segunda-feira, 28 de julho de 2008

Niassa reúne condições para revolução verde


NIASSA é uma das províncias dotada de recursos que a podem tornar fundamental na aplicação da política da revolução verde, segundo disse ontem a jornalistas o Presidente da República, Armando Guebuza, na vila-sede do distrito de Mecanhelas, no início da sua presidência aberta àquela província nortenha, que deverá durar cerca de quatro dias.

Explicou que a revolução verde é uma das vias para o desenvolvimento, devendo-se encorajar o sector privado mas não é só isso que responde ao problema da falta de comida e emprego no país.

“Somos muitos e a produção feita numa empresa não pode cobrir o défice suplementar existente no país. A revolução verde deve apostar, sobretudo sem ignorar o grande produtor, na transformação do familiar em comercial” – disse.
Para o Presidente da República, as condições agro-ecológicas da província do Niassa podem sim aliviar o país dos problemas que vai enfrentar resultantes da subida dos preços dos combustíveis e dos cereais a nível mundial.

O chefe do Estado ficou satisfeito com o crescimento médio económico da província do Niassa, que desde o ano passado até ao momento já atingiu os 12 por cento. Reconheceu que este crescimento, que considerou de positivo, também se reflecte nas áreas sociais, nomeadamente no aumento do número de escolas e unidades sanitárias e “até no turismo Niassa apresenta indicadores de crescimento…”.

O informe do Governo da Província apresentado ao Chefe do Estado refere que no âmbito do Turismo registou-se, em 2007, um movimento de 26.250 turistas para a reserva do Niassa e para o Lago, o que representa um incremento na ordem dos 39 por cento.

O relatório destaca igualmente o facto de, depois de Cuamba em 2004, ter começado a receber energia da rede nacional, a partir do ano passado, a cidade de Lichinga e a vila de Metangula, no distrito do Lago, também tevem passado a beneficiar desta fonte energética, situação que reduziu consideravelmente o consumo de combustíveis nestes locais.

A rede de estradas também tem vindo a melhorar, a ponto de, presentemente, contar com 513 quilómetros de estradas asfaltadas e a transitabilidade ter subido de 6003 para 7690 quilómetros.

Não obstante a extensão territorial da província, a telefonia móvel circunscreve-se a cinco cidades e vilas, nomeadamente Lichinga, Cuamba, Mandimba, Metangula e Marrupa.
No distrito de Mecanhelas, para além da Sessão extraordinária do Governo provincial alargada aos administradores e outros quadros, o PR orientou um concorrido comício popular, durante o qual deixou como principal mensagem a necessidade do aumento da produção e da produtividade como forma de acabar com a pobreza e também enfrentar a crise mundial de combustíveis e cereais.

Carlos Coelho, em Mecanhelas

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Galeria em Londres expõe desenhos de Nelson Mandela;

Visao


Visão da cela de Mandela na prisão de Robben Island Para comemorar os 90 anos do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, uma galeria de artes de Londres inaugurou uma exposição com 15 litografias assinadas por ele, além de fotografias do consagrado fotógrafo e artista plástico Jürgen Schadeberg, que acompanhou Mandela durante anos.


As litogravuras foram feitas por Mandela entre 2001 e 2002 e retratam os anos em que ficou preso. Muitas delas fazem referência à prisão de segurança máxima de Robben Island, na África do Sul, onde ele passou 18 dos 27 anos de cárcere.

“As obras são de grande importância histórica já que nenhum outro chefe de Estado retratou suas experiências de vida de maneira tão poderosa”, diz a diretora da Belgravia Gallery, Anna Hunter, que adquiriu os trabalhos de Mandela em 2002.
A galeria pretende vender as obras por preços que variam entre cinco mil a quinze mil libras (aproximadamente de R$ 15,7 mil a R$ 47,3 mil) e doar os lucros para instituições de caridade na África e na Índia.

Show
O ex-presidente sul-africano está em Londres, onde festeja seu aniversário. Nesta sexta-feira ele participou de um show em homenagem a ele no Hyde Park, com a presença de cantores famosos com Amy Winehouse e a banda Sugababes.
Os lucros arrecadados com o show serão revertidos para a instituição beneficente 46664, fundada por Mandela para ajudar pessoas com o vírus HIV. O nome da instituição é uma referência ao número que ele recebeu na prisão.

Mandela foi condenado à prisão em 1964 por militar contra o apartheid. Ele só foi libertado em 1990, tornando-se, em 1994, o primeiro presidente negro da África do Sul.
Ele ganhou reconhecimento internacional por sua luta pela reconciliação entre brancos e negros de seu país.

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CPLP/Marinhas: Governos devem percepcionar poder das Marinhas, diz CEMA português



Os governos, em geral, devem percepcionar que a importância e o poder da Marinha é fundamental para a estratégia de um país, defendeu hoje à Agência Lusa o chefe do Estado-Maior da Armada português.


O almirante Melo Gomes, principal promotor do I Simpósio das Marinhas dos Países de Língua Portuguesa, que hoje termina em Lisboa, adiantou ser essa a "grande conclusão" dos trabalhos do seminário.

A constatação resulta do facto de seis dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste - disporem de meios escassos e, nalguns casos, obsoletos, para operações de vigilância e fiscalização das respectivas águas territoriais.

"A melhor Marinha não é a maior, mas sim a que melhor serve o Estado", frisou Melo Gomes, desdramatizando os atrasos naqueles seis países e reiterando a disponibilidade dos restantes dois membros da CPLP - Portugal e Brasil - em cooperar com as Marinhas mais necessitadas.
"Vejo isto como uma oportunidade para que se percepcione que em todos estes países as Marinhas são fundamentais. É essa a grande conclusão que estamos a tirar deste simpósio", sublinhou, insistindo na necessidade de se desdramatizar os atrasos.

"Há que começar. Há que criar a ambição. Sem ambição não há meios e isso é a questão essencial, que o poder político percepcione o poder que as Marinhas têm nos respectivos Estados", fundamentou.
Todos os oito estados membros da CPLP têm vastas costas oceânicas, havendo disparidades muito grandes entre a área territorial e a de teórica intervenção nas respectivas águas territoriais.

São Tomé e Príncipe é o caso mais paradigmático, pois cabe-lhe a fiscalização e vigilância de uma área 162.000 vezes superior à do seu pequeno território (1.001 km2 para 162.000 km2).
Mesmo no caso de Angola, país que já assumiu publicamente que pretende ser uma potência em África, o caso da Marinha de Guerra é outro paradigma, uma vez que os meios são demasiado escassos para uma tão vasta área de vigilância e fiscalização.

Para o CEMA português, mais uma vez, a palavra de ordem é "desdramatizar".
"Há sempre oportunidade para que essas ocorrências assim sejam. Não podemos parar no tempo e desconhecer a história passada, as circunstâncias em que as coisas ocorreram. Temos de enquadrá-las nos seus momentos históricos e projectá-los para o futuro. Por isso, tenho a certeza que Angola, no futuro, terá uma Marinha", realçou.

Sobre a disponibilidade de a Marinha portuguesa continuar a cooperar com as congéneres de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, Melo Gomes condicionou-a à existência de "um desígnio e vontade políticas".

"Desde que haja um desígnio e uma vontade políticas de concretizar estas oportunidades que foram identificadas, claro que estamos disponíveis, dentro dos nossos próprios recursos", referiu.
Sobre a importância de um simpósio desta natureza, o CEMA luso salientou que o que importa é que todos se apercebam que há a necessidade de cooperação comum e uma vontade de desenvolver as Marinhas, "para que possam servir os Estados da melhor maneira possível".

"É nesse sentido que esta troca de experiências e este primeiro simpósio tem uma valia muito importante, porque nos possibilita discutir abertamente, sem complexos, assuntos de interesse comum e vermos as oportunidades de cooperação que depois compete ao poder político concretizar", observou.

"Aliás, este simpósio é apenas uma primeira etapa de um caminho mais longo. Espero que possamos continuar estas acções no futuro", disse, lembrando que Timor-Leste manifestou disponibilidade para acolher idêntico evento em 2010.

JSD
Lisboa, 03 Jul (Lusa) /Fim

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Mais duas escolas informatizadas


MAIS duas escolas secundárias, nomeadamente a Escola Secundária Comunitária Armando Emílio Guebuza, no bairro de Chamanculo, e a Escola Secundária de Dondo, na província de Sofala, foram informatizadas, no âmbito do programa de expansão das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) a nível do sector da Educação.


Com efeito, a Escola Secundária Comunitária Armando Guebuza recebeu ontem uma sala de informática equipada com 25 computadores ligados à Internet, oferta da empresa de telefonia móvel Vodacom, no âmbito da sua parceria com o projecto “Um Olhar de Esperança”. A mesma quantidade estará à disposição dos estudantes da Escola Secundária de Dondo, em Sofala, dentro dos próximos dias, segundo apurou o nosso Jornal junto de João Gomes, director do projecto “Um Olhar de Esperança”, no Ministério da Educação e Cultura (MEC). As duas salas de informática, segundo a mesma fonte, custaram à Vodacom cerca de 65 mil dólares norte-americanos.
O acto de entrega foi testemunhado pelo ministro da Educação e Cultura, Aires Aly, pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Vodacom, Hermenegildo Gamito, quadros seniores do MEC e representantes da Igreja Presbiteriana de Moçambique (IPM), onde está localizado aquele estabelecimento de ensino. A imagem do nosso colega Sérgio Costa, testemunha o momento da entrega da sala de informática à “Emílio Guebuza)
Fonte: Jornal Notícias

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Há que inventar “outras” expos


Ver milhares de crianças percorrerem, entusiasmadas, os pavilhões e os espaços temáticos, participar em exercícios e, já à saída, deixarem numa parede um retrato do que melhor resume o que viram na Expo é coisa que toca o coração. Só no terceiro dia do evento, estiveram presentes 9.445 crianças, em representação de 92 colégios, sendo 81 espanhóis, 10 franceses e um marroquino). As autoridades espanholas não têm dúvidas: a Expo-2008 é também uma forma de ensinar as futuras gerações sobre os cuidados a ter com o ambiente.

