa célula inactivada do Vibrião colérico 01 com uma toxina da cólera purificada. Depois de duas doses em duas semanas consecutivas, os pacientes ficam com um elevado nível de protecção que dura pelo menos um ano. A segunda - o primeiro tipo de vacina que está actualmente a ser usado em Moçambique - consiste numa dose única de uma estirpe 01 do Vibrião colérico vivo e geneticamente atenuada.

(c) PNN Portuguese News Network

Leia Mais…

Eduardo White lança novo livro

NOVO ano. Nova obra. O poeta moçambicano Eduardo White entrou literariamente em 2009 com o pé direito. Apresentou ontem em Maputo mais um livro de poesia intitulado “A Fuga e a Húmida Escrita do Amor”. O livro sai sob chancela da Texto Editores.

Numa cerimónia singela, Eduardo White, reuniu familiares, amigos e jornalistas para apresentar esta que é a sua mais recente produção literária. Num discurso de improviso, destacou o que é que aquele momento representava na sua vida. Visivelmente emocionado, White caracterizou a sua obra nos seguintes termos, “escrever livro é como ter filhos”.


Entretanto, como não há bela sem senão, a ausência do seu editor à cerimónia não terá passado despercebido, facto pontualmente lamentado por Eduardo White. E num acto quase inédito na praxe, Eduardo White, pegou as rédeas e apresentou pessoalmente a sua própria obra! E na sua qualidade de poeta, construiu um discurso à altura da sua estatura, usando um discurso belo, penetrante e reflexivo.

Seguiu-se um momento particularmente interessante, em que a poesia fez um “casamento” com a música. Um trio de jovens talentos- banda “New Joit”- corou a plateia ao cantando com grande qualidade vocal.

Mas a cerimónia só caiu o pano, com a apresentação de uma peça teatral baseado no livro ora lançado, num trabalho de encenação do actor Mário Mabjaia.
A peça terminou com o personagem principal ( Mário Mabjaia) a gritar, “eu não sou louco/ Sou um homem livre / e que vive na Liberdade”.

Eduardo White é membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO). È autor das obras “Amar sobre o Índico” (1984); “Homoíne” (1987); “País de Mim” (1990; Prémio Gazeta revista Tempo); “Poemas da Ciência de Voar e da Engenharia de Ser Ave (1992; Prémio Nacional de Poesia); “Os Materiais de Amor Seguido de O Desafio à Tristeza” (1996); “Janela para Oriente” (1999); “Dormir com Deus e um Navio na Língua” (2001; bilingue português/inglês; Prémio Consagração Rui de Noronha); “As Falas do Escorpião (novela; 2002); “O Homem a Sombra e a Flor e Algumas Cartas do Interior (2004). A sua poesia está exposta no museu Val-du-Marne em Paris desde 1989. Em 2001 foi considerado em Moçambique a figura literária do ano.

Leia Mais…

Angola é o país «menos livre» dos países lusófonos


A organização não-governamental (ONG) norte-americana Freedom House, qualificou Angola como o «menos livre» dos países lusófonos, acusação que o ministro sem Pasta, António Bento Bembe rejeita, alegando «grandes avanços» no domínio dos direitos dos cidadãos.

No relatório divulgado, a Freedom House aponta Angola como sendo o país lusófono onde são menores os direitos políticos e liberdades cívicas dos cidadãos, embora frise que as eleições legislativas de Setembro de 2008 criaram «uma tendência positiva».

O ministro sem Pasta de Angola, António Bento Bembe, que tem a seu cargo a área dos Direitos Humanos, rejeitou a denúncia da Freedom House, afirmando que nos últimos anos, Angola tem feito «grandes avanços» no domínio dos direitos e liberdade dos cidadãos. Bento Bembe alega que «Angola tem dado passos significativos» no que respeita ao direito à vida, à alimentação, à saúde e educação e considera «desencorajadora» a acusação da ONG, alertando para o facto de Angola ter saído de uma guerra de 30 anos

Por outro lado, Serra Pango, presidente em exercício da Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD) considerou «muito importantes» os alertas da entidade sobre a aplicação dos direitos políticos no país.

