quarta-feira, 25 de junho de 2008

Falta de transporte transtorna utentes



A FALTA de transportes semicolectivos de passageiros, vulgo “chapa 100”, tem se registado com maior incidência, nos últimos dias na cidade de Maputo. O problema é muito acentuado nas horas de ponta, transtornando sobremaneira os utentes que em consequência, são obrigados a não cumprir as suas múltiplas obrigações. E devido à falta de explicação por parte da Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), algumas pessoas entrevistadas pela nossa Reportagem avançaram se tratar de uma crise provocada pelos próprios operadores.
Moradores de alguns bairros como Matendene, Zimpeto, Magoanine, Laulane, entre outros, contactados pela nossa Reportagem dizem ter vivido esta semana maus momentos devido à falta de transporte, a partir das suas zonas para diferentes pontos da capital.


Justina Langa, residente em Matendene, disse à nossa Reportagem que o problema de transporte faz-se sentir todos os dias, mas hoje (segunda-feira) a situação agravou-se bastante. “Cheguei na paragem pouco antes das 6.00 horas e agora são 6.45 só apareceu um carro”, disse Langa, acrescentando que “a falta de transporte na cidade de Maputo deve ser visto como uma emergência, porque milhares de pessoas estão a sofrer”.

Para Pedro Malate, um outro entrevistado, disse que o problema de transporte na cidade de Maputo é grave. Por isso, todos os dias é obrigado a fazer ligações para chegar ao seu local de trabalho.

“Estamos a passar maus momentos devido à falta de transporte na cidade de Maputo”, disse Malate, acrescentado que “fazer ligações não é fácil, porque não temos dinheiro para o efeito”.
Luís José, residente em Laulane, disse ao nosso Jornal que nas horas de ponta os “chapa 100” não chegam naquele bairro, daí que os utentes são obrigados a caminhar para Hulene Expresso onde aparecem, ainda que em número reduzido.
“A partir das 6 até 8.00 horas é quase impossível apanhar o “chapa” aqui em Laulane”, disse Luís José acrescentado que “o problema de transporte aqui no nosso bairro agravou-se quando a empresa Transportes Públicos de Maputo (TPM), retirou os seus autocarros que operavam na linha Laulane/baixa e Laulane/Museu”.

FEMATRO EXPLICA-SE
Entretanto, o presidente da Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), Rogério Manuel, contactado pelo “Notícias” disse que o sector privado está a retirar as viaturas nas rotas da cidade de Maputo para as colocar nas interdistritais e inter-provinciais, porque o valor cobrado por passageiro não compensa aos gastos.

“Estamos a retirar os nossos carros porque o Governo, através do Ministério dos Transportes e Comunicações, mostrou-nos que não é sério. A compensação dos “chapa” é feita com muitas dificuldades e como forma de intimidar os chapeiros, o Governo introduziu uma campanha de fazer auditoria nos “chapas”. Tudo isso é só para não pagar os subsídios de combustível”.

Sublinhou que “nós estamos a concorrer com a empresa dos Transportes Públicos de Maputo (TPM) que é subsidiada pelo Governo e sai à rua a praticar os mesmos preços com o “chapa”, mas nós não temos nenhum subsídio e ninguém nos ajuda a comprar os carros”.

A fonte disse que a falta de transporte na cidade de Maputo deve-se aos encurtamentos de rotas por parte de alguns automobilistas, como forma de colectar o dinheiro que lhe é exigido pelo proprietário das viaturas. Deve-se também à retirada de muitas viaturas nas rotas da cidade para as rotas interdistrital e interptovincial.

“Mesmo encurtando as rotas, o negócio de transporte na capital já não é rentável”, sublinhou o nosso interlocutor, acrescentando que “nos últimos dias é frequente vermos carros escritos vende-se, porque o proprietário da viatura já não aguenta operar naquela área e prefere abandonar a actividade”.

Fonte: Notícias

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Aproximam-se os Jogos da CPLP Brasil-2008


Vamos para conviver mas também para ganhar - Inácio Bernardo, apresentando o ponto de situação da preparação do evento
ENTRELAÇADOS pelo idioma e pela História comuns, jovens desportistas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa encontrar-se-ão num gigantesco e salutar convívio, dando assim corpo à sexta edição dos Jogos da CPLP, a decorrer entre os dias 26 de Julho e 2 de Agosto próximos, no Rio de Janeiro, Brasil.

Em competição estarão, em masculinos, as modalidades de andebol e de futebol; em femininos, o basquetebol, e em ambos os sexos o vólei de praia e o ténis, com o evento a ser preparado pormenorizadamente pelas autoridades brasileiras, que vêem nele uma oportunidade singular para a sua aproximação com os restantes países falantes do Português.

À excepção de Timor Leste, cuja participação ainda não foi confirmada, estando os anfitriões a trabalhar que tal suceda, todos os outros membros da CPLP, designadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe, tomarão parte nestes Jogos, destinados a atletas do escalão Sub-16.
Internamente já decorre a preparação das selecções das diferentes modalidades, havendo apenas o registo da indisponibilidade de participação da Federação de Desporto para Pessoa Portadora de Deficiência, devido à inexistência de atletas para a modalidade programada, que é o atletismo para a cegueira total.

Embora os treinos estejam a decorrer sob a égide das respectivas Federações, o controlo e a supervisão são da responsabilidade do Ministério da Juventude e Desportos, através da Direcção Nacional dos Desportos, que, inclusive, destacou técnicos seus para o acompanhamento quotidiano de cada modalidade. É nesta perspectiva que tem vindo a prestar apoio em transporte, lanches e equipamento, acreditando-se, com o desenrolar dos acontecimentos, que até lá todas as selecções estarão perfeitamente à altura desta grandiosa competição juvenil.

Falando ontem no decorrer de uma conferência de Imprensa, o director nacional dos Desportos e presidente da comissão executiva, Inácio Bernardo, revelou que decorrem já os concursos para a obtenção dos equipamentos, pois pretende-se que até ao dia 10 de Julho reste pacote esteja totalmente fechado. Quanto às inscrições, que se efectuam electrónica, as preliminares foram já feitas, esperando-se pelas definitivas depois da constituição final das selecções.

“O esforço que fazemos é no sentido de dotar as nossas equipas de condições à dimensão daquilo que o próprio evento representa. Trata-se de jogos essencialmente de convívio, no entanto, não descuramos a componente competição. Isto é, vamos para conviver, sim senhor, mas também para ganhar, para conquistar medalhas. Compreendemos que estamos em presença de um escalão de formação, mas ganhar é importante, até para permitir que esses atletas cresçam e cultivem cedo o sentido de vitória e de prestigiar o país”, afirmou Inácio Bernardo.

ATLETAS DOS JOGOS ESCOLARES
Uma das estratégias adoptadas pelo Ministério da Juventude e Desportos, visando a valorização dos talentos saídos dos Jogos Escolares, é a sua integração, prioritariamente, nas selecções que irão ao Brasil. Deste modo, segundo a fonte, em coordenação com o Ministério da Educação e Cultura, os atletas escolhidos deverão ser brevemente transferidos para Maputo, sem prejuízo da sua parte lectiva, já que está assegurada a continuação dos estudos na Escola Secundária Josina Machel. São no total nove, sendo dois de Nampula, igual número da Zambézia, um de Manica, um de Inhambane e outro de Gaza, enquanto os dois da província do Maputo continuarão nas suas casas.

No que diz respeito aos objectivos, Inácio Bernardo disse que, a nível da sua instituição, pretende-se superar a classificação obtida na edição anterior, há três anos, em Luanda, pois somente dessa forma será possível afirmar-se que realmente houve um trabalho positivo neste intervalo. Por modalidade, cada Federação estabeleceu também os seus objectivos, sendo de referir, “à priori”, as possibilidades de medalhas no básquete feminino, no ténis e no vólei de praia, com esta última disciplina a beneficiar grandemente do trabalho do técnico cubano destacado para a Federação.

Um dos “calcanhar de Aquiles” de eventos desta natureza, destinados a um determinando escalão (sub) tem a ver com a velha questão da falsificação de idades. Sobre o assunto, Inácio Bernardo referiu que a Direcção Nacional dos Desportos está atenta ao facto, daí que tenha destacado os seus técnicos para junto das Federações fazerem todas as aferições necessárias. “Inclusive, fomos às escolas dos atletas para nos certificarmos da idade dos seleccionados. Não queremos ser manchados devido à irresponsabilidade de algumas pessoas”, vincou.

Fonte: Jornal Notícias

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Animais aquáticos: Veterinários buscam soluções para doenças



ENCONTRAR formas de melhorar o controlo de doenças em animais aquáticos, assim como melhorar a inspecção da actividade pesqueira na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e para o país, em particular, constitui o principal objectivo do encontro que desde terça-feira última junta peritos da matéria na capital do país.


A ideia é delinear estratégias que vão facilitar o controlo das doenças que muitas das vezes afectam os animais aquáticos na região da SADC, o que vai permitir maior controlo do que se pesca, segundo disse Ana Paula Balói, directora nacional de Inspecção do Pescado.
A nossa interlocutora explicou que para o efeito, o encontro de peritos regionais leva grande apoio da Organização Internacional de Doenças Animais, instituição com larga experiência neste ramo de actividade.

Ana Paula Balói afirmou, por outro lado, que uma vez delineada a estratégia, os países da região passarão a ter maior controlo de toda a actividade pesqueira, assim como o que pescar, como fazê-lo e o que pescar.
De uma forma geral, a nossa interlocutora referiu que o evento, que hoje termina, vai procurar trazer mecanismos que vão permitir que se passe a desenvolver uma actividade pesqueira mais qualitativa, tendo em conta que os praticantes terão um produto com cada vez menos doenças.