Martin Escardó, nove anos, aluno de um colégio primário de Madrid foi com intenção de ver Fluvi, um boneco azulado com olhos enormes, a mascote da exposição. Mas encantou-se com o aquário fluvial, o maior da Europa, um espaço de 3.400 metros quadrados onde se pode ver milhares de exemplares de 300 espécies de mamíferos, répteis e anfíbios de diversos rios do mundo. Quem passa pelos pavilhões da Expo-2008 e visita os locais temáticos, não mais se sentirá o mesmo. Os números impressionam.
Martin era um menino sério, principalmente depois de o representante do pavilhão das Nações Unidas, socorrendo-se das últimas pesquisas, explicar que, por exemplo, uma descarga à sanita da sua casa equivalia a 50 litros de água, uma quantidade cinco vezes maior do que um habitante rural em Moçambique tem disponível durante todo o dia.
Ouviu, também, que na Europa uma pessoa gasta em média 575 litros de água por dia quando em Moçambique não passa dos 10 litros, e há países em que a água custa muito mais caro do que uma gasosa ou um sumo. Mas não é tudo. Há, igualmente, países em que as mulheres percorrem oito horas para buscar água, uma distância ligeiramente superior à percorrida de avião de Luanda a Lisboa. Ao Martin também lhe foi dito que até lhe chegar às mãos, um hambúrguer gasta em média 2.400 litros de água (desde a plantação do trigo, produção do pão e da carne, lavagem dos utensílios, entre outros aspectos). Uma camisola gasta até 2.700 litros de água e o computador que tem em casa consumiu, na sua produção, 1 500 litros de água. O pior de tudo é que grande parte da água usada na produção destes bens é doce, propícia para beber. Em todo o planeta, apenas um por cento da água existente é doce.
Durante o tempo em que permaneceu com os colegas e professores no pavilhão das Nações Unidas, ficou também a saber que o homem insiste em utilizar mais as energias de fontes como petróleo, gás e vegetação (chamadas energias fósseis), que chega a representar 92 por cento do total de consumo energético. Este tipo de energia, além de ser mais caro, é mais poluente e não é renovável. A Oikos, no seu pavilhão temático intitulado “Água e Energia”, mostra que existem tecnologias para produzir energia renovável, em quantidades suficientes para toda a humanidade, sem prejudicar o ambiente.
Entre as várias tecnologias de produção sustentável, a Oikos propõe o recurso à energia solar e à eólica (que provém do vento), duas fontes de energia limpa e barata, que já começa a ser disseminada pela Europa. A entrega dos participantes, o crescente número de visitantes e os temas que estão a ser abordados na Expo-Saragoça 2008 vêm dar razão ao presidente da fundação científica espanhola Caja Rural, que disse, ao manifestar a sua preocupação acerca do problema: “Nós também temos de inventar expos”. Pois, e como referiu o politólogo e economista Ricardo Petrella, secretário-geral do Comité Internacional para o Contrato Mundial da Água, “durante milhares de anos, os seres humanos puderam viver sem petróleo, sem transporte, inclusive sem o euro, mas ninguém podia viver no passado, nem poderá viver no futuro sem água”. Afinal, nunca o mundo assistiu a uma corrente tão grande em torno dos problemas com a água no planeta.

Fonte: Cândido BessaSaragoça

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EUA/África do Sul: Mandela sai da lista negra dos americanos


Washington, 01/07 -O presidente americano, George Bush, promulgou hoje, terça-feira, em Washington, uma lei retirando Nelson Mandela, activista da luta anti-apartheid e que se tornou presidente da África do Sul, e o seu partido, de uma lista americana sobre o terrorismo.


A Casa Branca, anunciou esta terça-feira, que Bush havia assinado a Lei adoptada pelo Congresso, em tempos, por ocasião do 90º aniversário natalício do Prémio Nobel da paz, a assinalar-se a 18 de Julho.

Nelson Mandela, foi o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 à 1999.
O texto, que aguardou por alguns dias pela ratificação presidencial, após a sua adopção definitiva pelo Senado em finais de Junho, retira também o Congresso Nacional Africano (ANC), o partido de Nelson Mandela, de uma lista do departamento de Estado, sobre as organizações consideradas como terroristas.

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quarta-feira, 23 de julho de 2008


O modelo de 'grupo pequeno' vem funcionando bem para o G8 As pretensões do Brasil e de outros países emergentes que vêm participando como convidados nos últimos anos das reuniões de cúpula do G8 de se incorporarem ao grupo das potências econômicas mundiais, transformando-o em G13, estão longe de se concretizar, dizem especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Na cúpula que se inicia nesta segunda-feira na ilha de Hokkaido, no Japão, o chamado G5, grupo formado por Brasil, China, Índia, México e África do Sul, estará novamente presente como convidado, como vem ocorrendo regularmente desde 2005.

Esses cinco países possuem 40% da população mundial e tem entre eles potências econômicas como a China, quarta maior economia do mundo, e o próprio Brasil, 10ª economia mundial. Além disso, esses países vêm em sua maioria mantendo taxas de crescimento bem acima da média global.

Mas apesar de comentários isolados como o do virtual candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, defendendo a exclusão da Rússia do G8 e a incorporação da China e do Brasil, esta é uma realidade ainda distante, segundo a BBC Brasil ouviu de diplomatas e analistas.

Pequeno clube
"A expansão não é de nenhuma maneira inevitável", observa Christopher Wright, professor de política da London School of Economics e diretor-executivo do G8 Research Group, comunidade acadêmica dedicada a estudar as ações do grupo.
"O modelo de pequeno clube vem funcionando muito bem para os países do G8. Eles sabem que é mais difícil chegar a um consenso em grupos grandes", afirma Wright.

"A inclusão de mais membros também afetaria o poder de todos nas negociações. Os países menores do G8 perderiam especialmente com a expansão. Então eles devem resistir a isso", explica.
Apesar disso, ele vê um reconhecimento cada vez maior dos países mais ricos sobre a necessidade de dar mais voz aos países em desenvolvimento e envolvê-los nas negociações sobre as soluções para os grandes problemas do mundo, pela importância que esses países vêm ganhando dentro da economia global.

Muitos dos países do G8 evitam apoiar ou negar oficialmente a possibilidade de expansão, mas deixam claro que essa não é a prioridade do grupo.
"O G8 precisa se desenvolver para envolver cada vez mais as economias emergentes mais influentes nas discussões sobre os principais temas globais, como mudanças climáticas, segurança energética, desenvolvimento internacional e a economia mundial", disse em uma nota o Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, em resposta ao questionamento da BBC sobre sua posição em relação à expansão.

A nota da diplomacia britânica deixa claro, porém, que vê no formato atual das cúpulas, com a participação dos países emergentes como convidados, o formato ideal.
"Vemos os convidados do G8 como uma parte importante das cúpulas, particularmente com o grupo de cinco países – China, Índia, Brasil, México e África do Sul", diz o comunicado.
'Sobremesa no banquete dos ricos'

Outros países, porém, são mais claros em suas posições. "Não somos da opinião de que o G8 deva ser expandido", afirma categoricamente Tomohiko Taniguchi, subsecretário de imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Japão, anfitrião da cúpula deste ano.
Para Taniguchi, "a beleza das cúpulas do G8 é seu tamanho pequeno”, que dá ao grupo mais agilidade em suas discussões e em sua tomada de decisões. “Uma rede formada por 8 pessoas tem 28 canais de comunicação. Se você aumentar só para dez pessoas, já seriam 45 canais de comunicação".

A cobrança dos países emergentes por uma maior participação nas cúpulas do G8 levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a declarar em diversas ocasiões que não desejava "chegar para a sobremesa no banquete dos ricos" e a ameaçar não viajar ao Japão caso o G5 não ganhasse mais voz.

No ano passado, durante a reunião de cúpula realizada em Heiligendamm, na Alemanha, o comunicado conjunto entre o G8 e o G5 foi divulgado antes mesmo da reunião entre os líderes de ambos os grupos, aumentando a insatisfação dos países emergentes com o tratamento concedido pelos países ricos.
Para Taniguchi, o G8 reconhece que qualquer discussão sobre os problemas globais atuais, seja sobre mudanças climáticas ou sobre a alta dos preços das commodities, deve necessariamente passar pelos países em desenvolvimento, que consomem cada vez mais e também poluem cada vez mais.

Ele diz que o G8 não nega a importância cada vez maior do grupo dos países emergentes, tanto no campo econômico quanto no campo político, mas descarta qualquer mudança na estrutura atual.
"O G8 funciona bem da maneira como é hoje", afirma o diplomata japonês.

Fonte: Rogério Wassermann, Enviado especial da BBC Brasil a ilha de Hokkaido (Japão)

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A BMW vendeu mais de milhao de veiculos em Angola o ano passado.

A BMW vendeu, o ano passado, um milhão e meio de automóveis em Angola, apesar de não possuir, então, qualquer empresa de assistência às viaturas compradas. Talvez por isso, o conhecido fabricante de automóveis alemães pretende nos próximos anos tornar-se num dos líderes do mercado angolano na venda de automóveis com abertura de uma representação oficial da marca no país, que ficará localizada na rua da Missão, em Luanda.

Ontem mesmo, foram já inauguradas as primeiras instalações, que incluem com uma oficina de apoio equipada com tecnologia de última geração, equiparada às demais existentes a nível internacional. A BMW Angola dispõe também de uma loja para a venda de peças e contará em breve com um estaleiro e um centro de formação profissional, no município de Viana, onde procederá a formação de técnicos na sua maioria angolanos.

Para a concretização do projecto, numa primeira fase foram investidos doze milhões de dólares e serão criados 100 postos de trabalhos directos. A BMW, que era representada anteriormente pela União Comercial de Automóveis, muda agora de estratégia, em função do objectivo de o fabricante pretende obter na região Austral de África, em particular, em Angola, de liderança do mercado automóvel nos próximos anos. Brevemente, será aberta uma representante na província de Benguela.

