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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Crime ambiental em “Zona Protegida” Em vez de chineses propala-se que o take-away é de espanhóis


O fenómeno do “take-away” de madeiras não se restringe a Moçambique. Os contornos do crime ambiental que decorre na província moçambicana da Zambézia e que foi denunciado por ambientalistas em relatório da autoria de Catherine Mackenzie, envolvendo empresas madeireiras chinesas, repetem-se numa outra parte do mundo, com a agravante deste novo crime ocorrer em “zona protegida” da velha Europa. Estamos a falar de Portugal, o famoso país à beira-mar plantado, mas muito maltratado.
Em vez de chineses, propalam os autores do crime estarem ligados a espanhóis os donos do “take-away” a funcionar na costa portuguesa. Mas tal como o “take-away” chinês da Zambézia, há conivências de pessoas influentes da terra e as autoridades também fecham os olhos perante o calamitoso desastre ambiental. Mais grave ainda, o poder central, perante a tolerância do poder local e das autoridades do ambiente e das florestas, escusa-se a intervir num interminável “passar de bola”.
A máxima de Harry Truman de que “a bola pára aqui”, tarda em ser posta em prática em terras lusas onde tudo é possível, desde a impunidade e o abuso de poder à destruição de serras e montanhas que passam a pedreiras em zona turística por excelência, como é o conhecido caso da Serra de Monchique no barlavento algarvio, sede das afamadas termas com o mesmo nome que desde há um bom par de anos passaram a coabitar com camiões e bulldozers num vaivém incessante para o transporte de cascalho, brita e também granito.

O Crime
No passado dia 3 de Agosto, camiões gigantes para transporte de longo curso de 30 toneladas chegaram à pacata localidade algarvia conhecida por Vale da Telha, inserida num extenso Parque Natural com paisagem (des) protegida intitulado Costa Vicentina.
Feito o levantamento das árvores existentes, deu-se início ao abate dos eucaliptos começando por invadir uma propriedade privada com o seu dono ausente, serrando a eito muitas centenas de árvores de médio porte e cerca de meia centena consideradas ornamentais com diâmetros superiores a 50 cms.
Nessa propriedade saqueada o crime rendeu cerca de 22 camiões longos, carregados com toros cortados com 2.30m de comprimento. Como que a justificar a indiferença que manifestam por mais este crime ambiental, as autoridades portuguesas esgrimem o argumento de que o eucalipto é uma “espécie indesejável” ao ponto de classificarem-na como árvore sem qualquer protecção no Parque Natural da Paisagem Protegida da Costa Vicentina.
Contrariando estudos de cientistas, essas autoridades olham o eucalipto como uma “árvore que destrói tudo”. O eucalipto é uma árvore considerada especial. Conhecem-se seiscentas espécies e continua-se a identificar novas que aparecem.
Muitas delas nascem espontaneamente, desenvolvem-se e multiplicam-se em solos muito pobres carentes de nutrientes, nomeadamente nitrogénio e fosfatos e naqueles considerados impróprios para qualquer tipo de agricultura apenas necessitando para se fixarem exíguos cursos de água próxima, mesmo que sejam sazonais, em lugares que nada se cultiva, como é o caso do saque perpetrado no Vale da Telha, que além de inserido num Parque Natural é simultaneamente a maior urbanização da Europa com 550 hectares de superfície.
Para além de fins ornamentais, o eucalipto do Vale da Telha torna o local aprazível, especialmente na época quente do Verão. Defendem os especialistas nesta matéria que não se deve confundir os eucaliptos especialmente plantados massivamente para a indústria da celulose ou produção de lenha que pelo seu elevado número num espaço restrito absorve a quase totalidade da humidade existente nessa área, com aquelas que por obra do acaso da natureza ou propositadamente para uma determinada finalidade, nascem ao longo de cursos de água mesmo exíguos e sazonais ou aqueles que a mão do homem faz nascer e crescer aqui e ali de modo a tornarem-se imponentes e frondosas árvores para eficazes e únicas cortinas contra o vento, para protecção de culturas e habitações, além de poeiras atmosféricas, idem drenar pântanos e em muitos casos controlar as zonas húmidas de proliferação de mosquitos, suster arribas e dunas de areia e conter a fúria do mar etc.