“O encontro junta especialistas em doenças nos animais aquáticos e dele se pretende encontrar uma estratégia que deverá ser aplicada em toda a região da SADC com vista a reduzir os riscos de doenças em animais marinhos”, disse Ana Paula Balói para quem existem condições para se alcançar este objectivo, bastando, para o efeito, confiar-se nos técnicos e haver maior colaboração entre as partes envolvidas no plano.

A iniciativa é do Ministério das Pescas, que é coadjuvado pela Organização Internacional de Doenças Animais (OIE) representado pela Direcção Nacional dos Serviços de Veterinária.
Fonte: Jornal Notícias

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mais de 600 tecnicos prontos a serem treinados


MAIS de 600 técnicos ligados à Extensão Rural no país estão a ser treinados desde Maio do ano em curso tendo em vista uma melhor prestação no incremento da produção agrícola na safra 2008/2009. A iniciativa é do Ministério da Agricultura e conta ainda com a contribuição de diversos parceiros de cooperação.


A nossa Reportagem soube de Inácio Nhacale, chefe do sector de formação no Ministério da Agricultura, durante uma sessão de exercício prático de actividades ligadas à extensão no campo agrícola da Associação Armando Guebuza, em Magul, distrito de Bilene em Gaza, ser aposta daquele pelouro, para além de criar as melhores condições possíveis para o sucesso da próxima campanha, também preparar todo o corpo técnico para os desafios da Revolução Verde.
A formação dos extensionistas compreende matérias relativas aos métodos de extensão agrária, o quadro de políticas agrárias, agro-negócios, micro-finanças, agro-processamento, entre outros assuntos.Na associação de Magul, os 130 técnicos de extensão, provenientes da região sul do país tiveram a oportunidade de participar numa aula prática sobre agricultura de conservação, que preconiza o uso intensivo de material orgânico para a retenção da humidade na terra, que tem a vantagem de contribuir para a redução de custos de produção.Um extensionista de Gaza afirma que o sucesso deste empreendimento passa por um maior apetrechamento dos técnicos em meios materiais e financeiros.“Equacionamos que nesta tentativa de busca de soluções para o incremento de rendimentos num processo cada vez mais célere o factor humano deve ser potenciado com meios.
Os nossos extensionistas para melhor desempenho irão precisar de mais motorizadas, uniforme, pulverizadores e outro equipamento para melhor fazerem as demonstrações junto dos camponeses”, frisou .Para os técnicos de Inhambane, presentes no evento, está simplesmente claro que o seminário irá produzir resultados, particularmente nesta altura em que está em curso a reorientação dos Serviços de Extensão na província.“Acredito que mesmo em zonas tradicionalmente conhecidas como detentoras de solos pobres para a prática da actividade agrícola, casos de Mabote, Funhalouro e Pande, em breve abrir-se-á um novo ciclo, porque estão criadas as condições para lá levarmos tecnologias visando a prática da agricultura com base nas condições localmente possíveis”, disse a propósito o técnico de extensão Álvaro Abdula.

Por seu turno, Marcelo Chiconela, presidente da Associação Armando Guebuza, em Magul, colectividade visitada pelos extensionistas, salientou que a presença dos técnicos foi um grande estímulo ao trabalho que a sua colectividade tem vindo a realizar, uma vez que os conhecimentos transmitidos aos camponeses contribuirão para uma melhor prestação.“Contudo, devo dizer que mesmo assim vínhamos produzindo sem grandes sobresaltos. O nosso único problema é a dificuldade de escoamento da nossa produção para posterior comercialização, porque nos encontramos relativamente longe da Estrada Nacional. Estamos a trabalhar no sentido de conseguirmos ainda este ano uma viatura para esse efeito”, assegurou Marcelo Chiconela.

VIRGÍLIO BAMBO

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Crescimento econômico e afinidade cultural levam portugueses a viver em Luanda


A presença de portugueses trabalhando em Angola, atraídos por um forte crescimento econômico e as naturais afinidades culturais, é quase generalizada em todos os sectores da economia do país entre investidores e funcionários. Os números consulares apontam para que os portugueses, contabilizando os luso-angolanos, rondem os 60 mil, mas a emigração directa aumenta diariamente e já é estimada em cerca de 40 mil.


A integração da comunidade portuguesa em Angola é facilitada pela existência de uma cultura comum e a partilha da língua, mas o principal chamariz são as oportunidades que surgem no rastro de um crescimento econômico dos maiores do mundo. A atração que Angola exerce sobre os portugueses que procuram trabalho no país é clara: uma economia crescente nos últimos anos próximo do dois dígitos e ávida de mão-de-obra qualificada que permita dar resposta a este ritmo de crescimento que se sente num milionário programa de reconstrução nacional iniciado com o fim da guerra civil em 2002. Do sector bancário à hotelaria, passando pela construção civil, sistema de educação, comércio e comunicação social, a presença de portugueses é visível como visíveis são os vários constrangimentos que a comunidade portuguesa vive em Angola.
Desde a legalização no país, onde a aquisição de vistos de trabalho é apontada como o principal problema, explicou à Lusa Rogério Lobo, que trabalha numa das mais importantes empresas de construção civil portuguesa em Luanda. Lobo está “há um ano e meio” à espera do visto definitivo, assegurando a permanência através de “sucessivos vistos ordinários” que permitem estar no país por períodos de três meses.

Pedro Gonçalves, empresário português que tem investimentos em vários sectores em Angola, com incidência na área da distribuição, admite que o mercado angolano “é altamente apetecível”, mas destaca que “de ano para ano as dificuldades têm crescido de forma muito significativa”.
“É cada vez mais difícil manter a rentabilidade e a produtividade face à quase impossibilidade de circular com o trânsito de Luanda, a mão-de-obra escasseia à medida que os investimentos crescem, e garantir a presença de expatriados é cada vez mais dispendiosa”, disse Gonçalves à Lusa. E, descrevendo a sua própria experiência, o empresário lembra que para contratar mão-de-obra em Portugal ou em outro país é preciso “meter nas contas a habitação, entre três a quatro mil dólares mensais, carro, porque em Luanda nada se faz sem transporte próprio, e ainda ordenados de acordo com um elevado custo de vida”.

“Depois, no dia-a-dia, a qualidade de vida vem diminuindo na mesma lógica. Se há três anos era fácil contratar uma baby-sitter, hoje isso é uma árdua tarefa, o trânsito em Luanda dissuade as pessoas de saírem de casa, e as extenuantes deslocações de trabalho traduzem-se não só na diminuição da produtividade, mas também na qualidade de vida”, explicou. Para enfrentar estes problemas, algumas empresas, quando pensam em seus investimentos, já têm em conta esta realidade e tentam manter alojamentos dos funcionários integrados às suas instalações.
Exemplo disso é o que se passa com as construtoras. Todas criaram complexos habitacionais para os funcionários, principalmente através de complexos improvisados em pré-fabricados para alojar as centenas de portugueses que desempenham cargos, na maioria, como chefes de equipe nos projetos em curso. Apesar das contrariedades, o embaixador de Portugal em Angola, a poucos dias da comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, destaca “a forma como a comunidade portuguesa se insere em todos os setores da sociedade angolana”. E, paralelamente a esta dimensão sociológica da presença portuguesa no país,

“Angola já é hoje o maior destino das exportações portuguesas para fora da Europa e à frente dos Estados Unidos da América”, frisou Francisco Ribeiro Telles. Segundo Ribeiro Telles, essa dispersão pelo tecido social angolano “deve constituir um instrumento de afirmação positiva da comunidade portuguesa” neste país.

Fonte:Lusa (Ricardo Bordalo)

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SADC prepara visto unico...


UM visto único para visitantes provenientes de outras regiões do mundo vai ser adoptado em breve pelos Estados da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), no quadro de uma estratégia conjunta visando facilitar o turismo em momentos de topo, nomeadamente durante o Campeonato Mundial de Futebol a realizar-se em 2010 na África do Sul. O director nacional de Promoção Turística, Hiuane Abacar, considera que o visto único vai impulsionar significativamente a economia e estimular novos investimentos.

Segundo projecções das autoridades, no pico do movimento turístico ligado ao Mundial de 2010, a região poderá receber até 450 mil turistas provenientes de vários quadrantes do mundo, facto que chama à atenção para a necessidade de cada país incrementar a sua capacidade em termos de camas, que em Moçambique se situa à volta das 18 mil. Entretanto, segundo Hiuane Abacar, porque a comunidade empresarial está atenta à situação e vem reagindo positivamente aos estímulos do Governo, estima-se que por alturas do campeonato mundial o país tenha cerca de 21 mil camas disponíveis.

Abordado num dos intervalos da reunião anual do organismo regulador do Turismo na África Austral (RETOSA), Abacar explicou que o encontro tinha como agenda a discussão de questões sobre o marketing turístico na região, e que nele a questão dos vistos foi tema de fundo, devido às diferentes maneiras como os países da região lidam com a situação.Por exemplo, segundo a nossa fonte, Moçambique possui acordos de supressão de vistos com vários países da região, excepto Angola, Congo e Madagáscar, sendo que já começou a conceder vistos à chegada, a uma média de 25 por dia.

“A ideia geral é discutir questões que possam assegurar o aumento do fluxo de viajantes e turistas na região da SADC e garantir que o visto único seja uma realidade a breve trecho. Neste momento, cada país está a estudar o assunto naqueles aspectos que considera de interesse particular, antes de se avançar para a adopção do visto, sendo verdade que cada Estado precisa de acautelar os seus interesses para evitar que uma decisão do bloco venha, futuramente, a prejudicar um país individualmente”, explicou Abacar.

Numa primeira fase, segundo a nossa fonte, a ideia é conceder o visto único a cidadãos de apenas 15 países, escolhidos entre aqueles cujos cidadãos têm viajado com alguma frequência para a região.

Sobre a capacidade de Moçambique receber o esperado fluxo de turistas por ocasião do Mundial da RAS, Hiuane Abacar disse estar em curso um movimento de sensibilização dos cidadãos que dispõem de casas em condições de ser cedidas em regime de aluguer no período de pico, no sentido de considerarem essa oportunidade de negócio que poderá contribuir com cerca de quatro mil camas adicionais, elevando para 25 mil a disponibilidade global do país.