O volume de negócios obtido no ano passado impressiona. Nada menos que 56 mil milhões de euros,(um acréscimo de 92,2 por cento em relação a 2006). Esta soma astronómica, revelada ontem em Luanda, contrasta com um país devastado ainda pela fome e a mortalidade infantil, entre outros índices de organismos internacionais, designadamente a UNICEF e “Organização Mundial de Saúde”. Entretanto, foi também ontem revelado em Luanda que o volume de negócios entre Angola e a República Popular da China está cifrado em 14 biliões e 100 milhões de dólares, segundo o membro permanente do Bureau Político do Partido Comunista Chinês, He Groupiang, no final de um encontro entre delegações do PCC e do MPLA. O político chinês foi recebido em audiência pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, tendo anunciado, para breve, a assinatura de um convénio para a construção de um centro para o tratamento da malária em Angola, avaliado em 127 milhões de dólares.

Guilherme Pereira(jornalista)

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Português condenado por tentativa de corrupção


O TRIBUNAL Judicial do Distrito Urbano 1 condenou, na manhã de ontem, a um ano de prisão e três meses de multa, no valor de 30 mil Mt diários, um cidadão de nacionalidade portuguesa, que foi julgado pelo crime de tentativa de corrupção.

Identificado por Olinto José Mota e Silva, por sinal, funcionário de uma instituição bancária que opera no país, o cidadão foi julgado por ter tentado no passado ano de 2006 aliciar funcionários seniores do Ministério do Interior (MINT) com um valor avaliado em 1500 dólares norte-americanos para flexibilizar um processo de aquisição de nacionalidade moçambicana.

De acordo com a sentença, lida na 3ª secção daquele tribunal, a pena de prisão pode ser convertida numa multa diária de 30 meticais, uma vez não terem sido encontrados quaisquer antecedentes criminais que envolvessem o réu.

A condenação resultou da única prova material existente, neste caso, o dinheiro no valor de 1100 dólares norte-americanos e 800 rands oferecidos aos funcionários do MINT pelo réu. O montante está agora depositado na conta do Gabinete Central de Combate à Corrupção.
Ainda de acordo com a sentença, o juiz disse serem “ilegais” as outras provas produzidas pelos quadros do MINT, nomeadamente gravação de chamadas telefónicas e de uma conversa mantida entre as duas partes sem o consentimento do réu.

Inconformado com a sentença, o advogado de defesa do réu interpôs o recurso de apelação que teve efeitos suspensivos, o que significa que o réu não deverá, por enquanto, iniciar o cumprimento da pena, nem o pagamento da multa.
Informações colhidas junto de funcionários do MINT indicam que a estória de Olinto José Mota e Silva começa quando em 2004 solicita a nacionalidade moçambicana ao Estado para tratar de assuntos de serviço.

Dois anos mais tarde, vendo o seu processo a demorar, ele teria se dirigido àquela instituição do Estado para se inteirar do estágio do seu pedido. Teria sido nessa altura em que tentou, sem sucesso, subornar os funcionários do ministério por forma a ver agilizado o seu processo.
Tudo viria a ser descoberto quando o funcionário visado montou um esquema para a gravação dos telefonemas e das conversas realizadas num encontro entre as partes, depois de ter descoberto as suas intenções de o subornar.

Fonte: Jornal Notícias

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terça-feira, 22 de julho de 2008

MDC e ZANU-PF assinam «Memorando de Entendimento»


Delegações do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) e da ZANU-PF assinaram, ontem, em Harare, um Memorando de Entendimento visando o início de conversações para se solucionar a crise política prevalecente no Zimbabwe. Assinaram o acordo, Morgan Tsvangirai e Arthur Mutambara, em representação do MDC, e Robert Mugabe, como dirigente da ZANU-PF, para além do presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, na sua qualidade de facilitador.


Nos termos do memorando, as partes comprometem-se a dialogar com vista a criar soluções genuínas, viáveis, permanentes e sustentáveis para o fim da crise. As partes reconhecem que o objectivo final é a formação de governo que inclua todas as sensibilidades políticas nacionais.
O acordo que eventualmente venha a ser assinado, deverá contar com o aval do facilitador, da União África e da SADC. A agenda a ser adoptada para as conversações que irão ter lugar, deverá conter pontos tais como os objectivos e prioridades de um novo governo, o restabelecimento da estabilidade e crescimento económicos, sanções e reforma de terras.
A agenda deverá ainda incluir a adopção de uma nova Constituição, a livre actuação política e respeito pelo Estado de Direito. As partes concordaram em condenar todos os actos de violência, e assegurar que as leis sejam aplicadas de forma justa a todas as pessoas independentemente da sua filiação política. As partes concordaram ainda em não recorrer a uma linguagem rancorosa e abusiva que possa incitar à hostilidade, à intolerância e ao ódio étnico.
De acordo com o memorando, as partes irão discutir o quadro de um novo governo e como o mesmo deverá ser implementado. Espera-se que o diálogo venha a ficar concluído num espaço de duas semanas a contar da data da assinatura do memorando de entendimento.
Durante a fase de diálogo, as partes não tomarão quaisquer decisões que possam afectar as conversações, designadamente a convocação do Parlamento ou a formação de um novo governo. As partes concordaram em não comunicar à Imprensa a substância das discussões, quer de forma directa ou indirecta. No final da assinatura do Memorando de Entendimento, Morgan Tsvangirai apertou a mão do chefe do regime de Harare, tendo ficado patente a atmosfera fria reinante entre os dois.

(Redacção / Independent on Line)

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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Agente da secreta moçambicana morto a tiro em Maputo

Um agente dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), a "secreta" moçambicana, foi morto a tiro no fim-de-semana, numa das principais avenidas da capital do país, Maputo, confirmou a Polícia local.



Segundo as autoridades policiais moçambicanas, José Mambuque foi assassinado a tiro por dois indivíduos, ainda a monte, que o interceptaram quando este conversava, dentro do seu carro, na avenida Marginal.

Os atacantes, que se posicionaram nas duas portas do automóvel, para barrar qualquer tentativa de fuga das suas duas vítimas, forçaram Mambuque e o seu companheiro a baixarem os vidros.
De seguida, atingiram-no mortalmente, apoderando-se de haveres pessoais dos dois ocupantes da viatura, nomeadamente carteiras e telemóveis.
A morte de José Mambuque foi inicialmente desmentida pelas autoridades policiais, alegando falta de informação.

Segundo o diário por fax Canal de Moçambique, Mabuque desempenhava funções de chefe do Departamento de Finanças do SISE e era referenciado como "figura muito próxima do Presidente da República, Armando Guebuza"

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Há subaproveitamento de solos em Nampula

Na Foto, a Serra da Mesa


APENAS 4,5 milhões dos mais de 7,5 milhões de hectares de terra arável disponíveis são plenamente aproveitados na província de Nampula, situação de desperdício que poderá comprometer o plano do Governo local de incrementar a produção agrícola para dar resposta à crise de alimentos. Actualmente, segundo dados oficiais, Nampula produz, em média, 1,6 milhão de toneladas de cereais e culturas de rendimento por ano, números considerados insuficientes para afastar o espectro da fome naquela região do país.

Segundo dados apurados pela nossa Reportagem, grande parte das famílias camponesas não exploram para além de meio hectare, situação que se considera urgente rectificar, por formas a que o plano estratégico de combate à crise de alimentos, que preconiza o aumento de produção e produtividade, tenha pernas para andar.

Fonte da Unidade de Coordenação para o Desenvolvimento da província reconhece que além do subaproveitamento dos solos, há também o constrangimento ditado pela falta de fertilizantes, sementes melhoradas, pesticidas, entre outros capazes de melhorar o desempenho da produção.
Amisse Cololo, director provincial de Trabalho e porta-voz do overno de Nampula, reconhece que o atraso na disponibilização de sementes e instrumentos agrícolas, tem vindo a afectar os índices de produção agrícola, daí que o Governo recomendou a Direcção Provincial da Agricultura para prestar atenção especial a esta matéria.

Porque se pretende que o plano estratégico de combate à fome seja um assunto transversal, AmisseCololo explicou que antes da sua materialização, o documento será submetido aos governos distritais para o necessário debate.
O objectivo último, de acordo com Amisse Cololo, é aumentar a produção e, para tal, estamos a pensar na possibilidade de intensificar a produção de culturas como mandioca, milho e arroz, para o que cada distrito terá de estudar as suas reais potencialidades.

Para evitar que os cerca de quatro milhões de nampulenses passem só a fazer culturas alimentares, em detrimento daquelas que se destinam ao rendimento, Amisse Cololo diz que o Executivo já tomou as devidas providências, sobre as quais não forneceu detalhes.
Enquanto isso, a província de Nampula está a fazer um estudo visando identificar regiões onde futuramente poderão ser construídos silos para o armazenamento de excedentes agrícolas.