Canal de Mocambique

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

II Jogos da Lusofonia: mais uma medalha para Moçambique

Judoca conquista prata e básquete feminino estreia-se com derrota


Moçambique conseguiu alcançar a sua segunda medalha nestes segun­dos Jogos da Lusofonia que de­correm em Lisboa. Desta feita a medalha é de prata e a “proeza” foi alcançada pelo judoca Bruno Luzia, na categoria de menos 66 quilogramas.


Luzia iniciou a sua participação nas eliminatórias derrotando o cabo-verdiano Mário Camões, tendo sido apurado para o segun­do combate com o judoca india­no, Plaerkar Vinod, desfeiteando-o sem grandes dificuldades.

Na final Bruno Luzia defron­tou o português, Tiago Lopes e após um combate bem disputado acabou perdendo, mas ganhan­do a medalha de prata, superan­do a prestação desta modalidade na edição anterior da prova.

Ficou assim ordenado o po­dium desta categoria: 1º - Tiago Lopes (medalha de ouro), 2º - Bruno Luzia (medalha de pra­ta), 3º - Revete Luiz (Brasil) e Laurindo Fonseca (Angola), am­bos com a medalha de bronze.

Quem não teve melhor sorte na prova foi o judoca Edson Ma­deira que cometeu vários erros nos combates preliminares que acabaram por lhe serem fatais, pois não permitiram que fosse apurado para as etapas seguin­tes.

Básquete: Meninas de ouro estiveram mal

O basquetebol feminino fez a sua estreia nesta segunda edi­ção dos jogos de forma negativa, ao registar uma derrota (62-71) diante da selecção anfitriã, Por­tugal, no jogo que decorreu na tarde de ontem, no pavilhão do Hóquei Clube de Sintra. As pupilas de Nazir Salé partiram para este jogo com o favoritismo a pender para o seu lado, mas ao longo dos 40 minutos em que durou o encontro não justifica­ram esse favoritismo.

Até que a equipa de todos nós entrou bem para o primeiro pe­ríodo no qual conseguiu alcan­çar uma vantagem considerável, graças a uma boa penetração das bases e um bom jogo debaixo das tabelas por parte de Clarisse Machanguana, que permitiram que o placar ostentasse o resulta­do de 22-14, a nosso favor.

Na segundo período, as orien­tadas por Carlos Portugal reagi­ram bem e começaram a reduzir as desvantagens, destacando-se Carla Freitas e Bertilde Muxire (ambas terminaram o perído com seis pontos) enquanto Ma­changuana, que jogou 17 minu­tos e 54 segundos na primeira parte terminava este período com 12 pontos. 35-30 foi o re­sultado final da primeira parte, cinco pontos que abriam boas perspectivas para a equipa mo­çambicana.

Segunda parte sem reacção
No terceiro período graças a uma melhor organização ofensi­va, Portugal assumiu as despesas do jogo, melhorando a sua efici­ência no que diz respeito à con­cretização e ressaltos defensivos.
A defesa lusa melhorou sobre­maneira, ao ponto de Moçambi­que ficar inerte, a ver a distância pontual reduzir. Neste período a equipa de Nazir Salé, fez muitos “turnovers”, falhou lançamen­tos do exterior e no final dos 10 minutos só havia marcado 8 pontos, contra 21 da turma lusa que, naturalmente, passou a ter uma margem folgada no marca­dor, que então situava-se em oito pontos, ou seja 43-51.