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Dida nao a Droga



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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Desmond Tutu apela para demissão do chefe do Regime de Harare


… e pede uma força de manutenção da Paz da ONU para estar no terreno antes da realização da 2.ª volta das presidenciais“O regime de Mugabe transformou-se num horrendo pesadelo”Uma das mais influentes personalidades africanas volta a levantar a sua voz e a juntar-se ao coro de protestos face à aberrante situação que actualmente se vive no vizinho Zimbabwe. Trata-se de novo do Prémio Nobel da Paz, Desmond Tutu, que agora no decurso de uma cerimónia religiosa realizada na passada segunda-feira em Londres, disse que o chefe do regime da ZANU-PF devia demitir-se.Para o antigo arcebispo anglicano da Cidade do Cabo, “o regime de Mugabe transformou-se num horrendo pesadelo”.



Tutu apelou às Nações Unidas para que enviem uma força de manutenção da paz para o Zimbabwe a fim de supervisionar a segunda volta das eleições presidenciais agendadas para 27 do corrente. Em princípio, as eleições serão contestadas pelo líder do maior partido da oposição, Morgan Tsvangirai, e o chefe do regime da ZANU-PF. Trata-se de uma contenda de desiguais, em que um dos candidatos, usando e abusando das prerrogativas que o há muito usurpado título de chefe de Estado lhe confere, não olha a meios para viciar as eleições à partida.

Ele utiliza as instrumentalizadas forças de segurança nacionais que, com o apoio da sua milícia privada, intimidam aldeões, prendem e raptam simpatizantes e apoiantes do candidato da oposição, e assassinam com impunidade figuras chave do Movimento para a Mudança Democrática numa derradeira tentativa de impedir que a esmagadora maioria de um eleitorado que lhe é desfavorável se dirija pacificamente às assembleias de voto para aí, serenamente, depositarem nas urnas os boletins contendo a efígie cruzada do líder do MDC. Desmond Tutu associa-se assim mais uma vez à consciente da onda de protestos que se vai avolumando mundo fora, graças à posição firme e coerente de académicos, intelectuais, clérigos de todas as denominações religiosas, estudantes, jornalistas e políticos.

A atitude desta importante conceituada personalidade que foi uma das vozes mais activas contra o regime do «apartheid» na África do Sul, contrasta com a indecorosa atitude complacente de dirigentes que, em vez de se entrincheirarem ao lado das vítimas da fraude, passeiam em locais públicos de mãos dadas com o detestado déspota ou enviam apaniguados da sua corte em missões de observação com o intuito de carimbarem a burla anunciada e assim perpetuarem a irmandade da camaradagem da “árdua luta” pelas benesses, pelo compadrio e pela transformação dos OGE em manjedoura de clientelas partidárias.
(Redacção / Catholic Information Service for Africa)

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Estabilidade política e macroeconómica angolana permite reforço da cooperação entre Angola e Moçambique


A ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, disse que a estabilidade política e macroeconómica existente em Angola e Moçambique propiciam o reforço das relações de cooperação a todos os níveis da actividade económica e social. Ao falar na abertura da 7ª Sessão da Comissão Bilateral Angolano - Moçambicana, a governante disse ser necessário, no âmbito da implementação dos acordos de cooperação, dar especial atenção aos sectores dos transportes, petróleos, finanças, banca, interior, educação, pescas, indústria, agricultura, obras públicas, comunicação social, comércio, hotelaria e turismo, assim como a área de investimentos. Segundo explicou, é intenção do Governo angolano estudar e discutir procedimentos que nos conduzam ao estabelecimento de parcerias empresariais, que permitam uma maior presença dos nossos operadores económicos nos nossos mercados.


Para a governante, é necessário criar-se condições que viabilizem a promoção do envolvimento concreto do empresariado nacional no espaço económico dos dois países, fomentando, deste modo, a cooperação técnico – empresarial, quer em regime de joint–ventures quer sob forma de investimento directo. Ressaltou ainda ser importante que os dois governos efectuem reuniões periódicas deste mecanismo inter-governamental de cooperação, com vista a contribuir para o aprofundamento das relações de cooperação. Além de relançar a cooperação institucional, sublinhou a ministra, os dois estados devem também dar uma especial atenção à cooperação empresarial, por forma a torná-la força motora do intercâmbio entre os dois países.

No tocante à reunião, que decorre até quinta-feira, a ministra disse que a mesma resulta da decisão tomada na sexta sessão realizada em Maputo, que ao analisar o estado da cooperação económica, cientifica, técnica e a cultural, entres os dois Estados, concluiu ser imperiosa a sua dinamização no interesse de conferir uma melhor qualidade das relações económicas.
Ana Dias Lourenço disse depositar grandes expectativas nesta reunião, que se deve constituir num fórum actuante da avaliação do estado da cooperação bilateral, de análises das respectivas áreas que incorporem acções e programas exequíveis, com vista a sua dinamização.

Fonte: Angop

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Graça Machel responsabiliza excesso de imigrantes ilegais pela xenofobia na África do Sul


A presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel, considerou esta terça-feira "insuportável" o excessivo número de imigrantes ilegais na África do Sul, responsabilizando esse êxodo de estrangeiros pela onda de xenofobia naquele país. Mais de 60 estrangeiros foram mortos em ataques contra estrangeiros na África do Sul, que eclodiram no início da segunda semana de Maio, e forçaram também à fuga de milhares de estrangeiros para centros de acolhimento naquele país e para estados vizinhos.

Falando hoje em Maputo num encontro sobre as causas da xenofobia na África do Sul, que reúne diversas organizações da sociedade civil da África Austral, Graça Machel, viúva do primeiro chefe de Estado moçambicano, Samora Machel, e actual mulher do primeiro Presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, afirmou que "a África Austral está a sangrar", devido à intolerância xenófoba na África do Sul.

Realçando que "nenhum país suportaria a entrada de repente de quatro milhões de imigrantes ilegais", que fugiram da grave crise económica e política no Zimbabué para a África do Sul, Graça Machel afirmou que "a entrada de muitos estrangeiros pobres neste país tornou as condições de vida mais desumanas do que já eram para a própria população pobre sul-africana, levando à rejeição dos estrangeiros e à onda de ataques xenófobos". "De repente, acordámos chocados e admirados, sem podermos reagir com a cabeça, mas com emoção, a uma onda de ódio, a uma onda de rejeição, de intolerância e mesmo de brutalidade", sublinhou Machel.

A abolição de vistos entre a África do Sul, o país mais forte economicamente em África, e a maioria dos estados da África Austral, incluindo Moçambique, também fez disparar o número de estrangeiros que procuram melhores condições de vida naquele país, tornando mais feroz a concorrência com os nacionais pelo emprego e acesso aos programas de reinserção social das comunidades pobres naquele país, acrescentou a presidente da FDC, uma das vozes mais respeitadas em África.

Entretanto, uma representante da comunidade de imigrantes moçambicanos na África do Sul, Laura Chambisse, disse hoje em Maputo que cerca de 35 corpos de moçambicanos mortos na sequência da violência xenófoba na África estão ainda por reclamar em hospitais sul-africanos, apesar de oficialmente apenas 17 moçambicanos terem morrido na onda de ataques aos estrangeiros. Chambisse deu essa informação à chegada de dois cadáveres de moçambicanos assassinados na África do Sul, elevando para nove o número de vítimas já transladadas para o país, na sequência da perseguição aos estrangeiros naquele país.

Fonte:RTP

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Obesidade



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Veja cronologia de acidentes aéreos na África desde 1996


Um avião de passageiros explodiu nesta terça-feira após aterrissar no aeroporto de Cartum, no Sudão, matando ao menos cem pessoas, de acordo com emissoras de TV sudanesas. Segundo informações iniciais, cerca de 200 passageiros estavam a bordo.
Confira cronologia de outros acidentes aéreos ocorridos na África:


2008
15 de abril: uma aeronave DC-9 da Hewa Bora Airways cai após abortar sua decolagem de Goma, no leste da República Democrática do Congo. Ao menos 40 pessoas são mortas e outras 50 ficam seriamente feridas.
2007
4 de outubro: uma aeronave Antonov 26 cai em um barro residencial em Kinshasa, no Congo, provocando a morte de ao menos 25 pessoas.
7 de setembro: um incêndio em uma aeronave Antonov 12 mata oito pessoas na República Democrática do Congo.
26 de agosto: 14 pessoas morrem quando uma Antonov 12 cai na região leste de Katanga, no Congo. A máquina estaria voando com 3 toneladas além da capacidade recomendada.
5 de maio: 114 pessoas são mortas a bordo de um Boeing 737 da Kenya Airways, após a queda do avião durante sua decolagem sob chuva torrencial em Douala, República dos Camarões.
2006
3 de agosto: uma Antonov 28 se choca contra uma montanha no leste do Congo, os 14 passageiros e os três tripulantes ucranianos morrem.
7 de julho: cinco pessoas morrem quando uma Antonov se choca contra uma montanha no leste do Congo.
27 de abril: um avião de carga que transportava equipamento de telecomunicações cai no leste do Congo e oito passageiros morrem, além dos tripulantes.
2005
10 de dezembro: uma aeronave nigeriana DC-9 com 110 passageiros a bordo faz aterrissagem mal sucedida. Apenas quatro pessoas sobreviveram.
22 de outubro: um Boeing 737 da companhia nigeriana Bellview Arlines com 111 passageiros e seis membros da tripulação cai ao norte de Lagos logo após decolar. Todas as pessoas que estavam a bordo foram mortas.
4 de outubro: uma Antonov 12 que transportava 100 militares congoleses cai no leste do Congo. Dois soldados morrem e cinco ficam feridos com gravidade.
5 de setembro: um avião de carga atinge uma palmeira quando tenta aterrissar na cidade de Isori, no leste do Congo, ao todo, sete pessoas morrem em conseqüência do acidente.
25 de maio: uma Antonov cai logo após decolagem nas proximidades de Bunyakiri, uma vila no leste do Congo e 26 pessoas morrem.
5 de maio: uma Antonov 26 atinge uma copa de uma árvore durante sua aterrissagem na cidade de Kisangani e bate no chão, matando 10 das 11 pessoas que estavam a bordo.
2003
25 de dezembro: um Boeing 727 a Beirute se choca com um edifício na República do Benin (África ocidental) após a decolagem e mergulha no oceano Atlântico, matando 111 passageiros e tripulantes. Vinte e dois sobreviveram.
29 de novembro: um avião militar cai em um mercado na cidade de Boende e mata 13 pessoas que estavam fora da aeronave, além de 20 dos 24 que eram transportados.
8 de julho: um Boeing 737 cai logo após decolar no Sudão. 104 passageiros e 11 membros da tripulação morrem. Uma criança sobrevive.
8 de maio: a porta traseira de um avião de carga abre a 10 mil metros de altura e mais de cem pessoas morrem em decorrência do acidente.
6 de março: um Boeing 737-200 cai logo após decolar, no aeroporto de Tamanrasset, na Argélia, e mata 103 pessoas.
2002
4 de maio: uma aeronave da EAS Airlines cai no norte da Nigéria, matando ao menos 148 pessoas: 75 passageiros e 73 pessoas que estavam em terra.
2001
14 de dezembro: seis pessoas, incluindo rebeldes, morrem quando uma aeronave LET 410 cai no noroeste do Congo.
23 de agosto: uma aeronave Antonov 28, de propriedade da Agefreco Air, perde poder e cai no leste do Congo. Quatro pessoas morrem.
2000
12 de agosto: um avião carregando 21 pessoas e seis tripulantes cai após apresentar problemas técnicos da cidade de Tshikapapa. 13 corpos são recuperados da carcaça do avião e outros nunca foram encontrados.
20 de abril: seis ruandeses e quatro russos morrem quando o avião em que estavam cai no sul do Congo.
30 de janeiro: um Airbus A-310 da Kenya Airways cai no oceano logo após decolar da Costa do Marfim, matando 169 das 179 pessoas que estavam a bordo.
1999
8 de fevereiro: um avião privado alugado pelo Exército para levar suprimentos ao noroeste do Congo cai logo após a decolagem. As oito pessoas a bordo morrem.
1997
12 de setembro: um avião com 20 pessoas que iam para um encontro religioso cai nas montanhas Minembwe. Todos a bordo morrem.
6 de junho: um avião de passageiros cai na cidade Irumi, no noroeste do Congo e as 30 pessoas a bordo morrem.
1996
23 de novembro: um boeing 767 da Ethiopian Airlines cai no oceano perto das ilhas Comores (África oriental) e deixa 125 mortos.
8 de janeiro: uma Antonov 32 cai após a decolagem do aeroporto de Kinshasa, passando por uma rua movimentada e termina por atingir uma feira livre. Ao todo, 300 pessoas morrem.


Com agências internacionais Colaboração para a Folha Online


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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Diga NAO ao Abuso Infantil

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Moçambique decide colocar policiais gordos em forma


Policiais de Moçambique terão que passar por um programa de treinamento físico para emagrecer porque estão gordos demais para perseguir criminosos.
O conselheiro do Ministério do Interior moçambicano, Pana Chande, disse à BBC que o estilo de vida dos policiais levou a esta decisão.
"Alguns estão tão grandes que acabam com a saúde e a habilidade para correr afetadas", afirmou.


Segundo Chande, muitos dos policiais têm barrigas volumosas, bebem muito e fumam.
"Estamos em um processo de treinamento dos policiais e comandantes em nossos centros de treinamento", acrescentou. "Precisamos de homens que sejam capazes de agir sem problemas."
O treinamento envolve, entre outras atividades, corrida, ginástica e simulação de perseguição de criminosos.


Chande afirmou que muitos dos policiais são lentos, freqüentemente incapazes de correr ou agir rapidamente para evitar crimes.
O conselheiro do Ministério do Interior diz que o treinamento não é uma forma de punição, mas apenas um exercício para melhorar o desempenho de toda a polícia.

Fonte: BBC

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Irregularidades na criação de Tribunais Fiscais


O processo de instalação de Tribunais Fiscais em Moçambique ao que tudo indica está prenhe de irregularidades e até mesmo ilegalidades. Criados pela Lei 2/2004 , os Tribunais Fiscais já deveriam estar a funcionar desde 2007, mas interesses ocultos na Autoridade Tributária de Moçambique vem emperrando a sua instalação efectiva. Primeiro, foi-se protelando a selecção, admissão e formação dos respectivos juízes.


O aludido processo de concurso para a suposta selecção de pessoal que foi lançando em Maio de 2006 só chegou ao fim em Dezembro de 2007. Entretanto, pelo dados no terreno pode-se concluir que a montanha pariu rato. Senão vejamos: De fontes seguras dentro da Autoridade Tributária de Moçambique o «Canal de Mocambique» soube que ainda assim a selecção e formação de juízes só aconteceu por pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que é quem financia o projecto de criação e instalação deste tipo de tribunais, diga-se, importantíssimos para dirimir conflitos que consubstanciam cobrança coerciva de receitas fiscais tantas vezes contestadas por quem mais não pode se não pagar.
Terminado que foi o curso de formação de juízes fiscais no Centro de Formação Jurídica e Judiciária da Matola, em Dezembro de 2007, foram aprovados 24 dos 35 candidatos. Na altura foi dito aos candidatos aprovados que numa primeira fase seriam chamados a exercer funções, os 14 primeiros classificados. E que os Tribunais começariam a funcionar no primeiro trimestre de 2008. Sucede, porém, que até à presente data tal não aconteceu. E para a surpresa de muitos dos candidatos aprovados, apenas foram levados a estágio os candidatos que são funcionários da Autoridade Tributária incluindo aqueles que no curso de formação tiveram um desempenho pouco acima do medíocre. Aos outros, os não funcionários na Autoridade Tributária, nada lhes foi dito, nem mesmo em jeito de explicação para este procedimento, diga-se, irregular.
Há mesmo quem diga que provavelmente esta “manobra” visa tornar os Tribunais Fiscais em departamentos da Autoridade Tributária tal como acontece com os Tribunais Aduaneiros que se subordinam ao Director Geral das Alfândegas. Desta forma, contrariando a letra e o espírito da lei, se evita ter tribunais verdadeiramente independentes e que nalgum momento possam tomar decisões em desfavor da Administração Fiscal e que beneficiem os que esta pretenda à força penalizar por inconfessas razões. Na sequência desta escabrosa manobra, alguns dos juízes marginalizados que vivem nas províncias com espanto viram os seus colegas a estagiar nas respectiva províncias durante cerca de um mês com direito ao que, como dizem um subsidio correspondente a 1500 USD. Isto para além do salário que auferem como funcionários da Autoridade Tributária. E o tal estágio sigiloso prossegue agora na capital do país, na sede da Autoridade Tributária de Moçambique…
Com vista a assegurar os seus direitos o grupo de Juízes que se diz ostracizado já tem na forja um recurso contencioso para o Tribunal Administrativo. Fontes ligadas ao grupo garantiram ao «Canal de Moçambique» que nos próximos dias este documento dará entrada naquele foro. Recentemente, em declarações à Televisão Pública, o director do Gabinete de Estudos da AT, Hélder Siueia disse que os Tribunais Fiscais estariam em funcionamento no segundo semestre do presente ano mas, as nossa fontes garantem que até então pelo menos na maior parte das províncias, incluindo a Cidade de Maputo, não foi adquirido, construído ou reabilitado um único edifício para instalação dos tais tribunais.
A inépcia deixa claro, segundo as fontes, que tal afirmação não passou de mais uma promessa para entreter os doadores, no caso vertente o FMI. Aliás o próprio ministro das Finanças, Manuel Chang, prometeu por diversas vezes no Parlamento que os Tribunais Fiscais entrariam em funcionamento, primeiro, em 2007 e depois, em 2008. Com este dados na mesa o «Canal de Moçambique» vai prosseguir com este tema e nas próximas edições tentará trazer a versão de quem de direito.


(Luis Nhachote)

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Formacao de Professores de Ingles


Formação de professores básicos de Inglês: Instituto de Línguas disponibiliza 5630 vagas
CINCO mil seiscentos e trinta é o número de vagas que o Instituto de Línguas tem disponíveis para o próximo ano lectivo, tendo em vista reduzir a crise de professores de nível básico de língua inglesa que o país continua a enfrentar. Ainda para o mesmo período, a instituição prevê a abertura de 704 lugares para novos ingressos de pessoas que queiram ser formadas em docência de língua francesa, número que suplanta o dos últimos dois anos.

As vagas estarão distribuídas entre a sede e as sete delegações daquele estabelecimento de formação técnico-profissional público.
O director do Instituto de Línguas, José Dinis, afirmou que apesar de algumas dificuldades verificadas ao longo do ano passado, o plano de trabalho foi cumprido com sucesso, destacando, como exemplo, a abertura da delegação de Tete, que entrou em funcionamento no presente ano lectivo.
As 5630 vagas previstas para 2009 fazem parte de um projecto de introdução de um curso de formação de professores de Língua Inglesa nas delegações de Sofala e Nampula, e Francesa nas instalações da sede, na capital do país.
José Dinis explicou igualmente que o curso de formação de professores de nível básico em Inglês já existe em Maputo. O que deverá acontecer será a sua expansão com vista a permitir que mais cidadãos tenham acesso à instituição, o que representa uma forma de redução do desemprego.
Segundo José Dinis, a distribuição de vagas foi feita de acordo com as necessidades de cada delegação, o que equivale a dizer que a sede tem disponíveis 2645 vagas, seguida da Beira com 1065. Para Nampula foram reservados 520 lugares para novos ingressos, Xai-Xai 340, Chimoio 330, Tete 300, Inhambane 250 e, por último, a delegação de Pemba com 180 vagas.
Estes números subiram em relação ao previsto para este ano, assim como o passado, o que resulta do elevado índice de procura dos serviços daquele estabelecimento, como disse o director.
A fonte referiu que no desempenho das suas actividades o Instituto de Línguas depara-se com o problema de falta de equipamento audiovisual para permitir que os estudantes possam pôr em prática os conhecimentos adquiridos nas salas de aula. Para além disso, a instituição precisa de melhorar as suas bibliotecas, assim como ampliar as instalações de algumas delegações, tais são os casos de Manica e Inhambane.
Fonte: Jornal Noticias

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"AdM" perde 55% de producao diaria..