Criada em 1972, a Freedom House dedica-se a actividades de apoio à expansão da liberdade a nível mundial, e monitoriza a evolução dos direitos políticos e liberdade cívica.
(c) PNN Portuguese News Network

Leia Mais…

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

José Eduardo dos Santos vai à China Popular pedir mais empréstimos


Em busca de bilhôes de dólares PR esta na China Popular aonde faz uma visita oficial de três dias(16 a 19), a segunda neste ano para negociar a abertura uma nova linha de crédito para Angola.
A visita com o rótulo de reforço das relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países e povos deverá trazer para Angola o aval do suporte financeiro para as obras sociais anunciadas durante a campanha eleitoral.

Para o jornalista Reginaldo Silva é lamentável o facto de não haver informação oficial referindo-se minimamente sobre os propósitos da deslocação do chefe de Estado para evitar especulações ou adivinhar o que leva José Eduardo à China, tendo em conta o nível de relação entre os dois países.

«No caso concreto, o que se ouve é que pode estar em negociação mais um mega empréstimo feito para apoiar um programa mais específico relacionado com o programa da habitação, uma grande promessa eleitoral do MPLA na sua campanha para as eleições de Setembro último, mas vamos ter que ficar um pouco por aqui, dando naturalmente importância a esta deslocação mas deixando no ar uma série de hipótese em relação aos propósitos mais específicos.»

O programa de reconstrução nacional em curso no pais é financiado por uma linha de crédito da China e abrange as áreas de infra-estruturas, transportes, saúde, educação e construção civil.
Reginaldo Silva diz ser já uma preocupação da comunidade internacional o grau de endividamento de Angola e torna-se ainda mais grave quanto os angolanos não sabem a quantas andam.

«Fala-se muito desta necessidade de créditos adicionais, numa altura em que já não sabemos a quantas andamos, qual é o relacionamento financeiro de Angola com a China. Já ouvimos falar em tantos milhões e biliões e também já ouvimos falar de dívidas há mais de que Angola, até ao último debate do parlamento, por parte da oposição, de que Angola se estava a endividar em excesso que a divida podia já não estar a ser muito sustentável. São todas essas referências que nós ouvimos e que nos fazem interrogar qual é esta necessidade de qual é de facto o montante hoje da relação financeira entre Angola e a China, porque de facto é muito importante sabermos da dívida externa de Angola.»

Esta é a segunda vez, este ano, que o presidente José Eduardo dos Santos vai à China, em Agosto último o chefe de Estado angolano foi à terra da «grande muralha» para assistir aos jogos olímpicos de Beijing 2008.

Acompanham o chefe de Estado os ministros das Finanças, Severim de Morais, Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, o vice- ministro da Defesa Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem e funcionários da Presidência da República.
Já o encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola, Wang Wei, defende que a deslocação do presidente angolano ao seu pais é de carácter importante neste período em que a cooperação entre Angola e a China «está cada vez mais intensa».

O alargamento da cooperação para outras áreas, segundo Wang Wei é matéria de estudo entre os dois países, mas do lado da China existe vontade política para tal, enquanto trabalham neste momento na revitalização e aumento da cooperação.

O encarregado de Negócios da embaixada da China em Angola gaT/ante ainda ser possível o reforço da linha de crédito da China para Angola, avaliada em mais de 5 mil milhões de dólares americanos, como resultado do aprofundamento da cooperação entre os dois países.

FNT/angola24horas


Leia Mais…

"Governo do Zimbabwe perdeu a legitimidade"