Na etapa final, Nazir Salé man­dou as suas atletas defenderem homem-a-homem todo o campo e quando faltavam cinco minu­tos para o último apito, esta es­tratégia deu os seus frutos, pois foi a tempo de reduzir a diferen­ça para cinco pontos. Mas o de­sacerto na linha de lances livres e na defensiva onde as atletas moçambicanas não conseguiam controlar os contra-ataques con­trários, fez com que as portugue­sas readquirissem a tranquilida­de necessária para terminar o jogo em vantagem.

Foi assim que no final dos 40 minutos o marcador assinalava 62-71, diferença de nove pontos que espelham quão foi frágil e tardia a reacção de Nazir Salé e suas pupilas que bem poderiam ter saído deste embate com uma victória.
Ainda assim, Clarisse Machan­guana acabou sendo a melhor jo­gadora da partida, ao atingir um duplo-duplo, ou seja marcou 20 pontos (9 em 15 lançamentos de 2 pontos, 60%), 10 ressaltos (3 ofensivos e 7 defensivos).

Portugal lidera
No outro jogo desta segunda jornada, Angola não enfrentou dificuldades para ultrapassar a frágil selecção de Cabo Verde ao vencer por 71-22. Após as duas jornadas até aqui disputadas. Na sequência das duas vitórias, Por­tugal lidera a tabela classificativa com quatro pontos. Esta quarta-feira, Moçambique defronta o Brasil as 12 horas de Maputo (11 de Portugal).
Alfredo Júnior, em Lisboa

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Trocas comerciais Lisboa-Maputo cresceram 30 milhões de euros


Moçambique tem mais importância como cliente do que como fornecedor
no comércio externo português, ocupando a 35ª posição como comprador nos últimos três anos
As trocas comerciais entre Portugal e Moçambique crescerem 30 milhões de euros no último trimestre do ano em curso, comparativamente ao período homólogo de 2008, segundo avançou, há dias, em Maputo, o chefe da diplomacia portuguesa no nosso país, Mário Godinho de Matos.


Refira-se que as trocas comer­ciais entre os dois países são fa­voráveis a Portugal, segundo um relatório da Agência para o Inves­timento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) sobre Relações Económicas Portugal-Moçambi­que, citado recentemente pela Lusa.

Moçambique, no comércio ex­terno português, tem mais impor­tância como cliente do que como fornecedor, ocupando a 35.ª posi­ção como comprador nos últimos três anos, adianta o relatório, acrescentando que a melhor posi­ção alcançada pelo nosso país foi o 57º lugar, em 2005.

Em 2004, Portugal exportou para Moçambique produtos no valor de 54,9 milhões de euros, passando para 64,7 no ano se­guinte, atingindo 73,7 em 2006. Em 2007, as exportações chega­ram aos 89,4 milhões de euros e no ano passado subiram para 92,7 milhões.

Portugal é o segundo maior investidor em Moçambique, de­pois da África do Sul, o que, para Mário Godinho de Matos, significa que o país é prioritário para Lisboa. “Vamos continuar a dedicar muita atenção (ao país) e ver quais são as possibilidades de desenvolver mais negócio que seja proveitoso para as duas par­tes”, disse.
Linha de crédito

Em relação à linha de crédito de 300 milhões de euros criada por Portugal para investimen­tos de empresas daquele país em Moçambique, o diplomata indicou que a aplicação do va­lor poderá ter lugar a partir dos próximos dois meses, depois da formalização do memorando de entendimento. “A partir daí, es­peramos que as empresas come­cem a funcionar e aproveitem também as vantagens que têm esse crédito”
O Pais

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Empresários portugueses querem exportar madeira e carvão para a Europa


Empresários portugueses querem exportar madeira e carvão para a Europa
Empresários portugueses estão interessados em exportar madeira e carvão vegetal de Moçambique para o mercado europeu e já recolheram amostras de madeira para serem analisadas em laboratórios da Península Ibérica. Oito empresários do concelho de Mondim de Basto visitam esta semana e a próxima as províncias moçambicanas de Sofala e Manica, tendo já recolhido 30 quilos de madeira das espécies de panga-panga, chanfuta, mondzo, eucalipto e pinho para análise de qualidade.