Cento e cinquenta milhões de litros de água processados pela empresa «Águas de Moçambique» (AdM) perdem-se diariamente na província e cidade de Maputo e charcos de água criados por problemas técnicos da empresa fornecedora atentam contra a saúde pública em Maputo – Cento e cinquenta milhões de litros de água processados pela empresa «Águas de Moçambique» (AdM) perdem-se diariamente na província e cidade de Maputo, sem trazer nenhum retorno lucrativo à empresa, o que corresponde a 55 por cento da produção diária da empresa.


Esta informação foi-nos revelada por José Maria Marques Adriano, responsável de Comunicação e Imagem da AdM, na tentativa de justificar o deficiente abastecimento do líquido precioso que caracteriza o funcionamento desta empresa, segundo muitos dos utentes. José Maria reconhece que “problemas técnicos da empresa originam desvios de conduta de água que por fim causam charcos nas ruas da cidade, concorrendo para a propagação de doenças relacionadas com a falta de higiene, para além de criarem mosquitos que por sua vez são responsáveis pela transmissão de malária”. “Não são só problemas técnicos que estão na origem das perdas da empresa: registamos para além de perdas técnicas, as perdas comerciais, que correspondem ao consumo de água que não é pago”, afirma ainda José Adriano.
No referente as perdas comerciais, o interlocutor do «Canal de Moçambique» afirma que “muitos clientes da empresa optam por não pagarem as facturas do seu consumo mensal” e no grupo dos que não pagam, segundo ele incluem-se “muitas instituições governamentais”. Sem citar quais, José Maria Adriano disse que “há muitos ministérios e outras representações do governo que não pagam as facturas do seu consumo mensal de água, contribuindo deste modo para a deficiência do trabalho da empresa”.

Soluções a vistaPara solucionar os problemas técnicos que estão na origem das perdas da AdM, que acabam criando charcos nos bairros da cidade, José Maria Adriano garante que “está sendo feito um trabalho de base, com vista a sanar este problema que já nos é familiar em alguns bairros da cidade de Maputo, com destaque para os bairros de grande aglomeração populacional, como Maxaquene, Mikadjuine, Xipamanine, Chamanculo, entre outros”. No que diz respeito às perdas comerciais, a fonte garante que há um trabalho com as estruturas dos bairros, no sentido de denunciarem as ligações clandestinas.

“Já assinámos um memorando com a edilidade da Matola no sentido de envolver os secretários de bairros no controle das ligações clandestinas”, afirma Adriano. Para os consumidores que não pagam o seu consumo, o mesmo interlocutor disse que “a empresa vê-se obrigada a cancelar o fornecimento de água até que se regularize as contas”, no entanto, acrescenta que “a situação fica mais complicada quando se trata de uma instituição do governo que não efectua os pagamentos do seu consumo”. Sem avançar datas, o nosso interlocutor afirma que “reverter este cenário é o objectivo principal da empresa”.

(Borges Nhamirre)

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terça-feira, 17 de junho de 2008

Dos Cem autocarros prometidos a TPM ...


Estão em circulação, desde há alguns dias, os primeiros dez autocarros do lote dos cem a serem adquiridos ao longo deste ano para o reforço da frota dos Transportes Públicos de Maputo (TPM). Com os novos machimbombos, a transportadora passa a contar com 89 viaturas, entre as operacionais e as avariadas.Os dez autocarros são da marca Volkswagen (VW) e foram adquiridos na África do Sul, tendo chegado nas últimas duas semanas em duas levas, de cinco cada.


Mais 20 machimbombos deverão entrar no país até final deste mês, esperando-se que no decurso do mês de Outubro próximo as cem unidades perspectivadas estejam todas em circulação, de acordo com Boaventura Lipangue, porta-voz dos TPM.Com a chegada dos dez autocarros, segundo a nossa fonte, a frota da transportadora pública de Maputo passa para 89 viaturas, embora se opere diariamente com uma média de 40 a 45 autocarros, uma vez que alguns se encontram nas oficinas.

Mesmo com as dez novas viaturas que mantém a aposta de luxo e maior comodidade iniciada com os “Yutong” provenientes da China, os TPM rematam para mais tarde a abertura de mais rotas, garantindo que vão continuar, por enquanto, a operar em 34 linhas. Para além de vários destinos no município da Matola, aquela transportadora liga a cidade de Maputo aos distritos de Boane e Marracuene.

Os cem machimbombos, dos quais dez acabam de entrar em circulação, são o início do cumprimento de uma promessa do Governo feita pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, a 17 de Março último, na sua primeira visita àquela empresa.Falando na ocasião, Zucula revelou que o Estado estava em processo de aquisição de cem viaturas que chegariam em cinco lotes de 20 cada a partir de Maio ou Junho, acrescentando que a ideia é atacar a grave crise da diminuta frota dos TPM e, ao mesmo tempo, reforçar a capacidade das suas oficinas para garantir a manutenção dos autocarros.Espera-se que com esta aquisição, a actual crise de transporte de passageiros na qual a capital do país se encontra mergulhada possa minimizar-se.

Abordado segunda-feira pelo “Notícias”, Boaventura Lipangue garantiu que a questão de assistência técnica foi tida em conta na altura da escolha da marca e do local de compra dos autocarros, afastando, daquele jeito, a probabilidade dos novos autocarros pararem devido a problemas mecânicos.Tendo em conta que os TPM possuem agora 89 autocarros e esperam receber mais 90 até finais de Outubro e que precisam de pelo menos 150 unidades para funcionarem sem dificuldades, vislumbra-se alívio do sofrimento quanto à crise de transporte público em Maputo.
Fonte: Jornal Notícias

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Maleiane diz que faltam empreendedores no país


O antigo governador do Banco de Moçambique, Adriano Maleiane, considera que em Moçambique faltam empreendedores, razão pela qual empresas do sector privado ainda não são dominantes como requer a economia nacional.
Segundo a AIM, para justificar a fraqueza de iniciativas empreendedoras no país, Maleiane apoiou-se em estatísticas de 2002, que mostram que nessa altura existiam 48 mil empresas privadas, porém, destas apenas três por cento se encontram a operar no sector agrícola e 14 por cento na indústria. Estas duas áreas, incluindo o turismo, são consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país. “Uma economia como Moçambique precisa de muito mais, temos que multiplicar e avançar para as áreas mais importantes.

Um dos sectores importantes é a agricultura formal, mas neste momento apenas três por cento das empresas privadas no país trabalham nesta área. Acredito, porém, que é possível fazer mais”, defendeu. Numa entrevista à AIM, Maleiane referiu que, para que o sector privado seja dominante, é necessário que os moçambicanos invistam no país, mostrando o talento que possuem.

Fonte: Jornal Notícias

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A violencia xenofoba da Africa do Sul explicada...


A violência de sul-africanos contra imigrantes de outras partes da África que teve início em 16 de maio e deixou ao menos 56 mortos-- não pode ser considerada xenofobia, na opinião da professora Leila Leite Hernandez, livre-docente em História da África e professora da faculdade de História da USP (Universidade de São Paulo)."Não dá para atribuir a esses conflitos uma dimensão étnica. Não é xenofobia. Nem no Zimbábue, nem na Zâmbia, nem em Moçambique e nem na África do Sul", disse Hernandez, que também é autora do livro "A África na Sala de Aula: Visita à História Contemporânea", em entrevista à Folha Online.



Para a professora, a questão envolve motivos econômicos, trabalhistas, sociais e políticos. "Os migrantes procuram melhores condições de vida", diz.Segundo Hernandez, os imigrantes de outras partes da África vão para a África do Sul em busca de trabalho, fixam-se nos arredores de Johannesburgo e acabam lançados à economia informal. Porém, o contingente migratório interno da África do Sul --que vai do campo para a cidade-- se estabelece no mesmo local e não há empregos para todos. Como a mão-de-obra estrangeira é ainda mais barata que a local, os sul-africanos são prejudicados.
"O problema é que o surto migratório é feito por pobres que vão competir no mercado de trabalho de uma mão-de-obra também pobre, com baixos salários", explica ela.
Leia a íntegra da entrevista com Hernandez:

Folha Online - Quando os zimbabuanos e moçambicanos começaram a migrar para a África do Sul?
Leila Leite Hernandez - A ida deles já vem de muitos séculos. Há deslocamentos nessa região desde antes do século 19, que são próprios dos povos dessa parte meridional da África. Esses deslocamentos se acentuam sobretudo com os trabalhadores de Moçambique -que ainda não eram moçambicanos porque o país não era independente-- a partir da descoberta das minas de ouro e diamante na África do Sul, que são próximas a essa área onde é o conflito hoje.

Folha Online - Qual o motivo dessa migração?
Hernandez - Trabalho. A migração ocorre sempre que há problemas internos nos países com o mercado de trabalho. Sempre que há um deslocamento é porque as pessoas se sentem forçadas, ou são forçadas por políticas de governo. Elas se sentem extremamente descontentes com as condições de vida e saem em busca de outras oportunidades de trabalho e sobrevivência. Isso ocorre em todos os lugares, mas hoje está mais voltado para a África em razão das condições locais. O surto migratório é feito por pobres que vão competir no mercado de trabalho de uma mão-de-obra também pobre, com baixos salários.