Considera o embaixador dos EUA em Harare “O que está a fazer o regime de Mugabe? Está a comprar centenas de carros para que cada ministro e governador tenham várias viaturas. Está a comprar televisores plasma para juízes. Está a asfixiar o sector privado de modo que as minas e fábricas sejam obrigadas a fechar, despedindo trabalhadores, ao mesmo tempo que persegue organizações não governamentais por tentarem apoiar zimbabweanos que sofrem. A fome generalizada no Zimbabwe, a epidemia de cólera e o colapso dos sistemas educativo e de saúde não são o resultado de qualquer sanção” - James D. McGee, embaixador dos Estados Unidos daAmérica para o Zimbabwe.
O presidente George W. Bush denunciou recentemente o regime ilegal de Mugabe e o seu embaixador naquele país, James D. McGee, acaba de estender mais um grito de revolta contra a situação desastrosa que se está a viver no Zimbabwe. “O regime de Mugabe continua a perder o direito à sua legitimidade diariamente porque não cumpre as obrigações mais essenciais dum governo: cuidar do seu povo”. “Os governos existem para proteger e cuidar dos seus cidadãos. O regime actual abdicou em grande medida desta responsabilidade.
Hoje, o trabalho de cuidar de muitos zimbabueanos que sofrem passou a estar nas mãos da comunidade internacional”, acrescenta James D. McGee, para mais adiante dizer: “tenho orgulho do papel preponderante que os Estados Unidos estão a desempenhar a este respeito, mas não devíamos esquecer-nos de que estamos a fazer aquilo que o Governo do Zimbábwe devia fazer, mas preferiu não fazer”.
No ano passado os EUA concederam mais de US$ 218 milhões em ajuda humanitária ao Zimbabwe. “Somos o principal doador de ajuda alimentar, dando US$ 211 milhões em alimentos para enfrentar a crise alimentar. Os Estados Unidos concedem cerca de 70% de toda a ajuda alimentar distribuída no Zimbabwe através de ONGs e do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas”.
O embaixador dos EUA adiantou ainda que “Gastámos cerca de US$ 30 milhões no ano passado em programas para o HIV/SIDA, além de pagarmos 33% dos programas do Fundo Mundial. Estamos actualmente a mobilizar mais US$ 600.000 em ajuda de emergência para combater a epidemia de cólera que está a devastar o Zimbabwe”. “O que está a fazer o regime de Mugabe? Está a comprar centenas de carros para que cada ministro e governador tenham várias viaturas. Está a comprar televisores plasma para juízes.
Está a asfixiar o sector privado de modo que as minas e fábricas sejam obrigadas a fechar, despedindo trabalhadores, ao mesmo tempo que persegue organizações não governamentais por tentarem apoiar zimbabueanos que sofrem. A fome generalizada no Zimbabwe, a epidemia de cólera e o colapso dos sistemas educativo e de saúde não são o resultado de qualquer sanção. Estes fracassos desastrosos resultam de decisões tomadas por alguns líderes zimbabweanos que colocam os interesses pessoais à frente do interesse público.
Em vez de gastarem os escassos recursos em produtos químicos para a purificação da água, que podem interromper a epidemia de cólera, estão a manipular a moeda para obter lucros pessoais. Em vez de assegurarem que os hospitais e centros de saúde continuem abertos, com pessoal e medicamentos, vivem em luxuosos condomínios fechados. Em vez de pagarem aos professores um salário decente para que a próxima geração possa aprender, voam por todo o mundo a fazer compras. Entretanto, o seu povo sofre e morre.
Os Estados Unidos estão empenhados em continuar a apoiar o povo do Zimbabwe com alimentos, medicamentos, melhorias a nível de água e saneamento e qualquer outra coisa que seja necessária para salvar vidas e diminuir o sofrimento. Apenas desejo que os líderes ilegítimos deste país encontrem a mesma compaixão e compromisso para com o seu próprio povo. Desafio os líderes deste país a porem de lado a sua cupidez pessoal e a assumir o compromisso de gastar até mesmo um quarto daquilo que os EUA e outros doadores gastarão este ano para satisfazer as necessidades humanitárias de cidadãos do Zimbabwe. O montante da ajuda dada pelos EUA ao Zimbabwe não é segredo.
O regime de Mugabe devia abrir os seus livros e dizer ao mundo quanto é que está a gastar com o povo do Zimbabwe e quanto é que está a gastar com viaturas de luxo, a campanha de violência brutal contra o seu povo e a luta desesperada para se manter no poder a todo o custo. O resultado é que os chamados líderes deste país devem parar de alimentar a sua cupidez insaciável e tomar conta dos zimbabueanos pobres e merecedores, que enfraquecem por causa desta corrupção.
Cerca de 5 milhões de pessoas precisarão de ajuda alimentar nos próximos meses. Mais de 15.000 foram atingidas pela cólera, com 7546 óbitos, e a epidemia está apenas a começar. Milhares sofreram ou morreram por não terem acesso a cuidados de saúde. Nós continuamos prontos a ajudar, diz a América.
Contudo, “neste momento a comunidade internacional não está apenas a ajudar; somos obrigados devido à negligência criminosa do regime de Mugabe. Já é altura do regime de Mugabe assumir a responsabilidade pelos problemas que criou e corrigi-los”. “Os zimbabueanos merecem melhor. Pediram melhor através dos seus votos. Durante quanto tempo devem sofrer antes que o seu Governo responda?”