“Queremos com isso ver que tipo [qualidade] de madeira Moçambique tem para oferecer ao mercado europeu. O facto de recolhermos amostras já é interessante, pois é um bom caminho para esta missão empresarial”, disse à Lusa Enoque João, presidente da Casa de Moçambique em Portugal, que organizou a visita.

“Estivemos reunidos com todos os intervenientes do ramo da madeira. Também para nos situar das quantidades de produção do carvão vegetal em Manica, que achamos já ter mercado na Europa, sobretudo para a indústria de aviação”, acrescentou.
A missão, que durante a estada em Moçambique manterá contactos com as autoridades da Beira, Maringue, Chimoio (centro) e Vilanculos (sul) congrega empresários ligados às áreas da madeira, móveis e hotelaria.

No âmbito de intercâmbio empresarial, o grupo de portugueses convidou homólogos das províncias de Sofala e Manica para uma visita a Portugal, para troca de experiências.
“Além de intercâmbio, há novas tecnologias nos domínios de móveis e madeira que achamos que devem ser transferidos para cá (Moçambique). Então vamos abrir a possibilidade de formação profissional, com estágio de quatro a seis meses em Portugal, para técnicos moçambicanos”, assegurou Enoque João à Agência Lusa.

Na província de Manica, disse também, o grupo interessou-se pelo nível de produção de milho, estando igualmente na forja uma iniciativa de exportação do cereal para o mercado europeu.
Em declarações à Lusa, o director provincial da Agricultura de Manica, Dinis Lissave, encorajou a missão empresarial a investir na província no ramo agro-pecuário, área em que Manica é rica.
“Essa é uma óptima oportunidade para Manica colocar os seus produtos no mercado europeu, mas também uma alavanca para um investimento português na província”, disse.

Dois dos oito empresários (do ramo hoteleiro) seguem, depois de Moçambique, para a República da África do Sul, para explorar as oportunidades de investimento no ramo hoteleiro face ao mundial de futebol de 2010.

Esta é a segunda visita recente de empresários portugueses a Manica, depois de 12 empresários de Paços de Ferreira terem estado na província há uma semana para estudar oportunidades de investimento.

Em Setembro deverá chegar um novo grupo de empresários portugueses.

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Portugueses investem no imobiliário em Moçambique


Doze empresários portugueses de Paços de Ferreira vão brevemente investir no ramo mobiliário em Moçambique, onde “a crise económica está a passar um pouco ao lado” e aproveitar o país como “rampa” para alcançar “mercados estratégicos” africanos. A missão empresarial, que hoje (21/06/2009) termina a sua visita de uma semana, integra o director executivo da Associação empresarial de Paços de Ferreira, José Ribeiro, que disse à Lusa pretenderem exportar mobiliário português “de alta qualidade, que se destina à classe alta”, apenas para Maputo, sul, e importar madeira da província de Manica, centro, região com “grandes potencialidades” no sector agro-industrial.


“A crise está a passar um pouco ao lado do mercado moçambicano, está a atingir o português”, por isso, “temos que arranjar mercados alternativos para colocar os nossos produtos”, referiu o director executivo da Associação empresarial de Paços de Ferreira.

O grupo, que durante a sua estada em Moçambique, manteve contactos com as autoridades de Manica e Maputo, é chefiado pelo presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Pedro Pinto, e congrega empresários ligados às áreas de móveis, electrodomésticos e energias renováveis.

“O mercado moçambicano está preparado para responder os nossos objectivos. O nosso produto é mobiliário fabricado em alguns concelhos de Paços de Ferreira e Paredes, de alta qualidade, que se destina à classe alta”, mas ainda “tem uma quota de mercado muito pequena em Moçambique”, considerou José Ribeiro.