Além disso, hoje nós temos um Zimbábue extremamente empobrecido, com uma inflação de 165 mil % e uma situação econômica bastante complicada. É um país que sofre de um problema político sério, que tem como marco o processo eleitoral deste ano, com perseguições a quem se opõe ao governo de [Robert] Mugabe.Folha Online - A violência contra os imigrantes já existia desde o início dos deslocamentos dos africanos?

Hernandez - Não. Esses conflitos são recentes e tem a ver com um conjunto de circunstâncias. Existe um encarecimento dos produtos básicos de alimentação e o processo de mundialização em curso acentua as desigualdades. As regiões que já são mais empobrecidas e que já tem questões alimentares sérias acabam tendo mais desafios pela própria sobrevivência.

Folha Online - Por que os migrantes do continente africano vão para a África do Sul?
Hernandez - Porque é o país mais rico dessa região meridional. Portanto, os migrantes procuram melhores condições de vida. Eu nem diria melhores, mas 'menos ruins'. Então, eles avançam em direção a periferia de Johannesburgo, onde vão tentar, sobretudo, empregos na economia informal.

Folha Online - Quando os fluxos migratórios recomeçaram e tiveram seu ápice?Hernandez - Na verdade, há um deslocamento de baixa intensidade contínuo, mas eles se intensificaram no final de 2007, quando começou o processo eleitoral no Zimbábue. Foi na mesma época que a inflação atingiu os níveis mais altos registrados até hoje. Não dá para a gente entender como uma pessoa compra seis pãezinhos com 165 mil% de inflação (...) É uma situação de miséria muito grande. A mão-de-obra muito pobre migra para sobreviver e, evidentemente, não há empregos para todos.

Folha Online - Por que iniciaram os conflitos? Já que a imigração sempre ocorreu pacificamente...
Hernandez - Temos uma conjuntura internacional entre Zimbábue, Zâmbia, Moçambique e África do Sul. E temos também as questões internas a cada um desses países. A Zâmbia, assim como o Zimbábue, tem problemas seríssimos. Em Moçambique a situação é um pouco melhor, mas também há problemas. Todos esses países tem uma concentração precária de distribuição de renda. A situação também tem a ver com problemas internos à África do Sul. O país é a economia com os melhores índices da África meridional, mas tem por volta de 30% de desemprego, o que é elevado.

Em torno de Johannesburgo existiam as cidades para os negros viverem durante o apartheid, precárias em termos de energia elétrica, saneamento básico, saúde e educação. Já são locais com grande acúmulo urbano e ainda recebem os imigrantes. A África do Sul também tem uma das maiores taxas de migração do campo para a cidade. E essa população fica nas proximidades de Johannesburgo, com uma vida extremamente precária.

A mão-de-obra estrangeira que se desloca também para essa área compete no mercado informal com a mão-de-obra local, que já tem salários baixos. Os migrantes acabam aceitando salários ainda menores, o que fomenta sérios problemas de aceitação. Esse embate gera outro problema, pois faz com que as pessoas voltem ao seus países de origem, que não os comporta também.


Folha Online - Então, a situação é mais uma rejeição à situação do que ao estrangeiro em si?Hernandez - Exatamente. Em cada um dos lugares na África, as questões tem respostas específicas na economia. A taxa de desemprego, a taxa de inflação, a má distribuição da renda, as doenças e epidemias, sobretudo a Aids. É uma reação local à pobreza e é evidente que essas questões são apropriadas politicamente, de forma muitas vezes banalizada, reduzida a embates entre estrangeiros, quando a questão é muito mais profunda. Envolve, por exemplo, uma política trabalhista que não dá aos trabalhadores da África do Sul nenhuma proteção, o que, aliás, é uma tendência no novo modelo de mercado atual.
Folha Online - Então, os atuais embates na África do Sul não possuem motivação étnica?Hernandez - Não. Não dá nem para pensar em atribuir a esses conflitos uma dimensão étnica. Não é xenofobia. Nem no Zimbábue, nem na Zâmbia, nem em Moçambique e nem na África do Sul. Muitas vezes esses conflitos se revestem para uma parte da população em uma questão racial. Porque, historicamente, houve um apartheid que teve seu término nos anos 90. Mas a gente sabe que a segregação de fato, as questões econômicas, sociais e o preconceito pertencem a uma dimensão simbólica e, portanto, levam algum tempo para apresentarem uma diminuição. Então, até hoje a gente vê que nos próprios países essas questões são banalizadas como conflitos étnicos, mas os verdadeiros motivos são os econômicos e sociais.

Folha Online - A situação da África do Sul pode prejudicar o presidente no processo eleitoral?Hernandez - O país está em um processo de eleições. A partir do momento em que o governo não consegue controlar a situação, é um problema para ele, sem dúvida nenhuma. O desemprego é uma questão própria da África do Sul. Claro que ele é influenciado pelos zimbabuanos, mas o problema é anterior. A má distribuição de renda, além do desemprego, são questões que foram postas na agenda do presidente Thabo Mbeki, mas estão sem repostas.

Mesmo após a diminuição da violência, ainda haverá muito a se fazer em relação a saúde, educação e a luz elétrica. E a gente sabe que, em ano eleitoral, a situação lembra o que fez e a oposição lembra o que não foi feito. Então, sim, esses embates podem prejudicá-lo [ao presidente Thabo Mbeki].

Folha Online - O que poderia ser feito para resolver os embates?Hernandez - Na verdade, a questão é regional e deve ser resolvida regionalmente, a partir de uma mobilização da União Africana, de Angola, Moçambique e Zâmbia. No entanto, é um problema que também interessa às empresas que investem na África do Sul, alcançando uma dimensão ainda maior. Para dar conta disso, é necessário um esforço dos governos envolvidos, sobretudo o do Zimbábue e o da África do Sul. A questão ainda necessita de muitos programas de governo e, mesmo com vontade política, isso só deve acontecer em médio prazo.

A curto prazo, o que se pode fazer é uma ajuda internacional localizada, com alimentos e produtos básicos. Já existe uma ação internacional lá, no campo de refugiados, da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e dos Médicos Sem Fronteiras (MSF). Antes de qualquer coisa, tem que haver paz. Com uma economia de guerra não dá para se pensar em refazer o tecido social e econômico.

Atualmente, nós vemos um movimento dos meios de imprensa e da sociedade em pensar no que pode acontecer em 2010, na Copa do Mundo. O interesse chega a tal ponto que o governo local afirma que os conflitos podem prejudicar a Copa e também gerar violência. Mas é justamente o contrário, a violência não pode ficar em segundo plano. A Copa não tem importância agora.

FERNANDA BARBOSA Colaboração para a Folha Online

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Campanha Contra a Malaria



Pfizer - Campanha contra a malaria.

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Angola é o maior produtor de petróleo em África segundo a OPEP


Viena, Áustria, 11 Jun - Angola ultrapassou a Nigéria como o maior produtor africano de petróleo, de acordo com o mais recente Oil Mining Report (OMR) divulgado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). No seu OMR para o mês de Maio, a OPEP afirma que a produção angolana em Abril foi de 1,87 milhões de barris por dia ao passo que a produção da Nigéria caiu para 1,81 milhões de barris, contra um pico de 2,5 milhões de barris três anos antes.

De acordo com a OPEP, a produção diária da Nigéria tem vindo a cair com 2,235 milhões de barris em 2006 e 2,125 milhões de barris em 2007. Durante o mesmo período, a produção de Angola passou de 1,385 milhões de barris por dia em 2006 para 1,66 milhões em 2007.O cartel petrolífero atribuiu o aumento da produção de Angola a novos projectos "offshore" na região rica em petróleo junto à costa da província de Cabinda.

Fonte: Macauhub

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Detidos falsificadores da moeda estrangeira


TRÊS indivíduos encontram-se desde semana passada detidos no Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo, acusados de envolvimento num caso de falsificação da moeda estrangeira. No acto da sua detenção foram encontrados na posse de dez mil dólares norte-americanos.


São dois moçambicanos identificados por A. Mussais e E. Simbine, com 29 e 30 anos de idade respectivamente e um estrangeiro, da República da Serra Leoa, de nome S. Kaba, 32 anos, encontrados também na posse de uma máquina de falsificar notas.
O porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa, disse que a detenção dos falsificadores foi possível graças a uma denúncia efectuada depois de um dos indiciados tentar, sem sucesso, trocar as notas falsas numa agência bancária da capital do país.

Depois de se fazer ao referido banco, o indivíduo em causa teria tentado ludibriar o funcionário a lhe entregar notas de metical verdadeiras em troca de dólares norte-americanos não autênticos, o que não viria a se concretizar porque a farsa foi descoberta.
O presente caso de falsificação envolveu um estudante da Universidade Eduardo Mondlane, um comerciante e o estrangeiro, que se supõe seja o dono da máquina usada para a falsificação das notas.

Pedro Cossa disse que em paralelo com este crime, outros dois estrangeiros de origem turca, nomeadamente Y. Cubukou e F. Kambar foram presos pela PRM indiciados de envolvimento num caso de violação sexual de duas menores de oito e 17 anos de idade, numa escola muçulmana, no bairro do Triunfo, também na cidade de Maputo.
Supõe-se que estes turcos cometeram o crime com outros dois comparsas que, segundo informações das autoridades policiais, conseguiram escapar dos agentes da lei e ordem, fugindo para a vizinha República da África do Sul.

Outro indivíduo que se encontra a contas com a Polícia é A. Balate, 51 anos, também acusado de ter violado sexualmente uma menor de onze anos de idade, na cidade da Matola, por sinal sua zona de residência.
Ainda de acordo com o porta-voz do Comando-Geral da PRM, 586 indivíduos foram conduzidos às celas na sequência de várias acções criminais registadas pela Polícia.