Leia Mais…

Moçambique não usa semente modificada


NO nosso país é proibida por lei a circulação e uso de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), nomeadamente sementes. Assim, não é verdadeira a informação posta a circular segundo a qual os camponeses são coagidos a usar semente geneticamente modificada, em detrimento da orgânica e produzida localmente.
Em entrevista ao nosso Jornal, o Ministro da Agricultura, Soares Nhaca, disse que não corresponde à verdade a acusação, em género de alerta, da União Nacional dos Camponeses (UNAC), tanto mais que, além da proibição legal, o país não tem capacidade de produzir os OGM.

Segundo Soares Nhaca, os agricultores do sector familiar usam semente de polinização aberta, pelo que, havendo campos agrícolas onde foi aplicada semente geneticamente modificada, esta iria continuar a outra, modificando uma alteração no material genético, com todos os riscos daí decorrentes.

Esclareceu que representa, sobretudo para países menos desenvolvidos, a nível do Continente Africano, somente a África do Sul usa semente geneticamente modificada, nomeadamente de milho, algodão e soja, sendo que em todo o mundo não ultrapassa 30 o número de países que trabalham com OGM.

Disse haver um equívoco, que poderá estar relacionado com a utilização de semente híbrida de milho “PAN 67”, cujo uso o Governo tem incentivado junto dos agricultores comerciais, em face do seu alto nível de rendimento, mas que, entretanto, não é aconselhada para o sector familiar, uma vez que da colheita não se pode multiplicar semente para campanhas seguintes.

Explicou que, para o Plano de Acção de Produção de Alimentos, a grande aposta do Governo é a produção de semente de polinização aberta para os pequenos produtores, pois esta variedade é apropriada e pode ser multiplicada localmente em campanhas subsequentes. Para os médios produtores foram colocados 628 toneladas de semente de milho “PAN 67” produzida no Chókwè pela PANAR, a única que requer cuidados e irrigação para dela se obterem altos rendimentos.

Em Moçambique, segundo o Ministério da Agricultura, a utilização de semente melhorada pelos produtores é de cerca de 20 por cento, sendo que a maioria dos produtores recorre à sua própria semente, que é seleccionada da sua produção de uma campanha para outra.

Leia Mais…

Produtores de cinema convergem na criação de Escola de Cinema da CPLP


Os realizadores e produtores de cinema da Comunidade dos Países de Línguas Portuguesa (CPLP) já têm vindo a mostrar ao mundo trabalhos cinematográficos com alguma qualidade, mas, carecem de uma escola profissionalizada da sétima arte, que possa cobrir todo o espaço lusófono.

Esse ponto de vista foi apresentado por vários cineastas participantes no ciclo de conferências do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FICLuanda), com fim previsto para sábado, que julgam ser imperiosa a medida institucional, para garantir a execução de um cinema científico.

O realizador moçambicano João Ribeiro, que participa do evento na condição de produtor independente, disse que esse passo seria fundamental, pois, no seu país, por exemplo, nenhuma universidade incluiu nos currículos matérias ligadas especificamente às técnicas de produção audiovisual.

"Em Moçambique temos várias universidades, algumas delas com cursos virados à comunicação, mas não há nada especificamente virado para o audiovisual, os cursos técnicos de câmara, som, iluminação e produção. Não há nada disso", expressou.

Segundo João Ribeiro, são ministrados nessas universidades conceitos gerais sobre produção, mas não se estudam com profundidade as técnicas modernas da sétima arte, daí a necessidade de se criar (não em cada um dos países) uma escola onde possam ser mandados os profissionais do ramo, em busca do conhecimento teórico.

O profissional reconheceu haver no espaço lusófono, sobretudo nos países de expressão portuguesa, cineastas e realizadores de televisão que fazem trabalhos cinematográficos com alguma qualidade técnica, mas sem terem bases teóricas para justificar as suas eventuais opções, dada a falta de conhecimentos teóricos.

"Eles acabam por fazer coisas, mas não as conseguem justificar. Essa falta de conhecimento traduz-se, muitas vezes, naquilo que mostram ao público", opinou.