Fonte: Jornal Notícias

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Arranca no País exploração de biocombustíveis


O Governo recebeu já 21 projectos para a exploração de biocombustíveis no país, um dos quais já teve "luz verde", disse o autor do primeiro estudo sobre a viabilidade desta indústria no País." Há 21 projectos que foram submetidos ao Governo", disse Edward Hoyt, da empresa norte-americana Econergy, que elaborou o estudo - intitulado "Avaliação dos Biocombustíveis em Moçambique" - que servirá de base à estratégia nacional do país para o desenvolvimento desta indústria.De acordo com fonte do Ministério da Energia, alguns destes projectos estão "em fase adiantada de apreciação"


.Escusando-se a identificar os projectos recebidos, fonte do Centro de Promoção de Investimentos (CPI), a instituição governamental moçambicana que aprova propostas de investimentos no país, disse que "uma avalancha de projectos de investimento para a área dos biocombustíveis está neste momento a ser avaliada e a sua aprovação depende de vários factores".
" Há um processo em curso de zoneamento das terras aptas para o cultivo de biocombustíveis e das que devem ser reservadas para a produção de alimentos, cujos resultados serão conhecidos dentro em breve. A partir daí será possível conhecer a viabilidade de muitos desses projectos", sublinhou a fonte." Sem essa delimitação a implementação de muitos desses projectos iria promover a ocupação desordenada de solos, prejudicando a produção alimentar", apontou, acrescentando que o atraso na aprovação dos projectos se relaciona com a circunstância de alguns não estarem em conformidade com a aposta do Governo de que os biocombustíveis sejam produzidos e vendidos em Moçambique para minorar a crise energética que o país atravessa.
Em Outubro, o Governo deu o seu aval para a instalação no país da primeira fábrica de etanol, empreendimento orçado em 345 milhões de euros de uma sociedade de capitais estrangeiros e moçambicanos, a PROCANA.A PROCANA vai produzir 120 milhões de litros de etanol por ano numa área de 30 mil hectares, permitindo ao país gerar biocombustíveis, não apenas para consumo interno, mas também para exportação, sobretudo para a África Austral.
O projecto tem uma receita projectada de 28 milhões de euros na fase do funcionamento pleno.A cana-de-açúcar para a produção de etanol será cultivada no distrito de Massingir, província de Gaza (sul) e será abastecida pela barragem de Massingir, que irriga os solos agrícolas desta área, mas sobretudo do distrito de Chókwé, uma das zonas mais produtivas do país.
A aprovação do projecto deu origem a protestos de agricultores do distrito de Chókwé, que denunciaram uma alegada catástrofe ambiental que o empreendimento poderá provocar nos recursos hídricos da região, devido ao consumo excessivo de água que o cultivo da cana-de-açúcar - matéria-prima básica para a produção de etanol - em moldes industriais acarreta.Em Março deste ano, a Galp Energia entrou também na "corrida", assinando um memorando de cooperação com a Visabeira Moçambique para o desenvolvimento de um projecto agro-industrial visando a produção, comercialização e distribuição de biocombustíveis.
O projecto destina-se, quer para exportação, para Portugal, com processamento em unidades de biodiesel da Galp Energia, quer à produção em Moçambique deste combustível, destinado ao mercado local.O desenvolvimento destas actividades ficará a cargo da Moçamgalp, empresa constituída pela Galp Energia e Visabeira, que procederá à identificação dos terrenos adequados à produção de oleaginosas, numa área que poderá ir até aos 150.000 hectares, e à constituição de uma sociedade cujo objecto será o exercício da agricultura e actividades conexas.
A Moçamgalp vai ainda promover a construção de uma unidade industrial para produção de óleo vegetal que terá, em parte, como destino a exportação para Portugal, para processamento nas refinarias da Galp Energia, com vista à incorporação em combustível rodoviário como biodiesel hidrogenado, sendo o restante destinado à produção de biodiesel numa unidade industrial, a ser construída em Moçambique, para abastecimento local.

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Lisboa investe 83 Milhoes de euros em energia em Mocambique.

As empresas portuguesas vão poder aceder a um fundo de 83 milhões de euros para investir, isoladamente ou em parceria com empresas locais, no sector das energias renováveis em Moçambique.



O acordo foi hoje assinado em Maputo pelo ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, e pelo ministro da Energia de Moçambique, Salvador Namburete.
"Desde a cerimónia de reversão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) em finais do ano findo, temos vindo a dar continuidade à busca de novas formas de reforço das nossas relações bilaterais e o acto de hoje testemunha isso", sublinhou Teixeira dos Santos, que hoje iniciou uma visita de três dias a Moçambique.

O memorando de entendimento hoje assinado traduz um dos compromissos incluídos nos acordos que permitiram que a HCB passasse de Portugal para Moçambique, assinalou Teixeira dos Santos.
"No fundo, este acordo visa a concretização de um compromisso assumido no quadro do acordo de reversão da HCB, que prevê a afectação de parte dos montantes envolvidos no acordo de transferência em projectos de investimento no sector energético", acrescentou Santos.

Para o titular da pasta das Finanças de Portugal, o acordo demonstra igualmente que "Portugal está profundamente empenhado no apoio ao desenvolvimento económico de Moçambique".
Por sua vez, o ministro moçambicano da Energia destacou o facto de o acordo hoje assinado "incidir fundamentalmente na produção de energias limpas, com efeitos reduzidos sobre o ambiente, em linha com as directrizes do Protocolo de Quioto".

Salvador Namburete disse ainda que "os critérios de selecção das empresas que vão aceder aos apoios previstos no memorando serão ainda objecto de elaboração por parte dos dois governos, mas com primazia para empresas que apresentarem modelos de produção compatíveis com a preocupação ambiental".

A GALP Energia e Visabeira Moçambique anunciaram recentemente uma parceria para a produção em Moçambique de óleos transformáveis em biocombustíveis, um projecto a ser implementado em oito anos, avaliado em 51 milhões de euros, que utilizará uma área que pode ir até aos 150 mil hectares no norte de Moçambique, possivelmente em Nacala, província de Nampula.

O desenvolvimento destas actividades ficará a cargo da Moçamgalp, empresa constituída pela Galp Energia e Visabeira, que procederá à identificação dos terrenos adequados à produção de oleaginosas, e à constituição de uma sociedade cujo objecto será o exercício da agricultura e actividades conexas.

A Moçamgalp vai ainda promover a construção de uma unidade industrial para produção de óleo vegetal que terá, em parte, como destino a exportação para Portugal, para processamento nas refinarias da Galp Energia, com vista à incorporação em combustível rodoviário como biodiesel hidrogenado, sendo a restante parte destinada à produção de biodiesel numa unidade industrial, a ser construída em Moçambique, destinada ao abastecimento local.

Além do acordo que hoje assinou com o ministro moçambicano da Energia e do perdão da dívida, cuja formalização será feita terça-feira com o ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, e com o governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, Teixeira dos Santos vai também assinar um acordo de abertura de uma linha de crédito para Moçambique no valor de 100 milhões de euros, além de visitar empreendimentos sociais e económicos no país

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Projectada fábrica de computadores



Moçambique terá ainda este ano uma fábrica de produção de computadores, resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologias de Informação e Comunicação (MICTI) e a empresa sul-africana de computadores, a Sahara Computers.

Neste momento está em curso a reabilitação do edifício onde será montada a futura fábrica e espera-se que a mesma seja concluída dentro de dois meses, para em seguida ser montado todo o equipamento necessário. De acordo com Jamo Macanze, gestor de empresas no MICTI, a fábrica, que terá uma capacidade mínima de produção de 100 computadores por dia, começará a funcionar nos finais deste ano. Jamo Macanze revelou que a produção dos computadores vai ocorrer em fases, e a quantidade a ser produzida dependerá do modelo de negócio e da resposta do mercado. Por outro lado, o valor da importação de componentes vai determinar o preço e consequentemente a quantidade de computadores a produzir.
“Neste momento nós estamos a discutir incentivos fiscais com o Centro de Promoção de Investimentos (CPI) na importação de componentes. Se conseguirmos tais isenções, o computador será barato, mas se não conseguirmos poderá ser mais caro. Então, os resultados das negociações é que vão determinar as nossas acções”, explicou (AIM)

Fonte: Jornal Notícias

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

MUGABE E TSVANGIRAI PODEM ENGAJAR-SE NA PAZ



António Gaspar concorda e está esperançado de que Robert Mugabe e Morgan Tsvangirai precisam de se engajar na paz. Numa primeira fase, disse, eles precisam de negociações mais a nível partidário, através de algum mediador.

Thabo Mbeki já não inspira confiança numa das partes. Um mediador deve ser uma figura de consenso.

Segundo afirmou, se as duas partes entenderem que a SADC é um veículo importante para servir de mediador, então que se escolha um outro país ou uma outra figura, numa primeira fase entre os partidos e depois os dois líderes do Zimbabwe.

“É preciso debelar a crise para dar espaço a programas de desenvolvimento. Eu acredito que é possível, porque neste momento existe ódio, formas diferentes de se tratar. Mais uma vez a questão de confiança. É preciso construir medidas de confiança. A confiança neste momento é um elemento fundamental para trazer o Zimbabwe ao convívio das nações”, observou.
Felisberto Arnaca

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Acervo de Alberto de Lacerda depositado na Fundação Mário Soares2008

O espólio documental e artístico de Alberto de Lacerda, incluindo uma arca cheia de cartas e manuscritos, vai ficar depositado na Fundação Mário Soares, em Lisboa, segundo um protocolo assinado hoje pelo herdeiro do poeta e o presidente daquela instituição.



"É um acervo imenso, com milhares de papéis, quadros, cartas, fotografias, discos. Foi preciso um camião TIR mais um atrelado para trazer tudo para Lisboa", disse à agência Lusa o herdeiro, Luís Amorim de Sousa.

"Agora vai ser tudo digitalizado e partilhado com o público", acrescentou.
O protocolo foi assinado pelo antigo presidente da República Mário Soares e Luís Amorim de Sousa, com a presença do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.

Alberto de Lacerda, nascido em Mocambique em 1928, morreu em Agosto passado em Londres, cidade onde viveu a maior da sua vida e onde publicou o primeiro livro, intitulado "77 Poemas".
Foi amigo de figuras proeminentes da cultura portuguesa, entre as quais Vieira da Silva, Sophia de Mello Breyner Andresen, Paula Rego e Mário Cesariny, e conheceu também Manuel Bandeira, Jorge Guillén, Octavio Paz, René Char e Bertrand Russel.

A sua obra publicada está reunida nos livros "Oferenda I e II" (dois volumes), "Átrio" e "Horizonte", todos eles editados pela Imprensa Nacional/Casa da Moeda.

Lusa/Fim História: 19 Jun (Lusa) - AC.

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Perdidos mais de duzentos hectares de floresta por ano


O Governo moçambicano apontou as "queimadas descontroladas", que destroem anualmente 219 mil hectares de floresta por ano, como o principal desafio ao ambiente no país, defendendo a sensibilização da população para o fim dessa prática.