Fonte: Jornal Noticias

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Fibra óptica sofreu 30 cortes na região norte


Desde a instalação até a este momento, a fibra óptica, infra-estrutura nacional sob gestão das Telecomunicações de Moçambique, TDM, sofreu trinta cortes por sabotagem no percurso Quelimane-Nampula. De acordo com o engenheiro Miguel Massingue, director das TDM em Nampula, com tais sabotagens, a empresa que dirige perdeu avultadas somas monetárias, cujo global dos custos não revelou, mas com efeito, ficamos a saber que num única corte, os gastos chegam a rondar não menos que dois mil dólares norte americanos.

Massingue revelou igualmente que mesmo com as sabotagens em referência, a província de Nampula, por sinal a capital do norte do país, nunca ficou desligada do resto do país e do mundo, mercê de uma outra linha alternativa que as Telecomunicações de Moçambique a nível daquela província dispõem. Num outro passo, a mesma fonte revela que as sabotagens que tem vindo a registar-se, principalmente na zona entre Mocuba e Alto Ligonha, na província da Zambézia, são perpetradas por pessoas que procuram algo que não existe em fibra óptica, neste caso o cobre, tendo em conta a alta de preços que o produto está tendo no mercado internacional, sobretudo no de sucateiras locais.
Tendo em conta que parte da mão-de-obra recrutada para o processo da extensão da fibra ser local, Miguel Massingue, não descura a hipótese das sabotagens estarem a ser perpetradas pelos homens outrora utilizados para efeito, tendo em conta que depois de passar por uma zona o recrutamento da mão-de-obra segue para a região onde se vai e dai são homens que ficam sem trabalho e como tal “é normal que surjam descontentamentos”. Daí serem eles também uma hipótese como autores das sabotagens para poderem voltar a ter trabalho com as reparações. Para reverter esta situação, o director da TDM em Nampula diz ser solução o envolvimento de todos na sensibilização das comunidades para vigilância daquela infra-estrutura nacional. Com efeito, o nosso interlocutor evoca ainda a necessidade de envolvimento massivo dos líderes tradicionais, “com vista a pedirem por intermédio tradicional aos antepassados para atazanarem a vida daqueles que fazem a sabotagem da fibra óptica”.
Em relação às notícias postas a circular sobre o não funcionamento da fibra óptica da sua inauguração oficial pelo presidente da República, Armando Guebuza, a quando da sua presidência aberta àquela província norte, Miguel Massingue, director das Telecomunicações de Moçambique em Nampula, disse não constituírem verdade, porque, segundo nos afiançou, “apenas depois da fibra ter entrado em funcionamento existiram trabalhos de manutenção e pelo que me lembro isto foi antes da inauguração, mas da inauguração para cá esta infra-estrutura nunca parou de funcionar, mesmo com as sabotagens” – disse. Igualmente, a fonte nos informou que com os serviços que prestam em toda a província de Nampula, as TDM chegam a facturar pouco mais de trezentos mil meticais por dia.

Ligação de MecuburíNum outro passo, o interlocutor do «Canal de Moçambique» fez saber que em Setembro próximo, o distrito de Mecuburí, na província de Nampula, passará a estar ligado ao país e ao mundo através de uma linha das Telecomunicações de Moçambique. Mas adiante, Miguel Massingue, anunciou que as obras para efeito poderão arrancar ainda dentro desta semana, tendo em conta que o material a ser utilizado já existe e sobrou de outras obras da empresa. Afirma que com estes novos trabalhos serão gastos cerca de trezentos mil meticais.
Concluídas as referidas obras em Mecuburi, apenas os distritos de Nacarôa e Lalaua, em Nampula, ficarão por ser ligados à rede digital das Telecomunicações de Moçambique, mas para o efeito, segundo a fonte que estamos a citar, há já planos em curso para a ligação dos mesmos. Neste momento, apenas os distritos de Mecuburí e Lalaua encontram-se sem nenhuma comunicação, tendo em conta que o distrito de Nacarôa beneficia já da rede de telefonia móvel de uma das operadoras do país.

Fonte: Aunicio da Silva

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A Fome no Mundo


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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mal Agradecidos!


Suponho que por estas alturas já tudo tenha sido dito e explicado em relação à violência na África do Sul. Se junto a minha voz, ou a minha escrita, é simplesmente por uma questão de imodéstia, como sempre, aliás. Tudo foi dito, é verdade, mas não por mim. De entre as várias coisas que foram ditas figuram tentativas de explicação do que levou gente por quem o nosso país verteu sangue e lágrimas, para além de adiar o seu próprio bem-estar, a ver em nós o motivo do seu infortúnio. Porquê, porquê, porquê? Esta é a pergunta que fomos repetindo enquanto cheiravam corpos queimados vivos, enquanto refugiados zimbabweanos desesperavam perante a questão de saber onde ir e enquanto milhares de moçambicanos afluíam às nossas fronteiras à procura de socorro e refúgio na pátria amada que pela exiguidade de oportunidades que lhes oferece os havia obrigado a tentar a sorte lá no Djoni.


Porquê, porquê, porquê, para o leitor que perdia noites em discotecas nos anos noventa, é o refrão da célebre passada de Swit. Depois de uma noite bem passada alguém ainda tem o desplante de nos fazer o wassu-wassu. Porquê? Mas que pergunta! Justamente porque a noite foi bem passada e esse alguém quer mais noites assim, tem que nos meter na garrafa. Perversamente, gostava nesta reflexão de perguntar se as nossas atenções não estarão, como no caso de Swit, a concentrar-se em demasia no lado errado da questão. Por que é que os sul-africanos nos fizeram isto? Pobres mal agradecidos? Vítimas das desigualdades internas? Desesperados por nunca mais verem os frutos do fim do “apartheid”? Memória curta? Ou simplesmente revelação de uma sanha assassina própria do africano, a famosa negrofobia ou afrofobia?

E supondo que um destes palpites esteja correcto, e depois? Em que é que nos ajuda a perceber o nosso próprio infortúnio e a nossa própria vulnerabilidade como cidadãos? O que se vai seguir à confirmação de que nos trataram selvaticamente em protesto contra o seu próprio Governo? Vamos mandar uma missão diplomática para falar com o Governo sul africano para melhorar as condições de vida dos seus cidadãos? Vamos nos empenhar mais no desenvolvimento da África do Sul? Ou vamos proibir os nossos compatriotas de lá porém os pés?

Confesso que não percebo a nossa mentalidade. Percebo a indignação que sentimos bem como a necessidade que temos de a mostrar. Não percebo por que temos esta tendência de perdermos de vista o que é essencial num assunto e concentrarmos toda a nossa atenção no que é supérfluo. Ou no que não podemos mudar. Já foi assim no período imediatamente a seguir à independência. Andamos constantemente a falar dos maus de fora (imperialismo, apartheid, etc.) e deixamos de nos concentrar em nós próprios e na responsabilidade que temos pelo nosso próprio destino. Quando finalmente acordámos desse pesadelo nos meados dos anos oitenta, começámos a progredir, ainda que aos encontrões como é normal quando um pobre avança que é quase sempre tropeçando. A violência de que os nossos compatriotas na África do Sul estão a ser vítimas tem causas internas sul-africanas que as autoridades daquele país “irmão” tarde ou cedo vão apurar e, quem sabe, resolver. O que nos devia interessar saber, e ser objecto de debate na nossa esfera pública, é o que nós devemos fazer para que os nossos compatriotas não sejam tão vulneráveis quanto têm sido além-fronteiras, mas também dentro do país. Não estamos perante um problema de violência xenófoba, mas sim de cidadania.

SER MOÇAMBICANO
Quando, entre nós, o tema é definir a moçambicanidade muitos de nós começamos aí a desfiar belos discursos sobre as nossas tradições culturais, sobre a nossa resistência secular a não-sei-quantos e sobre a nossa hospitalidade temperada pelo sal das águas do Índico. Não admira, pois, que muitas vezes essas discussões desemboquem em essencialismos do tipo de querer saber se é possível ser moçambicano sem ter passado por certas experiências, estilo diga-me quem são os teus avôs, dir-te-ei se és moçambicano ou nacional. O que estes belos discursos têm em comum é, na verdade, uma tendência bastante nociva de recusar articular a definição do moçambicano com o Estado dentro de cujas fronteiras ele vive. A famosa “moçambicanidade” é uma artimanha que alguém mal-intencionado inventou para nos impedir de falar de cidadania enquanto conjunto de direitos.

Ser moçambicano é ser cidadão deste país. E isso significa que o que nos define não é, num primeiro momento, nada emocional, nem cultural, mas sim direitos consagrados na nossa Constituição e que explicam a existência do Estado. Somos moçambicanos porque confiamos a protecção da nossa dignidade humana a todos os outros que também tomaram a mesma decisão e aceitam a necessidade de institucionalizar essa dignidade por via do reconhecimento de direitos inalienáveis através do contrato que é a Constituição. Somos moçambicanos porque temos direitos, ainda que isso não pareça evidente. Um dia teremos direitos por sermos moçambicanos, razão pela qual muitos saiem e chegam mesmo a mudar de nacionalidade para poderem ter direitos. Mas o que estas ideias aparentemente desconexas querem dizer é que a política e toda a sua razão de existência residem no reconhecimento deste princípio simples: somos moçambicanos porque temos direitos.

Não preciso de enumerar esses direitos, tanto mais que são facilmente acessíveis no nosso livro básico. O importante aqui são as implicações práticas desse princípio bem como a questão bem bicuda de saber até que ponto a nossa política se constitui nesse reconhecimento. As implicações práticas são simples de tratar. A pergunta que devemos colocar é de saber se os nossos órgãos de Estado têm como razão de ser a garantia e protecção dos nossos direitos. Têm? A Polícia existe para garantir a nossa segurança física? Fá-lo? Os tribunais existem para garantir o nosso direito à justiça? Fazem-no? A liberdade de Imprensa existe para garantir o nosso direito à informação? Consegue? Reparem que a ideia de colocar estas perguntas não é de depois constatarmos que nada disso acontece e, portanto, concluirmos que estamos mal mesmo.
Que estamos mal, estamos. Mas só isso não basta. A ideia é sim de podermos perguntar o que devemos fazer para que os órgãos que existem para garantirem e protegerem os nossos direitos o façam. A substância da política está aqui. A racionalidade do programa eleitoral está aqui. Prometam tudo quanto quiserem, mas respondam à pergunta de saber se essas promessas protegem e garantem os nossos direitos.