Fonte: Angola Press

Leia Mais…

Portos de Maputo menos burocrático


OS portos sul-africanos estão a perder a sua quota do mercado a favor do Porto de Maputo, que é considerado mais barato e menos burocrático. Segundo Andrew Sturrock, director executivo da Sturrock Shipping, uma das maiores empresas privadas de transporte marítimo da África Austral e Oriental, o volume de mercadorias processado no Porto de Maputo tem vindo a subir consideravelmente, particularmente no que respeita à mercadoria contentorizada, carvão, sucata para exportação e derivados de açúcar produzidos na Suazilândia.
A fonte considera que o Porto de Maputo melhorou a sua prestação, particularmente depois de passar para a gestão da Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), em 2003. Trata-se do consórcio constituído pelas empresas Grindrod International Ltd e o grupo Dubai Ports World, bem como pelo Governo moçambicano
Digite aqui o resumo do post


Leia Mais…

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Exportação de madeira não processada é uma realidade


A partir do Porto de Nacala , “A situação já mexe com os operadores nacionais, alegadamente porque o governo e a Frelimo favorecem os estrangeiros, sobretudo chineses e mais uma vez a ADECOR é chamada a intervir”. Digite aqui o resumo do post

A exportação da madeira em toros, não processada, apesar de proibida legalmente pelo governo moçambicano, ainda persiste a partir do porto de Nacala, na província de Nampula, no norte do país.
De acordo com uma denuncia efectuada por alguns operadores madeireiros e pela Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais, ADECOR, muitas são as concessões que fazem o empacotamento da madeira em toro e ainda fresca perante olhar impávido das autoridades da agricultura ao nível daquela província nortenha.
Os denunciantes dizem que os operadores nacionais são obrigados a processarem a madeira, mas meia volta os chineses que nem se quer tem uma carpintaria fazem a exportação da madeira em toro e como se não bastasse ainda bastante fresca. Na semana finda, uma brigada ligada ao sector de Florestas, trabalhou naquele distrito, junto dos estaleiros de parte dos exportadores, como é o caso do Tsay, nos arredores daquela cidade ferro-portuária e no local, testemunharam que ainda era feita a exportação da madeira em toros.
Testemunhas que viveram o momento, falaram à reportagem do «Canal de Moçambique». “Eles não fizeram nada, abriram apenas os contentores da frente e os de trás deixaram assim fechados” – disse um dos denunciantes, para depois adiantar que “eles querem apenas nos lançar areia nos olhos, porque depois entraram nos gabinetes e tratam dos assuntos à sua maneira. Foram corrompidos, porque mais tarde, aqueles chineses voltaram a empacotar a madeira e ninguém disse mais nada”.
Num outro desenvolvimento, o nosso interlocutor, que falou em anonimato, disse que “alguns contentores já entraram no porto nas mesmas condições, porque até lá dentro do porto tu vês água que sai dos contentores pelo transpirar da madeira fresca e tudo isso os responsáveis vem e bem”. Outras fontes acusam o governo e o partido Frelimo de estarem a proteger os chineses, porque segundo sustentam “tudo acontece nos olhares deles e nunca fazem nada, mas quando somos nós os nativos é uma guerra.
Apreendem os nossos camiões e nos cobram elevadas multas, o que é injusto”. As acusações vão mais além. “Se os chineses fazem isso é porque alguém forte do governo ou na Frelimo os protege, porque este governo é radical demais”. Aliás “tudo está claro porque muitos dos sócios destes chineses são filhos, sobrinhos e até irmãos de pessoas de grande renome ao nível da estrutura governamental e do partidão”.
A dado passo, as nossas fontes mostraram-se muito mais agastadas com o facto de o governo estar a criar decretos e diplomas ministeriais e até leis sem as cumprirem. “Porque parece que neste país a lei funciona para uns e para outros não”. Segundo dizem os denunciantes “estamos cansados de sermos sacrificados em benefício de um grupo minoritário, porque o que estão fazendo connosco é demais e o governo sabe disso, porque a madeira entra pelos postos de controle internos e sai pelos nossos portos onde o governo diz ter colocado pessoas lá para fazerem o controlo das coisas”. Nos últimos tempos, muitos dos exportadores chineses alugam quintais nos arredores da cidade de Nacala-a-Porto para guardarem a sua madeira até o fim do processo de escoamento e dar entrada no porto. Isto é visível em muitas partes de Nacala-a-Porto.