A pretensão de investir no mercado moçambicano prende-se igualmente com objectivos industriais, exploração da madeira, pois através de Moçambique “pretendemos atingir outros mercados, nomeadamente o da África do Sul, Estados Unidos da América, com quem Moçambique tem relações preferenciais e não tem taxas aduaneiras”, acrescentou.
Na sexta-feira, os 12 empresários portugueses conversaram com o embaixador de Portugal em Maputo, Godinho de Matos, sobre as altas taxas aduaneiras aplicadas pelas autoridades moçambicanas ao sector mobiliário português.

No âmbito dos acordos dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o mobiliário importado da África do Sul, a maior potência do continente, país vizinho de Moçambique, está isento de taxas aduaneiras, enquanto o mobiliário português que entra para o país é taxado até 45 por cento, por inexistência de acordos neste domínio.
A propósito, o presidente da Câmara de Paços de Ferreira defendeu a necessidade de “pôr as empresas portuguesas do sector mobiliário em pé de igualdade com as sul-africanas” no que respeita as pautas aduaneiras.

“As nossas ligações culturais e os nossos gostos (Portugal e Moçambique) são muito parecidos, conferem uma vantagem competitiva tremenda aos nossos produtores e produtos. Se estes acordos forem alcançados todos sairão a ganhar”, disse.

De resto, “sente-se claramente que, em Moçambique, os custos de contextos são inferiores. Apesar da pauta aduaneira, não existem tantas barreiras para investimento, qualidade de vida e instalação de empresas”, disse o presidente da Câmara de Paços de Ferreira.

“Havendo uma relação bilateral equitativa, seguramente que o mercado doméstico moçambicano sairá a ganhar e o Paços de Ferreira e Portugal também porque se posiciona num mercado importante e fica à volta de outros mercados estratégicos, nomeadamente o da África do Sul”, sublinhou Pedro Pinto.

Até porque “o mobiliário sul-africano não tem a mesma qualidade que o português e não é conhecido internacionalmente como o português”, considerou, por sua vez, o director executivo da Associação empresarial de Paços de Ferreira.
A Câmara de Paços de Ferreira tem um acordo de cooperação com o município de Manica, assinado em Portugal, em 2008.

LUSA

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Portugal apoia bolsas para alunos carenciados



Portugal e Moçambique acordaram esta terça-feira um regulamento de bolsas de Estudo mediante o qual a cooperação portuguesa atribui 40 bolsas anuais a outros tantos estudantes moçambicanos.

O acordo foi assinado pelo ministro da Educação de Moçambique, Aires Ali, e pelo embaixador de Portugal em Maputo, Mário Godinho de Matos, ficando regulamentado em que termos são atribuídas as bolsas, quando podem ser anuladas e o montante individual que cada aluno recebe: 2200 euros anuais.



O apoio português destina-se a jovens desfavorecidos que pretendem frequentar licenciaturas ou bacharelatos em estabelecimentos públicos em Moçambique, ou frequentar o ensino secundário na Escola Portuguesa de Maputo.


Actualmente estão a beneficiar de bolsas concedidas pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) 22 alunos no ensino superior e oito na Escola Portuguesa de Moçambique.


Além destas bolsas, a cooperação portuguesa atribui também bolsas de estudo para formação em Portugal, para cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento.


O documento hoje aprovado estabelece que Portugal paga 30 bolsas para estudantes de ensino superior e 10 para o ensino secundário (na Escola Portuguesa), sendo que o aluno é financiado durante todos os anos que durar a formação, podendo estender-se a um suplementar.
Podem candidatar-se alunos moçambicanos de fracos recursos entre 18 e 25 anos.


LUSA

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Portugal anula dívida Moçambicana


Portugal anulou a dívida de Moçambique, estimada em 393 milhões e 400 mil dólares americanos, acumulada desde a independência daquele país africano em 1975.
O acordo de anulação da dívida foi assinado esta semana em Maputo pelo ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, e pelo seu homólogo português, Fernando Teixeira dos Santos.