A política é uma conversa sobre as condições de usufruto da cidadania. Por vezes a conversa é acrimoniosa, por vezes tediosa, e outras vezes ainda apaixonada e interessante. Tudo isso tem acontecido na Assembleia da República, na Imprensa e em todos os fóruns de debate que fazem a nossa esfera pública. E é assim que as coisas são. Portanto, se olharmos para as coisas a partir deste ponto de vista, podemos facilmente começar a ver o que interessa discutir a sério em relação à violência de que os nossos compatriotas estão a ser vítimas. Afinal, trata-se de violência contra gente sem direitos sob o olhar impávido de muitos de nós.

Fonte: Jornal Notícias

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Malaria


No combate à malária: Países da SADC devem cooperar - constata uma expedição multissectorial que percorreu o Zambeze desde Angola até Moçambique
OS países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) devem cooperar no sentido de combater a malária, doença que mata anualmente mais de um milhão de pessoas, na sua maioria neste continente. Esta foi a constatação de uma equipa multissectorial que fez uma expedição em seis países por onde passa o rio Zambeze, com vista a chamar atenção sobre os problemas associados a esta doença.

Segundo Hervé Verhoosel, líder do grupo de uma expedição que durou dois meses, unidos os países podem vencer esta doença, pois quase todos têm escassos recursos que quando partilhados podem aliviar o grande problema que a malária provoca. “Nenhum grupo, mesmo bem intencionado, e nenhum Governo, mesmo bem empenhado, pode sozinho vencer a luta contra esta doença resistente”.

Falando à Imprensa logo à chegada desta equipa, o seu líder destacou a necessidade de cooperação entre os países limítrofes porque, segundo disse, em três mil quilómetros de navegação do rio Zambeze, desde o nordeste de Angola, que faz fronteira com a República Democrática de Congo, até ao delta de Zambeze, em Moçambique, notam-se comunidades distanciadas onde a população não tem acesso aos medicamentos de combate à malária.
“É necessário que haja uma estratégia única porque, por natureza, os mosquitos causadores de malária são extremamente móveis e transmitem parasitas ao Homem sem fronteiras”.

Hervé Verhoosel disse ainda que em Moçambique, 99 por cento da população corre o risco de contrair a malária. “As inundações regulares do Zambeze agravam o problema. Há necessidade de expandir a pulverização, aumentar o uso de mosquiteiras de acção prolongada e melhorar a coordenação”.

Entretanto, os organizadores da expedição, nomeadamente Helge Bendl e Andy Leemann, também disseram a jornalistas que durante a expedição tiveram constatações que poderão futuramente ajudar a mais de 1500 pessoas que vivem ao longo do rio.
Para Helge Bendl, a situação da malária é terrível, as pessoas têm que perceber isso, que se devem unir para combater esta doença.

Fonte: Jornal Notícias

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RUE diz não querer deixar créditos em mãos alheias Nampula


O deputado da Assembleia da República do círculo eleitoral de Nampula, pela bancada parlamentar da Renamo – União Eleitoral, Carlos Manuel, diz que nas próximas eleições autárquicas, marcadas para Novembro próximo, o partido a que pertence, não vai deixar em mãos alheias os créditos que já dispõe nos municípios onde a governação está sob alçada da Renamo. Falando em entrevista exclusiva à reportagem do «Canal de Moçambique» em Nampula, Carlos Manuel afirmou ser aposta do partido de que ele é membro, consolidar os municípios onde eles dirigem e com efeito aumentar o número de autarquias sob direcção da Renamo.



Num outro passo, aquele deputado, disse que o "neste momento estamos a trabalhar a todo gás e de maneira alguma podemos deixar os nossos créditos em mãos alheias" – disse, para depois acrescentar que "o povo já viu e conhece as diferenças entre a governação da Frelimo e da Renamo". Manuel disse mais adiante não acreditar que o povo queira voltar a sofrer, votando, com efeito em "algo que não lhe vale a pena" – referiu, para depois sublinhar que "o povo está cansado da má governação de que é vítima nos municípios liderados pela Frelimo".
A fonte diz igualmente que vai reunir com os governos distritais, no sentido de auscultar destes a forma como está sendo feito o uso dos famosos “sete milhões de meticais” que passaram a ser locados aos distritos do Orçamento Geral do Estado durante o mandato do presidente da República e do partido Frelimo, Armando Guebuza, que passou a considerar os distritos como “pólos de desenvolvimento”.

Fonte: Canal de Moçambique - (Aunício da Silva)

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Acordo ortográfico cria-me confusão (4)


NOSSA LITERATURA AINDA ESTÁ POR NASCER

“Dizem que sou escritora e que fui a primeira mulher moçambicana a escrever um romance. Eu apenas conto estórias”. Estas palavras pertencem à escritora que mais livros ofereceu à literatura. Mas a qual literatura? Moçambicana? Não, não, porque esta ainda não existe, segundo Paulina Chiziane.

“Não penso que possamos dizer que temos uma literatura moçambicana, ou seja que se identifique como tal. Nós estamos todos os dias à procura de estéticas de isto ou daquilo para escrevermos ou para abordarmos a literatura. Os nossos modelos de aprendizagem ainda são os europeus. Até que ponto nos esforçamos por fazer reviver a estética tradicional moçambicana?” Este questionamento é resposta a um outro, que colocámos a Paulina Chiziane, sobre a literatura moçambicana.


Esta não é uma crítica que faço aos outros, pois eu também sou alvo dela. Reparemos numa coisa: a música é diferente da escrita, porque o músico, pelo menos, canta na sua língua”, explica a escritora, segundo quem “para você poder ser bom na literatura, salvo algumas e raras excepções, tem que escrever em modelos de A, ou de b, ou de C. Ora, bolas, que eu saiba, na nossa estética tradicional, quando se vai contar um grande conto, primeiro começa-se pelos ditados ou provérbios, etc. Essa é a estética da minha terra. Eu sou muitas vezes criticada e os meus críticos dizem e escrevem que ‘a Paulina escreve coisas que não têm forma’. E eu pergunto, forma de quê? Já foi muito bom eu aprender a ler e a escrever uma língua que não é originariamente nossa”, comenta.

Na opinião desta proeminente escritora, os autores moçambicanos e muitos outros de outros países africanos – de expressão portuguesa e não só – têm, ainda que de forma inconsciente, escrito em modelos que lembram os europeus.
Defendendo a ideia de que a literatura moçambicana é algo que ainda está por nascer, “porque os nossos escritos não nos identificam suficientemente como moçambicanos, fora as histórias que contamos”, Paulina Chiziane é de opinião que se devia investir na criação de um modelo de escrita nosso, baseado, por exemplo, na forma como são apresentados os contos orais. “Escrevemos na língua do outro, na estética do outro e ainda não investimos na busca da nossa própria estética. Atenção, eu própria estou inclusa nesta crítica”.

“Não tenho muitas boas palavras para explicar bem o que quero dizer, mas posso dar o exemplo de uma viola: é um instrumento europeu, ao alcance de qualquer indivíduo no mundo. O chinês compra-a e faz acordes chineses, portanto que o identificam. O moçambicano compra-a e faz acordes ou chopes, da marrabenta ou de todas as outras coisas que nós somos na música. O árabe idem, dedilhando o seu som”, comenta.

“Neste momento a nossa viola é a língua portuguesa. O que é que nós fazemos com a língua portuguesa em Moçambique? Eu escrevo na língua portuguesa e ainda me pedem para usar a estética da escrita da língua portuguesa. Por amor de Deus!”, desabafa a autora, que se considera escritora, mas que, segundo ela, ainda não atingiu maturidade para chamar-se a si mesma escritora moçambicana.

Por: GIL FILIPE

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domingo, 8 de junho de 2008

Acordo ortográfico cria-me confusão (3)


PORQUE É QUE TENHO QUE SER LUSÓFONA?

Um único instrumento aparentemente une os países que fazem parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o idioma que todos eles têm como oficial. Erradamente, se tem dito que se trata de uma comunidade de mais de 200 milhões de falante. Errado porque, por exemplo em Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, nem todos têm o português como “sua” língua. Ou seja, o idioma luso não é usado na comunicação pela totalidade dos seus habitantes. Só no nosso país, estimamos que, pelo menos, 30 por cento dos cerca de 20 milhões de habitantes que somos não tem domínio da língua portuguesa.


Polémica dos números à parte, Paulina Chiziane é uma cidadã céptica quanto ao andamento e utilidade da CPLP. “Quando ouvi falar da CPLP antes pensei que era uma coisa bonita, mas hoje cada vez que me falam, falam-me também da lusofonia e por isso chamam-nos cidadãos lusófonos. Eu já sou africana, sou moçambicana, ainda vou ser lusófona? O que é isso? O que é que é que estas organizações querem? Não sei”.

A escritora afirma recear que esta organização e outras similares venha trabalhar na recolonização de uma mente que já está colonizada. “Quando se está na lusofonia, é preciso falar lusofonicamente. Se eu e o meu povo não sabemos falar o luso, como é que vamos falar lusofonicamente? Então, não gosto muito e tenho medo destas instituições”, sublinha.

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sábado, 7 de junho de 2008

Use Camisinha

Campanha contra a Sida.

Seja Inteligente, Tenha Sempre seu Pacotinho no Bolco/Carteira.

Faca sexo responsavel, use a Camisinha.


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