Os factos
Com a denúncia, a nossa reportagem deslocou-se no terreno, mas os factos começaram a vir a terreiro. Da cidade de Nampula à de Nacala-a-Porto só não vê quem não quer. Viajamos num carro da «Green Timber World», um dos potenciais exportadores da madeira em toro ao nível nacional.
O motorista do autocarro em conversa, durante o percurso de cerca de duzentos quilómetros de estrada que durou acima de três horas, foi-me explicando que nos próximos tempos a «Green Timber World» vai efectuar a exportação de um total de setecentos contentores contendo madeira em toro e fresca para a China.
Perguntamos ao motorista a proveniência da madeira, pelo que ficamos a saber que parte significativa vem da província da Zambézia, através de rotas obscuras e abertas para o efeito. Ao longo da viagem, o condutor foi-nos revelando mais dados. Chegando a afirmar que o empacotamento da Green Timber World, é efectuado no bairro de Muahivire, arredores da cidade de Nampula.
Alegando que “Lá, em Nacala, estamos a evitar incómodo, porque às vezes vem fiscais que não aceitam gorjetas. Mas alguém de lá dentro na Agricultura aconselhou aos nossos patrões para efectuarem o empacotamento da madeira fora de Nacala que é o que estamos fazendo”. Na cidade de Nacala, das investigações feitas pela nossa Reportagem, ficamos a saber que muitas famílias estão enriquecendo com o negócio de aluguer de quintais aos chineses.
Mas também, por ser caro, de momento os chineses estão erguendo estaleiros com muros altamente elevados para guardarem os seus contentores de madeira até a chegada dos navios. Lá, no porto de Nacala, apuramos de alguns funcionários que “o único que não precisa de nada é a Green Timber World porque todos já os conhecemos e os nossos chefes já nos disseram para não os interpelarmos”. Todavia, deslocamo-nos para alguns estaleiros nos arredores da cidade. É um facto, vimos muitos contentores guardados em quintais com muros gigantes que não permitem a visibilidade do exterior.
Chegamos ao estaleiro do Tsay e da JUNMA LDA, onde constatamos a existência de contentores com madeira em toro e empacotado em contentores e prestes a serem exportados. Alguns dos trabalhadores que labutam naqueles dois estaleiros, confirmaram-nos ser para exportação a madeira daquelas concessões e disseram-nos que a exportação é feita em toro e, sobretudo fresca.
Com efeito, disseram-nos que os seus patrões fazem a exportação de madeira da primeira espécie não serrada, com destaque para mondzo, pau-ferro, entre outras espécies da mesma classe.

O papel da ADECOR
Tendo recorrido a todos os mecanismos possíveis para verem ultrapassada a situação, os operadores que cumprem com a legislação andam “chateados com a tendência cada vez mais galopantes do não cumprimento das leis em vigor no país”.
Com efeito, recorreram à ADECOR, Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais, com o sentido de, como sociedade civil, ajudar na resolução da contenda. Dai que na semana finda, fizeram uma denúncia concisa na presença de uma inspecção do ministério da Agricultura. Ligaram aos serviços de floresta e fauna e estes nada fizeram. Viram apenas os contentores e voltaram aos seus gabinetes. Segundo dizem testemunhas os fiscais “foram lá e receberam dinheiro e foram embora. Nada fizeram. Nós estamos contra isso. Devem fazer funcionar a lei e não fazem”.
De acordo com uma fonte da Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais, ADECOR, algo tem de ser feito para reverter a actual situação, “porque é um bem que está sendo destruindo e as coisas não podem continuar assim, o governo deve cumprir com o seu papel”. A nossa fonte referiu ainda que a exportação feita em toro, prejudica sobremaneira os honestos, porque “as pessoas preocupam-se em cumprir com as leis e como provam factos os outros e os próprios fiscais violam-nas e corrompem-se”.

(Aunicio da Silva)
Digite aqui o resto do post

Leia Mais…

José Eduardo dos Santos vai recandidatar-se


Luanda – O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, vai recandidatar-se às eleições presidenciais de 2009, foi avançado pelo secretário-geral do seu partido MPLA. Embora o actual presidente ainda não tenha confirmado a sua candidatura, o secretário-geral do partido afirmou que José Eduardo dos Santos é o «candidato natural» do partido.
Uma vez que o MPLA venceu as legislativas de Setembro com 81 por cento dos votos, espera-se que o resultado das eleições presidenciais de 2009 dê a vitória a José Eduardo dos Santos.