As negociações relativas ao cancelamento da dívida começaram em 2005 e foram finalizadas há alguns meses.

Falando durante a cerimónia, Chang afirmou que a anulação da dívida é um reconhecimento por Portugal dos esforços que o seu país realizou para promover o seu crescimento e desenvolvimento socioeconómico.

O ministro moçambicano das Finanças sublinhou que o dinheiro que estava destinado para o reembolso da dívida permitirá financiar o plano de acção do Governo para a redução da miséria.
Por seu turno, o ministro português das Finanças afirmou que o cancelamento da dívida de Moçambique se enquadrava no engajamento do seu país, enquanto membro do Clube de Paris, de anular as dívidas dos Países Pobres Altamente Endividados.

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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Lisboa investe 83 Milhoes de euros em energia em Mocambique.

As empresas portuguesas vão poder aceder a um fundo de 83 milhões de euros para investir, isoladamente ou em parceria com empresas locais, no sector das energias renováveis em Moçambique.



O acordo foi hoje assinado em Maputo pelo ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, e pelo ministro da Energia de Moçambique, Salvador Namburete.
"Desde a cerimónia de reversão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) em finais do ano findo, temos vindo a dar continuidade à busca de novas formas de reforço das nossas relações bilaterais e o acto de hoje testemunha isso", sublinhou Teixeira dos Santos, que hoje iniciou uma visita de três dias a Moçambique.

O memorando de entendimento hoje assinado traduz um dos compromissos incluídos nos acordos que permitiram que a HCB passasse de Portugal para Moçambique, assinalou Teixeira dos Santos.
"No fundo, este acordo visa a concretização de um compromisso assumido no quadro do acordo de reversão da HCB, que prevê a afectação de parte dos montantes envolvidos no acordo de transferência em projectos de investimento no sector energético", acrescentou Santos.

Para o titular da pasta das Finanças de Portugal, o acordo demonstra igualmente que "Portugal está profundamente empenhado no apoio ao desenvolvimento económico de Moçambique".
Por sua vez, o ministro moçambicano da Energia destacou o facto de o acordo hoje assinado "incidir fundamentalmente na produção de energias limpas, com efeitos reduzidos sobre o ambiente, em linha com as directrizes do Protocolo de Quioto".

Salvador Namburete disse ainda que "os critérios de selecção das empresas que vão aceder aos apoios previstos no memorando serão ainda objecto de elaboração por parte dos dois governos, mas com primazia para empresas que apresentarem modelos de produção compatíveis com a preocupação ambiental".

A GALP Energia e Visabeira Moçambique anunciaram recentemente uma parceria para a produção em Moçambique de óleos transformáveis em biocombustíveis, um projecto a ser implementado em oito anos, avaliado em 51 milhões de euros, que utilizará uma área que pode ir até aos 150 mil hectares no norte de Moçambique, possivelmente em Nacala, província de Nampula.

O desenvolvimento destas actividades ficará a cargo da Moçamgalp, empresa constituída pela Galp Energia e Visabeira, que procederá à identificação dos terrenos adequados à produção de oleaginosas, e à constituição de uma sociedade cujo objecto será o exercício da agricultura e actividades conexas.

A Moçamgalp vai ainda promover a construção de uma unidade industrial para produção de óleo vegetal que terá, em parte, como destino a exportação para Portugal, para processamento nas refinarias da Galp Energia, com vista à incorporação em combustível rodoviário como biodiesel hidrogenado, sendo a restante parte destinada à produção de biodiesel numa unidade industrial, a ser construída em Moçambique, destinada ao abastecimento local.

Além do acordo que hoje assinou com o ministro moçambicano da Energia e do perdão da dívida, cuja formalização será feita terça-feira com o ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, e com o governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, Teixeira dos Santos vai também assinar um acordo de abertura de uma linha de crédito para Moçambique no valor de 100 milhões de euros, além de visitar empreendimentos sociais e económicos no país

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