O lema "Não às Queimadas Descontroladas, Reduza a Pobreza" foi escolhido pelo executivo moçambicano para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, que hoje, quinta-feira, se celebra, e surge escrito nas principais artérias de Maputo em enormes faixas brancas.

Falando a propósito desse dia, a vice-ministra para a Coordenação da Acção Ambiental, Ana Chichava, referiu que "em Moçambique a acção do Homem é a principal causa da degradação ambiental", como demonstram as "queimadas descontroladas" que assolam o país.
A governo sublinhou que as queimadas são, maioritariamente, feitas por camponeses durante a abertura de novos campos para a agricultura.

Para exemplificar a dimensão dos danos provocados por essa prática, Ana Chichava disse que cerca de 498 mil cajueiros tinham sido queimados só no primeiro semestre de 2007, originando um prejuízo de cerca de 650 mil euros.

Além de prejudicar o ambiente, as queimadas descontroladas têm também causado a perda de vidas humanas e a destruição de casas, afirmou Ana Chichava.

Escrito por : Cfr - Angop

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G8 debate crise alimentar



A CIMEIRA dos países mais industrializados do mundo, o chamado grupo dos oito (G8), que hoje começa no Japão, deverá decidir uma série de medidas, para facilitar a luta contra a crise alimentar mundial, que pode ter repercussões na segurança internacional. De acordo com a chanceler alemã, Angela Merkel, um “vasto leque de medidas para garantir a alimentação mundial” deverá ser adoptado nesta cimeira de três dias.

Tais medidas, inspiradas numa concepção do Governo alemão, visam “aliviar a curto prazo a crise alimentar e obedecerão a uma estratégia de longo prazo, para aumentar a produção agrícola mundial”, acrescentou Merkel, em declarações a jornalistas alemães.
Segundo o semanário “Der Spiegel”, a chanceler advertiu contra os efeitos devastadores que poderia ter uma crise alimentar mundial de longa duração.

Tal crise poderia “pôr em perigo a democracia, desestabilizar Estados e criar problemas para a segurança internacional”, refere a revista, citando um documento de seis páginas da autoria da governante alemã, enviado aos dirigentes do G8.
Merkel criou em finais de Abril um grupo de trabalho inter-ministerial encarregue de analisar as causas e as consequências do aumento dos preços dos produtos alimentares e de propor soluções para a crise.

Esta comissão recomenda, ainda segundo o “Der Spiegel”, “um aumento da produtividade agrícola” nos países em desenvolvimento, o “abastecimento rápido de certas regiões em sementes, adubos e material agrícola”, assim como o “levantamento imediato de restrições às exportações”.

Angela Merkel anuncia neste documento que a Alemanha vai disponibilizar 750 milhões de dólares este ano, para ajuda aos países pobres no plano alimentar.
Os países do G8 vão criar durante esta cimeira um grupo de trabalho para lutar contra a crise alimentar mundial, noticiou semana passada o jornal japonês, Yomiuri Shimbun, citando fontes governamentais. Segundo o jornal, esse grupo de trabalho examinará a possibilidade de suprimir certas restrições às exportações, que impedem os países mais necessitados de acesso aos excedentes alimentares dos países ricos.

Os chefes de Estado e de Governo do G8 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão, Rússia) reúnem-se a partir de hoje até quarta-feira no Japão.

PAPA APELA
O Papa Bento XVI instou ontem a Cimeira do G-8 a tomar medidas corajosas para ajudar os mais pobres, cuja situação é agravada pelos efeitos da turbulência financeira dos alimentos e dos preços de energia. O Papa fez o apelo quando falava aos peregrinos que se deslocaram à sua residência de Castel Gondolfo, próximo de Roma. "Hoje em dia, muitas vozes se levantam para pedir (aos líderes do G-8) para cumprirem os compromissos feitos em anteriores cimeiras do G-8 e para corajosamente adoptarem todas as medidas necessárias para vencerem as pragas da pobreza extrema, fome, doenças, iliteracia, que ainda atingem uma grande porção da humanidade", disse.

Bento XVI disse ainda que os bispos católicos dos países do G-8 estiveram entre aqueles que apelaram aos líderes da cimeira. "Eu também me junto a este apelo pela solidariedade", disse o Papa. "Apelo aos participantes da cimeira para que coloquem nas necessidades das populações mais fracas e pobres no centro das suas deliberações", disse. A "vulnerabilidade" dos mais pobres "cresceu devido à especulação e à turbulência financeira e aos seus efeitos adversos nos preços dos alimentos e da energia", afirmou Bento XVI.

Fonte: Jornal Notícias

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Cadastrado baleado a tentar fugir de táxi

Um suposto cadastrado, conhecido pelo nome de Alfredo M., de 28 anos, foi baleado nas duas pernas pela Polícia, no momento em que tentava fugir das autoridades, recorrendo para o efeito a um táxi, no bairro do Alto-Maé, na cidade de Maputo.

Alfredo, mais conhecido nos meandros do crime pelo diminutivo de “Fedinho”, foi atingido nas duas pernas por uma rajada disparada pela Polícia, por volta da meia-noite, quando este tentava fretar um táxi para assim se escapulir.
De acordo com o oficial de Imprensa do Comando da PRM da Cidade de Maputo, Abel Mondlane, o suposto cadastrado foi baleado na sequência de uma emboscada montada pela Polícia. “Os nossos agentes possuíam informação de que ele estaria naquele local”. Fedinho, que há bastante tempo era procurado pelas autoridades pelo seu currículo sujo, depois de ter sido baleado, foi encontrado na posse de três armas de fogo, duas AKM’s e uma pistola de combate Makarov. Segundo soubemos, a pistola foi encontrada nas mãos dele, no instante em que foi baleado, enquanto que as restantes armas foram descobertas posteriormente pela Polícia em sua casa.
De acordo com Abel Mondlane, não se sabe ao certo o que Fedinho pretendia ao fretar o táxi, se queria ou não assaltar a viatura, porque estava armado.Em contacto com a nossa Reportagem, Fedinho não quis reconhecer categoricamente que é um assaltante procurado pelas autoridades, mas confessa que na altura que foi baleado estava na posse de uma arma de fogo.
O alegado criminoso confessou que para além da pistola que estava em seu poder no dia em que foi emboscado, tinha mais duas armas do tipo AKM em sua casa, que a Polícia mais tarde foi buscar.Segundo ele, as três armas foram-lhe ofertadas por um amigo que já não se encontra no mundo dos vivos, conhecido por Caló, baleado mortalmente pela Polícia. Tal como conta o indiciado, Caló era um amigo de longa data que vivia em sua casa, no bairro da Matola, próximo da Casa Branca. “ Quando ele morreu deixou-me com as três armas”, disse o entrevistado, sem mencionar os objectivos da manutenção daqueles artefactos bélicos em suas mãos.
Ele explicou ainda que na altura em que foi baleado pela Polícia vinha de uma festa, algures no bairro do Museu, onde esteve a conviver com amigas.Estranhamente, Fedinho descreve que saiu do Museu até ao bairro do Alto-Maé à procura de um táxi com o objectivo de regressar a casa.Para o seu azar, quando já estava para apanhar o táxi, ele foi emboscado por um grupo de polícias que vinha ao seu encalço, tendo sido atingido nas duas pernas durante a sua neutralização.
Entretanto, em conexão com os crimes perpetrados por Fedinho, foi detido o seu comparsa, identificado pelo nome Almeida A., de 28 anos de idade, estando neste momento fugitivo o seu braço direito, Mulatinho.A.C.

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segunda-feira, 14 de julho de 2008

DIPLOMACIA SILENCIOSA NÃO FOI PROTECCIONISTA?


Questionado sobre se a diplomacia silenciosa empreendida pelos líderes da região com relação ao problema no Zimbabwe não foi no sentido de proteger o Presidente Robert Mugabe, António Gaspar disse ter havido uma posição unânime em admitir que havia problemas naquele país. Thabo Mbeki terá sido infeliz, por não aceitar que havia crise no Zimbabwe.


Disse, porém, que o posicionamento dos países da região, que foi um pouco diferente de Estado a Estado, é absolutamente normal. Não põe em perigo a organização. Os Estados perseguem os seus próprios interesses. É normal que o Presidente da Zâmbia tenha tido uma posição diferente de José Eduardo dos Santos. Posições diferentes dentro duma organização demonstram que há democracia no seu seio.

António Gaspar disse que do que sabe a diplomacia é sempre silenciosa. Tudo o que se discute, tudo o que se negoceia tem que ser preservado em segredo.

Felisberto Arnaça

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Angola procura parceria em Moçambique na área de turismo


Uma delegação do Ministério da Hotelaria e Turismo deslocou-se a Maputo, para estudar com a sua congénere de Moçambique mecanismos para incrementar as relações de cooperação no domínio hoteleiro e turístico.


Segundo uma nota de imprensa a iniciativa insere-se no quadro dos acordos existentes entre os dois países, cujo desenvolvimento responsável e sustentável deve ser marcado numa reavaliação e revitalização do sector.
O director Nacional das Infra-estruturas Hoteleiras de Angola, Afonso Henriques dos Santos, disse que o facto dos dois países conhecerem actualmente uma estabilidade, traduzida numa paz efectiva, impõe-se o incremento de uma cooperação cada vez mais sólida a todos os níveis. ”Posicionar os dois países como destino turístico a nível mundial deve ser a meta de Angola e Moçambique”, disse.
A delegação chefiada pelo director Nacional das Infra-estruturas Hoteleiras do país está a colher experiências nos domínios de licenciamento de empreendimentos hoteleiros e turísticos, que, no plano directório e estratégia de desenvolvimento do turismo, Moçambique já marcou grandes passos.
Para além de quadros seniores do órgão central, a comitiva é integrada por responsáveis do sector da hotelaria e turismo das províncias do Bengo, Cabinda, Huambo, Moxico, Kwanza-Sul, Lunda-Norte e Kuando Kubango. A caravana, que tem o seu regresso previsto para o dia 25 deste mês, já manteve encontro com o ministro do Turismo de Moçambique e visitou o balcão único de licenciamento de empresas e a embaixada de Angola em Maputo.