As eleições presidenciais ocorrerão apenas depois de o Parlamento votar com uma nova Constituição, que irá estabelecer se os futuros presidentes serão escolhidos pelo Parlamento ou pelo povo, como acontece actualmente.
Se for realmente o Parlamento a escolher o novo presidente é natural que José Eduardo dos Santos seja reeleito uma vez que o seu partido controla dois terços da Assembleia. Segundo Alcides Sakala, porta-voz do maior partido da oposição, a UNITA, «o presidente tem que ser eleito pelo povo» e, se for esse o caso, então «Eduardo dos Santos já é o vencedor».
(c) PNN Portuguese News Network

Leia Mais…

“Hospital privatizado” Médico congolês “ditador” no hospital de Gondola Chimoio

O hospital distrital de Gondola, está aparentemente "privatizado" por um médico congolês, Honoré Sumba Kahozi, afecto àquele ponto da província central de Manica assumindo a pasta de médico-chefe. Há muitas acusações feitas pela população daquele distrito devido ao seu “mau desempenho”.

Este é acusado por vários extractos, desde funcionários até doentes, de estar a tomar conta daquele estabelecimento hospitalar, a seu bel-prazer e ao não considerar qualquer ponto de vista vindo de outros colegas seus. Segundo um residente daquele distrito, e por sinal vizinho do hospital, numa quarta feira uma parturiente (sua familiar) “morreu devido a teimosia do médico”.
“Ela (a parturiente) veio para o hospital mal, com dores de parto, e como o parto estivesse complicado, a parteira (na ausência do médico) optou por transferi-la de urgência para o Hospital Provincial de Chimoio, mas o médico viria a mandar regressar a ambulância que já estava a caminho do hospital provincial com a doente…”.
Ainda de acordo com as declarações do nosso interlocutor, a decisão do médico em mandar recuar a ambulância à proveniência fora motivada pelo facto de ninguém na sua ausência estar autorizado a tomar qualquer decisão. Ainda de acordo com a fonte, “regressados ao Hospital Distrital de Gondola, o médico não assistiu aquele parto complicado, tendo de seguida entregue o mesmo trabalho às parteiras e seguiu para a sua residência para almoçar.
Não resistindo às dores, a parturiente viria a morrer no mesmo dia.”. A fonte acrescentou ainda que “uma enfermeira tentou contactá-lo (o medico) telefonicamente, só que fracassou pelo facto deste estar com o telemóvel desligado e fora de casa”. Assim se perdeu uma vida. Ou melhor: duas, contando que estava para nascer um outro ser humano.
Para além deste caso de abuso de poder que levou o médico congolês a ditar a morte de uma parturiente, as nossas fontes revelaram-nos vários exemplos que caracterizam a sua má conduta e querem-no fora do cargo, pois segundo sustentam, a continuar naquela unidade hospitalar “vai transformando paulatinamente o hospital numa coisa privada”.
Governo distrital sem voz
Segundo um trabalhador daquela unidade sanitária, o médico que também é professor de Francês na Escola Secundária Macombe naquele distrito “tem o ar de mandar no hospital como se fosse dele”. Adiante explicou a mesma fonte que “o médico já fora do hospital, manda os alunos do curso nocturno (na sua maioria adultos) varrerem o pátio em caso destes chegarem atrasados às suas aulas e também os violenta com notas baixas”.
O mau ambiente que reina em torno deste médico é agora de tal ordem que tudo serve para o deitar abaixo. “Numa ocasião anterior o médico já mandou passear, o governo distrital quando este necessitava de um dado dos serviços distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, pois estes são por ele fornecidos ao invés do director distrital de Saúde, como manda a regra”, conta-nos indignada uma fonte.
“Vezes sem conta, o governo distrital passou vergonha em várias visitas dos governantes superiores, porque há vezes que precisando de dados de saúde não os tiveram, porque o médico não estava presente, e estes estão cativos no seu computador, e quando isso acontece, o governo distrital cruza os braços”, acrescenta uma das fontes.
Na sua chegada ao distrito, o médico era como um "Deus da terra" dada a sua simpatia no atendimento aos doentes, e na sua primeira visita do titular da pasta de saúde, Ivo Garrido, àquele distrito os populares pediram por muito para que o ministro nunca transferisse o seu "Deus" pois, segundo eles, fazia maravilhas na cura dos doentes. Entretanto tudo mudou.
Os trabalhadores do sector da Saúde em Gondola já elaboraram e enviaram uma carta anónima ao titular da pasta de saúde, Paulo Ivo Garrido relatando o mau desempenho do seu médico e o desrespeito protagonizado por ele aos colegas e para a administradora do distrito de Gondola, Catarina Dinis.
Ainda segundo nos disseram, desde a emissão da referida carta, neste segundo trimestre do corrente ano, ainda não veio resposta de nenhum dos destinatários.

