segunda-feira, 20 de julho de 2009

Recursos naturais atraem americanos


O gás natural, carvão mineral, titânio e grafite constam de uma vasta lista de recursos naturais cuja exploração representa uma excelente oportunidade de negócios em Moçambique. Segundo o Presidente da República, Armando Guebuza, Moçambique tem a vantagem de estar inserido no mercado regional da SADC, com cerca de 250 milhões de habitantes, pelo que os produtos manufacturados têm acesso preferencial nesta praça.

Falando ontem durante uma conferência de comércio e investimento em Moçambique, no quadro de uma missão empresarial dos Estados Unidos da América (EUA), o Chefe do Estado referiu-se ao potencial para agro-processamento, biocombustíveis, exploração florestal e energia eléctrica, sobretudo porque a região da África Austral está a braços com défice de electricidade.

Armando Guebuza relacionou as oportunidades de exploração de recursos naturais com a estratégica localização geográfica de Moçambique, nomeadamente ao logo da costa do Oceano Índico, o que lhe confere um estatuto de ponto de entrada e de saída de mercadorias de e para os países do interior (Zâmbia, Zimbabwe e Malawi).

“A nossa longa costa potencia a exploração de cabotagem e no interior abrem-se oportunidades em áreas como a de construção de infra-estruturas, sendo exemplos indicativos as vias de acesso e a geração e transporte de energia”, referiu Armando Guebuza, acrescentando que nesta vertente existem, em Moçambique, exemplos de sucesso de parceria público-privado.

No quadro da facilitação de negócios, o Chefe do Estado tranquilizou os homens de negócios dos Estados Unidos, referindo-se a vários instrumentos aprovados visando a melhoria do ambiente, destacando a introdução de políticas e incentivos para o desenvolvimento da indústria têxtil e de confecções e benefícios fiscais mais competitivos para as zonas francas industriais e para as zonas económicas especiais.

Enquanto isso, o Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique, Todd Chapman, recordou que o seu país é dos principais parceiros bilaterais de Moçambique e manifestou o desejo de o ser também a nível empresarial.

As exportações dos Estados Unidos da América para Moçambique registaram, o ano passado, um incremento de cerca de 86 por cento ao situar-se nos 216 milhões de dólares. Do nosso país os EUA importam menos de 20 milhões anuais, daí que a conferência seja vista como sendo uma alternativa para minimizar o desequilíbrio da balança comercial.
Todd Chapman apontou quatro importantes áreas que podem representar uma oportunidade de negócios para os empresários norte-americanos, designadamente agricultura, recursos naturais, energia e turismo.

“Somos neste momento um dos principais parceiros de Moçambique e queremos o ser também a nível empresarial. A filosofia do nosso governo é criar condições para que os empresários realizem os seus negócios, estabelecendo parcerias com a contraparte moçambicana”, referiu o diplomata, indicando que a nível governamental, os EUA deverão canalizar para Moçambique dois biliões de dólares nos próximos cinco anos, para apoiar projectos em várias áreas.

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