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Protagonismo de Albano Silva cai por terra

A Décima Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, presidida pelo juiz Dimas Marrôa, absolveu todos os réus que foram implicados no alegado “atentado” contra o advogado António Albano Silva.

Os advogados de defesa dos seis réus argumentaram que Albano Silva simulou o alegado crime e o Tribunal absolveu-os a todos. Não ficou provado que houve atentado. E também não se provou que os réus tenham-se reunido para o preparar e tenham tentado tirar a vida ao causídico de que é esposa a Primeira-Ministra do Governo de Moçambique, Dra. Luísa Dias Diogo.
- Segundo escreve o Semanário Zambeze, na sua edição de ontem, a sala de audiências especialmente preparada para este julgamento, no Comando da Polícia da República de Moçambique na Cidade de Maputo, foi insuficiente para permitir que todos os interessados, entre eles jornalistas dos vários órgãos de Comunicação Social, assistissem à leitura da sentença do «Caso Albano Silva». A sala esteve lotada dado ter-se criado muita expectativa à volta deste processo, pelo facto de os réus e os respectivos advogados de defesa terem argumentado com dados bastantes convincentes, não ter havido o alegado atentado e, dos autos do processo, não constarem elementos suficientes para provar que realmente houve tal ocorrência.
O Tribunal acabou por concluir que não se provou que houve de facto atentado, como também não se provou que os acusados alguma vez tivessem reunido no Hotel Rovuma do Grupo Pestana em Maputo, nem mesmo os réus tivessem tentado matar o “ofendido” que é por sinal o marido da Primeira-Ministra, Luísa Diogo. Pelas conclusões do tribunal que absolveu todos os seis réus se infere que tudo não passou de obra e invenção do Dr. Albano Silva com vista a ganhar protagonismo.

Sentença
O juiz da causa, Dimas Marroa, na sentença que proferiu foi muito claro e objectivo, salientando não haver no processo elementos suficientes para se formar uma convicção da existência do alegado atentado, acrescentando haver falta de exame balístico, falta de exame pericial, falta de reconstituição do crime e ausência de qualquer prova testemunhal. Falhou tudo, em suma. Nenhuma testemunha foi arrolada pela acusação para depor no tribunal, facto este que aliado aos outros factores a que o juiz fez menção no decorrer da leitura da sentença deitou por terra todas as aspirações do alegado “ofendido”. Também se afirma na sentença que não há prova bastante e suficiente da acusação para se poder condenar qualquer dos seis réus arrolados no processo.
Quanto ao réu Dudú, famigerado idealista das várias versões sobre as alegadas reuniões conspiratórias no Hotel Rovuma, o juiz fundamentou que as mesmas carecem de alguma prova convincente sobre a existência das mesmas e admitiu muitas dúvidas dado o facto de Dudú ter alterado as suas versões consoante as circunstâncias, não tendo oferecido nenhuma credibilidade nos seus depoimentos. Dudu já ficara conhecido como o homem das sete versões no julgamento do «Caso Carlos Cardoso» de que apenas se conhecem até hoje os autores materiais e alguns mandantes, continuando a opinião pública a falar de mais.
Sobre Fernando Magno, a acusação neste caso Albano Silva não conseguiu provar a participação deste no alegado crime. Quanto ao réu Paulo Estêvão, também conhecido por «Danger Man» nada se conseguiu provar. A acusação tentara provar a sua participação no alegado crime usando o depoimento de um motorista de nome Matsena que não conseguiu provar em sede do julgamento ter sido Paulo Estêvão que o perseguira, mas, sim, dois homens “mascarados da cabeça ao tronco”, cujos rostos eram invisíveis. Com rostos ocultos o tribunal entendeu que não se poderia daí concluir que era o réu em causa um dos supostos perseguidores. Quanto ao mesmo réu Paulo Estêvão ou «Danger Man», a acusação referiu que este acenara à empregada do ofendido, Albano Silva, em jeito de saudação, em frente da sua residência – a mesma da Primeira-Ministra dado tratar-se do marido de Luísa Dias Diogo. Mas Silva recusou-se a trazer a empregada para depor, facto que acabou ficando sem prova, provando-se apenas que não houve nenhum ilícito penal praticado pelo réu. Sobre os restantes réus o tribunal concluiu não haver matéria suficiente para sustentar que os mesmos tenham praticado o alegado crime. Deste modo Albano Silva sofre o maior revés da sua carreira profissional e esta sentença poderá levar a que os advogados de outros casos conotados com este, designadamente o do assassinato do jornalista Carlos Cardoso em 22 de Novembro de 2000, possam ainda vir a pedir ao Tribunal Supremo a revisão extraordinária de sentenças.
De referir que no caso «Carlos Cardoso», de que há autores materiais confessos condenados e a cumprir penas maiores de cadeia, Albano Silva foi um dos mais activos causídicos da acusação em representação do ex-Banco Comercial de Moçambique que acabou sendo adquirido pelo Grupo BCP e acabando absorvido pelo Banco Internacional de Moçambique, hoje designado por BIM Millennium. Posteriormente à leitura da sentença do «Caso Cardoso» propriamente dito, passou-se à fase de tentar esclarecer quem teriam sido os prováveis mandantes do crime que pôs termos à vida de Carlos Cardoso, editor e proprietário do METICAL, jornal que fechou após a sua liquidação física. Nessa fase passou a ser um dos principais suspeitos, Nympini Chissano, entretanto já falecido, filho do ex-presidente da República de Moçambique Joaquim Chissano. Albano Silva chegou mesmo a aparecer publicamente como advogado de Nyimpini Chissano, sobre quem Carlos Cardoso escrevera artigos que o próprio filho primogénito de Joaquim Chissano, em sede do Tribunal que julgou o «Caso Cardoso», dissera que desagradaram muito à sua família. A Ordem de Advogados de Moçambique acabou impedindo Albano Silva de continuar como advogado do filho do presidente Chissano, alegando haver “incompatibilidades”. O mesmo advogado a servir partes contraditórias deixaria a justiça em grandes embaraços.

Fonte: Canal de Moçambique (Alvarito de Carvalho)

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Água e energia juntam Moçambique e Holanda


A Universidade Tecnológica de Delft vai apoiar Moçambique no desenvolvimento de investigação científica aplicada na área de água e energia com o objectivo de dar suporte à materialização da revolução verde lançada pelo Governo de Moçambique.

Para o efeito, uma missão de investigadores da Universidade Tecnológica de Delft está a trabalhar em Maputo com o Ministério da Ciência e Tecnologia na elaboração do projecto de pesquisa científica na área de água e energia sustentável.
Numa primeira fase, o programa de investigação será implementado na Vila do Milénio de Chibuto, província de Gaza, com o intuito de dar suporte técnico e científico à produção que ali tem lugar, especialmente nas áreas de agricultura, produção animal, sistemas de irrigação e gestão sustentável de recursos locais e de negócios.
O programa inclui a formação de cinco moçambicanos com o grau académico de doutoramento, 10 moçambicanos e oito holandeses com o grau académico de mestrado. Vai contar com o envolvimento de estudantes moçambicanos da Universidade Eduardo Mondlane com o grau de bacharelato. O programa culminará com o estabelecimento em Moçambique do Centro de Investigação de Água e Energia.

Fonte: Jornal Notícias

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Consulado moçambicano na RAS prossegue identificação de vítima de xenofobia.


UM moçambicano perdeu a vida recentemente na área de Atteridgeville, perto de Pretória, capital política da África do Sul, atacado por uma furiosa multidão de sul-africanos, no que sugere como sendo parte de ataques esporádicos no quadro do ódio desenfreado contra a presença de imigrantes africanos neste país vizinho de Moçambique.


O capitão policial Thomas Mufamadi, que revelou o facto, informou que os locais, que ofende de destruir uma cabana, espancaram aquele compatriota, que momentos depois se viu em cinza.
Não foi avançada a identidade da vítima, com Thomas Mufamadi a limitar-se a dizer como se tratando de moçambicano, bem como a Polícia como tendo detido três indivíduos, acusados pela morte daquele compatriota.
O bairro de Atteridgeville foi uma das primeiras áreas a ser foco da violência xenófoba em princípios deste ano.

Paralelamente a isso, o cônsul-geral de Moçambique na África do Sul, Luís da Silva, admitiu que está a haver sérios problemas no processo visando a busca de identificação de corpos de imigrantes supostamente dados como moçambicanos, mortos durante a violência xenófoba que a partir de princípios de Abril último fustigou vários bairros localizados nos arredores de Joanesburgo, região onde se encontra concentrada a economia deste país da região.
Em entrevista concedida a jornalistas moçambicanos, Luís da Silva revelou que tais dificuldades têm a sua razão de ser por não haver qualquer meio que sustente a versão policial daquelas vítimas serem realmente de Moçambique.

O diplomata informou que equipas da sua instituição, apoiadas por dirigentes das comunidades moçambicanas, encontram-se a trabalhar em vários pontos nos arredores de Joanesburgo, mas apesar disso estão a enfrentar constrangimentos quando procuram identificar a nacionalidade dos perecidos.
A fonte ilustrou que oito corpos, descobertos há dias em algumas moagens, não permitem que se faca uma identificação precisa. Três dos oito corpos, segundo frisou, têm BIs, mas como esses documentos estão carbonizados não se consegue apurar nada.

Face a esses problemas, o diplomata convidou os que porventura tenham dado os seus entes como desaparecidos para assim darem a sua necessária assistência ao processo.
Alertou que se esses corpos não forem reivindicados pelos seus familiares, ha todo risco de serem com o tempo levados para uma vala comum.
Na entrevista, a fonte informou que até aqui foram identificados 20 corpos de moçambicanos em vários hospitais periféricos de Joanesburgo. O numero pode vir a elevar-se, pois existem muitos corpos por se apurar a identidade.