Medica-chefe provincial sem palavras
Entretanto, tentamos sobre o assunto contactar via telefone a médica-chefe provincial de Manica, Marília Pugas, a qual não confirmou e nem desmentiu os abusos de poder e arrogância protagonizados pelo seu colega. Pugas disse estar ocupada na ocasião. Alegou que estava a caminho de Changara, na província de Tete.
Na altura prometeu contactar com a nossa reportagem, o que até agora não aconteceu. Quanto ao médico, este nem nos quis atender. Quando soube que somos jornalistas desligou o telefone.

(José Jeco)

Leia Mais…

Filmes lusófonos disponíveis na Internet a partir de 2009


O director do Instituto de Cinema e Audiovisual de Portugal, José Pedro Ribeiro, anunciou esta quinta-feira, em Luanda, o lançamento em 2009 de uma plataforma de distribuição de filmes lusófonos na Internet, visando permitir que os profissionais da comunidade mostrem as respectivas produções com mais regularidade.

O responsável, que falava à margem do terceiro Ciclo de Conferências do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FICLuanda), explicou que os trabalhos podem ser disponibilizados gratuitamente ou mediante pagamento de direitos de autor.
"Vamos disponibilizar uma plataforma de Internet para os detentores dos direitos poderem colocar as suas obras, dando a possibilidade a qualquer cidadão, de qualquer parte do mundo, de fazer o download e visualizar o filme, a troco de um pagamento que fica previamente estabelecido com o detentor dos direitos", explicou.

Com essa iniciativa, precisou José Ribeiro, a sua instituição conta criar uma espécie de portal cinematográfico gratuito, que considera "uma nova forma de difusão", em que as condições de cedência e acesso aos filmes serão determinadas pelos legítimos autores.
Disse estarem a ser criadas, a nível do Instituto, as condições técnicas para a entrada em funcionamento do portal, no qual manifesta o interesse de ver adicionados filmes de toda Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Gostaríamos muito que fosse o mais aberto possível. Estamos ansiosos em receber conteúdos dos diversos titulares dos direitos dos países da CPLP, para poder integrar esse projecto. É nossa vontade que o mesmo seja aberto a todos, para que a cinematografia da comunidade seja mostrada a todo mundo", acrescentou.

Sobre os financiamentos prestados a realizadores e produtores dos países africanos, José Ribeiro disse estar a ser desenvolvido, desde o ano 2000, um programa de fomento à cooperação com a CPLP, que visa apoiar longas-metragens de ficção.
De igual modo, informou, iniciaram em 2004 um outro projecto de intercâmbio no domínio da formação, virado aos documentários, que já permitiu, com apoio da RTP, a produção de documentários de vários países africanos.

"Isso foi bastante enriquecedor, mas continuamos a procurar melhores soluções, para que sejam produzidos mais obras e conteúdos audiovisuais", expressou.
Ainda em relação ao intercâmbio, o responsável aconselhou os profissionais de cinema de Angola a participarem de um concurso de apoio às co-produções, iniciado em 2000, que permite aos realizadores lusófonos apresentarem os seus projectos regularmente.

Esse programa, explicou, é administrado pelo Instituto de Cinema de Portugal, com o qual já foram apoiados profissionais como Flora Gomes e Zezé Gambôa.
"A ideia é fazerem uma co-produção entre um produtor português e outro de um dos países da CPLP, que seja efectuado por um realizador desses países. São essas as condições. É tudo através da internet e fácil de aceder", esclareceu.

Lamentou o facto de grande parte dos cineastas e realizadores de Angola não estarem informados sobe este e outros projectos da sua organização, razão porque prometeu fazer diligências juntos das autoridades ligadas ao cinema angolano e ao Ministério da Cultura, em geral, no sentido de haver melhor conhecimento dessa realidade.

Anunciou para 2 de Janeiro de 2009 a abertura das inscrições para a próxima edição do concurso, sem se referir à data de encerramento das candidaturas.
Os temas a concurso podem ser livres e, ao vencedor, é atribuído o valor de 50 mil euros.

Fonte: Jornal de Angola

Leia Mais…