As autoridades sul-africanas situaram em 11 moçambicanos, cinco zimbabweanos e 21 sul-africanos mortos durante a tensão anti-imigrantes. Sabe-se, porém, que foram mortas 62 pessoas e cerca de 700 contrariam ferimentos durante a violência.

Instado a comentar sobre o inesperado elevado número de sul-africanos mortos durante a tragédia, pese embora tenham sido eles os protagonistas dos tumultos, Luís da Silva admitiu a essa possibilidade, tanto que ultimamente alguns imigrantes já ofereciam certa resistência.
Segundo sugeriu, enquanto os assaltantes iam lançando os ataques, em algumas zonas os locais foram apanhados desprevenidos, porque os imigrantes advertiam que iriam retaliar aos actos.
Como forma de sustentar a tese, no bairro de Vooslarus, os atacantes retiraram-se em debandada quando os estrangeiros ameaçaram que iriam reagir contra as incursões.

Entretanto, enquanto existe esta disparidade em relação aos números dos que perderam a vida, o consulado vai trabalhando no terreno com vista a apurar a identidade daqueles corpos e de tantos outros que de um momento para outro se vão descobrindo. Alguns dos corpos foram já transladados para o país.

Em resposta a uma pergunta sobre o impacto da violência infligida as comunidades moçambicanas radicadas na África do Sul, aquele responsável consular admitiu que os ataques têm reflexo negativo na vida dos nossos compatriotas na terra do rand.
Os assaltos, que esporadicamente tiveram início entre Fevereiro e Marco deste ano a norte de Pretória, capital sul-africana, criaram pânico entre os moçambicanos e outros estrangeiros no país.
Ilustrou que muitos deles morreram e perderam os seus bens, incluindo casas melhoradas. Outra parte regressou a Moçambique, o que significa o aumento do número de desempregados no nosso país.

Pelo menos 40 mil pessoas, de acordo com a fonte, decidiram regressar ao país, situação que para Luís da Silva dificulta o processo da identificação dos perecidos, pois ninguém pode reclamá-los.
Se esses que voltaram às suas origens estivessem na RAS, talvez hoje não teríamos constrangimentos em identificar os mortos.
Luís da silva sublinhou que a violência, que abrangeu sete das nove províncias sul-africanas, não ajuda a relação de amizade entre os povos de Moçambique e África do Sul, que remonta há bastante tempo.

Disse ainda que por o numero dos que regressaram ao país ser tão expressivo, também haverá ressentimento no campo económico do país, bem como para as receitas das suas famílias.
O sustento de milhares de famílias das vítimas da xenofobia dependia inteiramente desses cidadãos que viviam na África do Sul, onde, além disso, contribuíam de forma significa para o crescimento económico do país.

Analistas sugerem que a incerteza criada pelos assaltos e o regresso de milhares de imigrantes terão as suas implicações sobre a actividade económica na vizinha África do Sul.
No seu “tête-a-tête” com a comunicação social, o cônsul-geral de Moçambique na RAS assegurou que, embora os ataques anti-imigrantes tenham reflexos negativos no dia-a-dia dos moçambicanos, mas as suas estruturas continuam intactas em pleno exercício.
Os líderes comunitários estão a trabalhar e a manter contactos permanentes com as instituições moçambicanas acreditadas neste país da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Apesar de muitos terem voltado às origens, o movimento associativo dos nossos compatriotas não foi por completo atingido pelos assaltos, acrescentando que se fosse destruído não seria possível o processo da sua evacuação para o país.
Se o Governo conseguiu levar à casa os 40 mil moçambicanos foi graças à existência desses núcleos que registaram os que desejaram regressar a Moçambique.
Pode-se exigir o seu redimensionamento, mas acreditamos que essas estruturas continuam intactas e em pleno exercício.

Secundando a Luís da Silva, o presidente das associações moçambicanas na região de Gauteng (que compreende Pretória e Joanesburgo), Jonas Sitoe, indicou que muitos bairros não foram mexidos pelos ataques, como de Bekkersdal, Soweto, Tembisa, Vooslarus, Randfontein, Mogale City (ex-Krugersdorp) e tantos outros acomodando moçambicanos.

Mesmo em Alexandra, o ponto a partir do qual a violência se foi espalhando por várias zonas de Joanesburgo, a associação de moçambicanos continua a funcionar, de acordo com Jonas Sitoe.
Jonas Sitoe anotou que contrariamente os moçambicanos estão cada vez mais organizados, porque depois da violência aperceberam-se da necessidade de viverem em agremiações.
Se não tivéssemos essas estruturas, segundo viria a concluir, seria catástrofe para os moçambicanos no país.

JORGE DICK, em Joanesburgo

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José Norberto apresenta “subjectivismo concreto”


O ARTISTA plástico José Norberto vai expor a partir de sexta-feira a sua exposição individual de pintura intitulada “O Subjectivismo Concreto”. É uma exposição na qual o artista plástico pretende trazer para debate aquilo aquilo que são as soluções dos vários problemas que enfermam a sociedade moçambicana, particularmente a classe dos artistas plásticos.

Conforme explica-se, o grande nó de estrangulamento da actividade artística em Moçambique é a ausência de uma sociedade que cultiva o gosto estético e consome arte com conhecimento de causa. “Como criar esta sociedade”, indaga-se, ao mesmo tempo que avança que o “remédio” desta mazela chama-se “cultura estética, que é o exercício de cultivar o gosto pelas artes”.

Sendo um ponto de vista sobre o que está errado e a perspectiva de soluções no campo cultural, José Norberto refere, num outro prisma, que, por exemplo, a arte africana é conhecida e respeitada pelo seu lado estético recreativo. Deste modo, a sua intenção é fazer com que a arte africana seja respeitada não somente pelo seu lado estético, mas, e sobretudo isso, pela sua estética reflexiva e especulativa. Estas duas dimensões são importantes na medida em que, abraçadas, vão permitir quebrar com um ciclo de séculos em que a Europa sugeria tudo sobre a arte africana.

E a alternativa a isso é encontrada por José Norberto naquilo que ele define como sendo a arte inteligente, factor que obrigará, por outro lado, a Europa também a consumir o que se faz no continente africano.
Contudo, José Norberto afirma que para atingir-se a dimensão da estética reflexiva e especulativa primeiro é preciso que se tenha a noção do que é a arte e o que é cultura. “Existem três formas de arte africana: a arte popular, a arte tradicional e a arte erudita. Nós estamos a fazer actualmente a arte popular e tradicional, e a arte erudita. A arte erudita que é a que os europeus criaram, como é o caso do abstracto, que é o que muito se faz entre nós. Mas a arte reflexiva faz-nos ir para além da assimilação. Aquilo que nos ensinam a fazer, a especulativa é aquela que não se contenta em agir para além da assimilação, diz para além disso, pois sabe que se aprendeu então também pode dar conhecimento, a ciência, porque através da arte é possível dar conhecimento”.

Norberto diz ainda não ser suficiente segundo a sugestão que vem da Europa, mas é necessário visualizar aquilo que ainda não foi visualizado. “E isso é infinito. Para chegar lá basta abrir a mente, e esse processo chama-se cultura estética. E o que é isso senão o exercício de cultivar o gosto pelas artes”, diz.

E essa cultura estética tem que ser ministrada basicamente em dois sentidos: através do ensino e dos meios de comunicação social. Como é que se pode ministrar através do ensino: “com materiais didácticos novos, com uma educação altamente dirigida e sugestiva, com o envolvimento de pedagogos, artistas, restauradores, entre outras figuras que é para fazer a cabeça das crianças aprenderem tudo isso. Porque, como tenho dito, os três pilares da educação são a instrução, que ensina a fazer; a educação, que ensina a respeitar; e é a cultura que ensina a ver”, refere.

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

CRISE ECONÓMICA IRÁ SER DEBELADA?


O académico e investigador António Gaspar considera que a crise económica no Zimbabwe vai se manter, porque, infelizmente, esse é que é o problema. De acordo com o investigador, o ideal seria Mugabe renunciar ao poder a favor dum outro membro, para facilitar a condução de negociações, quer para a mudança da constituição no que for necessário, quer para a criação dum governo que possa acomodar o MDC.


“Somente isso pode trazer a confiança de doadores, no seio de líderes da região e da comunidade internacional em geral.
Mas o aspecto número 1 é preciso criar um conjunto de medidas que produzam e construam a confiança entre o MDC e ZANU-PF, entre Mugabe e Morgan Tsvangirai, confiança entre doadores e o Zimbabwe no geral, o que chamamos reconciliação.
Os zimbabweanos tem que esquecer as divisões e olhar para os interesses da nação, esquecer os interesses partidários. Neste momento, enquanto a liderança não der passos decisivos, não podemos esperar mudanças do “status quo”, porque ninguém vai investir no Zimbabwe”, disse.

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

TSVANGIRAI ESTEVE SOB ENORME PRESSÃO


Na perspectiva de António Gaspar, em algum momento, o líder do MDC esteve sob enorme pressão. Não conseguiu debelar essa mesma pressão e tomar uma medida mais adequada. Quando se retirou do processo – afirmou – facilitou a vida a Mugabe, pois o Presidente zimbabweano queria manter-se no poder.


O académico disse que Morgan Tsvangirai é um actor importante para a sociedade zimbabweana, líder dum partido com maioria parlamentar, um aspecto a não ser ignorado. O facto de o MDC ter a maioria no parlamento torna complicada a governação da ZANU-PF. Mugabe não pode conseguir fazer passar leis quando tem a minoria parlamentar, facto que o empurra para uma negociação.

“Portanto, nesse momento continua a ser válido. É por isso que todo o mundo diz que é preciso sentar para conversar, porque há este aspecto interno de funcionamento da instituição, que é o parlamento”, disse, acrescentando que se trata duma engenharia política que terá de ser feita, uma solução de compromissos em que só se ganha quando se está dentro.

Explicitou que é preciso encontrar uma solução política em que todos, logo à partida, entram a perder 50-50, mas podem constituir uma plataforma de entendimento que possa trazer as partes a olhar mais pelos interesses nacionais dos zimbabweanos. Neste momento, o que está a vingar no Zimbabwe são interesses partidários, facto que também é influenciado pela pressão internacional que, de acordo com a fonte, não está a ajudar pelo contrário está a contribuir para o exacerbar das posições das duas partes.

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

MUGABE TAMBÉM SOB EFEITO DE PRESSÃO

António Gaspar afirmou que o Presidente Robert Mugabe agiu, muitas vezes, sob pressão e até mesmo de desespero. De acordo com as suas palavras, ao afirmar que só Deus o tiraria do poder, o líder da ZANU-PF demonstrou que também tinha poder e sobre o qual haveria de sobreviver.
Defendeu que as palavras ou os discursos muitas vezes proferidos por Mugabe devem ser analisados do ponto de vista de atitudes e comportamentos que ocorrem dentro duma pressão interna e externa, a qual procura desafiar.


“Ele neste momento não tem nada a perder. Quem tem a perder somos nós, são os zimbabweanos. A idade já não ajuda muito. Ele, penso, é responsável pela perda de assentos do partido no Parlamento. Ele está a prejudicar o partido. Há muitas fugas. Simba Makoni é um bom quadro da ZANU-PF. Preferiu concorrer de forma independente. Porquê? Porque não tem espaço lá dentro”, disse.

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Joaquim Chissano apela para fim de violências políticas no Zimbabwe


O ex-Presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, faz parte dum grupo de 40 personalidades africanas signatárias duma carta aberta na qual apelaram para o fim das violências políticas no Zimbabwe e a organização duma segunda volta livre e justa a 27 de Junho.



"Estamos profundamente preocupados com as informações que nos chegam sobre casos de intimidação, perseguição e violência. As condições apropriadas devem estar reunidas para que a segunda volta das eleições presidenciais decorra de maneira pacífica, livre e justa", sublinham os signatários da carta.

Adiantaram que apenas desta forma as partes políticas zimbabweanas poderão lançar as suas campanhas eleitorais e permitir aos cidadãos exprimir livremente a sua vontade política.
Os signatários pediram igualmente o levantamento da suspensão, pelo Governo zimbabweano, das organizações humanitárias internacionais.

Defenderam igualmente o envio "dum número adequado de observadores eleitorais independentes durante o processo eleitoral e para verificar os resultados" da segunda volta e que deverá opor o Presidente cessante, Robert Mugabe, ao líder da oposição, Morgan Tsvangirai.
"Os Zimbabweanos lutaram pela libertação para determinar o seu próprio futuro. Foram consentidos muitos sacrifícios durante a guerra de libertação. Para responder às aspirações dos que se sacrificaram, nada deve ser feito para negar a expressão legítima da vontade do povo do Zimbabwe", lê-se na carta.

Entre os signatários da carta figuram os ex-Secretários-Gerais das Nações Unidas, o Ganense Kofi Annan e o Egípcio Boutros-Boutros Ghali, a esposa do ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela, Graça Machel, dois vencedores do Prémio Nobel da Paz, o arcebispo sul-africano Desmond Tutu e a Queniana Wangari Maathai.

Os antigos chefes de Estado da Tanzânia, Ali Hassan Mwinyi e Benjamin Mkapa, e do Botswana, Ketumile Masire e Festus Mogae, bem como o músico senegalês Youssou Ndour, também assinaram a carta.

Fonte: Pana

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Tiroteio gera pânico na baixa de Maputo


Um assaltante à mão armada foi, na manhã de ontem, abatido pela Polícia, no bairro Luís Cabral, junto ao rio Mulauze, na cidade de Maputo, quando tentava fugir juntamente com outros dois gatunos.

O baleamento foi o culminar de um violento tiroteio iniciado durante o assalto do trio à Sonipal, uma instituição ligada ao PCA do Moza Banco, Prakash Ratilal, localizada no prédio da EMOSE, esquina da Av. 25 de Setembro e a Rua Baptista de Carvalho, mesmo próximo do O tiroteio transformou a baixa da capital num verdadeiro campo de batalha matinal. Notícias Uma mulher vendedora de castanha na zona do assalto foi atingida por uma bala perdida na zona da coxa quando o tiroteio intensificou-se, tendo sido imediatamente transportada para o Hospital Central de Maputo (HCM).

Os bandidos, todos armados e vestidos a rigor (fato e gravata), invadiram a Sonipal, uma empresa de prestação de serviços de consultoria e auditoria, cerca das nove horas, onde arrancaram um telefone celular, relógio de pulso, dois mil meticais e algumas notas de dinheiro estrangeiro de Prakash Ratilal.

Entretanto, o dia não era dos bandidos. Logo após terem entrado na firma, um agente da Polícia da República da Moçambique (PRM), à paisana, colocou-se na zona frontal, entre o prédio da EMOSE e o do Hotel Tivoli, e aos tiros ao ar, reteve os assaltantes na instituição, aguardando por reforços que haviam já sido solicitados, mas que demoravam a chegar. Valeu a astúcia de uma testemunha dos factos que ligou directamente para o comandante da 1ª Esquadra da PRM, Fernando Bata, comunicando-lhe do caso. Imediatamente, o responsável destacou uma força para o local do crime e instalou-se um autêntico alvoroço na zona. Enquanto a Polícia procurava posições estratégicas para enfrentar os bandidos, ouviam-se intensas rajadas de metralhadoras, com a possibilidade das balas atingirem a qualquer um.

Os reforços chegaram numa altura em que o trio estava a sair da Sonipal. A zona transformou-se num verdadeiro campo de batalha e os curiosos tiveram que se agachar para se protegerem de balas que eram disparadas pelos bandidos e pela Polícia.

O facto de alguns agentes da PRM destacados para a operação estarem à paisana fez com que, momentaneamente, não se soubesse quem era a autoridade e quem era o bandido.
Apesar da chegada da Polícia, os gatunos conseguiram sair da firma e arrancar uma viatura de marca Kia Shuma que estava a ser parqueada do lado da Avenida 25 de Setembro. Depois seguiu-se a uma verdadeira perseguição “tipo cinema”, que obrigou os meliantes a abandonarem a viatura roubada, a escassos metros da Portagem de Maputo, entrando para o bairro Luís Cabral, numa tentativa desesperada de despistar os agentes da lei e ordem que acabaram abatendo mortalmente um deles.
Segundo Feliciano Juvane, director da Ordem a nível do Comando da PRM na cidade de Maputo, o meliante foi abatido numa violenta troca de tiros com os agentes, sendo que os restantes dois escapuliram-se. Até ao fecho desta edição, decorriam diligências com vista à sua neutralização, bem como à apreensão da viatura que o trio terá usado para chegar ao local do assalto.

Testemunhas oculares contaram à nossa Reportagem que viram um carro turismo cinzento a sair da parte frontal da Sonipal quando a Polícia chegou, presumindo-se que tenha estado no local para recolher os bandidos.
Para além da arma, o meliante levava algum dinheiro em metical e notas em dólar, real e outras moedas de países árabes.

Pouco depois da neutralização do gatuno, um indivíduo de nome Francisco António, foi detido, por ter subitamente aparecido na zona, perturbado, a perguntar onde estaria o corpo do bandido e a viatura abandonada pela quadrilha.
Segundo a Polícia, o assalto de ontem foi o terceiro da “gang”, uma vez que um trio, também vestido a rigor, invadiu as instalações de uma agência de viagem nas traseiras da Embaixada da África do Sul, na manhã de quarta-feira, e apoderou-se de uma viatura de um conselheiro do Tribunal Administrativo na terça-feira.

Fonte: Jornal Notícias.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

GUN: UM MODELO QUE PODE SER VÁLIDO


A constituição dum Governo de Unidade Nacional (GUN) pode ser um modelo válido para a actual crise no Zimbabwe, segundo defendeu o investigador António Gaspar. Os zimbabweanos devem sentar à mesa e negociar. Devem passar uma esponja sobre o passado recente e experimentar o modelo do Quénia (de partilha do poder).

Questionámos a António Gaspar se um GUN não seria uma espécie de acomodação das lideranças políticas ao que respondeu dizendo que, infelizmente, seria o caso e mais uma plataforma de busca de paz. “As elites dirigentes ao serem acomodadas, de alguma forma representam uma certa aspiração dos seus seguidores. Então não vemos outra alternativa senão criar um mecanismo que acomode os interesses das lideranças em nome do povo”, disse, acrescentando que se isso garante uma certa estabilidade é preferível do que a intransigência.

Afirmou, que no actual estágio ninguém conseguirá governar o Zimbabwe. Tem que haver mudanças e elas passam, neste momento, primeiro e infelizmente, das elites.
Mas segundo o académico, no caso zimbabweano, o processo fica algo difícil, porque há interesses externos e a questão da terra vai continuar a dividir o povo daquele país.
Disse que o Presidente Robert Mugabe devia ser encorajado a seguir o modelo cubano. Neste momento, afirmou, Mugabe é o problema, não está a ser uma solução. Se ele aceitar adoptar o modelo cubano, em que ele aceita passar o poder para uma figura que mais ou menos acomoda os interesses dos zimbabweanos, do MDC e sobretudo da pressão externa, pois todo o Governo só pode ter sucesso se tiver certo grau de legitimidade interna e externa.

“Um Governo sob pressão não tem tempo de pensar nos assuntos internos. Há-de ser sempre accao-reaccao. Não há tempo para pensar duma forma pró-activa”, explicou.
António Gaspar ressalvou que se for o modelo queniano de acomodação, a constituição da república teria que ser revista. O Zimbabwe já teve um presidente corta-fitas, ou seja, não tinha poderes executivos, o presidente Kannan Banana.
Afirmou que cabe aos zimbabweanos encontrar a melhor forma para debelar a crise. Se for o modelo de partilha de pastas, então o primeiro-ministro pode ser Morgan Tsvangirai.


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